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FreeBSD prentende adotar ZFS On Linux


ZFS On Linux a caminho de ser adotado pelo FreeBSD
ZFS On Linux a caminho de ser adotado pelo FreeBSD
 No dia 19 de Janeiro, Matthew Macy do projeto FreeBSD postou que pretendem mudar a base de código do sistema de arquivos ZFS no FreeBSD para o ZFS On Linux (ZOL). Isso devido a maioria do desenvolvimento do ZFS ter tomado lugar na empresa Delphix e no ZFS On Linux.

 O maior fornecedor do código do ZFS para o FreeBSD tem sido o IllumOS (Fork do antigo Open Solaris) desde 2007 e todas as possíveis correções de bugs e novos recursos que a comunidade FreeBSD tenta conseguir é enviado de volta para o IllumOS.

ZFS-do-IllumOS
Informações sobre o suoprte ao ZFS no FreeBSD
 Sendo assim, a comunidade FreeBSD percebe que haverá pouco (ou quase nenhuma) continuidade do desenvolvimento do ZFS no IllumOS e já que correções de bugs e novos recursos do ZOL não vão parar no IllumOS e nem no FreeBSD. Desta forma, a comunidade FreeBSD pretende dar continuidade a seu port do ZFS do Linux para o FreeBSD. Sim, já existe um port do ZOL para a FreeBSD e acho que essa é uma das melhores características do FreBSD e também uma das maiores criticas que tenho.


 Então, para quem está pensando em migrar para FreeBSD achando que vão ficar livres do COC, podem ter certeza que vocês tem grande chance de não escapar disso uma vez que a galera do FreeBSD porta muita coisa do Linux para si. Migrar de sistema operacional para outro não é a solução para todos os seus problemas; você pode estar eliminando um mas encontrando outros pela frente.

Comunidade FreeBSD pretende portar e dar suporte ao toybox

toybox-no-freebsd
toybox no FreeBSD


























 não é de hoje que vemos as comunidades Linux e FreeBSD trabalhando juntas. O FreeBSD já  foi até mesmo um dos financiadores do evento Texas Linux Fest em 2016 e  Dia atrás eu postei que o FreeBSD pretende portar o ZFS On Linux e agora temos mais uma notícia (briga entre FreeBSD e Linux está mais atrelado a usuários fanboys). Ed Maste da comunidade FreeBSD entrou em contato com a comunidade toybox informando que pretendem portá-lo para o FreeBSD. Sendo assim, correções de bugs e novos recursos acabarão sendo enviados de volta para a comunidade toybox. Com isso, provavelmente veremos a nova opção "make freebsd_defconfig" para compilar dentro do toybox (tendo algo como um .config.FreeBSD? Pode ser que sim. Possivelmente um kconfig/freebsd_miniconfig).

 Aluns testes já estão sendo realizados com o miniconfig e estão verificando os comandos (há comandos que o FreeBSD pode não possuir como o nproc, ou se comportarem de forma diferente como o sysctl retorna certos valores diferentes e etc...)


 Uma coisa que foi dita é que provavelmente não veremos uma versão do toybox para o Mac OS. Aí fica a critério da Apple; ou ela faz uso do port do FreeBSD ou do contrário, é só lamento.

FreeBSD marca presença no Texas Linux Fest 2016

FreeBSD na Texas Linux Fest
 Fala cambada, beleza? Esse mês acontece o Texas Linux Fest em Austin, capital do estado. OK, mas por que eu estou falando isso sendo que é na outra ponta do continente?
 Simples, para debater um assunto que por fim gerou treta quando fiz o vídeo "Não viva de boatos (quebra de paradigmas - Linux VS FreeBSD)".  Para quem não assistiu, confira aí:



 Sempre tem os dois lados: O lado que defende que FreeBSD é melhor do que Linux em tudo, e o lado que defende que Linux é melhor do que FreeBSD em tudo. Sempre dois lados radicais que parecem nunca ceder.

 Bom, o que eu quero chamar a atenção de vocês é que na seção patrocinadores localizada na coluna a direita do site aparece o FreeBSD sendo um dos tais. Então, se o próprio FreeBSD não tem essas tretas, por que temos que ter? Temos na verdade é que saber aonde aplicar cada sistema operacional, trabalhar em conjunto e adotar a cultura do código de conduta que existe tanto neste festival quanto no FOSS.

 Confiram o FreeBSD no evento.


