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loongarch64 - Uma nova arquitetura que está surgindo na China

loongarch64 - Uma nova arquitetura que está surgindo na China
loongarch64 - Uma nova arquitetura que está surgindo na China

    Recentemente foi anunciado que a empresa MIPS deixaria sua arquitetura para passar a produzir processadores Risc-V. Essa informação pode ser conferida aqui. Porém, no dia 7de Maio, Arnd da empresa chinesa Loongson informou que portou a musl para a nova arquitetura da empresa. O código fonte pode ser conferido no github da empresa.

    E o que MIPS tem a ver com isso. É que Loongarch é um conjunto de instruções simplificadas similar a arquitetura MIPS. A arquitetura Loongson é dividia em duas versões; a de 32bit conhecida como LA32 e a de 64 conhecida como LA64. A Loongarch já adaptou código fonte da toolchain (GCC/binutils ou clang), libc, kernel e do qemu. Para quem depende de processadores MIPS, o Loongarch pode ser uma futura alternativa.

Engenheiros da Amazon começam a trabalhar em um novo recurso de memória para Linux

Engenheiros da Amazon começam a trabalhar em um novo recurso de memória para LinuxEngenheiros da Amazon começam a trabalhar em um novo recurso de memória para Linux
Engenheiros da Amazon começam a trabalhar em um novo recurso de memória para Linux (fonte da imagem da memoria RAM: pngegg

    Engenheiros da Amazon andam trabalhando em um recurso para Linux chamado DAMON que serve para monitoramento de acesso que lida com sistemas que possuem alto carregamento de memória. DAMON é um framework que torna o motor de gerenciamento a acesso de dados da memória mais útil para ambientes de produção e implementa um módulo estático do kernel para recuperação proativa leve utilizando esse motor.

    De acordo com send Request enviado, a empresa Google (agradeço ao Helio Loureiro por ter revisado o erro para mim) já implementa a mesma ideia em seu data center para eliminar altos consumos de CPU e memória e por fim a empresa propôs o solução no evento LSFMM'19. DAMOS melhora o limite de velocidade, a priorização e o uso de Watermarks. Ele encontra regiões na memória que não são acessadas por um específico espaço de tempo e limpa a página.

    Alguns problemas ainda existentes são o fato de que a versão atual do DAMOS só possuir suporte a endereçamento de espaço virtual; já esse novo patchset trás suporte a acesso endereçamento físico. O controle muito agressivo que pode causar em overhead arbitrário.

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    No kernel Linux 5.12 o recuso DAMON_RECLAIM (que é o recurso que é executado para a limpeza de memória) com ZRAM e speed limit de 10GB/s, puderam ter ganho de 32% com a o uso apenas de 1.91% de sobrecarga. O consumo total do DAMON (especificamente o DAMON_RECLAIM) é de 5.72% em single CPU time e o consumo total de CPU para om monitoramento fica em torno somente de 1,448%. Já o DAMON_RECLAIN sem speed limit ativado atinge ganho de 46.50% de memória mas incorre no consumo de 11% de CPU time e resulta na perda de 4.79% de desempenho do fluxo de trabalho.

    Será possível controlar o DAMONS através da linha de comando e ou através do sysfs (/sys/modules/damon_reclaimparameters/).

RISC VS CISC: Quem vence essa batalha?

Há algumas semanas postei o artigo sobre diferentes arquiteturas de processadores. A parte em que menciono que RISCs consomem mais RAM que CISCs acabou despertando o interesse do Anderson Rincon em realizar este benchmark para tirar a duvida já que possui computadores com as duas arquiteturas.


 Valeu Anderson :)

Diferentes arquiteturas de processadores

Diferentes arquiteturas de processadores

Diferentes arquiteturas de processadores

    Desde o ano passado, um dos assuntos que mais vem ganhando repercução é sobre a Apple migrar de X86 da Intel para seu próprio ARM chamado Apple Silicon, o Linux passar a ter suporte a esse processador da Apple, a NVidia adquirir a arquitetura ARM e o Risc-V passar a ganhar mais notoriedade depois da ultima menção. Depois de tudo o que mencionei, me senti inspirado a escrever este artigo.

