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| ZFS On Linux a caminho de ser adotado pelo FreeBSD |
FreeBSD prentende adotar ZFS On Linux
Comunidade FreeBSD pretende portar e dar suporte ao toybox
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| toybox no FreeBSD |
não é de hoje que vemos as comunidades Linux e FreeBSD trabalhando juntas. O FreeBSD já foi até mesmo um dos financiadores do evento Texas Linux Fest em 2016 e Dia atrás eu postei que o FreeBSD pretende portar o ZFS On Linux e agora temos mais uma notícia (briga entre FreeBSD e Linux está mais atrelado a usuários fanboys). Ed Maste da comunidade FreeBSD entrou em contato com a comunidade toybox informando que pretendem portá-lo para o FreeBSD. Sendo assim, correções de bugs e novos recursos acabarão sendo enviados de volta para a comunidade toybox. Com isso, provavelmente veremos a nova opção "make freebsd_defconfig" para compilar dentro do toybox (tendo algo como um .config.FreeBSD? Pode ser que sim. Possivelmente um kconfig/freebsd_miniconfig).
FreeBSD marca presença no Texas Linux Fest 2016
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| FreeBSD na Texas Linux Fest |
Sempre tem os dois lados: O lado que defende que FreeBSD é melhor do que Linux em tudo, e o lado que defende que Linux é melhor do que FreeBSD em tudo. Sempre dois lados radicais que parecem nunca ceder.
Bom, o que eu quero chamar a atenção de vocês é que na seção patrocinadores localizada na coluna a direita do site aparece o FreeBSD sendo um dos tais. Então, se o próprio FreeBSD não tem essas tretas, por que temos que ter? Temos na verdade é que saber aonde aplicar cada sistema operacional, trabalhar em conjunto e adotar a cultura do código de conduta que existe tanto neste festival quanto no FOSS.
Confiram o FreeBSD no evento.
FreeBSD
pfSense
FreeBSD 16 livre da licença GPL
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FreeBSD 16 livre da licença GPL |
O FreeBSD 16 ainda não foi lançado (previsto para Dezembro de 2027), mas vários sites como FOSS Force, FOSSLinux, Slashdot e Phoronix veem publicando desde o dia 14 de Julho que o FreeBSD 16 conta com um dos seus principais destaques, ter removido completamente todo código fonte que seja regido sob a licença GPL da base do sistema operacional. No dia 21 de Fevereiro foi aberto o ticket D55424 intitulado "Retire dialog" que descreve:
"Esse é o ultimo restante de software GPL na base do sistema. O instalador fez transição para o bsddialog quatro anos atrás e o ultimo consumidor de dialog restante, o dpv, foi desligado mais de dois anos atrás. Aposentem o dpv, libdpv, libfigpar (utilizado apenas pelo dpv), e o próprio dialog."
O dialog era a ultima peça chave que estava presente no sistema que servia para fornecer interface de texto ncurses para o bsdinstall do FreeBSD e agora conta com o seu substituto, o bsddialog (veja também o bsddialog(1)). No dia 07 de Julho de 2026 foi publicado no GitHub do FreeBSD o Commit 134a4c7 com o título "Aposentem a subtree do GNU:
"Com o diff e cdialog do GNU removidos, isso agora é apenas uma casca vazia."
Com esse commit, foi concluída a remoção completa da subtree do GNU da arvore de código fonte do FreeBSD (inclusive até das notas do arquivo README) tendo todos eles entrado para obsoletefiles.inc.
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| bsddialog |
A equipe do FreeBSD vem fazendo este pesado trabalho ao longo de um bom tempo. Duas soluções que o FreeBSD adotou eu já apresentei aqui no meu blog, sendo elas o comando bc de autoria de Gavin Howard e que é utilizado também no Android como dependencia para compilar seu kernel (e que já reportei um bug) e o pacote libarchive que contem comandos como tar, minitar, cpio e unzip.