FreeBSD

Nível de patrcínio: 
Exibidor de Comunidade 
FreeBSD® é um sistema operacional avançado para servidor moderno, desktop, e plataformas de computador embarcado. A base de código do FreeBSD tem submetido mais de trinta anos de desenvolvimento, melhoramento e otimização contínua. Ele é desenvolvido e mantido por uma grande equipe de indivíduos. FreeBSD fornece serviço de rede avançado, recursos de segurança impressionante, desempenho e é uutilizado por alguns do web sites mais ativos do mundo e muitas redes embarcadas e dispositivos de armazenamentos mais difundidos do mundo.

 Não somente o FreeBSD faz presença no evento, mas o PFSense também. Confiram:


pfSense

Nível de patrocínio: 
Exibidor de Comunidade 
pfSense é uma distribuição firewall e roteador open source com mais de 350.000 instalações nos sete continentes (sim, até mesmo na Antárctica). O sistema inclui pacotes de software free de terceiros para funcionalidade adicional, e provê a maioria da funcionalidade firewall comerciais caros.

Então é isso galera, treta o escambau. Vamos é trabalhar juntos sendo até mesmo honestos com nós mesmos em admitir os pró e contras de cada sistema operacional.

FreeBSD 16 livre da licença GPL

 

FreeBSD Base System Is Now Free of GPL-Licensed Software

FreeBSD 16 livre da licença GPL

 O FreeBSD 16 ainda não foi lançado (previsto para Dezembro de 2027), mas vários sites como FOSS Force, FOSSLinux, Slashdot e Phoronix veem publicando desde o dia 14 de Julho que o FreeBSD 16  conta com um dos seus principais destaques, ter removido completamente todo código fonte que seja regido sob a licença GPL da base do sistema operacional. No dia 21 de Fevereiro foi aberto o ticket D55424 intitulado "Retire dialog" que descreve:

"Esse é o ultimo restante de software GPL na base do sistema. O instalador fez transição para o bsddialog quatro anos atrás e o ultimo consumidor de dialog restante, o dpv, foi desligado mais de dois anos atrás. Aposentem o dpv, libdpv, libfigpar (utilizado apenas pelo dpv), e o próprio dialog."

O dialog era a ultima peça chave que estava presente no sistema que servia para fornecer interface de texto ncurses para o bsdinstall do FreeBSD e agora conta com o seu substituto, o bsddialog (veja também o bsddialog(1)). No dia 07 de Julho de 2026 foi publicado no GitHub do FreeBSD o Commit 134a4c7 com o título "Aposentem a subtree do GNU:

"Com o diff e cdialog do GNU removidos, isso agora é apenas uma casca vazia."

 Com esse commit, foi concluída a remoção completa da subtree do GNU da arvore de código fonte do FreeBSD (inclusive até das notas do arquivo README) tendo todos eles entrado para obsoletefiles.inc.

bsddialog

 A equipe do FreeBSD vem fazendo este pesado trabalho ao longo de um bom tempo. Duas soluções que o FreeBSD adotou eu já apresentei aqui no meu blog, sendo elas o comando bc de autoria de Gavin Howard e que é utilizado também no Android como dependencia para compilar seu kernel (e que já reportei um bug) e o pacote libarchive que contem comandos como tar, minitar, cpio e unzip.

 Deixar de utilizar licença GPL simplifica o processo de adoção não havendo mais a necessidade de ficar rastreando exigências da GPL (como é o caso que Linus Torvalds afirmou para não utilizarem o ZFS no Linux exatamente devido os conflitos entre suas licenças).

 Migrar para alternativas sob outras licenças open-source ou remover todo código sob alguma GPL se tornou um processo natural, coisa tal que já foi feito no próprio Android há muito tempo. Nas notas de rodapé do about do toybox é descrito:

"Desde que o Android não era "GNU/Linux" de jeito nenhum, nós precisávamos limpar todos os vestígios de software gnu de sua compilação para obter um sistema auto-suficiente limpo."

 Como mostro no artigo É possível que um dia Linux saia da GPL? a popularidade da GPL vem caindo cada vez mais desde de 2007 tanto para novos projetos quanto para projetos já consolidados que migraram para outras licenças. No próprio Android explicitamente se desencoraja o uso das licenças GPL e LGPL em seus produtos e gradativamente reimplementaram componentes (como sua pilha bluetooth) que estavam sob tais licenças por outros sob licença Apache (sim para quem não acreditam, o Android é uma distribuição Linux open-source). O Android ainda carrega a política de não conter nada sob GPL em seu user space; apenas em seu kernel space utiliza GPL já que que se trata do kernel linux vanilla onde não removem e nem modificam nada do kernel, apenas adicionando o que necessitam.

