SO3, um novo sistema operacional que utiliza a musl como libc padrão

SO3, um novo sistema operacional que utiliza a musl libc com padrão

    O professor Daniel Rossier Iniciou o sistema operacional SO3 (Smart Object Oriented Operating System em 2013 como contexto de bacharelado e desde então vem crescendo bastante. SO3 é um sistema operacional compacto, leve, cheio de recursos e particularmente adequado para dispositivos embarcados. O SO3 possui suporte a musl  como libc padrão, funciona muito bem com o QEMU/vExpress e no Raspberry Pi 4.
  

    Sendo fortemente baseado nos princípios e no build system do Linux, é completamente open source estando sob a GPLv2 e é um ótimo ambiente acadêmico para Palestra e projetos industriais. 

    Seus principais recursos são o suporte a LVGL como ambiente gráfico (LVGL pode ser testado em ambiente emulado desde que não tenha nenhum driver framebuffer/video para RPi4); suporte a pilha de rede lwIP; suporte a MUSL  libc (mas já mencionado. Foi adotado devido ser uma biblioteca leve e poderosa); suporte a MMU, user/kernel space, rootfs (atualmente FAT-32/MMC) e suporte a device trees e embarcados em uma imagem U-boot FIT (U-boot é necessário para bootar o SO3). Há planos para adicionar suporte as arquiteturas   AArch64 e RISC-V.

RISC VS CISC: Quem vence essa batalha?

Há algumas semanas postei o artigo sobre diferentes arquiteturas de processadores. A parte em que menciono que RISCs consomem mais RAM que CISCs acabou despertando o interesse do Anderson Rincon em realizar este benchmark para tirar a duvida já que possui computadores com as duas arquiteturas.


 Valeu Anderson :)

Blockchain básico: Uma introdução não técnica em 25 passos

Blockchain básico: Uma introdução não técnica em 25 passos

    Em 25 passos concisos, você conhecerá o básico sobre a tecnologia do blockchain. Nenhuma fórmula matemática, código de programa ou jargão de ciência da computação será usado. Não são necessários conhecimentos prévios sobre ciência da computação, matemática, programação ou criptografia, pois a terminologia é explicada por meio de figuras, analogias e metáforas.


    Este livro elimina a lacuna entre os livros puramente técnicos sobre blockchain e as obras que enfocam exclusivamente os negócios. Para isso, explicaremos tanto os conceitos técnicos que compõem o blockchain quanto as suas funções em aplicações relevantes aos negócios.
Você aprenderá:
• o que é o blockchain;
• por que o programa é necessário e quais problemas ele resolve;
• por que há tanta empolgação em relação ao blockchain e ao seu potencial;
• quais são os principais componentes e seus propósitos;
• como os componentes funcionam e interagem;
• quais são as limitações, por que elas existem e o que tem sido feito para superá-las;
• quais são os principais cenários das aplicações.

Sobre o autor:

Daniel Drescher é um profissional experiente na área bancária e já trabalhou com segurança de transações eletrônicas em diversos bancos. Suas atividades recentes tiveram como foco a automação, o aprendizado de máquina (machine learning) e big data no contexto de transações seguras. Entre outras realizações, Daniel tem doutorado em econometria pela Technical University de Berlim e mestrado em engenharia de software pela Universidade de Oxford.

NÃO! "Open Source" não significa "Suporte gratuito"

Não, "Open Source" não significa "Inclui suporte gratuito"

    A treta começa com um software chamado Raccoon. Raccoon é uma plataforma open source (sob os termos da licença Apache 2) e independente para download de aplicativos da Google Play Store. O objetivo é te dar acesso seguro aos aplicativos Android sem ter que comprometer o seu smartphone.

Raccoon

    O problema quando as pessoas começaram a reportar bugs e recebiam a seguinte resposta como no exemplo mostrado em seu blog:
Usuário: Oi, eu gostaria de reportar um bug em sua aplicação.
Eu: Ótimo! Então por favor, abra um ticket de suporte.
Usuário: Mas, parece que eu preciso pagar por isso?
Eu: Daí?
Usuário: Eu só quero te dizer que seu app está quebrado, assim você pode concertar.
Eu: Sim, essa é uma solicitação de suporte, por favvor abra um ticket.
Usuário: ...
    Pode parecer estranho a situação que acabaram de ler por estarmos acostumados a receber as coisas tudo de graça no mundo open source MAS, algo que eu sempre digo é:
Não confundam Free e open source software com Freeware.
    A palavra inglesa free pode realmente confundir as pessoas uma vez que pode significar tanto livre quanto de graça. Por exemplo na frase food for free (comida de graça e não comida livre). porém a palavra free em free software refere-se a liberdade (daí software livre) enquanto que em freeware refere-se a de graça (software gratuito).