Deixar de utilizar licença GPL simplifica o processo de adoção não havendo mais a necessidade de ficar rastreando exigências da GPL (como é o caso que Linus Torvalds afirmou para não utilizarem o ZFS no Linux exatamente devido os conflitos entre suas licenças).
Migrar para alternativas sob outras licenças open-source ou remover todo código sob alguma GPL se tornou um processo natural, coisa tal que já foi feito no próprio Android há muito tempo. Nas notas de rodapé do about do toybox é descrito:
"Desde que o Android não era "GNU/Linux" de jeito nenhum, nós precisávamos limpar todos os vestígios de software gnu de sua compilação para obter um sistema auto-suficiente limpo."
Como mostro no artigo É possível que um dia Linux saia da GPL? a popularidade da GPL vem caindo cada vez mais desde de 2007 tanto para novos projetos quanto para projetos já consolidados que migraram para outras licenças. No próprio Android explicitamente se desencoraja o uso das licenças GPL e LGPL em seus produtos e gradativamente reimplementaram componentes (como sua pilha bluetooth) que estavam sob tais licenças por outros sob licença Apache (sim para quem não acreditam, o Android é uma distribuição Linux open-source). O Android ainda carrega a política de não conter nada sob GPL em seu user space; apenas em seu kernel space utiliza GPL já que que se trata do kernel linux vanilla onde não removem e nem modificam nada do kernel, apenas adicionando o que necessitam.
Já a Apple congelou o Xcode nas últimas versões do GPLv2 (GCC 4.2.1 com binutils 2.17) por mais de 5 anos enquanto patrocinava o desenvolvimento de novos projetos (clang/llvm/lld) para substituí-los, implementou um novo servidor SMB do zero para substituir o Samba, substituiu o bash pelo zsh e assim fez com toda a sua pilha de programas da base do MacOS X.
Existem até projetos que mesmo que continuem utilizando GPL em seus projetos, acabam deixando notas autorizando o uso e a promessa de não processar os usuários. Veja como exemplo a FAQ da dietlibc:
"Q: GPL é ruim! Agora eu não posso compilar meus programas BSD com a diet libc!
A: Errado. você pode compilá-los e utilizá-los. Você só não pode redistribuir os binários. Dito isso: Eu não vou processar ninguém por distribuir binários de programas BSD linkados à dietlibc, contanto que o código fonte esteja disponível em algum lugar público."
A própria Linux Foundation fundou a SPDX (System Package Data EXchange: ISO/IEC 5962:2021) para que, de forma simples de explicar, proteger legalmente os projetos evitando que eles tenham conflitos entre as licenças open-source. O toybox por exemplo, sendo regido sob a clausula zero BSD (0BSD) possui um identificador da SPDX que te direciona ao site oficial BSD Zero Clause License | Software Package Data Exchange (SPDX).
Ainda é possível utilizar software licenciado sob GPL no FreeBSD através de instalação separada (o que é algo que ocorre também no Android).
Como eu já disse no passado:
- Nem todas as ferramentas que utilizamos nas distribuições Linux são do projeto GNU como alegam. A maioria são do próprio Linux* ou de outros Unix.
- As ferramentas do GNU são substituíveis.
- Nem toda ferramenta que o projeto GNU alega ser deles é deles de fato.
- A maioria do código das ferramentas do projeto GNU é desenvolvido por outros projetos (incluindo o próprio Linux) e outras empresas, menos pelo próprio projeto GNU (foram quando não dão créditos as pessoas).
*Pois é, mentiram para você esse tempo todo alegando que Linux é somente o kernel do sistema operacional.
Leia também aqui no blog:
O dia que Laurent Bercot calou Richard Stallman: Eu não uso GNU, eu uso Linux!
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POLEMICA - Linux ou BSD? Qual o melhor?