    Eu já escrevi uma série chamada "Dando uma olhada na arquitetura dos processadores" onde debato como o processador é constituído internamente (andei até mesmo dando uma atualizada tratando da arquitetura de Havard mostrando em que se difere da arquitetura de Von Neumann e pretendo adicionar mais coisas. Mas  vamos deixar isso para o futuro Deus permitindo que eu faça).

Arquitetura de Havard

O que é arquitetura de processador?

    De acordo com o Dicionario de Termos da computação e da Internet (Dictionary of Computer and Internet Terms) arquitetura de processador é um conjunto  de instruções que decodificam e executam operações aritméticas e lógicas. Esse conjunto de instruções são denominados ISA (Instruction Set Architecture) e, nas minhas palavras, arquitetura dos processadores é a forma como essas instruções são organizadas. Apesar de popularmente acabarmos tendo contato com apenas com X86, existe uma boa variedade de arquiteturas como CISCRISCEPIC ZISC e Linux é uma fonte abundante para adquirir conhecimento sobre elas.


Arquiteturas que o kernel Linux 5.10 possui suporte

    Dentro das arquiteturas existe uma gama de fabricantes diferentes. Então agora vamos estudar um pouco sobre as arquiteturas, suas variedades e aonde geralmente são aplicadas.

CISC

    CISC (Complex Instruction Set Computers) é uma arquitetura construída com muitas instruções de linguagens de máquina diferentes. Tem como objetivo em seu design completar uma tarefa em poucas linhas de código assembly fazendo com que o compilador tenha pouco trabalho para traduzir o código de alto nível. O problema disso é que as suas tarefas acabam exigindo múltiplos ciclos, fazendo com que leve pelo menos duas vezes mais tempo para executá-las.

    Ressalva, não confunda CISC com CICS. CICS (Costumer Information Control System) é uma extensão da IBM utilizada no IBM System Z que tem como objetivo tornar fácil escrever programas e permitir usuários entrar, recuperar e atualizar dados através do seu terminal (fortemente utilizado em sistemas de pontos de venda, reservas de hotel e sistemas de cobrança).

    Popularmente conhecemos a arquitetura CISC devido aos x86 da Intel, da AMD e da Via (após ter adquirido a antiga Cyrix); mas há outras empresas que também já  fabricaram processadores CISC difrentes de x86 como o VAX, o IBM System/370 e houve também o Motorola 6800 (também conhecido como m68k ou simplesmente 68k) na década de 80 que foi o primeiro processador de 32 bits amplamente utilizado e foi o processador do vídeo game Mega Drive, do Macintosh (pois é, a migração de PowerPC para Intel e depois de Intel para ARM não são as únicas experiências que a Apple já teve em sua história), dos computadores da HP e da Sun Microsystem. Falando em Sun Microsystem, foi devido o Motorola 6800 que os desenvolvedores de SunOS tornaram o GCC funcional para uso em produção (o que até então, era simplesmente um compilador inviável).


    Parece estranho afirmar, mas deve ser dito. Foi o x86 que tornou os PCs interessantes (especificamente o 386 a partir de 1986); mas historicamente o x86 parou de fazer sentido para o mercado há algum tempo. Basta repararmos como exemplo Apple em 2018 que vendeu 217.7 milhões de Iphones e 18.2 milhões de Macs (mais de 10 vezes mais dispositivos ARM, o que a chamou a sua atenção para abandonar o x86).


    Abreviação de Reduced Instruction Set Computer (Computador com conjunto de instruções reduzidas) é a arquitetura que realiza processos de forma mais simplificada e que foi projetada para desempenho. Devido haver poucas instruções a serem escolhidas, ela leva menos tempo para identificá-las tornando os resultados mais eficientes e executando os processos mais rapidamente. Foi criada inicialmente na IBM por John Cocke e sua equipe de pesquisadores em 1.974 como controlador de central telefônica (a telefonia sempre tendo importância na computação)

John-Cocke.
John Cocke e o primeiro protótipo de computador RISC que o garantiu os premios Turing Award em 1987, the US National Medal of Technology em 1991 e o  the US National Medal of Science em 1994.

