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Liberty Linux: Um novo fork do CentOS

Open Enterprise Linux Association

Liberty Linux: Um novo fork do CentOS

 Forks do CentOS já não são nenhuma novidade desde que a Red Hat anunciou o fim do seu suporte  na versão 8, o que rendeu muito pano para manga. A Red Hat anunciou o inicio do CentOS Stream onde as atualizações passariam primeiro pelo CentOS Stream para depois chegar oo Red Hat Enterprise Linux.

 Com isso, surgiram dois forks do CentOS, o Rocky Linux e o Alma Linux que passaram a ser financiados por grandes empresas que dependiam do CentOS (que basicamente o que faziam era pegar as atualizações do Red Hat Enterprise Linux e empacotar para as suas respectivas distribuições).



 Só que no dia 21 de Junho o Vice Presidente, Core Platforms Mike McGrath anunicou que o CentOS Stream será o único repositório para os lançamentos públicos do código fonte do Red Hat Enterprise Linux e derivados. OU SEJA, os dois forks já não passariam  mais a ter acesso aos patches do RHEL. Os projetos se pronunciaram sobre a decisão da Red Hat e os prolanos para o futuro. A matéria pode ser lida clicando aqui.



 Não somente os dois projetos se pronunciaram. A Oracle postou sua frustração com a decisão da Red Hat uma vez que sua distribuição, a Oracle Linux, é uma derivada do RHEL. Mas a empresa não parou por aí, a Oracle anunciou que estaria trabalhando para remediar esse problema, deixou recado aos desenvolvedores de Linux que estava contratando e por ultimo, deu um recado a IBM:

"Finalmente, para a IBM, aqui está uma grande ideia para você. Você diz que não quer pagar todos aqueles desenvolvedores RHEL? Veja como você pode economizar dinheiro: basta retirar de nós. Torne-se um distribuidor downstream do Oracle Linux. Ficaremos felizes em assumir o fardo."

 A Oracle não está errada já que grande parte da arrecadação (tanto da IBM quando da Red Hat) vem da Oracle e de seus parceiros e não somente dos seus próprios serviços (honestamente? Eu já temia que a Red Hat poderia ter mudanças não muito boas após ser adquirira pela IBM).

E não parou por aí, no dia seguinte, a Suse anunciou o investimento de $10 milhões em um fork do RHEL. Algo que para mim soou um tanto quando estranho já que eu não entendi a estratégia da empresa, mas OK, uma boa atitude.


 Formou-se então a parceria entre a CIQ (empresa que desenvolve o Rocky Linux) a Suse e a Oracle que deram origem a distribuição Liberty Linux ou também conhecida como OpenELA (Open Enterprise Linux Association) que passa a dar suporte de compatibilidade com o RHEL 8 e 9 (e possivelmente o 7) e assim dando sobrevida ao CentOS.


 O processo de migração é feito removendo o apontamento dos repositórios da Red Hat e apontando para os repositórios da Suse não sendo necessário reiniciar seu sistema mas também sendo possível desta forma.

Liberty 9 after RHEL 9 upgrade
Liberty 9 após atualização do RHEL 9

 A Suse também entregará o Suse Manager (ferramenta similar ao Satellite) para facilitar a administração do OpenLA e que permite transformar o RHEL em Liberty Linux de forma muito simples (o Suse Manager permite administrar outras distribuições). Também é possível obter assinatura de suporte da Suse com quatro planos para escolher: O Suse Liberty Lite, Suse Liberty Basic, Suse Liberty Professional e o Suse Liberty Entreprise.


Suse Liberty Linux Subscription plans
Planos de assinatura do Suse Liberty Linux


 Já existem empresas no Brasil que realizaram a migração do CentOS para o Liberty Linux. Desejo sucesso ao projeto e que tanto as empresas envolvidas quanto nós (usuários) saiamos ganhando com essa iniciativa.

Site oficial do OpeneLA

Mais sobre a Suse

Mais sobre a Oracle


Lançado Hat Enterprise Linux 9 Beta

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Lançado Hat Enterprise Linux 9 Beta

 A Red Hat anunciou no dia 3 de Novembro o lançamento da versão Beta do Red Hat enterprise Linux 9. Além de  trazer melhorias solicitadas pelos clientes, o RHEL 9 é o kernel Linux 5.14 (o mesmo do Fedora 35) com suporte a live patching via web console; foi projetado para trabalhar com de nuvens hibridas; trás suporte integrado a OpenSSL 3 (e senha de root via SSH desabilitado por padrão); autenticação por Smart Card, cgroup2 e o Podman e versões recentes do PodmanGCC 11 e as ultimas versões do LLVM, Rust, GoPython 3.9.