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| Linux e FreeBSD e não Linux VS FreeBSD |
Recentemente postaram em um grupo em uma rede social tal pergunta, então peguei exatamente este título escrito na rede social e resolvi fazer uma analise sobre os BSDs para poder responder sobre o assunto, pois não somos xiitas ao ponto de não utilizar e/ou testar outros sistemas operacionais (mas talvez não seja um assunto que eu queira mais abordar. Quero focar mais em Linux desde que já expliquei sobre esse assunto anteriormente no artigo sobre as diferenças entre os dois sistemas que traduzi do distrowatch). Alias, uma das qualidades que Linux proporciona aos seus usuários é o amplo conhecimento (mais uma das liberdades que existem dentro do mundo Linux e que muitos exploram pouco): Outras arquiteturas, que dentro do próprio kernel é possível notar quantas arquiteturas são suportadas (e tem gente ainda achando que Linux só é para servidores ou que só exista x86...), outros filesystems (por que para técnico em Windows é assim, tudo para eles é partição: Partição FAT, partição NTFS... Conhecimento proporcional = 0; por que partições e filesystems são coisas totalmente diferentes), outros sistemas operacionais, outras licenças.
| Arquiteturas dentro do kernel Linux |
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| Filesystem no kernel Linux. |
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| Beastie |
- FreeBSD: focada em robustez e eficiência tanto para ambientes tanto de servidores quanto para desktop (hoje portado para várias arquiteturas). Seu lema é "The power to serve" (O poder para servir"). Seu mascote é um demônio chamado Beastie. Esse é o BSD mais utilizado entre todos os outros.
- NetBSD: Focada em rodar no maior número de plataformas possíveis tornando-o o OS mais portável do planeta; tanto que seu lema é “Of course it runs NetBSD” (É claro que roda NetBSD!). Roda em tudo essa bagaça.
- OpenBSD: focado primariamente em segurança e nos tópicos relacionados (forte integração de segurança, criptografia a um nível TOP LEVEL. Esse é o sistema operacional mais seguro do mundo). Seu mascote é um peixe que mais parece... com... um baiacu.
- DragonFlyBSD Com muitos conceitos inspirados do AmigaOS (que, alias, Mathhew Dillon é conhecido por criar o compilador C DICE no Amiga) e com recursos similares ao do Linux, é focado em proporcionar uma infraestrutura SMP compatível que seja fácil de entender, manter e de desenvolver. Esse foi o que mais utilizei, Então, vou basear a minha experiência nele. Gravei a imagem iso em um pendrive com um simples comando dd conforme descreve no meu manual Caixa de Ferramentas do Unix, criptografa tudo no momento da instalação (dispositivo, filesystem, home... até cansa na hora de bootar e ter que ficar digitando senha, mas garante ótima segurança), utiliza os filesystems UFS ou HAMMER (H.A.M.M.E.R foi desenvolvido pelo próprio Matt Dillon para suportar HDs de 4 teras ou até storages acima de um exabyte e tem uma pancada de recursos), vem no caso como o FreeBSD (sem interface gráfica). Bom, gostei dele até demais. Uma coisa que Matt Dillon merece crédito foi o fato de ter descoberto bug no processador da AMD onde foi até convocado pela própria AMD para ajudar na correção de tal erro.
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| Principais distribuições BSD |
ClonOS - Uma alternativa ao Proxmox baseado no FreeBSD
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ClonOS - Uma alternativa ao Proxmox baseado no FreeBSD |
Depois que Xen server passou a ser pago, muitos profissionais passaram a migrar os seus clientes para outra solução como o Proxmox, o xcp-ng, o oVirt e até mesmo o Openshift da Red Hat que possui suporte a virtualização; a Nutanix também entra nesta briga como uma briga como concorrente da VMWare e muitas vem migrando para containers o máximo de aplicações possíveis e que pode gerar economia ainda maior:
No ano passado, a VMWare foi adquirida pela Boradcom pelo valor de US$ 61 bilhões (uma das mais caras aquisições da indústria de tecnologia). Após esta aquisição, os produtos e serviços da VMWare passaram a ficar mais caros e consequentemente, as empresas que as possuíam, passaram a buscar outras soluções em virtualização. Há empresas que já mantinham outras alternativas de virtualização atuando paralelamente dentro de suas infraestruturas exatamente para se prevenirem de casos inesperados (lógico que tudo isso tem um custo que a curto prazo pode parecer caro, mas não quando necessário remediar a situação). Bom, e no meio de tantas soluções de virtualização no Linux (Linux é o sistema operacional com o melhor suporte a virtualização que existe), uma equipe desenvolvedores de FreeBSD decidiu projetar uma alternativa que a chamaram ClonOS.
