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Pré-lançamento da distribuição Glaucus

Pré-lançamento da distribuição Glaucus

Pré-lançamento da distribuição Glaucus


 Projetada do zero, glaucus uma distribuição Linux® independente baseada na biblioteca musl libc e, diferente do Alpine Linux que utiliza o Busybox, Glaucus utiliza o toybox como terminal de comandos padrão.

 Iniciada em 2018 como um hobby inspirada em alguns projetos (que podem ser conferidos aqui), Glaucus foca em ser  rápida, rolling-release enquanto mantem uma base limpa, leve e, o mais importante, sem sacrificar a coneniência. Autalmente está disponível para x86-64-v3, aarch64 e riscv64.

 Foi lançada no dia 28/04/2023 a versão glaucus-s6-x86-64-v3-28042023 e todas as suas novidade podem ser conferidas clicando no link abaixo:


No mesmo link podem ser conferidos todos os detalhes da distribuição, sua principal licença (ISC License) e seu propósito.

Agora o Gláucia é self hosting sendo capaz de compilar sua toolchain.

LeapFive’s quer destronar X86 e ARM com seu RISC-V

x86 & Arm Rival, RISC-V Architecture Ships 10 Billion Cores

LeapFive’s quer destronar X86 e ARM com seu RISC-V


 A empresa LeapFive (também conhecida como Yuefang Technology), fundada pelo ex-CTO do Google em 2020 (Jiang Zhaohui), pretende lançar no final deste ano seu processador RISC-V chamado N62. A ideia é que o N62 seja o competidor dos processadores x86 e ARM. O NB2 por exemplo é o competidor dos chips Cortex A55 e o A72 no quesito desempenho. (ainda vou debater esta parte um pouco mais adiante).

 A LeapFive afirma que já há casos de sucesso de cliente que implantaram seus chips em ambientes de produção nas áreas de energia elétrica (várias unidades da State Grid), logística inteligente, computação confidencial.

"Devido à acirrada competição no mercado de chips de consumo, eles primeiro se concentrarão no custo e, em seguida, considerarão a diferenciação funcional e a segurança da cadeia de suprimentos. Os chips industriais são exatamente o oposto. É uma vantagem de custo. ” Yuan Bohu disse.

 Particularmente eu não sei se os chips a LeapFive proporcionarão o desempenho que prometem pois, analisando seus gráficos, eles aparentam ser bem inferior aos concorrentes. O NB2 por exemplo, é um chip de 12nm com frequência entre 1,5 GHz a 1,8 GHz de CPU e 850MHz de seu GPU (e 108 GFLOPS. Entenda melhor clicando aqui). Somente na pratica saberemos se realmente bate de frente com os Cortex.



Apesar disso, uma das ideias da LeapFive é produzir RISC-V com suporte a tecnologia blockchain para garantir que os dados não possam ser adulterados e a fonte possa ser rastreada alem de focar no desempenho de segurança. Seus processadores terão suporte a Linux e o RTOS.

Firefox portado para RISCV

Firefox ported to RISCV64

Firefox portado para RISCV


 Noticia com seis meses de atraso, mas como eu não vi ninguém falando nada, aqui estou eu. No dia 05 de Novembro de 2021, a equipe de desenvolvimento da distribuição T2 SDE anunciou que havia portado Firefox para RISCV64.
"Enquanto esse é um grande passo para a usabilidade geral do RISCV no desktop e móvel, ainda há mais trabalho, exemplo portar JavaScript JIT para RISCV, também."
 Em seu canal, René Rebe (que é o mantenedor do minised) explica o processo de portar o Firefox para RiscV64 (que em partes foi uma acidente).


 O firefox para RISCV pode ser acompanhado no próprio repositório da distribuição T2 e pode até mesmo conferir o patch clicando aqui que foi escrito na linguagem Rust e está sob dual license. Com isso, Linux se torna (novamente) o primeiro sistema operacional a ter o navegador Firefox disponível para RISCV.

Amazon de olho no Risc-V

Amazon de olho no Risc-V

    Mais uma vez os holofotes se voltam para o Risc-V (e muito eu venho apresentando no blog e no canal) e agora é a vez da Amazon. De acordo com o jornal The telegraph, depois que a Nvidia anunciou adquirir a Arm por $40 bilhões, a Amazon passou a ter interesse em chips RISC-V (que está sendo considerado o maior competidor do Arm).

    A ideia parece ser utilizar o RISC-V em seus dispositivos como o Kindle readers, seus data centres com Amazon Web Services, sua computação em nuvem e no Alexa Echo speakers. O site The Telegraph não deixou nenhuma fonte de sua informação, então não podemos constatar a sua veracidade. Bom, é uma noticia rápida de final de semana. Esperam que tenham gostado.

