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Utilizando o zsh no Fedora

Utilizando o zsh no Fedora
Utilizando o zsh no Fedora
 Terceira dica sobre o Fedora no meu blog. A primeira foi sobre o VirtualBox no Fedora que, relembrando, foi o motivo que levou a muitos novos usuários com uma atitude muito imatura serem  maltados. Ok, e esse é o segundo artigo que pretendo dar algumas dicas sobre o Zsh no Fedora. O segundo trata-se de uma analise sobre o desempenho do DNF. E agora, vamos ao Zsh no Fedora.

 Em meu curso explico como utilizar outros terminais além do Bash como o Zsh e Fish (não quero que as pessoas fiquem limitadas; isso é muito além do GNU. Não se trata de eliminar o uso das ferramentas do projeto GNU, trata-se de expandir duas opções e possibilidades). Apesar disso, foquei muito no Zsh já que é o terminal que está ganhando cada vez mais destaque (até mesmo a Apple passou a adotá-lo no lugar do Bash no MacOSX já quqe agora o Bash está sob GPLv3).


 Bom, aconselho a instalar o zsh direto dos repositórios do Fedora para garantir atualizações de forma mais pratica (sudo dnf install zsh ou #dnf install zsh). Concluída a instalação, podemos conferir que o zsh faz parte da lista de terminais que está disponível na distribuição.

lista de terminais disponíveis no sistema operacional e que podem ser conferidos dentro de /etc/shells
lista de terminais disponíveis no sistema operacional e que podem ser conferidos dentro de /etc/shells
Ok, primeira observação. OS arquivos de configuração do Bash ficam dentro de /etc/skel enquanto que os arquivos do Zsh vão para seu próprio diretório em /etc/zsh. Já no Fedora, esses arquivos ficam separados em /etc tendo o zshrc; porem dentro de /etc/skel encontramos o arquivo .zshrc junto com os arquivos do Bash. Em que isso interfere? Em nada, mas fica a dica caso queira localizar os arquivos

Arquivos de configuração do Zsh no Fedora.
Arquivos de configuração do Zsh no Fedora.
 E agora chegamos no ponto para utilizar o Zsh, que na verdade há algumas. A primeira (e é a que quero tratar aqui) é digitando o comando zsh. Simples assim e essa é uma regra que vale para qualquer terminal que estiver disponível no sistema operacional. O problema é que no Debian aparece uma mensagem perguntando se quer que populo o seu perfil com os arquivos de configuração do Zsh; o que aceitando, fica tudo pronto para uso. Já no Fedora aparece a mesma mensagem, mas para procedimentos a serem realizados antes de estar preparado para uso. Então eu elaborei um vídeo explicando como configurá-lo ao invés de explicar tudo por escrito (já que ficaria longo demais ;)

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Virtualbox no Fedora

Virtualbox no Fedora
Virtualbox no Fedora

 Este artigo não tem nada de novidade; eu já devia ter feito isso mais ou menos quando fiz o vídeo defendendo os usuários novatos do Fedora que eram (ou ainda são) hostilizados por simplesmente perguntar como instalar VirtualBox na distribuição...
Se quiser saber mais sobre o que aconteceu, basta clicar aqui.
Há outros grupos que já ensinaram como fazer isso (sugeri publicar este artigo em um grupo, mas como eles já tinham publicado algo, resolvi publicar aqui no blog), mas resolvi também explicar por dois motivos.
  1. Ocorreu uma situação na empresas em que nesse período de quarentena, trabalhando home office, fui obrigado a utilizar o Windows para acessar certo sistema do cliente. Então, uma das soluções foi rodar Windows em uma máquina virtual. E foi aí que surgiu a ideia de  aproveitar a situação para explicar aos novos usuários como instalar o VirtualBox no Fedora; caso eles queiram, vão poder consultar aqui.
  2. O segundo é que como há espaço para todo mundo, porque não?

 O procedimento que realizei e que será utilizado aqui será todo em linha de comandos por questão de habito, mas se você souber outra forma de instralar, lhe encorajo e apoio a compartilhar conhecimento.