 Já a Apple congelou o Xcode nas últimas versões do GPLv2 (GCC 4.2.1 com binutils 2.17) por mais de 5 anos enquanto patrocinava o desenvolvimento de novos projetos (clang/llvm/lld) para substituí-los, implementou um novo servidor SMB do zero para substituir o Samba, substituiu o bash pelo zsh e assim fez com toda a sua pilha de programas da base do MacOS X.

 Existem até projetos que mesmo que continuem utilizando GPL em seus projetos, acabam deixando notas autorizando o uso e a promessa de não processar os usuários. Veja como exemplo a FAQ da dietlibc:

"Q: GPL é ruim!  Agora eu não posso compilar meus programas BSD com a diet libc! 
A: Errado.  você pode compilá-los e utilizá-los. Você só não pode redistribuir os binários. Dito isso: Eu não vou processar ninguém por distribuir binários de programas BSD linkados à dietlibc, contanto que o código fonte esteja disponível em algum lugar público."

 A própria Linux Foundation fundou a SPDX (System Package Data EXchange: ISO/IEC 5962:2021) para que, de forma simples de explicar, proteger legalmente os projetos evitando que eles tenham conflitos entre as licenças open-source. O toybox por exemplo, sendo regido sob a clausula zero BSD (0BSD) possui um identificador da SPDX que te direciona ao site oficial BSD Zero Clause License | Software Package Data Exchange (SPDX).

  Ainda é possível utilizar software licenciado sob GPL no FreeBSD através de instalação separada (o que é algo que ocorre também no Android).

Como eu já disse no passado:

  1. Nem todas as ferramentas que utilizamos nas distribuições Linux são do projeto GNU como alegam. A maioria são do próprio Linux* ou de outros Unix.
  2. As ferramentas do GNU são substituíveis.
  3. Nem toda ferramenta que o projeto GNU alega ser deles é deles de fato.
  4. A maioria do código das ferramentas do projeto GNU é desenvolvido por outros projetos (incluindo o próprio Linux) e outras empresas, menos pelo próprio projeto GNU (foram quando não dão créditos as pessoas).

 

*Pois é, mentiram para você esse tempo todo alegando que Linux é somente o kernel do sistema operacional.


 Leia também aqui no blog:

Muito além do GNU

FreeBSD

BSDs

O dia que Laurent Bercot calou Richard Stallman: Eu não uso GNU, eu uso Linux!

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POLEMICA - Linux ou BSD? Qual o melhor?

Linux ou FreeBSD?
Linux e FreeBSD e não Linux VS FreeBSD

    A verdade é que não há melhor ou pior! Cada um é bom nas áreas em que se especializaram ou que atuam (nada impedindo-os que cada um as ampliem).

    Recentemente postaram em um grupo em uma rede social tal pergunta, então peguei exatamente este título escrito na rede social e resolvi fazer uma analise sobre os BSDs para poder responder sobre o assunto, pois não somos xiitas ao ponto de não utilizar e/ou testar outros sistemas operacionais (mas talvez não seja um assunto que eu queira mais abordar. Quero focar mais em Linux desde que já expliquei sobre esse assunto anteriormente no artigo sobre as diferenças entre os dois sistemas que traduzi do distrowatch). Alias, uma das qualidades que Linux proporciona aos seus usuários é o amplo conhecimento (mais uma das liberdades que existem dentro do mundo Linux e que muitos exploram pouco): Outras arquiteturas, que dentro do próprio kernel é possível notar quantas arquiteturas são suportadas (e tem gente ainda achando que Linux só é para servidores ou que só exista x86...), outros filesystems (por que para técnico em Windows é assim, tudo para eles é partição: Partição FAT, partição NTFS... Conhecimento proporcional = 0; por que partições e filesystems são coisas totalmente diferentes), outros sistemas operacionais, outras licenças.

Arquiteturas dentro do kernel Linux.
Arquiteturas dentro do kernel Linux

Filesystem no kernel Linux.
Filesystem no kernel Linux.