 A arquitetura RISC é tão interessante que há um ditado que diz que "O mundo é RISC". E não é de se duvidar já que a arquitetura é utilizada desde Supercomputadores como é o caso do Fugaku a microcontroladores como o H8/300 da Hitachi.

 Alguns exemplos de processadores RISC são o Dec Alpha (primeiro processador de 64 bits e primeira arquitetura que Linux foi portado em Novembro de 1994); ARM que é muito famoso em dispositivos móveis devido a seu baixo consumo de energia conservando a bateria por mais tempo; Spark da Sun Microsystem (divisão da Oracle); o PowerPC (que foi desenvolvido pela IBM, Motrola e Apple para competir com a Intel e foi especialmente projetado para emular programas outros tipos de CPU eficientemente. Foi utilizado também no PlayStation 3, no Xbox 360 e consoles da Nintendo como Game Cube, Nintendo Wii e Nintendo Wii U e pelo sistema operacional OS/2); o MIPS, o Cris (utilizado em dispositivos de rede) e até mesmo a série de chips Super FX da empresa britânica Argonaut Games (adquirida pela Synopsy) que foi utilizado em jogos do Super Nintendo como o StarFox e Yoshi's Island possibilitando a renderização de centenas de polígonos 3D simultaneamente e desenhando efeitos em 2D.

Em Mario World 2: Yoshi's Island foi utilizado o chip Super FX 2 que é um Risc customizado e que possibilitou ao jogo ter elementos 3D e 2D (sim, o jogo é 2.5D), cores vivas e amplas, efeitos de iluminação, semitransparência e objetos passarem uns pelos outros).

RISC VS CISC

    Ambos possuem vantagens e desvantagens e ambos conseguem executar os mesmos tipos de programa; o que vai diferenciar é como é o código de máquina do programa. A principio da leitura deste artigo, o RISC aparenta ser superior ao CISC, mas nem tudo são as mil maravilha. 

    RISC tende a ser mais rápido que CISC SE o acesso a memória for muito rápido; do contrário (se o acesso a memória for relativamente lento) o CISC tende a ser mais rápido que RISC. Além do mais, máquinas RISC tendem a buscar mais instruções da memória para realizar o mesmo trabalho que CISC (ou seja, utiliza-se mais RAM que CISC).

RISC híbrido


    RISCs puros utilizam uma instrução por ciclo de clock. Foi aí que eu conheci a geração de RISCs hibridos que utilizam correção nas instruções de comprimento de 16 bits com registradores e endereço de espaço de 32 bits. Isso torna mais fácil para os compiladores gerarem melhores códigos RISC e retomam grande parte da densidade de código dos projetos CISC. Mais informações sobre chips híbridos podem ser conferidos clicando nesses dois links da Renesas e da Design & Recue.
ParthusCeva Announces Architecture Standard for Hybrid DSP/RISC-Based System-on-Chip for ARM Environment
    A maioria dos fabricantes hoje tentam combinar as vantagens de cada arquitetura dentro dos seus processadores. A Intel por exemplo, introduziu através do Pentium a possibilidade de seu processador traduzir internamente instruções CISC em RISC (podendo executar duas instruções por ciclo assim como o RISC) e o J64 que planejam uma aproximação do x86-64 ao j4 com compatibilidade a 32 bits (seu design foi elaborado no ano passado). Portanto, dificilmente temos CISCs puros quanto RISCs puros assim como dificilmente encontramos kernel totalmente monolítico quanto totalmente micro-kernel.

 A AMD também tinha um projeto de ARM chamado K12 focado em eficiência energética 
que era planejado para ser lançado em 2017. O desenvolvimento do K12 inspirou a criação do Opteron A1100 e a engenharia do Ryzen (agradeço ao Anderson Rincon por ter me fornecido a informação sobre o K12 e por ter revisado este texto para mim).



