Equipe BigLinux corrige bug em driver de vídeo da Intel



 Em Julho de 2026, o engenheiro de software da equipe BigLinuxTales Mendonça que também é um dos autores do livro Shell Linux – Do Aprendiz ao Administrador (que eu em particular possuo um exemplar deste autografado pelo próprio Tales e pode ser conferido clicando aqui), descobriu um bug no driver de vídeo do kernel XE da Intel. Em depoimento, o Tales me disse o seguinte:

"Em Março eu comprei um computador da Asus que foi lançado em Fevereiro deste ano e resolvi utilizar o driver XE mantido pela Intel. Este driver estava bem ruim, cheio de bugs que levavam meu computador a travar várias vezes ao dia. Eu fui aos poucos consertando as coisas; mesmo assim, passados dois ou três dias, meu computador travava novamente e era necessário reiniciá-lo. Então eu escrevi alguns patches de correções, entrei para a lista do driver XE, conversei com um dos engenheiros da Intel e enviei meus patches. Hoje, depois destas atualizações, meu computador fica ligado por vários dias sem a mínima necessidade de reinicialização e não apresenta mais nenhum dos problemas conhecidos. Ainda fiz mais algumas correções que me foram solicitadas pelos engenheiros do kernel."

 Foram enviados mais de doze patches para a Intel; alguns foram aceitos no kernel e outros não e serão disponibilizados em breve dentro da versão do 7.1. Graças a este trabalho, agora o Tales faz parte da equipe para continuar o desenvolvimento do driver XE. "vou conseguir resolver mais um bug que a Intel tem" me informou Tales. 

Você pode acompanhar todo o processo todos clicando aqui

 Esta não é a única contribuição significativa já feita pela comunidade BigLinux; a equipe já enviou patches para outros projetos e distribuições além de possuir vários recursos próprios. Vou finalizar este artigo por aqui, mas vou deixar uma live do pessoal do BigLinux que eles participaram no canal. Forte abraço e até a próxima: 



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FreeBSD 16 livre da licença GPL

 

FreeBSD Base System Is Now Free of GPL-Licensed Software

FreeBSD 16 livre da licença GPL

 O FreeBSD 16 ainda não foi lançado (previsto para Dezembro de 2027), mas vários sites como FOSS Force, FOSSLinux, Slashdot e Phoronix veem publicando desde o dia 14 de Julho que o FreeBSD 16  conta com um dos seus principais destaques, ter removido completamente todo código fonte que seja regido sob a licença GPL da base do sistema operacional. No dia 21 de Fevereiro foi aberto o ticket D55424 intitulado "Retire dialog" que descreve:

"Esse é o ultimo restante de software GPL na base do sistema. O instalador fez transição para o bsddialog quatro anos atrás e o ultimo consumidor de dialog restante, o dpv, foi desligado mais de dois anos atrás. Aposentem o dpv, libdpv, libfigpar (utilizado apenas pelo dpv), e o próprio dialog."

O dialog era a ultima peça chave que estava presente no sistema que servia para fornecer interface de texto ncurses para o bsdinstall do FreeBSD e agora conta com o seu substituto, o bsddialog (veja também o bsddialog(1)). No dia 07 de Julho de 2026 foi publicado no GitHub do FreeBSD o Commit 134a4c7 com o título "Aposentem a subtree do GNU:

"Com o diff e cdialog do GNU removidos, isso agora é apenas uma casca vazia."

 Com esse commit, foi concluída a remoção completa da subtree do GNU da arvore de código fonte do FreeBSD (inclusive até das notas do arquivo README) tendo todos eles entrado para obsoletefiles.inc.

bsddialog

 A equipe do FreeBSD vem fazendo este pesado trabalho ao longo de um bom tempo. Duas soluções que o FreeBSD adotou eu já apresentei aqui no meu blog, sendo elas o comando bc de autoria de Gavin Howard e que é utilizado também no Android como dependencia para compilar seu kernel (e que já reportei um bug) e o pacote libarchive que contem comandos como tar, minitar, cpio e unzip.

 Deixar de utilizar licença GPL simplifica o processo de adoção não havendo mais a necessidade de ficar rastreando exigências da GPL (como é o caso que Linus Torvalds afirmou para não utilizarem o ZFS no Linux exatamente devido os conflitos entre suas licenças).