    Não vou narrar aqui a história do BSD, por que já a abordei inesperadamente no vídeo "Não viva de boatos"; aconselho a dar uma olhadinha logo abaixo:



    Mas uma coisa que vale a pena mencionar é que BSD é o nome dos sistemas derivados desta família, da licença e do próprio layout criado para o BSD. Layout B

Layout BSD no Porteus

   Já que teve gente quem criticasse a imagem que aqui utilizei do Porteus Linux para mostrar o Layout BSD (que no Layout SystemV é diferente, utilizando /etc/init.d/serviço) fazendo a afirmação de que eu mencionei que o runlevels do BSDs vão de 0-6 (o que não afirmei em momento algum) então estou postando hoje (lembrando, este artigo foi publicado no dia 26/02/2015 e estou inserido este parágrafo no dia 03/03/2015 ) o manual do Arch Linux que eu já havia postado no vídeo "Não viva de boatos" logo acima, pois assim como o Slackware, essa é outra distribuição que utiliza esse layout para controlar seus serviços. Caso queiram, verifiquem na página 4 para entenderem a diferença entre os dois padrões.
    De opinião própria, o que cada um oferece de melhor seria que o Linux é muito interessante na parte de multi-processamento (invejável), desempenho (invejável também) e virtualização. Enquanto os BSDs são muito bons em Firewall (o firewall do Linux, no caso o Netfilter, também é muito bom, porém os BSDs possuem o firewall mais poderoso do mundo o Package Filter).

    Assim como no mundo Linux, que possui quatro distribuições como principais (apesar que o Arch anda ganhando muita notoriedade): Slackware (forte no aprendizado de Linux bem na essência. Nesse aspecto o LFS também merece esse crédito), Debian (focado na segurança e estabilidade), Redhat (ótimo em soluções empresariais) e Gentoo (forte em otimização de desempenho); os BSDs também possuem quatro principais e cada uma delas voltada á um foco principal. Todas as demais (digamos assim) distribuições BSDs derivam dessas quatro:

Beastie
  • FreeBSD: focada em robustez e eficiência tanto para ambientes tanto de servidores quanto para desktop (hoje portado para várias arquiteturas). Seu lema é "The power to serve" (O poder para servir"). Seu mascote é um demônio chamado Beastie. Esse é o BSD mais utilizado entre todos os outros. 
  • NetBSD: Focada em rodar no maior número de plataformas possíveis tornando-o o OS mais portável do planeta; tanto que seu lema é “Of course it runs NetBSD” (É claro que roda NetBSD!). Roda em tudo essa bagaça.
  • OpenBSD: focado primariamente em segurança e nos tópicos relacionados (forte integração de segurança, criptografia a um nível TOP LEVEL. Esse é o sistema operacional mais seguro do mundo). Seu mascote é um peixe que mais parece... com... um baiacu.
  • DragonFlyBSD Com muitos conceitos inspirados do AmigaOS (que, alias, Mathhew Dillon é conhecido por criar o compilador C DICE no Amiga) e com recursos similares ao do Linux, é focado em proporcionar uma infraestrutura SMP compatível que seja fácil de entender, manter e de desenvolver. Esse foi o que mais utilizei, Então, vou basear a minha experiência nele. Gravei a imagem iso em um pendrive com um simples comando dd conforme descreve no meu manual Caixa de Ferramentas do Unix, criptografa tudo no momento da instalação (dispositivo, filesystem, home... até cansa na hora de bootar e ter que ficar digitando senha, mas garante ótima segurança), utiliza os filesystems UFS ou HAMMER (H.A.M.M.E.R foi desenvolvido pelo próprio Matt Dillon para suportar HDs de 4 teras  ou até storages acima de um exabyte e tem uma pancada de recursos), vem no caso como o FreeBSD (sem interface gráfica). Bom, gostei dele até demais. Uma coisa que Matt Dillon merece crédito foi o fato de ter descoberto bug no processador da AMD onde foi até convocado pela própria AMD para ajudar na correção de tal erro.
    Cada um desses quatro surgiram de alguma forma como fork: o FreeBSD e o NetBSD como fork do 386BSD iniciado como patchkit em 1993; depois o OpenBSD como fork do NetBSD em 1995 devido intrigas internas entre os desenvolvedores; e depois o DragonFlyBSD como fork do FreeBSD em 2003 quando o desenvolvedor do FreeBSD, Matt Dillon  entrou em desacordo com ao comunidade do FreeBSD ao propôr melhorias na parte de clustering no kernel entre outras coisas. Alias, essa é uma coisa que não concordo quando foi dito em outro artigo que traduzi sobre a definição Unix-Like onde afirmaram que os BSDs são clones do UNIX.
Principais distribuições BSD
Principais distribuições BSD

    Os BSDs estão sob a licença chamada... BSD em que reza mais ou menos o seguinte: "Do whatever the hell you want with the code, just give us credit for writing it" (Faça seja o que for que quiser fazer com o código, dê-nos apenas crédito por escrevê-lo). Caso queiram saber mais sobre a diferença entre as licenças, sugiro a leitura do artigo "Definição sobre software livre".

