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Novidades no Btrfs 5.17

Btrfs 5.17

Novidades no Btrfs 5.17


 Essa semana foi lançado o kernel Linux versão 51.6 e muitos sites como o OMG! Ubuntu e o XDE Developers descrevem que os gamers vão amar esta versão devido o recurso de futex2. Particularmente não encontrei essas notas no anuncio do Linus Torvalds. Eu encontrei até mesmo sobre o Batman (batman-adv e b.a.t.m.a.n. Abreviação de better approach to mobile ad-hoc networking) mas não sobre o que são demonstrados nos sites. Esse release está mais relacionado a correções e reversões do que novidades em si.
"Portanto, isso contém principalmente algumas correções de driver (principalmente rede e rdma), uma correção de uso de credencial do cgroup, algumas correções de rede principais, um algumas reversões de última hora e algum outro ruído aleatório. O shortlog anexado é tão pequeno que você também pode rolar isto."
 Bom, mas novidades também estão vindo aí no Btrfs (e provavelmente no kernel 5.17 já anunciado o seu desenvolvimento). David Sterba da equipe do Suse anunciou no dia 11/01/2022 a atualizações do Btrfs 5.17.

NOVOS RECURSOS

 Agora é possível que o send trabalhe com a realocação de grupo de blocos evitando que falhas ocorram; nova operação de exclusão 'balance paused' que, como o próprio nome já diz, permite adicionar um novo dispositivo ao sistema de arquivos com balance em pausa. o Btrfs também está com novo arquivo sysfs para armazenamento do fsid (em per-device directory) que ajuda a distinguir dispositivos quando seeding estiver habilitado.

MELHORIAS NO DESEMPENHO

 A exclusão de diretórios ficou entre 20% a 40% mais rápidos devido; o zoned mode ficou em torno de 50% durante a montagem; indexação e busca por tamanho com a latência de -30% e menos contenção de tree node locking que permite ganho de até 20%. A parte de desempenho já é uma característica muito boa do Btrfs e de longa data. Eu já até mesmo apresentei essa características em vídeos como benchmarks e comparações com ZFS.



CORREÇÕES DE BUGS

 Houveram correções de bugs (lógico) como falha no ENOSPC quando há escrita direta no range NOCOW; na quota de deablock (e outras operações de quotas); no free space tree e no zoned.

OUTRAS

 Houveram também outras melhorias e limpesas como na parte de HDD e SSD, como o file system lida com erros. Essas novidades ocorreram desde o kernel 5.16-rc8 e estarão disponíveis no link abaixo (um total de 115 mudanças).

CBSD sendo portado para DragonflyBSD

I would like to port the CBSD for QEMU/NVMM to DragonFly
CBSD sendo portado para DragonflyBSD

CBSD, assim como o Docker no Linux, é uma framework para gerenciamento das ferramentas jail, bhyve e Xen do FreeBSD. A ideia é permitir construir seus ambientes virtuais rapidamente e com o minimo de configurações através de programas pré-definidos.
 É possível criar seus ambientes manualmente (assim como no Linux utilizando cgroups e namespace) porém, a ideia do CBSD é evitar exatamente dezenas (ou até centenas) de comandos para colocar um ambiente no ar.
"Cansado de digitar manualmente centenas de comandos apenas para organizar um ambiente virtual? Recomendamos o CBSD." https://cbsd.io/
CBSD
CBSD empregando um ambiente Debian

 Recentemente Oleg Ginzburg anunciou que estaria portando o CBSD para o DragonflyBSD por ter se interessado pela parte de virtualização de NVMM (que inclusive tratei aqui). Porém, devido certas funcionalidades necessárias para o framework funcionar no sistema operacional (algumas delas vinculadas a parte de rede), Oleg acabou entrando em contato com a equipe do DragonflyBSD.

 A equipe do DragonflyBSD atendeu sua requisição e abriu um ticket (https://bugs.dragonflybsd.org/issues/3305) para atender todas as necessidades para o port do CBSD e outro para as subtarefas específicas (https://bugs.dragonflybsd.org/issues/3306). Já existe um trabalho para que o CBSD esteja disponível no DPorts e vamos aguardar para que esteja em breve funcional para todos os BSDs.



Docker consumindo muito armazenamento no Btrfs

Moby/Docker gradually exhausts disk space on BTRFS
Docker consumindo muito armazenamento no Btrfs

 Containers são combinações de recursos do Linux como o namespace e cgroups. Recursos esse que eu já apresentei aqui no meu artigo Linux: Mais do que um Unix e trata-se dos mesmos recursos que são utilizados pelo systemd e por várias outras aplicações. Ferramentas como Docker e Kubernetes servem na verdade para facilitar o uso de tais recursos já que raramente as pessoas criam containers manualmente. Devido o Docker trabalhar com o recurso Copy-on-Write, o sistema de arquivos indicado na criação de seus containers é o Btrfs.

 No dia 02 de Novembro, Chris Murphy reportou a equipe do Btrfs um bug que ocorre no Docker que consome muito espaço de armazenamento. Esse é um bug que já havia sido reportado em Outubro de 2016 por um usuário chamado no GitHub de Ghost e ainda permanece em aberto.
 Ghost explica como reproduzir tal bug e acaba sendo de forma muito simples:
  1. Instale o docker em um sistema com btrfs
  2. Utilize o docker intensivamente por um tempo e certifique-se de remover & recriar os containers, rebuild com a opção no cache e reiniciar o sistema, ...
  3. Após isso, confira o espaço em disco
 Chris chega a mencionar que não sabe de quem é o bug; se do Docker, ou do driver btrfs "graph" que o Docker utiliza, ou se é um bug do kernel (btrfs) e que pode haver mais de um bug.