 Bom, o Virtualbox não está nos repositórios do Fedora nem no rpmfusion non-free e nem em flatpak (ou ao menos não encontrei. Vai saber), sendo disponibilizado pela própria Oracle em seu site oficial.  Para Linux, vemos versão para Oracle Linux, Red Hat Enterprise Linux e CentOS (versões 6, 7 e 8); Ubuntu (14.04, 14.10, 15.04, 16.04, 18.04, 18.10, 19.04 e 19.10); Debian (8 ao 10), OpenSuse (13.2, Leap 42 e 15.10) e Fedora (do 26 ao 31). Seria interessante se houvesse versão flatpak ou snap; como não há, Eu baixei de acordo com a versão do Fedora que estão utilizando, que no caso é a 31.

Versões do VirtualBox para as principais distribuições Linux no site oficial da Oracle.
Versões do VirtualBox para as principais distribuições Linux no site oficial da Oracle.
 Após baixar e executar o comando rpm -ivh, o virtualbox foi instalado com sucesso (pena eu não ter printado as telas para escrever este artigo, isso não veio a mente na hora) não apresentou os mesmos erros que já me ocorreram no Debian e também não foi necessário adicionar o usuário a nenhum grupo (como ocorreu no Debian 9). Porém ainda assim alguns outros pequenos erros ocorreram, mas nada do que a simples leitura das informações exibidas resolva.

Sempre adote a cultura do RTFM.
 O primeiro problema que o VirtualBox reportou foi que possívelmente faltavam os módulos do kernel ou que o AMD_VIRT foi desativado pelo BIOS. Ativei o suporte a virtualização no BIOS/UEFI e o VirtualBox já estava abrindo, porém ainda faltavam realmente os módulos do kernel e o VirtualBox reportou para executar (como administrador) o comando /sbin/vboxconfig.

Suporte a AMD-V no processador Ryzen
Suporte a AMD-V no processador Ryzen
 OK, executado o comando vboxconfig, o comando reportou que faltavam dependências como make e kernel-devel. Na verdade o comando vboxconfig lhe exibe uma lista do que instalar; se já houver, tudo bem, não vai dar nada de errado. Então eu digitei o comando:
#dnf install gcc make kernel-devel kernel-devel-debug-internal-5.5.13-200.fc31.x86_64
 Após instalação do que o VirtualBox solicitou, novamente executei o comando /sbin/vboxconfig que configurou tudo corretamente e pude trabalhar com o VirtualBox.
/sbin/vboxconfig
Rodando o comando /sbin/vboxconfig para configurar os módulos do VirtualBox
 Já que eu precisava de Windows, porque então não testar o ReactOS? E foi o que eu fiz; instalei o o ReactOS com o Btrfs.

ReactOS rodando dentro do VirtualBox do Fedora para acessar o sistema remotamente. Só ignorem o meu gato, ele sempre quer dormir na frente do monitor.
ReactOS rodando dentro do VirtualBox do Fedora para acessar o sistema remotamente. Só ignorem o meu gato, ele sempre quer dormir na frente do monitor.
 Um problema comum que pode ocorrer é que depois de uma atualização do Fedora (sendo uma delas o kernel),  o VirtualBox parar de funcionar e você receberá esta mensagem ao executar o VirtualBox.


 Nesse caso,execute novamente o comando /sbin/vboxconfig que o VirtualBox voltará ao normal (ou pode ser que não). Na segunda situação em que nem o comando /sbin/vboxconfig funcionará, esta mensagem no terminal será exibida:



 Já nesse caso você deve baixar uma nova versão do VirtualBox no site da oracle. Antes de instalar a nova versão, a anterior deve ser desinstalada como na imagem abaixo:
Removendo o VirtualBox
Removendo o VirtualBox
 Feito isso, basta repetir os mesmo processos (instalar o VirtualBox e executar o comando /sbin/vboxconfig) e pronto, sua máquina virtual está funcionando novamente.

VirtualBox funcionando novamente.
VirtualBox funcionando novamente.
 Então é isso galera; a intenção (mesmo que nada disso é novidade) é ajudar aos que pretendem utilizar o VirtualBox no Fedora. Bom estudo e trabalha a todos e tudo de bom.

