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openSUSE Tumbleweed migra para SELinux

openSUSE Tumbleweed Ditches AppArmor for SELinux
Fonte da imagem: It's FOSS News

 No dia 19 de Fevereiro de 2025 Cathy Hu anunciou que o openSUSE Tumbleweed será migrado do AppArmor para SELinux como sistema MAC (Mandatory Access Control) padrão no próximo lançamento. A equipe já vinha debatendo sobre essa mudança desde Julho do ano passado pois, apesar das criticas de gerenciamento, o SELinux possui uma comunidade maior, melhor suporte e melhor aceitação em ambientes de segurança; algo que foi provado inicialmente no openSUSE MicroOS mas outros já vinham testando o SELinux no openSUSE por cinco anos.

 Foi informado que a instalação será realizada como enforcing mode como opção padrão porém:


"Se os usuários preferirem utilizar o AppArmor ao invés do SELinux, eles serão capazes de alterar a seleção para AppArmor manualmente no instalador. O AppArmor continua a ser mantido por Christian Boltz (@cboltz) exatamente como antes."


 Instalações existentes que utilizam o AppArmor não serão migradas; o Leap 15.x não foi afetado por essa mudança. Caso o usuário deseje migrar para o SELinux, o guia pode ser consultado na wiki do openSUSE wiki clicando aqui. Qualquer problema pode ser informado no bug report do Opensuse clicando aqui.

 Bom, eu particularmente já ouço os rangeres de dentes a toa por parte dos amantes de software livre simplesmente pelo fato de o SELinux ter sido criado pela NSA...

 

Leia o anuncio do SELinux como sistema MAC padrão no openSUSE Tumbleweed

Mais sobre Suse pode ser lido clicando aqui

Mais sobre a NSA pode ser lido clicando aqui


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Liberty Linux: Um novo fork do CentOS

Open Enterprise Linux Association

Liberty Linux: Um novo fork do CentOS

 Forks do CentOS já não são nenhuma novidade desde que a Red Hat anunciou o fim do seu suporte  na versão 8, o que rendeu muito pano para manga. A Red Hat anunciou o inicio do CentOS Stream onde as atualizações passariam primeiro pelo CentOS Stream para depois chegar oo Red Hat Enterprise Linux.

 Com isso, surgiram dois forks do CentOS, o Rocky Linux e o Alma Linux que passaram a ser financiados por grandes empresas que dependiam do CentOS (que basicamente o que faziam era pegar as atualizações do Red Hat Enterprise Linux e empacotar para as suas respectivas distribuições).



 Só que no dia 21 de Junho o Vice Presidente, Core Platforms Mike McGrath anunicou que o CentOS Stream será o único repositório para os lançamentos públicos do código fonte do Red Hat Enterprise Linux e derivados. OU SEJA, os dois forks já não passariam  mais a ter acesso aos patches do RHEL. Os projetos se pronunciaram sobre a decisão da Red Hat e os prolanos para o futuro. A matéria pode ser lida clicando aqui.



 Não somente os dois projetos se pronunciaram. A Oracle postou sua frustração com a decisão da Red Hat uma vez que sua distribuição, a Oracle Linux, é uma derivada do RHEL. Mas a empresa não parou por aí, a Oracle anunciou que estaria trabalhando para remediar esse problema, deixou recado aos desenvolvedores de Linux que estava contratando e por ultimo, deu um recado a IBM:

"Finalmente, para a IBM, aqui está uma grande ideia para você. Você diz que não quer pagar todos aqueles desenvolvedores RHEL? Veja como você pode economizar dinheiro: basta retirar de nós. Torne-se um distribuidor downstream do Oracle Linux. Ficaremos felizes em assumir o fardo."

 A Oracle não está errada já que grande parte da arrecadação (tanto da IBM quando da Red Hat) vem da Oracle e de seus parceiros e não somente dos seus próprios serviços (honestamente? Eu já temia que a Red Hat poderia ter mudanças não muito boas após ser adquirira pela IBM).

E não parou por aí, no dia seguinte, a Suse anunciou o investimento de $10 milhões em um fork do RHEL. Algo que para mim soou um tanto quando estranho já que eu não entendi a estratégia da empresa, mas OK, uma boa atitude.


 Formou-se então a parceria entre a CIQ (empresa que desenvolve o Rocky Linux) a Suse e a Oracle que deram origem a distribuição Liberty Linux ou também conhecida como OpenELA (Open Enterprise Linux Association) que passa a dar suporte de compatibilidade com o RHEL 8 e 9 (e possivelmente o 7) e assim dando sobrevida ao CentOS.


