Resumo da daemon (ops... é do Tux) 27/08/2016


 Essa foi uma semana bem agitada onde eu deveria ter tradado somente sobre Linux, pois essa era a semana de aniversário do Linux e era disso que eu deveria tratar. Ao invés disso, eu acabei tratando muito sobre o assunto daemon init no blog e no canal, fazendo isso em uma época errada (tanto que anunciei na segunda feira no canal):


 Mas enfim, o vídeo sobre daemon init ficou muito legal, gostei de trabalhar nele. Para quem não assistiu ainda, confiram logo abaixo:


 Esse vídeo foi publicado na terça feira e na quarta eu publiquei sobre como utilizar o comando invoke-rc.d (que é um vídeo de anos atrás):


 Para reforçar mais sobre o assunto daemons, eu publiquei ontem o artigo "Daemons, daemons e mais daemons init" no blog e publiquei o vídeo informando sobre ele:


E para Finalizar o resumo do Tux essa semana, eu quero desejar ao linux um feliz aniversário e muito obrigado pelo avanço tecnológico (assim como grandes empresas como a Red Hat, Oracle e Wired):


Daemons, daemons e mais daemons init


No vídeo "O que é daemon init?" eu mencionei que existem várias daemons init diferentes. porém mencionei no vídeo somente as (digamos) principais como a BSD, System V, a launchd da Apple, a OpenRC do Gentoo, a Upstart do Ubuntu e a Systemd.
O vídeo pode ser conferido logo abaixo:


Vale começar pela daemon init do NetBSD que, como mencionei no vídeo, o NetBSD migrou da init BSD para uma versão da System V que em sua diferença, não trabalha com runlevels e não possui ferramenta de gerenciamento de serviços (dentre outras coisas).

O Solaris possui o SMF (Service Management Facility = Facilidade de Gerenciamento de Serviço) que também é baseada na SysVinit). Eu não sei hoje, talvez essa não seja mais a init do Solaris, mas ela é fortemente utilizada no IllumOS e no OpenIndiana.

Depinit é uma init alternativa que incorpora as ideias da sysVinit, simpleinit, daemontools e do make que visa cuidar de processo paralelo, dependencias, roll-back, pipelines, melhorias no signaling e desmontar filesystems no desligamento. Falando em desmontar no desligamento, no dia 20 de agosto foi adicionado ao Systemd a ferramenta para montar filesystems . Voltando ao Depinit, está sob licença GPLv2 e ainda está em fase experimental sendo disponível para Linux e FreeBSD. Sua ultima versão foi lançada em maio de 2014 (a versão 0.1.4).

InitNG tem como objetivo iniciar os processos em paralelo para reduzir o tempo de boot. Algo que foi inspirado no Mac OS X Tiger. Nele tudo é chamado em uma única ferramenta para gerenciar ciclo de vida ao invés de chamar múltiplos scripts que duplicam comportamentos similares (algo que o Systemd faz parecido e acho que isso faz até mais sentido). Li a algum tempo atras que a daemon InitNG tornou o Linux mais rápido (notaram como até mesmo a daemon init ou as outras daemons influenciam no desempenho do sistema operacional e não somente um filesystem?

Runit é uma init Unix de esquema Cross-platform com supervisão de serviço operando em três estágios obtidos em /etc/runit. Ela está disponível para Linux, FreeBSD, Mac OS X e Solaris e pode ser facilmente adaptada para outros Unixes. Os direitos autorais são reservados ao desenvolvedor da daemon.

eINIT é uma alternativa a implementação do /sbin/init para Linux e FreeBSD, mas parece que anda em decadência. apesar disso, é uma boa init para dispositivos embarcados e é bem modular. possui runlevels nomeados modes que é descrito em um arquivo XML a parece-se um pouco com a runlevel do Gentoo.

Pardus é a daemon init da distribuição Turka chamada Pardus. É uma versão paga do Linux pelo que me lembro de ter visto anos atrás. É difícil conseguir informações nesse site desde que não possui versão inglesa (parece que os caras não querem mais nenhum outro país por lá rsrs. Essa seria uma boa distribuição para entrar para os "50 lugares onde Linux está rodando e você nem faz ideia), mas essa init trabalha com um subsistema init chamada Mudur que é escrito em python e um sistema de gerenciamento de configuração chamado Çomar.

minit é uma daemon (ainda em versão beta) feita na Alemanha por Felix von Leitner que visa ser pequena. Cada serviço possui seu próprio diretório dentro de /etc/minit contendo dependências e dentre outros recursos.

jinit, também desenvolvida na Alemanha, trabalha utilizando seu próprio filesystem baseado em esquema de serviço e é escrita em C++. Ainda não é muito bem testada.

Existe também por exemplo a Twsinit que é desenvolvido em Assembler, é bem pequena (exige somente coisa de 8k de memória) e ser uma substituição das atuais; a do Fedora chamada FCNewInit a Serel que foca em acelerar o boot.

Bom, acho que está bom o tamanho da lista. Vale mencionar (mais uma vez, assim como mencionado no vídeo "O caso Systemd" que do Systemd surgiu o fork UselessD.



busybox remove suporte ao Systemd:



Fico por aqui, espero ter agregado  mais conhecimento,forte abraço e falow.

utilizando o comando invoke-rc.d



 Bom dia cambada! E para começar o dia, fica a dica que dei ontem sobre o comando invoke-rc.d. O invoke-rc.d é um comando que eu gosto muito e, com a introdução do systemctl, serve como uma base para facilitar o aprendizado por seguirem quase a mesma lógica. Alias, pelo fato de o systemctl seguir a mesma lógica do invoke-rc.d e do service, eu acabei me adaptando facilmente ao systemctl. Bastou inverter as opções e está tudo certo.

 O invoke-rc.d ainda está presente em muitas distribuições permitindo-lhe operar o sistema através dele, mas eu particularmente já ando operando  através do systemctl para já estar pronto para o futuro (que já está acontecendo).

 Confiram o vídeo abaixo para conhecer o invoke-rc.d:


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