- Virtualization limits for Red Hat Enterprise Linux with KVM - Red Hat Customer Portal
- Virtualization Tuning and Optimization Guide | Red Hat Product Documentation
- Manual: qm.conf - Proxmox VE
ClonOS: Uma alternativa ao Proxmox Baseada no FreeBSD
ClonOS é uma plataforma baseada no FreeBSD e no framework CBSD que eu já abordei aqui no blog no artigo CBSD sendo portado para DragonflyBSD. O ClonOS vem com interface web para facilitar o controle, deploy e gerenciamento dos containers jails do FreeBSD e dos ambientes de virtualização tanto do Bhyve quanto do Xen. Além disso, o ClonOS disponibiliza suporte ao 9p (sistema de arquivos do plan9 utilizado o WSL) para ser utilizado no compartilhamento de diretórios do bhyve via virtio-p9; Bhyve management para criar e excluir VMs; conexão com console "físico" de convidado via VNC do navegador ou diretamente pelo sistema; monitoramento em tempo real; acesso a estatísticas de carga através do SQLite3 e beanstalkd; suporte a ZFS; import/export de ambientes virtuais; repositório público com virtual machine templates e ajuda baseada em puppet para a configuração de serviços populares. Há ferramentas que estão em andamento.
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Não Viva de Boatos (Quebrando paradigmas - 2ª parte: Linux VS FreeBSD)
Bom, postei o vídeo que intitulei "Quebrando paradigmas - segunda parte". Eu estou vendo aparecer por aqui quem critique ainda (na verdade, está demorando). Neste vídeo, eu dei uma pauta de um comentário que fizeram comigo afirmando que FreeBSD com ZFS ou UFS tem melhor desempenho que Linux. Se é direito dele de dar uma opinião horrível e muito superficial, então é meu direito também.
- Licença
- Terminal de comandos
- Filesystem
- Daemon init e outras daemons (apesar de Linux possuir suporte a daemon init BSD, como é o caso do Slackware e o Arch. Tudo bem, já vi Arch usar OpenRC e Systemd tambem).
- Firewall (sempre menciono isso)
Eu já havia escrito alguns artigos no meu blog mencionando BSD desde o primeiro artigo do meu blog:
- http://tocadotux.blogspot.com/2014/08/blog-post.html
- http://tocadotux.blogspot.com.br/2014/12/uma-opiniao-nas-diferencas-entre-bsd-e.html
- http://tocadotux.blogspot.com.br/2015/02/definicao-unix-like.html
- http://tocadotux.blogspot.com.br/2015/02/poleminca-linux-ou-bsd-qual-o-melhor.html
- http://tocadotux.blogspot.com.br/2015/03/diferentes-modelos-de-kernels.html
- http://tocadotux.blogspot.com.br/2015/03/o-que-sao-forks.html
Mas chegou um certo momento em que decidi deixar essa parte de UNIXes e me concentrar unicamente em Linux.
confiram o vídeo em que tento esclarecer como as coisas devem ser analisadas.
O FortiOS por exemplo, que é um sistema operacional Linux da empresa Fortinet, é fortemente conhecido por não herdar padrões comuns com as distribuições Linux.