 O processo de migração é feito removendo o apontamento dos repositórios da Red Hat e apontando para os repositórios da Suse não sendo necessário reiniciar seu sistema mas também sendo possível desta forma.

Liberty 9 after RHEL 9 upgrade
Liberty 9 após atualização do RHEL 9

 A Suse também entregará o Suse Manager (ferramenta similar ao Satellite) para facilitar a administração do OpenLA e que permite transformar o RHEL em Liberty Linux de forma muito simples (o Suse Manager permite administrar outras distribuições). Também é possível obter assinatura de suporte da Suse com quatro planos para escolher: O Suse Liberty Lite, Suse Liberty Basic, Suse Liberty Professional e o Suse Liberty Entreprise.


Suse Liberty Linux Subscription plans
Planos de assinatura do Suse Liberty Linux


 Já existem empresas no Brasil que realizaram a migração do CentOS para o Liberty Linux. Desejo sucesso ao projeto e que tanto as empresas envolvidas quanto nós (usuários) saiamos ganhando com essa iniciativa.

Site oficial do OpeneLA

Mais sobre a Suse

Mais sobre a Oracle


Suse também deixa o mercado russo

Suse também deixa o mercado russo

Suse também deixa o mercado russo

 No dia 09 de Março a Red Hat e a IBM anunciaram que estavam saindo do mercado russo e bielorrusso devido a guerra contra a Ucrânia. Todo o apoio foi prestado aos seus empregados em ambos os países e na Ucrânia.
 A Suse também anunciou a sua saída de ambos os países seguindo o êxodo das grandes empresas porém, a Suse tomou essa decisão e atitude dois dias antes da Red Hat.

"Como a maioria das pessoas, continuo observando os acontecimentos chocantes na Ucrânia e a crescente crise de refugiados com um profundo sentimento de desespero. É perturbador testemunhar a invasão ilegal de um estado soberano e o sofrimento de cidadãos, incluindo tantas crianças e membros vulneráveis ​​da sociedade diante de nossos olhos. É ainda mais surreal que essa destruição e interrupção desnecessárias na vida de tantos esteja ocorrendo no século 21. Embora entristecido pelos noticiários, também estou cheio de desejo de avançar com as ações que podemos tomar como empresa.
A SUSE continua comprometida em apoiar os esforços humanitários para ajudar refugiados e vítimas de guerra a reconstruir suas vidas. É um momento desesperadamente desafiador para nossos funcionários que têm familiares na Ucrânia, então estamos fazendo tudo o que podemos para apoiá-los. Todos os funcionários e suas famílias têm acesso ao SUSEAssist, nosso programa de apoio ao funcionário.
Juntamente com esses esforços, estamos observando todas as sanções econômicas. De acordo com essas sanções, estamos avaliando todas as nossas relações comerciais na Rússia e suspendemos todas as vendas diretas na Rússia. Também estamos preparados para cumprir sanções adicionais que possam ser implementadas.
A bravura e a resiliência do povo ucraniano, compreensivelmente, cativaram o mundo. Não há dúvida de que o SUSE se solidariza com o povo da Ucrânia e apoia os esforços globais para o fim das hostilidades."
 A saída de empresas como a Red Hat e Suse apresentam um efeito dominó na queda económica da russia uma vez que grandes serviços como SAP e Oracle (que também já deixaram o mercado russo) são fortemente comercializados através de tais distribuições.

Descobertas vulnerabilidades na parte de rede do Linux


    As falhas foram descobertas por Alexander Popov da empresa sediada em Londres Positive Technologies. Alexander Popov é um engenheiro de software que de 2012 á 2016 teve 14 patches aceitos  na mainline do kernel Linux. Este ano Alexander descobriu e corrigiu cinco brechas na implementação do virtual socket do kernel Linux (que apareceram quando o virtual socket multi-transport support foi adicionado) que permitiriam ser utilizadas para escalar acesso como root e derrubar servidores com um ataque DoS (Denial of Service).


 Apesar que Alexander descobriu as vulnerabilidades no Fedora Server 33, elas existem em qualquer distribuição que estiver utilizando o kernel Linux 5.5 em diante. Greg Kroah-Hartman aceitou os patches de ALexander a partir do kernel 5.10.13 no dia 3 de Fevereiro (que já foram incorporados em distribuições como Fedora 33, Red Hat Enterprise Linux (RHEL) 8, Debian, Ubuntu e SUSE).