PA-RISC

 Foi uma arquitetura RISC desenvolvida pela HP tendo uma ideia de arquitetura mais precisa (daí o PA do seu nome que é a silga de Precision Architecture) porém esse processador foi substituído pela arquitetura EPIC.

 Abreviação de Explicitly Parallel Instruction Computing (Computação com instrução explicitamente paralela), foi criada em parceria entre a HP e a Intel para a criação da família Itanium (também conhecida como IA-64) para substituir o PA-RISC. Itanium foi desenvolvido como uma arquitetura de alto desempenho extremamente paralela realizando tal tarefa ao passar as instruções para o compilador que reorganiza o código para o máximo de paralelismo possível enquanto que o hardware foca em executar as instruções. E aqui mora o grande problema, nos compiladores que foi mais critico implementar do que a Intel esperava; o que resultou em um hardware muito caro e com baixa quantidade de software disponível para a arquitetura.





ZISC

    ZISC (Zero instruction set computer) é uma arquitetura que se baseia nos princípios de correspondência de padrões e ausência de microinstruções. De acordo com documento de patentes do Google sobre circuito neural (ou neurochip ou redes neurais), essa é a arquitetura talvez mais apropriada para as tecnologias neurais devido a forma como trabalha.

DSP

    DSP trata-se na verdade de um processador de sinal de digital (daí o seu nome Digital Signal Processor) que é utilizado para processar áudio (até redução de ruído) e vídeo e é fortemente utilizado em mesas de som e instrumentos musicais. Mas também foi utilizado em cartuchos do Super Nintendo para processar jogos como Super Mario Kart.

    Talvez você deva estar pensando por que estou falando deste tipo de chip como uma arquitetura. Bom, a minha ideia era falar sobre DSP no mesmo artigo "Dando uma olhada na arquitetura de processadores" porque, assim como FPU que era chip separado e hoje é incorporado aos processadores, o mesmo pode ocorrer com os DSPs podendo o seu processador possuir instruções DSP adicionadas a ele. De acordo com informações do J-Core (que é um processador que eu acompanho bastante o seu desenvolvimento) as instruções DSP podem quebrar a pipeline do estilo do RISC e eles possuem um novo design de DSP em desenvolvimento.

    alguns exemplos de DSP que o Linux possui suporte são o Hexagon e o C6x da Texas Instrument.

     Bom, finalizo este artigo por aqui acreditando já estar bom por enquanto dado uma boa base de estudo para todo mundo. Pode ser que eu venha atualizá-lo no futuro assim como faço com os demais artigos.

Micro Magic promete RISC-V de 5GHz

 Parece estranho afirmar, mas estamos em um período de transição de arquiteturas. O X86 está sendo descrito como não fazendo mais sentido, as empresas andam focando muito na arquitetura RISC (mais especificamente nos ARMs) e o Risc-V entrando como um grande rival após a Nvidia ter adquirido o ARM.

 As noticias sobre Risc-V sempre me surpreende. Eu já postei sobre o hammerblade (um RISC-V de 511 núcleos) e agora é a vez da Micro Magic. No dia 02 de Dezembro a empresa Micro Magic divulgou um press release de um processador Risc-V de 64 bits mais poderoso do mundo com clock de 5.0GHz utilizando apenas 1.1V.
"Depois de ter exito no RISC-V mais rápido do mundo à 5GHz e 13,000 CoreMarks, nós alcançamos outra marca ao produzir acima de 8,000 CoreMarks à 3GHz enquanto consome menos de 70mW."
 Através de suas ferramentas, a Micro Magic demonstrou seu silício em operação que se demonstram mais de 10 vezes melhor do que qualquer CISC/RISC/MIPS. O que pode se tratar de  uma revolução no uso de smartphones e tablets (mas não descartam também desktops, servidores e até supercomputadores).