Querem saber a real? Detesto o termo "Linux VS BSD" por ficarem disputando qual é melhor (baita briga de ego besta do caramba). Eu preferiria o termo Linux e BSD assim como é o cado do HelenOS que já postei aqui:
Eu quero simplesmente utilizá-los para as minha necessidade não importando qual. Cada um tem os seus pontos fortes, vamos apenas usufruir disto e criar um ecossistema juntos. Gosto de Unix, a única diferença é que decidi concentrar meus esforços e estudos em Linux do que em outros Unixes por achá-lo mais interessante.
Uma Breve Introdução ao BSD, Part. II
Olá, hoje iremos dar continuidade a nosso artigo sobre BSD. Vamos falar um pouco sobre as variáveis como distribuições e alguns setores que podemos encontra-las
Como já foi dito no artigo anterior Uma Breve Introdução ao BSD, Part. I, o BSD é o nome das distribuições de código fonte da Universidade da Califórnia, Berkeley, que originalmente eram extensões ao sistema operacional UNIX® da AT & T. Logo o que veremos hoje são algumas das mais populares, começando pelo mais comun o FreeBSD
FreeBSD
A primeira distribuição em CD-ROM (e em toda a rede) foi o FreeBSD 1.0, lançado em dezembro de 1993.
Este foi baseado na fita 4.3BSD-Lite ("Net / 2") da U.C. Berkeley, com muitos componentes também fornecidos pelo 386BSD e pela Free Software Foundation. Por volta desta época, algumas ações inesperadas surgiram, a Novell e U.C. Berkeley estabeleceram sua longa ação judicial sobre o status legal da fita Berkeley Net / 2.
O FreeBSD pode ser encontrado como partes de softwares dos grandes players do mercado como o Orbis OS, sistema operacional do PS4 que deriva dessa distribuição. Possuí também versão personalizada pela Microsfot para a plataforma Azure.
OpenBSD
Nem todos adoraram o NetBSD, no entanto. Em 1995, Theo de Raadt, um dos principais desenvolvedores do NetBSD, deixou o projeto para fundar sua própria distribuição, o OpenBSD.Ele e seus seguidores se separaram tomando uma abordagem purista para o licenciamento. Eles rejeitaram a GNU GPL, a licença de software que governava o Linux e muitos outros importantes projetos de software livre, por considerarem muito restritiva.
Eles preferiram, em vez disso, os termos de licenciamento do sistema operacional BSD original, o que permitiu aos desenvolvedores fazer essencialmente o que queriam com o código-fonte, incluindo negar a outros desenvolvedores o direito de fazer o mesmo optando por não liberar o código-fonte de seu trabalho.
O resultado era um sistema operacional baseado em BSD que era quase totalmente licenciado sob termos extremamente permissivos. Os desenvolvedores do OpenBSD até reescreveram os componentes licenciados pela GPL da plataforma para que todos os softwares em sua distribuição fossem compatíveis com licenças estilo BSD.
Isso não era porque eles não amavam o código aberto. Os desenvolvedores do OpenBSD também se comprometeram a publicar todo o código fonte on-line, uma prática que era rara na época. Eles simplesmente acharam o licenciamento BSD melhor do que a GPL.
A equipe do OpenBSD também levou a documentação muito a sério. Numa época em que os programadores de software livre estavam provando serem muito melhores em escrever código do que completar a tarefa mais chata, escrever documentação para acompanhar o desenvolvimento, e isso importava.
Vinte anos depois, o OpenBSD sobrevive como uma das alternativas mais populares para o sistema operacional alternativo favorito do mundo, o Linux. Exatamente quantas pessoas o utilizam permanece um mistério, já que o projeto não publica estatísticas de uso. Mas um relatório de 2005, que provavelmente foi a última vez que alguém estudou essa questão, sugeriu que cerca de um terço de todos os usuários de plataformas baseadas em BSD usavam o OpenBSD.
As inovações as quais o OpenBSD contribui podem ser conferidas aqui:
https://www.openbsd.org/innovations.html
NetBSD
- Matlab
- Adobe Flash player plugin
- Acrobat Reader
- Muitos outros programas
Softwares baseados no NetBSD:
Hardwares projetados em torno do NetBSD:
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