Microsoft e SUSE trabalham em Kernel Linux otimizado para o Azure

um close up de um logotipo
Suse e Microsoft
 Foi publicado no site Microsoft Tech que a Microsoft e a Suse fecharam uma parceira para trabalhar no desenvolvimento de kernel Linux Enterprise otimizado para o Azure
Curse Preparatório para Certificação Linux LPIC-1 e CompTIA Linux+
 Esse kernel proporcionará melhor desempenho e menos consumo de memória, ganho em rede e redução na latência além de oferecer serviços de redução de custo e gerenciamento de complexidade.

 Por hora é só o que temos de informação. Vamos ver o que vem por aí.

Conheça a distribuição Regata OS

Regata OS
Regata OS
 Esta semana tivemos uma live com o pessoal da distribuição Regata OS. Para quem não sabe do que do que se trata, Regata OS é uma distribuição Linux focada em iniciantes em computadores pessoais (fortemente focada em usuários de Windows e Mac OS X), criadores de jogos e gamers. Vale mencionar que o Regata OS tem a sua base a distribuição Open Suse Leap e faz uso de pacotes Rolling Release.


 Foi uma live muito boa e muito interessante. Eu mesmo acabei conhecendo bastante sobre o projeto e me impressionei com o avanço e empenho que a comunidade tem. Há recursos que quero aqui mencionar que o Josué comentou comigo depois no bastidores e quero compartilhar com vocês; mas caso ainda não assistiu a live, confira abaixo.


 Um desses recursos foi que o Josué adicionou o o aplicativo Blizzard Battle.net na loja para as pessoas instalarem de maneira mais fácil jogos como Overwatch, Diablo III e Heroes of the Storm. No caso, se seu hardware tiver suporte a Vulkan, o DXVK é habilitado; caso contrário será habilitado o OpenGL.

Regata OS Store
Regata OS Store
 Existem outras configurações automáticas também que parecem apps nativos. Isso também tira a necessidade de usar um aplicativo de terceiro como Lutris ou playonlinux. É como um Steam Play da vida, onde você só instala e joga, sem ter que lidar com configurações.


 É muito legal ver uma distribuição Linux nacional que inclusive tem forte aceitação na Europa. Este artigo é para fazer o convite a todos a baixar e testar a distribuição, contribuírem da forma que puder, seja um beta tester da distribuição no estilo bazar como descrito no livro A Catedral e o Bazar (está aí até uma dica de leitura) e se for desenvolvedor, contribua com patches. Espero poder ver essa distro ganhar mais adesão :)

Kernel 4.21 trará novos recursos, melhorias e correções ao Btrfs

Suse e Btrfs = <3
Suse e Btrfs = <3
 Noticia de ultima hora sobre o Btrfs; o desenvolvedor David Sterba da Suse enviou patches para a comunidade Linux (e que foram aceitas) que trarão novas melhorias, novos recursos e correções de bugs ao sistema de arquivos. 

Dentre os novos recursos estão o suporte a swapfile que,  mesmo que pareça ter demorado, é que como mencionado no vídeo sobre fragmentação de arquivos, foi um longo trabalho para não gerar conflito com as limitações que exitem onde o COW (Copy On Write) não trabalha bem as implementação de swap (nodatacow file, no compression, não pode ser snapshotted, não há possibilidade em múltiplos dispositivos e etc ...) e que mesmo é mais restrito, funciona bem e pretendem melhorar tal recurso no futuro. Tenho que fazer a observação que não adianta culpar o sistema de arquivos por conta disso, se o Btrfs for ruim por conta disso, o ZFS também é... Sistemas de arquivos COW são feitos pensados no futuro.

 O metadata uuid que é um recurso opicional para utilizar um novo UUID de file system (coisa que eu gosto muito de utilizar) sem sobre-escrever todos os blocos de metadados, armazenando somente no superbloco. E tem também as mensagens mais balanceadas não exibidas e enviadas ao log do sistema que, inicialmente é no formato de linha de comando.

 Das principais alterações e melhorias estão como exemplo o código mais limpo; as melhorias nas remoções de código new-dead fsync; o inding free extent foi separado e fornece uma base para cleanups melhor, mais lógica e mais compreensível; remoção de callbacks indiretas para dados e metadados; simplificação do refcounting e locking para extent buffers clonados; definição do converted para enums aonde forem apropriados entre outras alterações.

 Já na parte de bugs, houveram um total de sete correções envolvendo tag pages de snapshots, a parte de verificação do sistema de arquivos durante o processo de scan; correção do fsync de arquivos e do race do send e muitas outras.

 Todos os novos recurso, melhorias e correções podem ser conferidos nos links abaixo.
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