    O problema é que a falta de leitura faz com que as pessoas que defendem software livre com unhas e dentes passem a condenar e abominar os que cobram por algum tipo de valor financeiro pelo serviço sendo que tudo isto já é previsto dentro das licenças (no caso da GPL é previsto a liberdade de distribuir cópias do software e até mesmo cobrar se achar interessante ou se desejar. Já a Apache 2 (que é open source) prevê no ultimo termo (termo nono) que você pode escolher oferecer e cobrar uma taxa por suporte, garantia, indenização e outros direitos). Ou seja, não há nada de errado no que o autor está fazendo.

    Em seu blog o autor menciona que ele desenvolveu a aplicação para solucionar seu problema e consequentemente disponibilizou gratuitamente junto ao seu código fonte. Então, se o procurarem para reportar um bug, ou as pessoas podem enviar o patch incluso no bugreport ou pagar para que ele solucione o problema (o que é totalmente lógico). O autor diz fica feliz em ajudar, mas além do seu tempo ser valioso, vender o suporte é o que manter as luzes acesas já que aquilo deixou de ser livre quando começou a lhe custar algum valor como manter o servidor web funcionando.
    As pessoas ainda não entenderam que o real sentido de software livre e de código aberto não se trata de receber e utilizar programas gratuitamente; trata-se de lhe oferecer condições de realizar o seu trabalho sem restrições. O que nos remete a celebre frase de Linus Torvalds:
Você suspira pelos bons tempos do Minix-1.1, quando os homens eram homens e escreviam seus próprios "device drivers"? Você está sem um bom projeto em mãos e deseja trabalhar num S.O. que possa modificar de acordo com as suas necessidades? Acha frustrante quando tudo funciona no Minix? Chega de noite ao computador para conseguir que os programas funcionem? Então esta mensagem pode ser exactamente para você. :-)
    Pois é, era exatamente sobre poder realizar seu trabalho que Linus Torvalds estava se referindo. Na época, mesmo o Minix sendo de código aberto, possuía restrições em seu licenciamento onde não era permitido a modificação do seu código fonte. Ou seja, as pessoas estavam limitadas a o que podiam ou não fazer no Minix mesmo podendo visualizar o código e até serem capazes de melhorá-lo. Até que é compreensível e uma ideia interessante já que a intenção era aguçar a habilidade de programação. Mas essa ideia de qualquer jeito frustrava a maioria dos seus usuários (e foi exatamente isso que inspirou Linus a escrever tal frase).

    Então uma dica muito interessante a ser dada aos que criticam esta atitude acreditando que, o que  moralmente deveria ser feita, é disponibilizar o software (inclusive o código fonte) simplesmente é:
Desenvolva o seu projeto e o disponibilize gratuitamente e não ache queas pessoas devam fazer o mesmo simplesmente porque você acredita.
    Então se você também quiser me ajudar, não esqueça de conferir o meu curso de migração para Linux e aprenda Linux de verdade comigo e assim você me ajuda a manter o meu canal e o  meu blog ;) 

Internet das Coisas para Desenvolvedores

Internet das Coisas para Desenvolvedores

    A internet das coisas é um dos mais promissores e revolucionários conceitos presentes na ciência da computação. Porém, o conhecimento necessário para trabalhar com plataformas de hardware e microcontroladores nem sempre é de domínio de profissionais com carreira mais direcionada ao mundo do software. Sendo assim, existe uma lacuna que impede que esses desenvolvedores usufruam completamente essa nova onda da internet das coisas.

    Este livro busca diminuir tal distância. O grande objetivo é mostrar ao leitor como podemos compartilhar as informações oriundas de sensores e interagir com atuadores, usando linguagens e plataformas com forte presença no mundo contemporâneo, como Java, JavaScript, Firebase e linguagem C.