    Todos os BSDs se preocupam com segurança (apesar que cada um tem um nível diferente do outro). Muitos desenvolvedores trabalham em mais de  um sistema.

Diferença de segurança entre OpenBSD e FreeBSD
Diferença de segurança entre OpenBSD e FreeBSD



    Os BSDs possuem uma família de grande também (alguns descontinuados, outros forks e assim segue) que podem ser acompanhados no wikipedia.
 Moral da história, é que eu acho que os dois sistemas devem sempre andar em harmonia e não ficar com diferenças que geram intrigas (não gosto dessas brigas que não levam a nada). Acho que ambos os sistemas deveriam ser mais unidos; ambos cresceriam até mais rápido ao meu ver.

ClonOS - Uma alternativa ao Proxmox baseado no FreeBSD

ClonOS - Uma alternativa ao Proxmox baseado no FreeBSD

ClonOS - Uma alternativa ao Proxmox baseado no FreeBSD

 Depois que Xen server passou a ser pago, muitos profissionais passaram a migrar os seus clientes para outra solução como o Proxmox, o xcp-ng, o oVirt e até mesmo o Openshift da Red Hat que possui suporte a virtualização; a Nutanix também entra nesta briga como uma briga como concorrente da VMWare e muitas vem migrando para containers o máximo de aplicações possíveis e que pode gerar economia ainda maior:

 No ano passado, a VMWare foi adquirida pela Boradcom pelo valor de US$ 61 bilhões (uma das mais caras aquisições da indústria de tecnologia). Após esta aquisição, os produtos e serviços da VMWare passaram a ficar mais caros e consequentemente, as empresas que as possuíam, passaram a buscar outras soluções em virtualização. Há empresas que já mantinham outras alternativas de virtualização atuando paralelamente dentro de suas infraestruturas exatamente para se prevenirem de casos inesperados (lógico que tudo isso tem um custo que a curto prazo pode parecer caro, mas não quando necessário remediar a situação). Bom, e no meio de tantas soluções de virtualização no Linux (Linux é o sistema operacional com o melhor suporte a virtualização que existe), uma equipe desenvolvedores de FreeBSD decidiu projetar uma alternativa que a chamaram ClonOS. 



ClonOS: Uma alternativa ao Proxmox Baseada no FreeBSD

 ClonOS é uma plataforma baseada no FreeBSD e no framework CBSD que eu já abordei aqui no blog no artigo CBSD sendo portado para DragonflyBSD. O ClonOS vem com interface web para facilitar o controle, deploy e gerenciamento dos containers jails do FreeBSD e dos ambientes de virtualização tanto do Bhyve quanto do Xen. Além disso, o ClonOS disponibiliza suporte ao 9p (sistema de arquivos do plan9 utilizado o WSL) para ser utilizado no compartilhamento de diretórios do bhyve via virtio-p9; Bhyve management para criar e excluir VMs; conexão com console "físico" de convidado via VNC do navegador ou diretamente pelo sistema; monitoramento em tempo real; acesso a estatísticas de carga através do SQLite3 e beanstalkd; suporte a ZFS; import/export de ambientes virtuais; repositório público com virtual machine templates e ajuda baseada em puppet para a configuração de serviços populares. Há ferramentas que estão em andamento.


Site oficial do ClonOS

Mais sobre virtualização

Mais sobre FreeBSD


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Lançado novo Minicurso de atributos no Linux
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Não Viva de Boatos (Quebrando paradigmas - 2ª parte: Linux VS FreeBSD)


Fala cambada, beleza?

Bom, postei o vídeo que intitulei "Quebrando paradigmas - segunda parte".  Eu estou vendo aparecer por aqui quem critique ainda (na verdade, está demorando). Neste vídeo, eu dei uma pauta de um comentário que fizeram comigo afirmando que FreeBSD com ZFS ou UFS tem melhor desempenho que Linux. Se é direito dele de dar uma opinião horrível e muito superficial, então é meu direito também.

 Mesmo tendo origens diferentes, ambos possuem semelhanças por se tratarem até mesmo de serem sistemas operacionais da mesma família. Apesar disso, cada possui suas diferenças características:
  • Licença
  • Terminal de comandos
  • Filesystem
  • Daemon init e outras daemons (apesar de Linux possuir suporte a daemon init BSD, como é o caso do Slackware e o Arch. Tudo bem, já vi Arch usar OpenRC e Systemd tambem).
  • Firewall (sempre menciono isso)
 Cada um ainda tem pros e contras. FreBSD também possui os seus casos de sucesso como o whatsapp teve sua origem no FreeBSD e por la ficou muito tempo, o Duckduckgo utiliza FreeBSD como base (não sei hoje e claro que não só FreeBSD), o MacOS X é parte FreeBSD, o próprio Portage do Gentoo/Funtoo foi inspirado no Ports do FreeBSD.