 Migrar para alternativas sob outras licenças open-source ou remover todo código sob alguma GPL se tornou um processo natural, coisa tal que já foi feito no próprio Android há muito tempo. Nas notas de rodapé do about do toybox é descrito:

"Desde que o Android não era "GNU/Linux" de jeito nenhum, nós precisávamos limpar todos os vestígios de software gnu de sua compilação para obter um sistema auto-suficiente limpo."

 Como mostro no artigo É possível que um dia Linux saia da GPL? a popularidade da GPL vem caindo cada vez mais desde de 2007 tanto para novos projetos quanto para projetos já consolidados que migraram para outras licenças. No próprio Android explicitamente se desencoraja o uso das licenças GPL e LGPL em seus produtos e gradativamente reimplementaram componentes (como sua pilha bluetooth) que estavam sob tais licenças por outros sob licença Apache (sim para quem não acreditam, o Android é uma distribuição Linux open-source). O Android ainda carrega a política de não conter nada sob GPL em seu user space; apenas em seu kernel space utiliza GPL já que que se trata do kernel linux vanilla onde não removem e nem modificam nada do kernel, apenas adicionando o que necessitam.

 Já a Apple congelou o Xcode nas últimas versões do GPLv2 (GCC 4.2.1 com binutils 2.17) por mais de 5 anos enquanto patrocinava o desenvolvimento de novos projetos (clang/llvm/lld) para substituí-los, implementou um novo servidor SMB do zero para substituir o Samba, substituiu o bash pelo zsh e assim fez com toda a sua pilha de programas da base do MacOS X.

 Existem até projetos que mesmo que continuem utilizando GPL em seus projetos, acabam deixando notas autorizando o uso e a promessa de não processar os usuários. Veja como exemplo a FAQ da dietlibc:

"Q: GPL é ruim!  Agora eu não posso compilar meus programas BSD com a diet libc! 
A: Errado.  você pode compilá-los e utilizá-los. Você só não pode redistribuir os binários. Dito isso: Eu não vou processar ninguém por distribuir binários de programas BSD linkados à dietlibc, contanto que o código fonte esteja disponível em algum lugar público."

 A própria Linux Foundation fundou a SPDX (System Package Data EXchange: ISO/IEC 5962:2021) para que, de forma simples de explicar, proteger legalmente os projetos evitando que eles tenham conflitos entre as licenças open-source. O toybox por exemplo, sendo regido sob a clausula zero BSD (0BSD) possui um identificador da SPDX que te direciona ao site oficial BSD Zero Clause License | Software Package Data Exchange (SPDX).

  Ainda é possível utilizar software licenciado sob GPL no FreeBSD através de instalação separada (o que é algo que ocorre também no Android).

Como eu já disse no passado:

  1. Nem todas as ferramentas que utilizamos nas distribuições Linux são do projeto GNU como alegam. A maioria são do próprio Linux* ou de outros Unix.
  2. As ferramentas do GNU são substituíveis.
  3. Nem toda ferramenta que o projeto GNU alega ser deles é deles de fato.
  4. A maioria do código das ferramentas do projeto GNU é desenvolvido por outros projetos (incluindo o próprio Linux) e outras empresas, menos pelo próprio projeto GNU (foram quando não dão créditos as pessoas).

 

*Pois é, mentiram para você esse tempo todo alegando que Linux é somente o kernel do sistema operacional.


 Leia também aqui no blog:

Muito além do GNU

FreeBSD

BSDs

O dia que Laurent Bercot calou Richard Stallman: Eu não uso GNU, eu uso Linux!

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Lançado toybox 0.8.14

 

Lançado toybox 0.8.14 release notes.

Lançado toybox 0.8.14

 No dia 22 de Junho de 2026 foi lançada a versão 0.8.14 do shell toybox. A partir desta versão, o toybox foi migrado do Github para o Codeberg e a mailing list agora está sendo hospedada pela OSUOSL.

 Não há comandos novos nesta versão e sim adição de novos recursos a comandos já existentes, sejam eles estáveis ou como pendentes e correções de bugs. O comando lsusb recebeu a opção -v, o comando xargs recebeu a opção --process-slot-var; o comando taskset recebeu as opções -c (cpulist que agora sua Test suite permite realizar cálculos não causando overflow ao shell), --all-tasks e --pid; o comando readelf recebeu flags específicas para processador e correção na opção -S; o vi do toybox recebeu a opção ZZ (salvar e sair assim como !wq.) além de correção no bufffer vazio que ficava marcado como maodificado; correção na geração de processo zumbi no dhcp; o comando diff recebeu uma correção de argumento opção em flags movendo arquivos temporários desnecessários para $TMPDIR ou para /tmp ao invés do diretório atual.