Defendendo novos usuários de Fedora

os-quatro-f-do-fedora
Os quatro Fs do Fedora
Hoje falo em defesa dos novos usuários de Fedora que com boa vontade querem aprender a usar a distribuição; pois no final de semana passada aconteceu algo que achei ridículo por parte de um grupo que se denomina os bons de Fedora Linux. O que me irrita é a hipocrisia por parte do grupo em que a única cordialidade que vi por lá é ao receber novos membros do grupo com um "seja bem vindo fulano". Depois disso criticam novos usuários e ainda os apelidando de geração Nutella (acho esse termo um tão quanto pobre) quando perguntam como instalar Virtual box ou Java ou outros programas que eles acabaram criando uma listinha negra que envolvem:
  • Virtualbox
  • Warsaw
  • MySQL
  • Java
  • Flash
São tão espertos que nem sabem que a licença padrão do Virtual Box está sob licença GPL (quer dizer, estão lutando contra si mesmo) e envolve outras parte sob licença como a CDDL (que deriva da MPL e que por sua vez deriva da GPL), Java é parte GPL e parte Java Community process, MySQL é parte GPL e parte comercial. Deveriam estudar mais ao invés ficarem formulando uma listinha negra onde definem quais programas são uma heresia e quem os usam são hereges.  E mesmo software pago, ou simplesmente proprietário ou não aberto, é feito para ser utilizado e não adorado.


Depois dessa palhaçada toda, muitas pessoas saíram de lá e criaram um novo grupo Fedora Brasil, só que sem frescura. Quero ver se esse leva a sério os ideais reais do Fedora (se não a gente dá porrada neles também kkkkk).

Bora trocar ideia com Cristiano Furtado do projeto Fedora no Brasil e Ekkaty Linux

Trocamos uma ideia com Cristiano Furtado que foi um dos grandes responsáveis e importante pessoal na difusão do Fedora no País quando tudo começou por aqui. Saibam várias curiosidades sobre seu trajeto no projeto descobrindo até mesmo que seu computador pessoal serviu de um dos primeiros repositórios do Fedora no país.
Cristiano Furtado é palestrante e ativista por muitos anos nas comunidades de Software Livre em vários estados brasileiros.  Liderou por muito anos a célula de software livre da Faculdade AREA1 em Salvador - Bahia. Liderou junto a outros membros do fedora a comunidade fedora Brasil (não oficial), depois ficou a frente do projeto fedora educação (oficial) e logo depois do Projeto Ekaaty Linux. Cristiano é também um dos líderes e idealizadores do Projeto Crianças Hackers onde ensinam crianças a conhecer tecnologia brincando e é atual diretor da empresa CPUHOUSE. Atualmente faz palestras na área de empreendedorismo e liderança em faculdades e empresas:
https://www.linkedin.com/in/cristianofurtado/
Convido a todos os usuários da distribuição fedora a participar do nosso grupo de usuários não oficial da distribuição Linux Fedora. Lema do grupo "Um por todos e todos por um". Comunidade Fedora (não oficial)
https://t.me/comunidadefedorabrasil

Lançado Fedora 32

Lançado Fedora 32
Lançado Fedora 32
 Logo hoje (dia 28 de Abril de 2020) que disponibilizei o artigo Utilizando o Zsh no Fedora foi anunciado o lançamento do Fedora 32. Como descrito por Matthew Miller (lider do projeto Fedora) que sempre obtemos a experiencia com a ultima versão software open source para todos os ambiente que o Fedora é oferecido (workstatin, spins servidores, IoT e etc...) e mantendo sempre a qualidade e estabilidade dos pacotes.

Esta nova versão está disponível para as arquiteturas x86-64 (AMD64) e ARM (AArch-64) não sendo mais disponibilizado para x86 de 32 bits na versão Workstation e IoT, mas ainda sendo mantida para a versão servidores. Há informações de suporte as arquiteturas Power e S390x, mas não as encontrei.

 Dentre as novidades estão GNOME 3.36, o GCC 10, Ruby 2.7, e Python 3.8 (um legacy do Python 27 é mantido). Caso esteja utilizando a versão 31 (assim como eu) e quer atualizar para a versão 32, Adam Šamalík disponibilizou hoje também um artigo como fazer isso, basta clicar aqui. e se quiser saber mais detalhes, o Renato do FastOS e Oficina do Tux fez um vídeo hoje testando a nova versão. Confiram aí:

Será que o dnf do Fedora é tão lento o quanto afirmam?