Eu já havia escrito alguns artigos no meu blog mencionando BSD desde o primeiro artigo do meu blog:


 Mas chegou um certo momento em que decidi deixar essa parte de UNIXes e me concentrar unicamente em Linux.
 confiram o vídeo em que tento esclarecer como as coisas devem ser analisadas.


 Como mencionei, existem muitas características que diferem uma distribuição da outra (mencionando todas, inclusive as que somente juntam os pacotes em uma forma homogênea e coerente, porque até mesmo as suas compilações podem diferenciá-las). Sem mencionar nas que não seguem o padrão LSB (Linux Standar Base) que visa reduzir as diferenças entre as distribuições Linux.

O FortiOS por exemplo, que é um sistema operacional Linux da empresa Fortinet, é fortemente conhecido por não herdar padrões comuns com as distribuições Linux.

 Querem saber a real? Detesto o termo "Linux VS BSD" por ficarem disputando qual é melhor (baita briga de ego besta do caramba). Eu preferiria o termo Linux e BSD assim como é o cado do HelenOS que já postei aqui:


 Eu quero simplesmente utilizá-los para as minha necessidade não importando qual. Cada um tem os seus pontos fortes, vamos apenas usufruir disto e criar um ecossistema juntos. Gosto de Unix, a única diferença é que decidi concentrar meus esforços e estudos em Linux do que em outros Unixes por achá-lo mais interessante.

Uma Breve Introdução ao BSD, Part. II


Olá, hoje iremos dar continuidade a nosso artigo sobre BSD. Vamos falar um pouco sobre as variáveis como distribuições e alguns setores que podemos encontra-las

Como já foi dito no artigo anterior Uma Breve Introdução ao BSD, Part. I, o BSD é o nome das distribuições de código fonte da Universidade da Califórnia, Berkeley, que originalmente eram extensões ao sistema operacional UNIX® da AT & T. Logo o que veremos hoje são algumas das mais populares, começando pelo mais comun o FreeBSD

FreeBSD

O Projeto FreeBSD teve sua gênese no início de 1993, parcialmente como uma conseqüência do Unofficial 386BSDPatchkit pelos últimos 3 coordenadores do patchkit: Nate Williams, Rod Grimes e Jordan Hubbard.

O objetivo original era produzir um snapshot intermediário do 386BSD, a fim de corrigir uma série de problemas que o patchkit simplesmente não era capaz de resolver. O título inicial do projeto foi 386BSD 0.5 ou 386BSD Interino em referência a esse fato.

O 386BSD era o sistema operacional de Bill Jolitz, que vinha sofrendo bastante por quase um ano de abandono.  À medida que o patchkit inchava cada vez mais a cada dia que passava, Nate, Rod e Jordan decidiram ajudar Bill fornecendo esse snapshot provisório para "limpeza". Esses planos foram frustrados  quando Bill Jolitz de repente decidiu retirar sua sanção do projeto sem qualquer indicação clara sobre o que seria feito em vez disso.

O trio manteve o objetivo em mente e mesmo sem o apoio de Bill, eles adotaram o nome "FreeBSD" cunhado por David Greenman.

Os objetivos iniciais foram definidos depois de consultar os usuários atuais do sistema. Uma vez que ficou claro que o projeto estava no caminho para talvez até se tornar uma realidade, Jordan contatou a Walnut Creek CDROM com o objetivo de melhorar os canais de distribuição do FreeBSD para aqueles muitos infelizes sem fácil acesso à Internet.

A Walnut Creek CDROM não só apoiou a idéia de distribuir o FreeBSD em CD, mas também chegou a fornecer ao projeto uma máquina para trabalhar com uma rápida conexão à Internet. Sem o apoio quase sem precedentes da W.C CDROM ao que era, na época, um projeto completamente desconhecido, é improvável que o FreeBSD tenha chegado tão longe e tão rápido aonde chegou.

A primeira distribuição em CD-ROM (e em toda a rede) foi o FreeBSD 1.0, lançado em dezembro de 1993.

Este foi baseado na fita 4.3BSD-Lite ("Net / 2") da U.C. Berkeley, com muitos componentes também fornecidos pelo 386BSD e pela Free Software Foundation. Por volta desta época, algumas ações inesperadas surgiram, a Novell e U.C. Berkeley estabeleceram sua longa ação judicial sobre o status legal da fita Berkeley Net / 2.