MIPS passará a produzir processadores RISC-V

MIPS passará a produzir processadores RISC-V


    Noticia um pouco atrasada, mas não quis deixar de compartilhar assim  mesmo. MIPS é uma das arquiteturas que Linux possui suporte, porém o site Electronic Engineering Journal publicou no dia 8 de Março que a empresa MIPS Technologies (que foi adquirida pela empresa Waves Computing em Junho de 2018) anunciou que a deixará o desenvolvimento de processadores MIPS e se passar a produzir chips baseado no RISC-V.

    Se a fonte é verdadeira, eu não sei pois não encontrei tal informação nos sites oficiais tanto do MIPS, quanto da Wave Computing e do Risc-V. Há outros sites que divulgaram a mesma informação (e há somente um redirecionamento no blog do Risc-V para o mesmo link. Então, pode ser uma noticia verdadeira).

    A alegação é que o MIPS já não anda trazendo nada de inovador e tangível e já que o RISC-V possui similaridades com os conceitos do MIPS (mesmo sendo duas décadas mais novo), o RISC-V permitirá a Wave Computing explorar novas áreas além de continuar mantendo seus antigos campos de atuação (vale lembrar que o MIPS já foi utilizado até mesmo nos vídeo games Nintendo64 e PlayStation e PlayStation 2).

Micro Magic promete RISC-V de 5GHz

 Parece estranho afirmar, mas estamos em um período de transição de arquiteturas. O X86 está sendo descrito como não fazendo mais sentido, as empresas andam focando muito na arquitetura RISC (mais especificamente nos ARMs) e o Risc-V entrando como um grande rival após a Nvidia ter adquirido o ARM.

 As noticias sobre Risc-V sempre me surpreende. Eu já postei sobre o hammerblade (um RISC-V de 511 núcleos) e agora é a vez da Micro Magic. No dia 02 de Dezembro a empresa Micro Magic divulgou um press release de um processador Risc-V de 64 bits mais poderoso do mundo com clock de 5.0GHz utilizando apenas 1.1V.
"Depois de ter exito no RISC-V mais rápido do mundo à 5GHz e 13,000 CoreMarks, nós alcançamos outra marca ao produzir acima de 8,000 CoreMarks à 3GHz enquanto consome menos de 70mW."
 Através de suas ferramentas, a Micro Magic demonstrou seu silício em operação que se demonstram mais de 10 vezes melhor do que qualquer CISC/RISC/MIPS. O que pode se tratar de  uma revolução no uso de smartphones e tablets (mas não descartam também desktops, servidores e até supercomputadores).


 O que nos resta é esperar e ver se na prática o Risc-V vai realmente nós surpreender já que as notícias são animadoras. Se isso realmente acontecer, imagina quando ocorrer a transição do silício para o grafeno ou o borofeno. Imagina como será renderizar filmes (lembrando que Shrek levou em torno de nove meses para ser renderizado em um render farm), compilar seus códigos (imagina compilar o kernel :), trabalhar com simulações, super computadores, machine learning e jogar.

Press Release do Risc-V da Micro Magic



jslinux - executando outros sistemas operacionais dentro do navegador

jslinux - executando outros sistemas operacionais dentro do navegador

jslinux - executando outros sistemas operacionais dentro do navegador


 Fabrice Bellard desenvolveu um emulador em JavaScript permitindo rodar outros sistemas operacionais dentro do navegador. Para quem não sabe quem é Fabrice Bellard, Fabrice Bellard é o cara que criou o QEMU. Só que Fabrice não é conhecido somente pelo QEMU; é conhecido também pelo FFMPEG, ganhador de premio de matemática, vários outros projetos que podem ser conferidos clicando aqui e inclusive o seu compilador TinyCC já foi tema no meu canal:


 Se juntarmos as ferramentas de Felix von Leitner (criador da Dietlibc), Fabrice Bellard e Rob Landley, podemos dizer que as ferramentas dos caras constituem um sistema operacional quase completo.

 Em 2018 Fabrice Bellard disponibilizou o JSLinux, uma nova ferramenta onde você pode rodar outros sistemas operacionais direto do navegador. A história é um pouco mais antiga pois seu desenvolvimento foi iniciado em 2011, recebeu modificações em 2015 e melhorias em 2016. Ainda é bem limitado (suporte somente para X86 e RiscV64; aos sistemas Alpine Linux, Fedora 29, Buildroot, Windows 2000 e FreeDOS. Além de limitação de uso) mas achei interessante compartilhar somente como base de conhecimento.
 Cada vez mais novos recursos são agregados aos navegadores ao ponto de se tornarem mais do que simplesmente navegadores. Estamos chegando a um ponto onde os navegadores serão mais como um sistema operacional somente dependendo do kernel de um sistema operacional.