Será que o dnf do Fedora é tão lento quanto afirmam?
Será que o dnf do Fedora é tão lento quanto afirmam?
 Este é o segundo artigo sobre Fedora que eu escrevo aqui no meu blog. Em uma de minhas lives surgiu uma pergunta a respeito do desempenho do DNF se comparado aos outros gerenciadores de pacotes. Até que eu não vi isso na live, mas uma coisa que percebi entre os usuários de Linux é que já há o mito de ser um gerenciador de pacotes ruim e com péssimo desempenho; e como sempre, todo mito se propaga rapidamente e permanece por longas datas (não importando se desmistifique o assunto)...

 Bom, mas aqui vou eu mais uma vez em uma tentativa frustrante de explicar o óbvio e que parece que não vai adiantar nada. Mas mesmo assim a gente faz.

 No dia 22 de Março de 2020, foi anunciado o desenvolvimento da terceira verso do DNF cujo o seu maior foco é exatamente o desempenho e que de acordo com o próprio artigo do anuncio, esta versão já começa a apresentar bons resultados através de sua biblioteca:

Testes comparativos de desempenho com as versões 0.9.1, 0.11.1 e 0.13.0 da libdnf
 Mas mesmo com os dados já apresentados eu não deixaria de realizar testes também e aqui eu percebo dois problemas entre os usuários sendo que ambos são mais questão psicológicas do que reais, tratam-se de falta de analise e percepção.

 O primeiro afirmam que o desempenho do DNF não é bom se  comparado a outros gerenciadores de pacotes como o APT da família Debian, o portage da família Gentoo, o APK do Alpine Linux e pakman do Arch (como sempre, tudo do Arch é melhor do que de todo mundo...). Até aí não é um problema, o problema é a forma como a ideia acaba sendo mentalizada. Ao invés de "DNF bom e outros gerenciadores de pacotes melhor", a ideia acaba sendo mentalizada como "DNF ruim e outros gerenciadores de pacotes bom". E isso é um problema geral na vida. Ser humano tem um problema psicológico com números.

 Depois começa a desculpa de que foi "pelos testes que fizeram" ou "falam por experiencia própria"... E é uma pior que a outra e é aqui que mora o segundo problema: Não entender como o gerenciador de pacotes funciona.

 Uma coisa que eu percebi (e que em partes achei um pouco incomoda) é quando vou realizar uma busca por um programa sem antes ter realizado um update no DNF. O DNF irá primeiro atualizar a sua base de dados (e caso houver atualizações, irá então concluí-las) para depois realizar a minha busca como pode ser conferido na imagem abaixo.

DNF realizando atualização do sistema antes de realizar a busca solicitada.
DNF realizando atualização do sistema antes de realizar a busca solicitada.
 A principio eu achei isso incomodo mas depois achei até interessante (caso eu não tenha esquecido de verificar pro atualizações, o DNF já fez isso por mim, tudo uma questão de vantagens e desvantagens). Basicamente o APK do Alpine Linux também trabalha desta forma. Após a atualização, todas as demais buscas ficam muito mais rápidas que levam entre 3 a 5 segundos dependendo da sua internet e do seu hardware. Nesse caso falo pela minha internet que é de apenas 5 megabits (que dividindo 5 por 8, corresponde a 625 Kylobytes) e ainda estava assistindo a uma transmissão ao vivo.

DNF realizando a busca solicitada não tendo atualizações.
DNF realizando a busca solicitada não tendo atualizações.
Oscilações na busca do mesmo pacote devido a internet está sendo utilizada.
Oscilações na busca do mesmo pacote devido a internet está sendo utilizada.
 Já o processo de baixar o pacote, suas dependências e instalá-los também não levou tempo. Na imagem abaixo podem ser conferidos o tamanhos dos pacotes, a velocidade com que os pacotes foram baixados, quanto tempo levou para baixar e o tempo total de todo esse processo e de instalação.

Tempo de instalação do Simple screen Recorder no Fedora 31.
Tempo de instalação do Simple screen Recorder no Fedora 31.
 Moral da história é não, não vejo o DNF como possuindo desempenho ruim ao ponto de desenhá-lo como fosse algo que se torna desagradável e impactante da produção. O DNF possui desempenho aceitável? Sim!