 O que nos resta é esperar e ver se na prática o Risc-V vai realmente nós surpreender já que as notícias são animadoras. Se isso realmente acontecer, imagina quando ocorrer a transição do silício para o grafeno ou o borofeno. Imagina como será renderizar filmes (lembrando que Shrek levou em torno de nove meses para ser renderizado em um render farm), compilar seus códigos (imagina compilar o kernel :), trabalhar com simulações, super computadores, machine learning e jogar.

Press Release do Risc-V da Micro Magic



hammerblade, um RISC-V com 511 núcleos

 Depois de rumores que os processadores ARM irão ter um aumento de preço como mencionei na ultima live, foi dito que as empresas começam a buscar novas soluções e seus olhos começam a voltar para o processador RISC-V uma vez que é open source (livre de patentes e com preço bem reduzido, permitindo além de produzir sem a necessidade de autorização (e até produzi-lo modificado), mas também repassar de forma mais barata ao consumidor final).

 Interessante é que em 2010, pesquisadores no MIT simularam e chegaram a conclusão que a capacidade máxima de núcleos suportado pelo Linux era de 48 núcleos (mesmo depois de adicionarem seus algorítimos) e que não mais do que isso. O que me faz pensar que talvez estávamos nos referindo a arquitetura errada.

 E falando de versões modificadas do RISC-V, no Fosdem de 2020 foi apresentado HammerBlade, um RISC-V manycore open source que está sob desenvolvimento desde 2015 e já possui seu silício validado com um chip de 511 núcleos de 16nm TSMC. Ele possui extensões de recursos para o RISC-V ISA que miram desempenho de GPU do mercado para computação paralela (ex. GPGPU) includindo graphs e ML workloads.


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Apple e os processadores ARM

Apple e os processadores ARM
Apple e os processadores ARM

Depois que a Apple anunciou a migração de X86 para ARM, muita gente se preocupou quanto a possibilidade de não poder utilizar programas de uma arquitetura em outra. A Apple já fez o processo de transição da arquitetura PowerPC para a X86 sem apresentar trabalhos críticos; desta vez eu acredito que não será diferente. No meu vídeo sobre Ubuntu rodando no meu Power Mac G4 eu explico através do kernel do Mac OS X Leopard como a Apple realizou esse trabalho até que todos os fornecedores pudessem portar os seus programas para X86:


 Migrar para ARM parecia algo previsível; em 2.015 o site Mac Rumors já havia postado a noticia sobre a pretensão da Apple migrar para ARM e a resposta da Intel afirmando que o relacionamento entre as duas empresas ainda era muito forte; em 2.018 a Apple vendeu quase 218 milhões de Iphones e apenas pouco mais de 18 milhões de Macs. As coisas ficaram cada vez mais óbvias com o lançamento do novo Ipad Pro que era mais poderoso que 92% dos desktops acessíveis do mercado da época, rodando Photoshop nativamente, navegando na internet e utilizando Whatsapp ao mesmo tempo (e até arrastando do navegador e soltando no Whatsapp) e termina com a frase "ele é como um computador mas diferente de qualquer computador".

O chip A12X Bionic utilizado no Ipad Pro.
O chip A12X Bionic utilizado no Ipad Pro.
Poderoso o suficiente para photoshop nativo.
Poderoso o suficiente para photoshop nativo.
Mais rapido do que 92% dos desktops acessíveis.
Mais rapido do que 92% dos desktops acessíveis.
Navegando na web e usando chat ao mesmo tempo.
Navegando na web e usando chat ao mesmo tempo.
Arrastando do navegador e soltando no Whatsapp.
Arrastando do navegador e soltando no Whatsapp.
 Por fim a Apple anunciou no mês de Junho que estaria migrando que X86 para ARM. A coisa está feia para o X86, mas parece que somente para a Intel pois a AMD anda ganhando cada vez mais espaço com o núcleo Zen (com mais um console no mercado da Atari) enquanto isso recentemente Linus mandou a real para a Intel desejando uma morte dolorosa ao AVX-512, que a Intel pare de ficar focando em benchmarks com sua Unidade Ponto Flutuante, pare de ficar inventando moda com instruções mágicas e comece a corrigir problemas reais. Para revidar a situação,parece que a Intel está trabalhando em um novo recurso de tecnologia hibrida para o Alder Lake chamado Big-Bigger similar ao design Big.LITTLE da arquitetura ARM.