 De certa forma eu acho a ideia de aplicações sendo executadas dentro dos navegadores muito interessante por não limitar a qual sistema operacional que se utiliza (Linux, Windows, MacOS ou seja lá o que for) ou a qual arquitetura. A limitação poderá ocorrer em qual navegador a aplicação funciona melhor (e é claro que é pequenos detalhes como em qual sistema operacional o navegador funciona melhor ou possuir tais recursos de sua API), mas acredito que aplicações é uma iniciativa que já há muito tempo deveria estar em atividade.

Core Semiconductor possui sua própria versão o processador do SEGA Saturn para IoT

Core Semiconductor tem como um de seus produtos, o processador J2
Core Semiconductor tem como um de seus produtos, o processador J-core
 Desde mais de 2017 eu venho falando sobre o re-desenvolvimento dos SuperH que é uma família de processadores Risc Hibrido da Hitachi focado em dispositivos embarcados, eletrônicos, foi utilizado na industria automobilística e no SEGA 32x, SEGA Saturn e SEGA Dreamcast. Diferente dos tradicionais processadores RISC (como os ARMs por exemplo) que realizam processamento procedural (um processamento de cada vez), os SuperH realizam processamentos em paralelo (vários processamentos simultaneamente).
Visão geral do J-core
Visão geral do J-core
 No dia 30 de Junho de 1999 Linux recebeu suporte ao SuperH (sete meses após o primeiro local de lançamento do Dreamcast que foi no Japão em Novembro de 1998) e até hoje mantem o seu suporte no kernel Linux. Por isso acho que talvez teria sido interessante se o Dreamcast rodasse Linux e não Windows CE. Mas as coisas não são tão simples o quanto achamos, a parte comercial é bem delicada a ser tratada e deve ser respeitado. Como pode ser lido na revista 101 games #11 dreamcast da warpzone (e que inclusive eu tenho essa edição autografada pelo Ivan :) já havia feito acordo com empresas dividindo  em duas equipes (uma no japão e a segunda nos Estados Unidos) para apresentarem dois projetos diferentes e que, é claro, no final das contas, um seria o novo console da empresa. O que ocorreu é que a 3dfx (uma das empresas que perdeu) processou a SEGA. Imagina a SEGA resolver mudar de Windows CE para Linux depois de tudo pronto e tomar mais um processo, só que desta vez da Microsoft. Melhor não né ;)
Clique aqui para obter a edição numero 11 da revista Warpzone 101 games que é a edição especial do Dreamcast
 Com a crise asiática várias empresas foram afetadas, inclusive a Hitachi. Sem muitos detalhes, mas por conta disso, as patentes dos processadores SuperH não foram renovadas e o resultado disso você confere no vídeo abaixo:

 Uma vez que suas patentes caíram em domínio publico, as empresas podem produzir suas próprias versões de SuperH livremente assim como o RiscV e uma das versão open source do SuperH que ganha destaque no mundo é o J-Core. Eu escrevi um artigo chamado "O que é Disposable Computing?" onde explico alguns dos projetos do J-Core que pretendem trazer (inclusive uma versão x86). Já a Core Semicondutor possui sua própria versão de SH2 chamado J-32 (inclusive o artigo "O que é Disposable Computing?" foi onde pela primeira vez mencionei sobre o J32).

 Honestamente eu fiquei impressionado com as características do J32; pois eu tinha condicionado em mente que sim, seria algo melhor do que o SH2, mas não a ponto de ser melhor que certos ARMs como pode ser conferido na tabela abaixo:
Tabela comparativa entre o ARM Cortex-M1, ARM Cortex-M4 e o J32 Core.
Tabela comparativa entre o ARM Cortex-M1, ARM Cortex-M4 e o J32 Core.
 Enquanto o SH2 possuía clock de 29MHz, o J32 possui clock de 150MHz (cinco vezes mais que o SH2) além de suporte a SMP, 8kB de cache de instrução mais 8kB cache de dados por CPU, suporte a Boot ROM, SRAM, MMU (não é esperado que o J2 tenha suporte a MMU), DMAC, DDR controller, dual EMAC, GPIO, dual SPI I/F, dual UARTs, dual I²C I/F e JTAG.