Melhorias no toysh

 O toysh é um comando de extrema importância para a evolução do toybox pois é através do toysh que os scripts serão executados (assim como através dos comandos sh e bash que também estão presentes no toybox como pendentes) e através dele que conseguirão substituir o Bash (na qual esta é a intenção).

Opções fornecidas pelo toysh

toysh sendo utilizado como shell padrão e exibindo seus comandos comandos internos ao digitar help
toysh sendo utilizado como shell padrão e exibindo seus comandos comandos internos ao digitar help. Também é possśivel notar que ao digitar o comando uname -a, aparece a palavra toybox ao invés de GNU/Linux (como se gabam)

 Como já mostrei há alguns anos, o toysh ainda não está pronto e pode ser conferido no vídeo abaixo. Este comportamento foi reportado aos mantenedores como contribuição.


 Apesar disto, esta versão trouxe várias correções e atualizações ao toysh. 

A evolução do mkroot

 Para quem não o mkroot, esta é uma distribuição Linux desenvolvida por Rob Landley para servir como ambiente de pesquisas, desenvolvimentos e testes do toybox. No passado, seu nome era Aboriginal Linux, mas com o tempo, Rob deecidiu dar fim ao Aboriginal Linux e adotar outro nome como Hermetic e por fim, foi nomeado simplesmente mkroot. Por volta de e2022 A Google passau a financiar o desenvolvimento tanto do toybox quando do mkroot para que ela pudesse utiliza-los em tecnologias internas (para quem acha que a Google vai substituir o Android pelo Fuchsia, só demonstra amadorismo, romantismo e emoção).

 O Mkroot também recebeu várias melhorias, correções de bug e atualizações. é possível baixá-lo e utilizá-lo via Qemu. Landley fez uma apresentação no ELC talk a respeito do mkroot (Building the Simplest Possible Linux System) demonstrando os passos e configurações necessárias para se construir e bootar um sistema operacional Linux mínimo até chegar ao prompt de comandos. Depois disso, Rob seguiu com o linux-embedded thread.



toybox news

Saiba mais sobre o toybox clicando aqui


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Alpine Linux terá compatibilidade com o systemd

Alpine Linux Experiments with Systemd Compatibility While Keeping Its Lightweight Identity

Alpine Linux terá compatibilidade com o systemd


 Postado no site Linux Journal no dia 21 de Maio de 2026 por George Whittaker, que devido o crescimento de compatibilidade de software com o systemd, especialmente em torno de aplicações desktop, containers e programas de orquestração de container, aplicações flatpak, aplicações proprietárias, agentes de monitoramento, certas ferramentas de jogos e multimídia, AI e ferramentas enterprise começa a surgir uma pressão para que os desenvolvedores da distribuição Alpine Linux se adaptem a nova necessidade.

 Apesar de a equipe do Alpine Linux intencionalmente evitar o systemd, trazendo assim vantagens e desvantagens para a distribuição, as desvantagens com as incompatibilidades começaram a ficar muito problemáticas já que as aplicações empregam fortemente a libsystemd, as APIs do systemd e os comportamentos específicos da glibc (sim, no meu artigo Linux: mais do que um Unix eu mostro uma parte considretável de recursos da API do Linux, a LSB (Linux Standard Base), que agrega recursos e funcionalidades ao Linux que nenhum outro Unix ou a API POSIX possui. Estes recursos foram basicamente concentrados dentro da glibc ao ponto que eu relato em meu artigo Muito além do GNU: Os vários sabores de bibliotecas C que a "glibc é escrita com nada além do Linux em mente"; o que eu considero uma extrema burrice terem feito isso pois deveriam ter feito o mesmo em paralelo a outras bibliotecas como alternativas e não deixando o Linux escravo da glibc. Eu tenho artigo intitulado O que falta para a que a musl substitua a GilbC no Linux que já detalha bem o assunto e espero que um dia isso venha realmente acontecer.

 Como o ecossistema do Linux em torno do systemd cresce cada vez mais, alguns esforços experimentais para empacotar porções do systemd sem a necessidade de ter o Alpine Linux totalmente com systemd já estão sendo feitas assim como uma versão em paralelo do systemd com suporte a musl (já que compatibilidade da glibc na musl já existe). O que são ideias interessantes demonstrando que o Alpine não está abandonando a sua identidade de manter a distribuição mínima e sim se adaptando e se modernizando. A ideia de compatibilidade é a chave para isso assim como outros projetos no Linux fazem (Wayland com o X11, proton e o Wine com as aplicações Windows e etc).