 Poderia ser melhor? É CLARO QUE SIM! O Debian mesmo fez isso anos atras melhorando o desempenho do APT e do DPKG da versão 7 para a 8 e do 8 para o 9 como mostrei como mencionei na retrospectiva que fiz . Podemos perceber a diferença de desempenho até mesmo entre o DNF e o próprio Flatpak que também está presente no Fedora (o Flatpak utiliza quase a metade do tempo do DNF).

Benchmark de busca por atualização entre DNF e o Flatpak. Claro que nenhum dos dois precisou resolver nada, mas foi para fins de teste (inclusive, até nada a resolver é um teste valido).
Benchmark de busca por atualização entre DNF e o Flatpak. Claro que nenhum dos dois precisou resolver nada, mas foi para fins de teste (inclusive, até nada a resolver é um teste valido).
 Ou seja, só não da para se manter em uma zona de conforto, mas que o DNF possui desempenho aceitável e não impactante, isso sim. Uma dica é sempre manter o sistema atualizado (nunca deixe as atualizações acumularem) e se quiser aprender mais sobre Flatpak, então aconselho a conferir o site Fast OS e o seu canal.

Lançado Fedora 33 com o sistema de arquivos Btrfs

Lançado Fedora 33 com o sistema de arquivos Btrfs

 Hoje é um dia muito importante, o dia tão esperado do lançamento do Fedora 33 pois trata-se de um lançamento histórico onde o Fedora migrou do sistema de arquivos Ext4 para o Btrfs. Muitos novos recursos surgiram no Btrfs para atender a necessidade do Fedora (o que influenciará também no Red Hat Enterprise linux e no CentOS caso ambos também o adotem). Então acompanhe a gente hoje às 20:30 pois tenho algumas surpresas para vocês lá no canal ;)


Btrfs poderá receber novo recurso para ser adotado no Fedora 33

Btrfs poderá receber novo recurso para ser adotado no Fedora 33
Btrfs poderá receber novo recurso para ser adotado no Fedora 33
 Durante a conversa sobre a possível migração do Fedora 33 para o Btrfs (e que pode ser lido clicando aqui), foi mencionado que o Btrfs é particularmente vulnerável a corrupção de metadados (caso uma das raízes globais centrais (em inglês core global roots) venha a corromper, o sistema de arquivos é desmontados e o fsck não consegue fazer nada sem algumas opções especiais.

 Foi aí que sugeriram um adicionar suporte a opção rescue=skipbg ao Btrfs (automaticamente, ao comando mount também). Porém essa opção é muito fraca por só permitir operar sem um extent root e outras opções foram sugeridas como 
mount -o rescue=skipbg,rescue=nocsum,rescue=nofreespacetree,rescue=blah
  Apesar de já estarem trabalhando no patch para o novo recurso, a equipe anda está analisando quais são as melhores e mais vantajosas opções para os usuário. Testes estão sendo realizados com vários dados ao corromper as csum tree e o debate ainda está sendo longo.

NÃO SE ESQUEÇA DE SE INSCREVER NO MEU CURSO DE MIGRAÇÃO PARA LINUX.
NÃO SE ESQUEÇA DE SE INSCREVER NO MEU CURSO DE MIGRAÇÃO PARA LINUX.

Cara de Ubuntu do caramba (ou de Gnome; só que invertido)

 Esses tempos resolvi utilizar o Windows 8.1 Pro na empresa que estou trabalhando e resolvi compartilhar essa experiência com vocês*...

Cara de Ubuntu do caramba (ou de Gnome; só que invertido)

 Parece que a Microsoft tem a ideia de que os seus usuários são desbravadores, porque a cada versão é uma surpresa. Do XP para o Vista foi uma guerra civil na sua curva de aprendizado; o 7 tentou apagar esta impressão, agora... no 8 e 8.1 .... Nass.... As mudanças são radicais.

 Eu resolvi manter minha máquina com Windows para eu atender ao pessoal em suas estações, assim poderia me adaptar e não precisaria ficar perdendo tempo em ficar procurando as coisas na máquina do pessoal ao atender. Temos servidores Linux e para algumas aplicações temos um servidor Windows server (não me perguntem o por que, cheguei na empresa e já funcionava desta forma).