O FreeBSD pode ser encontrado como partes de softwares dos grandes players do mercado como o Orbis OS, sistema operacional do PS4 que deriva dessa distribuição. Possuí também versão personalizada pela Microsfot para a plataforma Azure.

OpenBSD

O OpenBSD nasceu em outubro de 1995. De maneiras importantes, no entanto, sua história remonta-se muito mais cedo do que isso. As raízes do OpenBSD residem na Berkeley Software Distribution, ou BSD. O BSD surgiu na Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1978 quando Bill Joy, que era um estudante de pós-graduação na época, começou a desenvolver a plataforma como uma versão aprimorada do Unix. O próprio Unix estava em desenvolvimento no Bell Labs da AT & T desde 1969.

No início, o projeto BSD de Joy estava longe de um clone autônomo do Unix. A plataforma assumiu uma maior importância no início dos anos 80, no entanto, a AT & T decidiu comercializar o Unix. Desanimada por essa decisão, a comunidade de hackers começou a trabalhar para implementar uma versão do BSD que seria totalmente livre do código Unix e capaz de alimentar um sistema completo por conta própria.

Esse esforço foi concluído em 1991, quando os desenvolvedores do BSD lançaram o sistema operacional "Net / 2". O Net / 2 BSD não foi projetado para ser usado em computadores pessoais, mas variações do SO para máquinas baseadas em Intel-386 logo apareceram.

Atormentados por problemas legais que envolvem o uso indevido do código escrito pela AT & T Unix, no entanto, eles não realizaram sua promessa completa - o que, aliás, é uma grande parte da razão pela qual o Linux pôde crescer na fonte open source mais popular do Unix OS, mesmo que essa tenha sido a última coisa na mente de Linus Torvalds quando ele começou a escrever o kernel do Linux em 1991.

Embora as questões legais não tenham sido totalmente resolvidas até o início de 1994, os entusiastas do BSD lançaram outras versões baseadas em Intel-386 do sistema operacional, que começaram na primavera de 1993. Um deles, o NetBSD, fez seu nome, enfatizando a compatibilidade com o software relacionado à Internet em rápido crescimento. Outro, FreeBSD, sobrevive hoje como provavelmente o sistema operacional baseado em BSD mais popular.

Nem todos adoraram o NetBSD, no entanto. Em 1995, Theo de Raadt, um dos principais desenvolvedores do NetBSD, deixou o projeto para fundar sua própria distribuição, o OpenBSD.
Ele e seus seguidores se separaram tomando uma abordagem purista para o licenciamento. Eles rejeitaram a GNU GPL, a licença de software que governava o Linux e muitos outros importantes projetos de software livre, por considerarem muito restritiva.

Eles preferiram, em vez disso, os termos de licenciamento do sistema operacional BSD original, o que permitiu aos desenvolvedores fazer essencialmente o que queriam com o código-fonte, incluindo negar a outros desenvolvedores o direito de fazer o mesmo optando por não liberar o código-fonte de seu trabalho.

O resultado era um sistema operacional baseado em BSD que era quase totalmente licenciado sob termos extremamente permissivos. Os desenvolvedores do OpenBSD até reescreveram os componentes licenciados pela GPL da plataforma para que todos os softwares em sua distribuição fossem compatíveis com licenças estilo BSD.

Isso não era porque eles não amavam o código aberto. Os desenvolvedores do OpenBSD também se comprometeram a publicar todo o código fonte on-line, uma prática que era rara na época. Eles simplesmente acharam o licenciamento BSD melhor do que a GPL.

A equipe do OpenBSD também levou a documentação muito a sério. Numa época em que os programadores de software livre estavam provando serem muito melhores em escrever código do que completar a tarefa mais chata, escrever documentação para acompanhar o desenvolvimento, e isso importava.

Vinte anos depois, o OpenBSD sobrevive como uma das alternativas mais populares para o sistema operacional alternativo favorito do mundo, o Linux. Exatamente quantas pessoas o utilizam permanece um mistério, já que o projeto não publica estatísticas de uso. Mas um relatório de 2005, que provavelmente foi a última vez que alguém estudou essa questão, sugeriu que cerca de um terço de todos os usuários de plataformas baseadas em BSD usavam o OpenBSD.