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Vulnerabilidades de Copy Fail, Dirty Frag e Fragnesia no kernel Linux

Copy Fail, Dirty Frag, and Fragnesia kernel vulnerabilities

Vulnerabilidades de Copy Fail, Dirty Frag e Fragnesia no kernel Linux


 No dia 19 de Maio a equipe Gentoo Linux postou em seu site oficial que Linux está enfrentando uma série de vulnerabilidades no kernel Linux conhecidas como Copy Fail, Dirty Frag e Fragnesia. Estas vulnerabilidades permitem escalar privilégio de administrador na maioria das distribuições Linux como pode ser conferido no vídeo abaixo criado por Hyunwoo Kim (mais conhecido como v4bel) que é um pesquisador de vulnerabilidades independente, ganhador dos prêmios Pwn2Own Berlin de 2025 e 2026, Google kernelCTF 0-day e Pwnie Awards 2025 e foi quem reportou a vulnerabilidade Dirty Frag:


 Vale a ressalva que estas foram as distribuições testadas, mas pode afetar quase todas. Como Dirty Frag é um bug de lógica determinística, esse bug não depende de janela de tempo, não é obrigatória, não é gerado kernel panic quando o exploit falha e a taxa de sucesso é alta.

 A primeira vulnerabilidade descoberta é o Copy Fail que mostra que qualquer kernel desenvolvido desde 2017 pode ser afetado necessitado apena um usuário sem privilégio, não necessita de acesso a rede, ou recursos de debug ou outra ferramenta explorando apenas recursos do kernel como a crypto API (AF_ALG) que vem habilitada por padrão:


 E por ultimo temos o Fragnesia (CVE-2026-46300) que é uma vulnerabilidade da mesma clase do Dirty Frag que recebeu score de 7.8 e foi descoberto por William Bowling em conjunto com a equipe da V12. O Fregnesia recebeu seu próprio patch na lista da OpenWall e utiliza o mesmo sistema de mitigação do Dirty Frag:


Lançada Nim 2.2.10 e NimConf 2026

Lançada Nim 2.2.10 e NimConf 2026

Lançada Nim 2.2.10 e NimConf 2026

 No dia 24 de Abril, a equipe da linguagem de programação Nim anunciou o lançamento da versão 2.2.10 (dois meses após o lançamento da versão 2.2.8) que contem 76 commits que trazem 36 correções de bugs. Todas as alterações podem ser conferidas clicando aqui


NimConf 2026

 E gostaria de aproveitar para divulgar o NimConf 2026 que ocorrerá no dia 20 de Junho no canal da própria linguagem.

Mais sobre a nim-lang 2.2.10 podem ser conferido clicando aqui

Mais sobre a linguagem Nim pode ser conferida clicando aqui OU clicando aqui em nimLang


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Lançado Nim 2.2.8

Nim version 2.2.8 released

Lançado Nim 2.2.8

  No dia 23 de Fevereiro de 2026 , o time da linguagem Nim anunciou o lançamento da versão 2.2.8, o quarto patch release para a versão 2.2 adicionando 89 commits trazendo correções de bugs (o total de 39 correções) e melhorias. A correção mais importante foi a parte de código multi-threaded pesado que torna o alocador mais estável, mas ainda querem trabalhar para ter o -d:userMalloc.

Todas as novidade do Nim 2.2.8 podem ser conferidas Nim Blog

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D-Bus será substituído no systemd

D-Bus será substituído no systemd

D-Bus será substituído no systemd

 D-Bus é um sistema de comunicação de inter-processo (em inglês = inter-process communication ou IPC) que é utilizado como uma das dependências do systemd para ativação de serviços. Não somente pelo systemd, porém o D-Bus é utilizado por vários outros serviços como durante durante o processo de instalação gerando um número de identificação para a máquina através do D-Bus machine id. Máquinas virtuais também dependem o D-Bus machine id ainda mais em casos de geração de templates que podem precisar de um novo D-Bus machine ID para garantir que recursos do sistema do hypervisor sejam instruídos para o guest correto. O comando dbus-uuidgen --get é utilizado verificar o id das máquinas enquanto que o comando bus-uuidgen --ensure é utilizado para validação sendo o dbus-uuidgen --ensure=/etc/machine-id é utilizado para gerar novo id após remover o link simbólico /etc/machine-id tendo origem em /var/lib/dbus/machine-id (fica aí essa dica para a LPIC1).