Docker gradually exhausts disk space on BTRFS #27653
Docker consumindo muito armazenamento no Btrfs

 Nikolay Borisov da Suse que isso pode estar relacionado ao comportamento das pessoas não sabendo como utilizar Docker. Nikolay reforça que apenas excluir um container não significa que obterá o espaço livre sendo necessário executar prune -a.
"Eu realizei um monte de testes hoje inciando um container, parando, excluindo-o, podando (pruning) images e tudo funcionou como esperado." Mencionou Nikolay
 Chris diz que agora se questiona se esse é um comportamento único do btrfs graphdriver e que talvez precisam realizar o mesmo conjunto de testes com o btrfs graphdriver, reset, depois repetir a operação  com o overlay2 graphdriver e verificar se há uma diferença significativa.

 No decorrer das semanas veremos se realmente há um problema que irão trabalhar para solucionar ou se trata-se de um falso positivo.

Padrões para Kubernetes

Padrões para Kubernetes
Padrões para Kubernetes

    O modo como os desenvolvedores projetam, desenvolvem e executam software mudou significativamente com a evolução dos microsserviços e dos contêineres. Essas arquiteturas modernas oferecem novas primitivas distribuídas que exigem um conjunto diferente de práticas, distinto daquele com o qual muitos desenvolvedores, líderes técnicos e arquitetos estão acostumados. Este guia apresenta padrões comuns e reutilizáveis, além de princípios para o design e a implementação de aplicações nativas de nuvem no Kubernetes.

    Cada padrão inclui uma descrição do problema e uma solução específica no Kubernetes. Todos os padrões acompanham e são demonstrados por exemplos concretos de código. Este livro é ideal para desenvolvedores e arquitetos que já tenham familiaridade com os conceitos básicos do Kubernetes, e que queiram aprender a solucionar desafios comuns no ambiente nativo de nuvem, usando padrões de projeto de uso comprovado.

    Você conhecerá as seguintes classes de padrões:
  • Padrões básicos, que incluem princípios e práticas essenciais para desenvolver aplicações nativas de nuvem com base em contêineres.
  • Padrões comportamentais, que exploram conceitos mais específicos para administrar contêineres e interações com a plataforma.
  • Padrões estruturais, que ajudam você a organizar contêineres em um Pod para tratar casos de uso específicos.
  • Padrões de configuração, que oferecem insights sobre como tratar as configurações das aplicações no Kubernetes.
  • Padrões avançados, que incluem assuntos mais complexos, como operadores e escalabilidade automática (autoscaling).

Migrando Para a AWS - Um Guia Para Gerentes

    Tenha mais agilidade, reduza seus custos e adquira vantagens competitivas para a sua empresa migrando sua infraestrutura de TI para a AWS. Com este livro prático, a liderança executiva, a engenharia e os gerentes de TI analisarão as vantagens, as desvantagens e as armadilhas comuns ao passar as operações de sua empresa para a nuvem.

    Você explorará exemplos reais de muitas empresas que fizeram – ou tentaram fazer – essa ampla transição. Assim que ler este guia, você estará mais apto para avaliar sua migração de forma objetiva, antes, durante e após o processo, a fim de garantir seu sucesso.

    O autor Jeff Armstrong tem 25 anos de experiência com TI em vários segmentos de mercado, tanto em startups como em empresas Fortune 100. Nos últimos seis anos, tem atuado como arquiteto na área de migração em massa e modernização, incluindo cinco anos dedicados ao trabalho com migrações para a nuvem AWS.

    Jeff já avaliou, fez o design ou migrou aproximadamente 150 mil cargas de trabalho durante esse período. Tem um diploma em estratégia e inovação pelo MIT Sloan, e outro em liderança executiva pela Cornell.

Lançado "Kubernetes Básico: Mergulhe no futuro da infraestrutura"

Lançado "Kubernetes Básico: Mergulhe no futuro da infraestrutura"
"Kubernetes Básico: Mergulhe no futuro da infraestrutura"
 O Kubernetes veio para ficar. Em apenas cinco anos, esse orquestrador de contêineres mudou radicalmente o modo como os desenvolvedores e o pessoal de operações fazem o desenvolvimento, a implantação e a manutenção de aplicações na nuvem. A edição atualizada deste livro popular explica como o Kubernetes pode ajudar sua empresa a atingir novos patamares de velocidade, agilidade, confiabilidade e eficiência – não importa se os sistemas distribuídos são uma novidade para você ou se você já vem implantando aplicações nativas de nuvem há algum tempo.
Clique aqui para obter o livro "Kubernetes Básico: Mergulhe no futuro da infraestrutura"
Brendan Burns, Joe Beda e Kelsey Hightower – todos com participação ativa na conceitualização e no desenvolvimento do Kubernetes desde o princípio – mostram como esse sistema está presente no ciclo de vida de uma aplicação distribuída. Você aprenderá a usar ferramentas e APIs para automatizar sistemas distribuídos escaláveis para serviços online, aplicações de machine learning ou até mesmo para um cluster de computadores Raspberry Pi.
  • Crie e execute um cluster simples para saber como o Kubernetes funciona.
  • Explore os detalhes da implantação de uma aplicação usando o Kubernetes, Pods, Services, Ingress e ReplicaSets.
  • Faça a integração de armazenagem em microsserviços conteinerizados no Kubernetes.
  • Conheça os objetos especializados do Kubernetes, como DaemonSets, Jobs, ConfigMaps e secrets.
  • Veja exemplos práticos de como desenvolver e implantar aplicações do mundo real no Kubernetes.


NÃO SE ESQUEÇA DE SE INSCREVER NO MEU CURSO DE MIGRAÇÃO PARA LINUX.
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