 O RHEL possui suporte as arquiteturas Intel/AMD64 (x86_64), ARM 64-bit (aarch64), IBM Power LE (ppc64le) e IBM Z (s390x).

 Essa versão trás poucas mudanças na usabilidade se comparado com o RHEL 8 (já apresentado aqui no blog) exigindo pouco aprendizado das equipes de administradores de sistema e dev Ops

Red Hat Enterprise Linux 8 Beta

Red Hat Enterprise Linux 8 Beta
Red Hat Enterprise Linux 8 Beta
 Foi lançada a versão Beta do Red Hat Enterprise Linux 8. Muita coisa pode ser esperada nessa nova versão e com isso debato aqui algumas das novidade. Bora para o arrebento?

 Dentro das novas características estão o suporte a rede mais eficiente em containers através do IPVLAN conectando contêineres a máquinas virtuais; maior segurança na nuvem hibrida (hybrid cloud); suporte ao OpenSSL 1.1.1 e ao TLS 1.3 permitindo aplicações de servidores utilizarem o ultimo padrão de proteção criptográfica, politicas de criptografia System-wine estão inclusas tornando mais fácil de gerenciar conformidade criptográfica a partir de um prompt sem a necessidade de modificar ou de criar túnel para aplicações específicas.

 Containers é componente essencial desde a versão 7 e mais forte na versão 8 tendo o open standards-based container toolkit com total suporte pensado em segurança. Estas ferramentas incluem o Buildah, o Podman e o Skopeo que ajudam os desenvolvedores a encontrar, rodar, construir e compartilhar aplicações containerzadas mais rapidamente e mais eficientemente.

Na parte de administração do sistema operacional foi visada torná-la mais fácil em todos os níveis de experiencia iniciando com um único e consistente painel de controle através do Red Hat Enterprise Linux Web Console. que fornece uma interface simplificada para poder gerenciar o RHEL de forma mais fácil local ou remotamente (incluindo máquinas virtuais).

 O Composer torna mais fácil tanto para novatos quanto experientes usuários de RHEL de construir e aplicar imagens personalizadas na nuvem hibrida a partir de máquinas físicas ou virtuais para instancias de nuvem publica ou privada.

 O Yum 4, entrega melhor desempenho, menores dependências e mais escolhas de versões de pacotes.

 O Stratis se torna o novo sistema de arquivos para gerenciamento de volumes no RHEL 8 tendo suporte a Snapshots, clonagem de máquinas virtuais, economia de espaço, suporte a LUKSv2 combinado NBDE para maior segurança de criptografia.

http://downloads.redhat.com/redhat/rhel/rhel-8-beta/

HLRS Inaugura Supercomputador Hawk com Red Hat Enterprise Linux 8

HLRS Inaugura Supercomputador Hawk com Red Hat Enterprise Linux 8
HLRS Inaugura Supercomputador Hawk com Red Hat Enterprise Linux 8

 O centro de computação de auto-desempenho [High-Performance Computing Center Stuttgart (HLRS)] da Universidade de Stuttgart, em parceria com a AMD, a HP e o departamento de energia dos estados Unidos, construíram o supercomputador Hawk dado até então como o mais poderoso da atualidade (e essa disputa não tem fim).

 Hawk é projetado e otimizado para as necessidades de simulação de aplicações de engenharia, deep learning, analise e geração de dados e inteligencia artificial. possuindo 720.896 núcleos do de processadores AMD EPYC Rome 7742 (cada processador possuindo 64 núcleos) operando a 2.25GHz por núcleo e 26 petaflops; o supercomputador conta com o Red Hat Enterprise Linux 8 e possui itinerário para instalação que pode ser conferido aqui.

Red Hat e VMware trabalhando juntas no Openshift

Red Hat e VMware trabalhando juntas no Openshift
Red Hat e VMware trabalhando juntas no Openshift
 Red Hat e VMware estão trabalhando para criar uma arquitetura de referencia do VMware  para o OpenShift. Já não é de hoje que ambas possuem parceria trabalhando em soluções para atender seus clientes. Há muitos anos a Red Hat é certificada VMware vSphere e possui suporte VMware NSX-T networkingVMware vSAN baseada nas contribuições do Kubernetes do VMware.
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 Como a demanda por nuvem hibrida (hybrid cloud) cresce cada vez mais no ambiente corporativo e a Red Hat sendo pioneira em tal serviço, a Red Hat e a VMware se uniram para trabalhar juntas para implantar a plataforma OpenShift Container da Red Hat e ajudá-los assim a implantar aplicações cloud-native com containers e Kubernetes.