D-Bus tools
Ferramentas do D-Bus

 O Varlink também é um sistema de comunicação de inter-processo porém, sendo um protocolo que visa tornar os serviços acessíveis tanto para humanos quanto para máquinas do jeito mais fácil possível fazendo uso de arquivos de texto para descrever interface com todos os tipos de dados, metodo e etc.; não faz uso de números mágicos ou valores sem nomes, é fácil de debugar com qualquer ferramenta.

https://varlink.org/Screenshots
Screenshots - VARLINK

 O desenvolvedor Benno Rice do projeto FreeBSD disse em sua palestra sobre o systemd:

 "Eu não sou um grande fã do D-Bus, mas eu sou um grande fã de mensagens" ... "logs binários não é uma coisa ruim desde que você tem as ferramentas para separá-las, mas gosta de mensagens".

 Mas o motivo que o Varlink está sendo adotado no systemd no lugar do D-Bus não está relacionado a coisas como logs serem ou não binários e sim por questões de limitações sendo uma delas só estar disponível após o processo de boot, demora na implementação de novos recursos, complexidade, o fato de utilizar somente serialização, não podendo ser utilizado em muitos serviços básicos, performance baixa dentre outros problemas. Todos os detalhes podem ser conferidos na apresentação do Lennart no FOSDEM deste ano:



Varlink: a protocol for IPC

Site oficial do Varlink

varlink · GitHub

Mais sobre o systemd pode ser conferido aqui no blog

Leia também sobre init system OU sobre daemons


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Hack no emulador PCSX2 corrige erro de resolução nos jogos da SNK

GS/HW-GameDB: Add Limit 24 Bit Depth fix to db#13805

Hack no emulador PCSX2 melhora profundidade na resolução dos jogos da SNK.


 Recentemente foi publicado que uma nova hack foi adicionado à ultima versão do emulador PCSX2 que soluciona um problema gráfico 3D em 99% dos jogos da SNK. Essa hack permite que o limite de profundidade seja de 24 bits permitindo jogar em telas de alta resolução sem bugs nos cenários. A noticia pode ser lida no próprio site do projeto clicando aqui e um vídeo pode ser conferido abaixo:


 A pull request foi enviado por JordanTheToaster que está tendo boa aceitação pela comunidade e retorno bem rápido. Por hoje é só, povo.


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Raytracing no... Sega Saturn? 😲

Sega Saturn Does Ray Tracing - And No, We're Not Joking

Raytracing no... Sega Saturn? 😲

 Você não leu errado, algo que parecia tecnicamente impossível foi feito. Um desenvolvedor conhecido como XL2 postou um vídeo demonstrando uma solução para rodar raytracing nos jogos do Sega Saturn. Isso sim é o que chamamos de tirar leite de pedra quando um desenvolvedor talento resolve extrair o real potencial do hardware.


 XL2 é conhecido por já ter feito um "port impossível" do primeiro Unreal da Epic Games, mas parcial, e a demo pode ser baixada clicando aqui. Neste vídeo em seu canal, XL2 descreve como a técnica é realizada:

"Aqui está um teste de raytracing em um quarto pequeno. A função é bem pequena e poderia ser otimizada mais adiante: Eu simplesmente testo todas as vértices utilizando o BSP. A fonte de luz é, para o teste, simplesmente a posição da ultima fonte ativa dinâmica de luz (então praticamente o ponto de impacto da dispersion pistol). Raytracing não afeta entidades ainda, mas essa parte deve ser super fácil (um simples raio para testar se eles são afetados ou não).

 O comodo que você vê não tem luz estática, mas o raytracing pode ser usado para adição de luzes dinâmicas no topo das fontes de luz estáticas. Eu só atualizo um quarto das vértices por quadro. Quando um vértice falha no teste, eu escureço suavemente de volta para 0. Quando ele passa, fica totalmente brilhante imediatamente.  Não faço nenhum teste sofisticado agora para a luz (como usar a normal da superfície ou a distância da luz), assim ele poderia parecer melhor com um pouco mais de matemática. Agora, para luzes indiretas: eu mantenho um PVS por face de qual rosto afeta quais outros rostos. Só preciso encontrar uma maneira de integrá-lo a uma velocidade razoável no Saturn."

 Essa é na verdade somente uma prova de conceito para explorar o real potencial do console; isso sim é o que chamamos de tirar leite de pedra. Bom, posto este artigo já estou expandindo o canal e blog para a parte técnica dos consoles e a pedido de um dos inscritos do canal, ainda debaterei sobre o Sega Saturn.


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