    O livro é de interesse, principalmente, para desenvolvedores de sistema que querem aplicar seus conhecimentos a fim de entrar de cabeça no mundo da Internet das Coisas. Porém, também tem forte apelo a profissionais com bastante conhecimento em plataformas como o Arduino, NodeMCU e Raspberry Pi, os quais desejam fazer o caminho inverso. Ou seja, saber mais sobre como integrar seu conhecimento e expandir o poder de suas placas microcontroladas.

    Os principais assuntos abordados no livro são:
  • Arduino
  • Protocolo Firmata
  • Arduino e Java
  • Arduino e JavaScript
  • Johnny Five
  • ExpressJS
  • Temboo
  • Blynk
  • Wyliodrin
  • Android Things
  • Firebase

Sobre o autor

    Ricardo da Silva Ogliari é bacharel em Ciência da Computação pela Universidade de Passo Fundo, especialista em Web: Estratégias de Inovação e Tecnologia pelo Senac SP e MBA em Desenvolvimento de Jogos e Aplicativos Móveis pela FIAP. Desenvolvedor mobile há mais de uma década. Professor em cursos de pós-graduação em instituições de ensino como Universidade de Passo Fundo, Senac e Faculdade de Pato Branco. Coautor do livro Android: do Básico ao Avançado. Palestrante em eventos nacionais e internacionais, como FISL, TDC, Campus Party, QCon e RubyConf. Autor de artigos para revistas nacionais como iMasters e Mobile Magazine.

Marcadores

A pior história sobre Linux que já ouvi (5) A.I (1) ambiente gráfico (15) AMD (14) analise (9) Andriod (8) artigo (5) benchmark (3) BSDs (20) btrfs (12) Caixa de Ferramentas do UNIX (19) canto do Diego Lins (2) certificações Linux (6) Código Fonte (50) comandos (17) comp (1) compressores (4) container (1) CPU (18) criptografia (2) crowdfunding (9) cursos (21) daemons (13) Debian (29) desenvolvimento (55) desktop (17) DevOps (1) DevSecOps (1) dic (1) Dica de leitura (52) dica DLins (2) dicas do Flávio (27) Dicas TechWarn (1) diocast (1) dioliunx (3) distribuições Linux (13) Docker (7) DragonflyBSD (15) ead Diolinux (2) edição de vídeo (4) EMMI Linux (4) emuladores (5) endless (5) English interview (2) Enless OS (2) entrevista (16) espaço aberto (83) evento (4) facebook (1) Fedora (4) filesystem (59) financiamento coletivo (2) fork (3) fox n forests (4) FreeBSD (12) Funtoo Linux (13) games (87) gerenciadores de pacotes (2) GOG (3) google (8) gpu (3) hardware (99) I.A (1) init system (7) Intel (15) IoT (1) ispconfig (1) jogos (33) kernel (114) lançamento (43) leis (1) LFCS (1) licenças (7) Linus (15) linus torvalds (1) Linux (188) linux foundation (3) linux para leigos (1) live (4) LPI (8) LTS (1) machine learning (1) meetup (1) mesa redonda (27) microsoft (3) microst (1) muito além do GNU (120) não viva de boatos (9) navegadores (3) NetBSD (3) novatec (17) o meu ambiente de trabalho (3) off-topic (12) open source (79) OpenBSD (3) OpenShift (1) os vários sabores de Linux (39) padrim (2) palestras e eventos (3) partições (6) pentest (6) processadores (26) professor Augusto Manzano (11) Programação (40) propagandas com Linux (8) Red Hat (13) redes (2) resenha nerd (4) Resumo da Semana do Dlins (2) resumo do Tux (19) retrospectiva Linux (1) risc-V (1) runlevel (2) Secomp (1) segurança digital (14) servidores (1) shell (1) sistema operacional (19) Software livre e de código aberto (148) sorteio (3) Steam (8) Steam no Linux (6) supercomputadores (4) suse (5) systemd (7) terminal (73) toca do tux (1) toybox (15) tutorial (6) Tux (3) unboxing (7) UNIX (15) UNIX Toolbox (14) vartroy (1) vga (1) vulnerabilidade (3) wayland (2) whatsapp (1) Windows Subsystem for Linux (1) wine (12) WoT (1) ZFS (9)