 Parceiras há longos anos, agora ambas trabalham em uma arquitetura para trazer o Red Hat OpenShift ao pilha SDDC da VMware e poupar seus clientes de ter todo o trabalho que tem hoje de ter que customizar todo o seu serviço para integrá-los ao VMware vSphere, NSX-T e vSAN com o Red Hat OpenShift e o Red Hat Enterprise Linux.


 Por hora, tal serviço ainda não é possível, mas acredito que essa união não demorará para trazer tais ferramentas muito em breve.

Novidades no Red Hat Enterprise Linux 8

Red Hat Enteprise Linux 8 está aqui
Red Hat Enteprise Linux 8 está aqui
 Tratei as novidades que o Debian 10 (codenome Buster) trará e com isso decimo falar também da futura versão do Red Hat Enterprise Linux 8. Esse parece que será um artigo mais longo do que o do Debian, mas vamos para o arrebento.
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 Eu participei do webinar que a Red Hat fez para relatar as novidades que esta versão trás e decidi então trazer aqui algumas coisas.

Kernel 4.18

Dentre os principais recursos do kernel do RHEL 8 estão 5-level page table que é um modelo de desenvolvimento que aumenta o limite de uso de memória tanto física quanto virtual:
  • 128 PiB de espaço de Endereço Virtual
  • 512 GiB Huge Pages
  • 4 PiB de memória física (teoricamente o limite de suporte ainda não é definido)

Modularidade no Yum 

utilizando dois repositórios; O BaseOS que foca no core do sistema com tradicionais pacotes RPM e o Application Stream que fornece programas com ciclo de vida variáveis.

Modularidade no Yum
Modularidade no Yum

Wayland

O Wayland substitui o Xorg no Gnome 3 para melhorar o desempenho com uma arquitetura mais simples, eliminar código legado, melhor servidor de display, melhor renderização, fornecer compatibilidade através do XWayland, não incluir transparência de rede e ser simples de reverter para o Xorg se necessário.

Melhorias no Cockpit

Cockpit é uma interface web de administração de servidores. Através do Cockpit (que é um nome bem legal para a ideia) podemos configurar regras de firewall e rede; gerenciar serviços, software, usuários, memória virtual e o SELinux; acessar o terminal; construir imagens do RHEL e muito mais.
Painel do Cockpit
Painel do Cockpit

containers

 Aqui há uma quebra de paradigmas. Essa versão não traz suporte a Docker se é o que estava esperando ler. MAS você pode rodar imagens Docker através do Podman, buildah ou o Skopeo.

 Há muito mais recursos como poder construir imagens personalizadas do RHEL através do Weldr e podendo ser acessadas através do Cockpit; suporte a Python 3.6.x por padrão (assim como o Debian 10), bootLoaderSpec (BLS), restruturamento do repositório, suporte a storage Nvdimm e muitos recursos para usuários mais experientes (RH354).

É o fim da estrada para o CentOS Stream?

Furthering the evolution of CentOS Stream

É o fim da estrada para o CentOS Stream?


 Ontem (dia 21 de Junho) foi publicado pela Red Hat em seu blog o  artigo "Promovendo a evolução do CentOS Stream". Neste artigo, o Vice Presidente, Core Platforms Mike McGrath descreve que o CentOS Stream será o único repositório para os lançamentos públicos do código fonte do Red Hat Enterprise Linux e derivados. O motivo descrito é que todo com o envolvimento CentOS Stream, investimento em engenheiros e as novas prioridades para seus clientes  e parceiros tornam ineficiente manter repositórios separados.



 Bom, isso deu o que falar. Gente triste, outras xingando, outras falando em migrar para Ubuntu, Debian ou algum BSD. Ixi, não falta choradeira. Quero ver conseguirem migrar de forma rápida e prática de uma distribuição para outra. Pior é se houver appliance que é dependente de REHL. Boa sorte a quem diz migrar (e se conseguir, compartilhe com os outros).