As inovações as quais o OpenBSD contribui podem ser conferidas aqui:

https://www.openbsd.org/innovations.html

NetBSD

A primeira versão do NetBSD (0,8) data de 1993 e vem do sistema operacional 4.3BSD Lite, uma versão do Unix desenvolvida na Universidade da Califórnia, Berkeley (BSD = Berkeley Software Distribution) e do sistema 386BSD, a primeira distribuição BSD para a CPU Intel-386. Nos anos seguintes, as modificações da versão 4.4BSD Lite (a última versão do grupo Berkeley) foram integradas no sistema. O ramo BSD do Unix teve uma grande importância e influência na história dos sistemas operacionais semelhantes a Unix, com os quais contribuiu com muitas ferramentas, idéias e melhorias que agora são padrão: o editor vi, o shell C, o controle de trabalho, o Berkeley sistema de arquivos rápido, sinais confiáveis, suporte para memória virtual e TCP / IP, apenas para citar alguns. Esta tradição de pesquisa e desenvolvimento sobrevive hoje nos sistemas BSD e, em particular, no NetBSD.

Além das ferramentas padrão de produtividade do Unix, editores, formatadores, compiladores C / C ++ e depuradores e assim por diante que estão incluídos no sistema base, há uma enorme coleção de pacotes (atualmente mais de 18.000) que podem ser instalados tanto da fonte quanto do formulário pré-compilado. Todos os pacotes que você espera encontrar em um sistema bem configurado estão disponíveis para o NetBSD gratuitamente. A estrutura que torna isso possível, o pkgsrc, também inclui uma série de aplicações comerciais. Além disso, o NetBSD fornece emulação binária para vários outros sistemas operacionais * nix, permitindo que você execute aplicativos não nativos. A emulação de Linux é provavelmente o exemplo mais relevante. Você pode executar as versões do Linux de:
  • Matlab
  • Adobe Flash player plugin
  • Acrobat Reader
  •  Muitos outros programas

Muitas empresas lançaram produtos baseados no NetBSD, como computadores de rede, servidores, roteadores, unidades incorporadas e outros dispositivos para uso industrial e financeiro, mas preferem não anunciar o fato para manter o que eles percebem como uma vantagem comercial. Nós respeitamos essa posição e pretendemos incluir apenas os fornecedores que desejam tornar público o NetBSD.

Softwares baseados no NetBSD:


  • Apple's Darwin
  • arcapos point-of-sale systems and infokiosk terminals
  • Castle Technology Ltd: USB software and Network stack
  • CentreCOM WR54-ID
  • Champaign-Urbana Community Wireless Network
  • FSMLabs' RTCore/BSD
  • fdgw
  • Ghost for Unix (g4u)
  • NetBSD/i386 firewall project
  • NetBSD Live! CD
  • Precedence Technologies NetManager and ThinIT
  • The OSKit
  • QNX
  • SEIL routing software based on NetBSD
  • wifiBSD
  • Wasabi Storage Builder64

  •  Hardwares projetados em torno do NetBSD:


    • Avocent SwitchView
    • BCM91250A - BCM1250 Evaluation Board
    • Brocade Rhapsody Switch
    • CATS - ATX 233-MHz StrongARM motherboard
    • DYNARC
    • endgadget - Palm-sized NEC UNIVERGE WNX Server
    • EZF-1500E - development kit for embedded finger print systems
    • Force10 Networks
    • Liberouter
    • Ricoh Printer
    • SEIL series - lightweight routers for 128K/T1/DSL/ATM connection
    • SEIL/X series - High-Performance routers for Gigabit Era connection
    • SGI ViewRanger
    • SiNic "router on a card"
    • Speecys - "Humanoid Robotics Technology"
    • mmEye "multifunction multimedia server" (webcam)
    • Panasonic BL-C10
    • Panasonic KX-TGP550

    • Há também uma curiosidade a respeito da Apple. É que o NetBSD é usado em uma grande parte dos comandos e ferramentas do espaço de usuário em seu projeto Darwin, Darwin é o núcleo baseado em UNIX usado pelo Mac OS X. A fonte do NetBSD tende a prestar atenção às questões de portabilidade e correção, e é praticamente todo licenciado em BSD, o que evita problemas comerciais com a GNU General Public License. Pelo menos um dos desenvolvedores da Apple tem acesso à árvore de origem do NetBSD e alimentou algumas mudanças úteis.

      Existem outras distribuições que iremos tratar de forma isolada ao longo do tempo aqui no Blog. Uma delas é o TrueOS(este com foco para Desktop's e SysAdmins) e DragonFlyBSD, há também outra distribuição baseada em FreeBSD para os entusiastas de plantão que é a GhostBSD.

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