 Bom, já não sou muito bom com as GUIs (por essa razão que uso o MATE, por estar acostumado com o padrão do antigo GNOME). Até me adaptei ao novo Gnome no Wheesy, mas ainda prefiro o Mate. Bom, por fim, eu poderia pedir para utilizar o Linux, meus chefes não se importariam; mas como há estações Windows aqui, prefiro tentar me adaptar para atender ao pessoal.  agora, imagina a cena:
  Eu... acostumado com terminal... de repente me deparo com o Windows 8.1. Pow, quando clico no iniciar, eu me sinto como se estivesse em uma festa rave, tomando energético e absolut**Abre um painel muito do doido que vira um festival e tudo começa a girar (só faltava a musica e estava tudo certo); não sei para aonde ir ou o que fazer (nem aonde estou ou como sair dalí). Me senti totalmente dopado. A Microsoft retornou o botão iniciar, mas basicamente deu tudo na mesma, como se não tivesse ali.

 Bom, por acidente, eu passei o cursor do mouse no canto superior direito da tela e aparece isso:

Interface Unity do Ubuntu
Interface Unity do Ubuntu

Interface Gnome no Fedora
Interface Gnome no Fedora

Interface Gnome no Fedora
Interface Gnome no Fedora


Interface do Windows 8.1
Interface do Windows 8.1

 Na hora eu lembrei da interface Unity do Ubuntu e em seguida lembrei do Gnome. As pessoas dizem que muitos recursos do Windows 10 foram copiados do Linux, mas isso já é visto bem antes disso. Esse mesmo é uma cópia bem óbvia do Gnome com cara de windowsphone tudo junto, só que a Microsoft sempre inverte aonde os recursos copiados ficam localizados. Sempre foi assim, até mesmo os recursos copiados do Mac OS foram simplesmente invertidos em suas localizações (os botões de maximizar, restaurar e fechar quem o digam).

 Já me falaram que a Microsoft é padronizada enquanto que o Linux não. Difícil, na verdade, é ver isso no Windows. Se com um único sistema, nunca há um padrão, imagina se tivesse distribuições Windows... noss... a guerra estaria feita.


*A intenção aqui não é difamar o Windows, e sim relatar a experiência que até então não tinha vivido e nem conhecia. Mas Microsoft, fica aqui uma critica para bem dos seus usuários, siga uma linha de padronização.
**Só para constar, eu não bebo.

Fedora 32 Silverblue | FULL FLATPAK | REVIEW


 Conforme prometido pelo Renato do canal FastOS (mas nesse caso foi no canal Oficina do Tux) que fez a review do Fedora 32 mas somente com pacotes .rpm, agora é possível conferir a review do Fedora 32 Silverblue.

Lançadas as aulas de Btrfs no meu curso de migração para Linux :)

Lançadas as aulas de Btrfs no meu curso de migração para Linux :)

 Já faz três anos que eu trato sobre o sistema de arquivos Btrfs (e se levarmos em conta o vídeo Filesystems (vale a pena saber?), podemos contar com cinco anos que já menciono sobre o Btrfs). Este ano a LPI passou a exigir o conhecimento sobre o sistema de arquivos e por fim o Fedora 33 o adotou por padrão para que seja adotado no Red Hat Enterprise Linux e no CentOS. E não é de menos pois o Btrfs incorpora recursos atendem as necessidades atuais; diferente dos outros sistemas de arquivos que também pretendiam que tivessem tais recursos, porém encontram grandes dificuldades de implementá-los.

 Então, no lançamento do Fedora 33 eu lancei as aulas de Btrfs no meu curso de migração para Linux . E que melhor época para isso? Nestas aulas você irá aprender desde a formatação de dispositivos, converter outro sistema de arquivos para o Btrfs, restaurar sistema de arquivos corrompido, trabalhar com subvolumes, quotas, snapshots e rollback. São seis aulas que totalizam mais de uma hora passando de seis horas para sete horas de curso. Foram essas mesmas aulas que me inspiraram a criar o novo minicurso de atributos no Linux (preparei esse novo minicurso enquanto preparava as aulas de Btrfs).

 então não deixe de conferir os meus dois cursos aqui na descrição deste artigo e te espero lá.