 Isso é basicamente algo que eu já esperava pois se torna totalmente sem sentido manter uma distribuição só por manter. A Red Hat anunciou o fim do suporte ao CentOS devido as demoras no lançamento de suas atualizações e como uma tentativa de tentar manter ainda vivo, integrou as duas equipes em uma. Mas olhando para o lado comercial, qual o sentido de manter o próprio CentOS Stream?

 Foi daí que Gregory Kurtzer, Co fundador do CentOS, surgiu das cinzar como um herói da pátria e fundou o Rocky Linux. Todos ficaram felizes, agora as empresas passaram a financiar o Rocky Linux e... a gente lê a Rocky Enterprise Software Foundation postando isso aqui no perfil do Rocky Linux:

CentOS Stream announces changes affecting access to RHEL source code. This was always a possibility. Currently strategizing steps to ensure no disruption for  @rocky_linux  users. The RESF & partners remain committed to providing a rock-solid EL solution. Stay tuned.
Passe o cursor para ler a tradução.

 Por que já não planejaram isso antes? Agora é a hora do Rocky Linux provar o seu valor. Nesse embalo surgiu o AlmaLinux que afirmou para a galera não entrar em pânico pois ela está buscando meios de trabalhar com a Red Hat

Hello #community. No need to panic! We are looking into the Red Hat announcement this morning and the implications for us. We will keep the community updated as we have a clearer understanding of how we can work with Red Hat and our plan moving forward.
Passe o cursor para ler a tradução

 Mas então é isso galera, mantenham a calma porque o mundo não vai acabar por conta disso. Agradeço ao Renato do canal FastOS por ter compartilhado a informação e ao Geraldo Simião da Comunidade Ferdora Brasil pela revisão do texto.

50 lugares que Linux está rodando (e você talvez nem faz ideia) - Parte 1

Este é um artigo escrito por um site (que não me lembro o nome...) em Março de 2010 e que achei interessante publicá-lo traduzido.

50 lugares que Linux está rodando e que você talvez nem supunha

Não faz muito tempo quando o Microsoft Windows tinha um mercado de sistema operacional estrangulante. Andar no circuito de uma cidade ou grampos, aparentava, e virtualmente qualquer computador que você levava para casa estaria rodando o mais atual sabor de Windows. Dito por pedido direto de computadores de um produtor. Na ultima década, embora, o mercado do sistema operacional começou a mudar. Levemente mais de 5% de todos os computadores rodam Mac, de acordo com a NetMarketShare.com. Linux está pairando apenas acima de 1% de geral market share em sistemas operacionais. E embora que isso possa soar um pequeno número, Linux é bem mais do que apenas uma margem de OS. De fato, ele está rodando em bem mais do que você provavelmente suspeite. Abaixo estão cinquenta lugares que Linux está rodando em lugar do Windows ou do Mac. Para a fácil leitura, eles estão divididos entre uso do governo, lar, negócios, e educacional.

Usuários de Linux do governo

Governos de todos os níveis (nacional, estado, federal e internacional) tem adotado para implantar Linux em seus computadores por uma série de razões. Alguns são puramente tecnológico, com os governos em questão preferindo os benefícios do sistema operacional de código fonte aberto. Outros são financia, como Linux é tipicamente de longe menos caro que comprar licenças para o Windows. Ainda outros são políticos, como organizações como a World Trade Organization tem ativamente pressionado governos a rejeitar os produtos da Microsoft. Em quaisquer caso, aqui estão alguns dos corpos de governos que agora utilizam Linux em seus computadores.

Departamento de Defesa Americano

Departamento de Defesa Americano

De acordo com a Linux.com, o Departamento de Defessa dos Estados Unidos "single biggest install base for Red Hat Linux" no mundo. Nem foi uma escolha inconsciente, como o Brigadeiro general Nick Justice, o oficial programa representante do escritório executivo programa do exercito proclama "software de código aberto é parte integrante da rede que conecta e capacita nosso comando e sistema de controle funcionar efetivamente, como a vida das pessoas depende disso." A justiça chegou ao estado que "quando nos introduzimos em Baghdad, fizemos isso utilizando open source", e eles eram de fato o "maior cliente" da Red Hat.

Frota de Submarinos da Marinha Americana

Frota de Submarinos da Marinha Americana

A FreeSoftwareMagazine.com revela que "a frota de submarino nuclear americano está utilizando Linux" também.