 Uma coisa que deixou os apaixonados por Mac foi a possibilidade de retrocompatibilidade não somente com Intel, mas também com outras arquiteturas passadas. Um desenvolvedor apaixonado por Macs antigos chamado tenFOURFox escreveu sobre a possibilidade de rodar até cinco arquiteturas em um unico binários (ARM64, 32-bit PowerPC, 64-bit PowerPC, i386 e x86_64) e potencialmente até 17 arquiteturas em  um único binário (ppc750, ppc7400, ppc7450, ppc970, i386, x86_64, x86_64h, armv4t, armv5, armv6, armv6m, armv7, armv7em, armv7k, armv7m, armv7s e todos os outros Macs com AARM.)

 Uma informação que prometi na live que iria pesquisar é qual tecnologia GPU será utilizada nos novos Macs com ARM. A unica coisa que se sabe é que a Apple guarda esse segredo a sete chaves pois parece ser tecnologia própria da empresa.
Imagem aqui
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DEMAIS, SÓ FINALIZO DIZENDO QUE, SE VOCÊ É UM USUÁRIO DE MAC OS E ESTÁ PENSADO EM MIGRAR PARA LINUX, MEU CURSO É PENSADO TAMBÉM PARA VOCÊ ;)

HelenOS rodando no gfx raspberrypi e no DOSBox

HelenOS rodando no  gfx raspberrypi e no  DOSBox
HelenOS rodando no  gfx raspberrypi e no  DOSBox
 O sistema operacional micro-kernel HelenOS anda apresentando mais evoluções ao longo de sua existência. Trata-se de um sistema operacional focado em meio acadêmico mas que acredito que outras organizações e instituições poderiam dar-lhe atenção para uso profissional (já que até o Minix , que também era para o mesmo propósito, recebeu €2.5 milhões para portá-lo para ARM).

 Desta vez estamos vendo o HelenOS tendo suporte a Raspberry Pi e ao DOSBox. Parece estranho alguém querer rodar alguma aplicação no DOSBox, mas como Jiri Svoboda descreve em seu blog:
"Isso pode soar estranho, mas o DOSBox é um emulador de máquina completo (CPU + periféricos) e *além* de um emulador DOS. "
"Mas por que alguém iria querer rodar o HelenOS no DOSBox eu escuto você perguntando. Bom, além de ser muito legal, DOSBox consegue emular alguns hardwares que o Qemu não, tais quais algumas placas de vídeo e de áudio antigas, MIDI e etc."
 Está aí um motivo interessante e que é valido como carta na manga até mesmo para nós (ou até mesmo como material de estudo. Por que não?). Já outro usuário postou um vídeo exibindo o HelenOS rodando em um Raspberry Pi e o vídeo pode ser conferido logo abaixo:



 Martin Decky também postou um commit para utilizar char32_t ao invés de wchat_t para representar strings UTF-32. De acordo com Martin, o novo tipo char32_t é obviamente uma opção muito mais adequada. Compatibilidades com o padrão C é mantido e muita revisão já está sendo feito pela comunidade.

 Quer saber mais sobre o HelenOS? Além de vários artigos aqui no blog, há um vídeo especial no meu canal esclarecendo como o sistema operacional é.