Display server é declarado oficialmente o servidor gráfico do HelenOS

Display server é declarado oficialmente o servidor gráfico do HelenOS
Display server é declarado oficialmente o servidor gráfico do HelenOS
 Esse dias postei a noticia de que Jiri Svoboda estava trabalhando no desenvolvimento de um novo servidor gráfico para o HelenOS que recebeu o nome de Display Server para substituir o atual  que se chama Compositor. (na verdade foram quatro novidades,mas o foco aqui é exatamente o servidor gráfico).
Para saber mais sobre essa matéria, clique aqui.
 Agora é declarado oficial que o Compositor chegou ao fim de sua vida abrindo caminho ao novo Display Server. Há ainda muito o que ser feito, mas o Display Server já recebeu os primeiros pedaços de uma nova pilha graphics/UI que já permite redimensionamento de janelas com cursor, barra de arrastar e pré-visualização do tamanho mínimo da janela (parece que não, mas o trabalho envolvendo o desenvolvimento de um servidor gráfico é longo e complexo).

 O trabalho será concentrado em seu git que recebeu o nome de GFX e Jiri afirma que o próximo passo é trabalhar em uma biblioteca UI library para poderem trabalhar com a arquitetura GFX.  Jiri agradece a Jakub Jermář pela revisão do código.

 Horas depois deste anuncio, o Display Server recebeu mais um commint que permite tornar o argumento de serviço de display (display service argument) opcional. Mas isso não é tudo; nesse mesmo período de tempo, o HelenOS ainda recebeu mais 155 commits todos voltados a Libgfx e podem ser conferidos aqui.


 E a ultima novidade que gostaria de contar é que nesse processo, acabei descobrindo que Jiri utiliza a distribuição Fedora. Descobri isso quando soube que ele estava tendo problemas com incompatibilidade do Python 2 com o Python após ter atualizado para o Fedora 32 (e que melhor ambiente de desenvolvimento existe? :) Chegaram a passar esse link para o cara:
https://docs.python.org/3.8/library/2to3.html

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The SystemTap team announces release 4.2!

 SystemTap é uma ferramenta projetada para rastreamento de problemas no desempenho ou funcionamento de programas eliminando o processo que desenvolvedores terem que recompilar, instalar e reiniciar o sistema. No inicio do ano eu disponibilizei o vídeo "O que esperar do Linux em 2019?" onde comento sobre o DTrace que é uma ferramenta originada no sistema operacional Solaris e menciono que há outras com a mesma função (sendo uma delas, o Systemtap)


 Essa nova versão trás suporte para a geração de backtraces de contextos diferente; melhorias no  backtrace tapset para incluir nomes de arquivos e números de linhas; extensão de suporte a eBPF incluindo acesso raw tracepoint, exportador prometheus, procfs probes e estrutura de loops melhorados. Foram mais de 110 commits e 25 correções de bugs tanto no frontend quanto no backend.

 Os testes foram realizados nos kernels das distribuições RHEL 6/8 (somente no 8 que testaram nas arquiteturas x86_64, aarch64, ppc64le, s390x), Ubuntu 18.04 e Fedora 29-31 (arquitetura x86_64)

 Se quiser saber mais, basta acessar os links abaixo.

Teste da webcam Logitech C920 no Fedora

Beleza Cambada? Agora fiz o teste da webcam no Fedora. Como já sabem, o áudio está baixo. Ainda pretendo realizar mais alguns testes, porém desta vez com o programa Guvcviuew que me foi indicado pelo Dionatan e pelo inscrito The Virtua no vídeo  Suporte a Linux da webcam Logitech , pois informaram que tem muito melhor qualidade que o Cheese.

Ganhei uma lembrança do Fedora


Conforme mencionado no vídeo, o Fred do grupo Fedora que me convidou para o grupo no Telegram me enviei esse presente muito da hora.

 Confiram o vídeo (e logo abaixo, confiram as imagens que mencionei, deixe a sua sugestão para nós :)







Queremos ter coisas relacionadas as distros, mas selecionei alguns para saberem acham:
























 



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