A Cidade de Munique, Alemanha


A cidade de Munique, Alemanha "escolheu migrar seus 14.000 desktops para uma distribuição Linux  livre, ao invés de uma versão comercial do sistema operacional open source " de acordo com um report da ZD Net de 2005. A distribuição que Munique escolheu foi Debian, e é dito ter "considerado várias alternativas antes de escolher o Debian", estabelecendo nisso por fim por questão de preço e grau na qual ele poderia ser personalizado para atender as necessidade municipais de computação de Munique. O ministério de relações exteriores da Alemanha, bem como a cidade de Viena, também adotaram fazer a migração para o Debian em 2005.

 Administração Federal de Aviação


Poucos usuários de Linux do governo aparentam estar mais felizes com sua escolha do que a administração federal de aviação dos Estados unidos. De acordo com a Wikipedia, a FAA anunciou em 2006 que "havia completado uma migração para Red Hat Enterprise Linux em um terço do cronograma e economizou 15 milhões de dólares" no processo de fazer tal. Pontuem isso, outro cliente do governo para a distribuição Linux Red Hat.

Parlamento Frances


O Parlamento Frances adotou em Novembro de 2006 despejar o Windows em favor Ubuntu Linux, de acordo com a ZD Net, a mudança foi parte de uma emergência compreensiva no software nos computadores do parlamento, resultando em "1,154 workstations do parlamento Francês rodando Linux com OpenOffice.org (na época, hoje com o LibreOffice), Firefox com um cliente de e-mail open source." Apesar dos custos com treinamento, as economias do parlamento e a superioridade tecnológica do software open-source para propósitos parlamentares como razões para a migração já ajudaram bastante.

Red Hat colabora com a Microsoft no desenvolvimento do KEDA

Red Hat colabora com a Microsoft no desenvolvimento do KEDA
Red Hat colabora com a Microsoft no desenvolvimento do KEDA
 Antes de começar o artigo, já quero avisar que não quero saber de argumentos do tipo "A Red Hat está traindo o movimento do software livre", "A Red Hat é traiçoeira e oportunista". Aqui eu não trato de software livre ou de filosofia, eu trato de tecnologia. Se você quiser aprender Linux de verdade, aqui é o ponto.

 Agora, indo a o que interessa Keda (Kubernetes-based event-driven autoscaling) é uma ferramenta baseada no Kubernetes servindo como servidor de métricas e permitindo os usuários definir regras de auto-escalonamento.
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 A Red Hat está contribuindo via upstream e trazendo sua utilidade aos clientes utilizando enterprise Kubernetes e containers com a Red Hat OpenShift Container Platform. o Keda permite que as funcionalidades do Azure rodem tranquilamente no Red Hat OpenShift Container Platform em developer preview projetado para se comportar do mesmo modo quando é executado no Azure como um serviço gerenciado, mas agora rodando em qualquer lugar que rode o Openshift.

O keda pode ser baixado via github clicando aqui e está sob licença MIT.

Debian não possui suporte?

 Conversando com um amigo, ele me disse que uma empresa que ele vendeu o seu serviço estava querendo eliminar o Debian de seu servidor por se tratar de um sistema de graça; logo, sinônimo de sem garantia de suporte. Mas será que é bem assim mesmo? Vamos ao esclarecimento dessa duvida cruel.


Debian não possui suporte

 Esse cliente acredita que que por ser de graça, ninguém se responsabiliza. Ele se baseia no fato de que, se ligarem para Dell ou HP, na hora de cotar um server, eles vão perguntar qual sistema operacional. Se for Linux (e não for distribuições como Red Hat Enterprise Linux, SuSE Linux Enterprise ou Ubuntu server), não dão suporte.

 E é uma opinião até coerente baseando que poucos abordam essa informação sobre a distribuição (e é aqui que nós entramos para dar essa forcinha hehehe).

 Bom, esse é assunto ainda um pouco tratado não somente para os da área técnica, mas se torna até mesmo para muitas empresas. Querendo quebrar esse (digamos) tabu, resolvi escrever este artigo.
 O Debian é sim um sistema livre e gratuito, mas no próprio contrato social do Debian não restringe a ninguém a sua comercialização.

 "Ah, mas isso não significa que tenha alguém vendendo o suporte a distribuição"

 Sim, verdade. Hoje eu digo que o Debian é uma distribuição freemium, ou seja, tem alguém maior a financiando para que outros se beneficiem. Isso pode ser conferido na lista de parceiros do Debian onde grandes empresas a financiam:
https://www.debian.org/partners/
 E por que raios essas empresas investem grana para manter o Debian para ele ser disponibilizado gratuitamente?
 Simples! para que elas mesmas possam se beneficiar da distribuição. Elas financiam o projeto e vendem suas soluções baseada na distribuição. Para as empresas é vantajoso contribuir com o projeto de alguma forma (financiando gastos como servidor, internet, domínio, contratando desenvolvedores e disponibilizando-os para trabalhar na comunidade Debian em seu melhoramento e desenvolvimento), deixando tudo disponível do que ficarem criando novas soluções que gerariam muito mais . Seria basicamente como financiar pesquisas em novas soluções.