 Quando falamos de J-core, vale também mencionar a Turtle board que é um protótipo de placa inspirado na placa do Raspberry Pi e que teria sido apresentado em eventos esse ano no Canada e no Japão se não fosse o caso que estamos enfrentando. A Core Semicondutor possui também o seu próprio protótipo chamado Jx IoT (como a placa mãe também é open source, todas as empresas tem permissão de produzir suas próprias versões sem a necessidade de autorização).
Jx IoT
Jx IoT
 Se o J32 chegou a esse ponto, imagina o que podemos esperar do J4 ou do J6 e até do J64. Será que o J32 motivará a galera apaixonada pelo SEGA Saturn a criar uma iniciativa de trazer o console de volta a vida em um novo hardware? Quem sabe? Espero que sim.

OpenMandriva passa a distribuir kernel compilado com o clang

OpenMandriva passa a distribuir kernel compilado com o clang
OpenMandriva passa a distribuir kernel compilado com o clang
 Em 2014, a comunidade OpenMandriva migrou do gcc para o LLVM/clang. Hoje, quase todos os pacotes do OpenMandriva é compilado com o LLVM/clang (menos a glibc, elfutils e outros pacotes que não são clang friendly). Depois disso outras distribuições como Debian, Android e Fedora passaram a adotá-lo no mesmo estilo (100% do Android é compilado com o LLVM).


 O LLVM possui suporte as arquiteturas i686, x86_64, znver1, armv7hnl, aarch64 e riscv64. Exits suporte a toolchain cross compile para todas as arquiteturas mencionadas e o openMandriva fornece um automatic build farm chamado ABF gerando pacotes RPM e imagens ISO baseado no código fonte do projeto ou até mesmo no seu próprio. O ABF também possui uma CLI chamada abf-console-client permitindo trabalhar direto nos pacotes do projetos (você pode até mesmo doar ciclos de CPU).

 Nick Desaulniers informou que a comunidade OpenMandriva passou a disponibilizar o kernel Linux compilado com o clang que recebeu o nome de kernel-release-clang e incentiva aos usuários a comparar o kernel atual com essa versão.
 Parabéns as comunidades OpenMandriva e ClangBuiltLinux.

Mais sobre o LLVM/clang

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Lançado LLVM 9.0.0

Linux e o LLVM
Lançado LLVM 9.0.0
 LLVM é a coleção de compiladores que tende a substituir o GCC no Linux (gostemos ou não) sendo já adota pelo Android (O Android é todo compilado com o LLVM), Debian (de mais 50 mil pacotes, 32.757 foram compilados com o LLVM e somente 1314 apresentaram falha (4 %)),  o Open Mandriva (quase 100% do Open Mandriva) e o Fedora está tomando o mesmo rumo. Fora as distribuições Linux, outros sistemas operacionais também já o adotam como o MacOS X (sendo uma das pioneiras no seu uso), o FreeBSD, o TrueOS e o DragonflyBSD (tendo suporte a ambos compiladores). Em Março foi lançada a versão 8.0.0 e como de costume, a cada seis meses é lançada uma nova versão.
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 Foi anunciado no 19 de Setembro o lançamento da versão 9.0.0 do LLVM (um trabalho que levou seis meses depois do ultimo lançamento). Nesse lançamento foi adicionado suporte a asm goto, habilitando para construir a mainline do kernel Linux para x86_64 com o Clang, RISCV agora construído por padrão (não é mais experimental), suporte experimental a C++ para o OpenCL. Correções de bugs, otimizações e melhorias no diagnósticos.

Musl receberá suporte a arquitetura RISCV64

Musl receberá suporte a arquitetura RISC-V64
Musl receberá suporte a arquitetura RISC-V64
 musl já possui suporte a pelo menos quinze arquiteturas (sendo uma delas, RiscV) e vem sendo adotada cada vez mais pelas distribuições Linux. Há planos por exemplo de portar o Debian para a musl (no passado Debian já havia sido portado para outra biblioteca que, como se tratava de um fork da GlibC que fundiram os dois projetos, por esse motivo o Debian acabou retornando para a GlibC). Uma distribuição não fica atrelada a um único projeto tenda a liberdade de escolher outras ferramentas e até de se desvincular do que já tem.
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 Mas mesmo tendo suporte à varias arquiteturas, há um trabalho sendo feito para a biblioteca venha a ter suporte a arquitetura RiscV64 vindo de empresas como a Mforney, a cmpwn, a  SiFive e até a Google.

 Nesta versão a equipe removeu por hora o suporte a riscv32 (já que a ABI de 32 bits ainda não está estável) e portaram a distribuição Alpine Linux para riscv64 sem se depararem com problemas. Atualmente a comunidade Adélie Linux também está envolvida em um trabalho portando musl libc para arquitetura SPARC.

 Aqui você pode assistir um vídeo do canal e conhecer um pouco mais sobre a história e características da biblioteca musl:

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