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Core Semiconductor possui sua própria versão o processador do SEGA Saturn para IoT

Core Semiconductor tem como um de seus produtos, o processador J2
Core Semiconductor tem como um de seus produtos, o processador J-core
 Desde mais de 2017 eu venho falando sobre o re-desenvolvimento dos SuperH que é uma família de processadores Risc Hibrido da Hitachi focado em dispositivos embarcados, eletrônicos, foi utilizado na industria automobilística e no SEGA 32x, SEGA Saturn e SEGA Dreamcast. Diferente dos tradicionais processadores RISC (como os ARMs por exemplo) que realizam processamento procedural (um processamento de cada vez), os SuperH realizam processamentos em paralelo (vários processamentos simultaneamente).
Visão geral do J-core
Visão geral do J-core
 No dia 30 de Junho de 1999 Linux recebeu suporte ao SuperH (sete meses após o primeiro local de lançamento do Dreamcast que foi no Japão em Novembro de 1998) e até hoje mantem o seu suporte no kernel Linux. Por isso acho que talvez teria sido interessante se o Dreamcast rodasse Linux e não Windows CE. Mas as coisas não são tão simples o quanto achamos, a parte comercial é bem delicada a ser tratada e deve ser respeitado. Como pode ser lido na revista 101 games #11 dreamcast da warpzone (e que inclusive eu tenho essa edição autografada pelo Ivan :) já havia feito acordo com empresas dividindo  em duas equipes (uma no japão e a segunda nos Estados Unidos) para apresentarem dois projetos diferentes e que, é claro, no final das contas, um seria o novo console da empresa. O que ocorreu é que a 3dfx (uma das empresas que perdeu) processou a SEGA. Imagina a SEGA resolver mudar de Windows CE para Linux depois de tudo pronto e tomar mais um processo, só que desta vez da Microsoft. Melhor não né ;)
Clique aqui para obter a edição numero 11 da revista Warpzone 101 games que é a edição especial do Dreamcast
 Com a crise asiática várias empresas foram afetadas, inclusive a Hitachi. Sem muitos detalhes, mas por conta disso, as patentes dos processadores SuperH não foram renovadas e o resultado disso você confere no vídeo abaixo:

 Uma vez que suas patentes caíram em domínio publico, as empresas podem produzir suas próprias versões de SuperH livremente assim como o RiscV e uma das versão open source do SuperH que ganha destaque no mundo é o J-Core. Eu escrevi um artigo chamado "O que é Disposable Computing?" onde explico alguns dos projetos do J-Core que pretendem trazer (inclusive uma versão x86). Já a Core Semicondutor possui sua própria versão de SH2 chamado J-32 (inclusive o artigo "O que é Disposable Computing?" foi onde pela primeira vez mencionei sobre o J32).

 Honestamente eu fiquei impressionado com as características do J32; pois eu tinha condicionado em mente que sim, seria algo melhor do que o SH2, mas não a ponto de ser melhor que certos ARMs como pode ser conferido na tabela abaixo:
Tabela comparativa entre o ARM Cortex-M1, ARM Cortex-M4 e o J32 Core.
Tabela comparativa entre o ARM Cortex-M1, ARM Cortex-M4 e o J32 Core.
 Enquanto o SH2 possuía clock de 29MHz, o J32 possui clock de 150MHz (cinco vezes mais que o SH2) além de suporte a SMP8kB de cache de instrução mais 8kB cache de dados por CPU, suporte a Boot ROM, SRAM, MMU (não é esperado que o J2 tenha suporte a MMU), DMAC, DDR controller, dual EMAC, GPIO, dual SPI I/F, dual UARTs, dual I²C I/F e JTAG.

 Quando falamos de J-core, vale também mencionar a Turtle board que é um protótipo de placa inspirado na placa do Raspberry Pi e que teria sido apresentado em eventos esse ano no Canada e no Japão se não fosse o caso da pandemia que estamos enfrentando. A Core Semicondutor possui também o seu próprio protótipo chamado Jx IoT (como a placa mãe também é open source, todas as empresas tem permissão de produzir suas próprias versões sem a necessidade de autorização).
Jx IoT
Jx IoT
 Se o J32 chegou a esse ponto, imagina o que podemos esperar do J4 ou do J6 e até do J64. Será que o J32 motivará a galera apaixonada pelo SEGA Saturn a criar uma iniciativa de trazer o console de volta a vida em um novo hardware? Quem sabe? Espero que sim.

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