 Foi realizado um calculo de quanto seria necessário para desenvolver uma distribuição como o Debian do zero e chegaram a bagatela de pouco mais de 19 bilhões de dólares. Isso que estamos mencionando desenvolver hoje a versão 2.2 do Debian; imagina só quanto custaria o desenvolver na sua ultima versão que está a caminho, a versão 9.

 Confiram isso em:

Para Que Serve a Liberdade?

Caso de sucesso em utilizá-lo é o próprio Google que fortemente utiliza-o em seus servidores:
https://events.linuxfoundation.org/sites/events/files/slides/ProdNG_0.pdf


 Não só o  Google, mas encontramos Debian até mesmo no nosso próprio exercito:


Ok, mas... Será que eu consigo contratar profissionais qualificados no mercado de trabalho que tenham conhecimento em Debian para prestar suporte quando houver necessite de obter? Considero isso uma coisa fácil em tempos atuais (e até mesmo em tempos mais remotos). Isso já é um caso antigo se levarmos em consideração que é exigido o conhecimento do Debian na certificação LPI. Confira no próprio site da LPI que aparece no conteúdo de estudo para a certificação que necessário conhecer o gerenciamento de pacotes do Debian, seu gerenciamento de serviços, como configurá-lo e etc (claro que a LPI cobre outras distribuições como Red Hat Enterprise Linux e SuSE Enterprise Linux):
https://www.lpi.org/study-resources/lpic-1-101-exam-objectives/

 Um exemplo de forte empresa que distribui material de estudo para a LPI é a IBM:
https://www.ibm.com/developerworks/library/l-lpic1-map/
 Que nessa sessão pode-se conferir o material sobre o Debian:
https://www.ibm.com/developerworks/library/l-lpic1-102-4/
https://www.ibm.com/developerworks/library/l-lpic1-102-4/
https://www.ibm.com/developerworks/library/l-lpic1-102-4/
  Ok, mas qual a garantia de continuar existindo a que eu estou usando em meu servidor? Simples! O Debian é uma distribuição que possui suporte LTS. Para se ter ideia, a ultima versão estável do Debian possui suporte a longo prazo até 2018 (e a próxima versão estável, que tem lançamento previsto para o ano que vem, terá suporte até 2020).


 E sabe o que mais me chama a atenção nisso tudo? É que quem mantem o seu suporte são as empresas como a Toshiba que o utilizam e usufruem da distribuição.
https://raphaelhertzog.com/2016/04/15/freexians-report-about-debian-long-term-support-march-2016/


 Tanto que  Ben Hutchings, que é um dos desenvolvedores do Debian é mantido financeiramente para manter as versões LTS do kernel 3.2 e 3.16:


https://www.kernel.org/category/releases.html
 Uma distribuição extremamente estável, segura, inovadora, responsável (até socialmente se levarmos em consideração), profissional, levada a serio,  mantida financeiramente por empresas de renome e de grande importância no mercado de tecnologia. Essa é a distribuição Debian.

 Bom, então é isso galera. Existem grandes distribuições que trabalham nesse mesmo estilo como a RHEL, Ubuntu, OpenSuse e SuSE Enterprise Linux. Confiança total nessas distribuições que são verdadeiros casos de sucesso e que eu espero que continuem a crescer mais e mais.

 Acho que estão cansado de ver, mas vou deixar o meu vídeo sobre a história do Debian aqui. Um forte abraço e falou:




 Não só esse mas esses outros dois também que são de extrema importância. O do Steam Controller no Debian:



 Agradeço ao Luis Prado da InfraServer Informática, uma empresa do Rio Grande do Sul voltada a soluções em Windows, Linux e FreeBSD da qual eu presto consultoria em software livre e de código aberto, por ter me.ajudado na construção deste importante artigo que achei muito fundamental. Sem o Luis esse artigo não teria sido possível.

 Confiram também um número enorme de empresas que contribuem para manter o Debian:
Lançado novo Minicurso de atributos no Linux

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