POLEMICA - Linux ou BSD? Qual o melhor?





A verdade é que não há melhor ou pior! Cada um é bom nas áreas em que se especializaram ou que atuam (nada impedindo-os que cada um as ampliem).


Recentemente postaram em um grupo em uma rede social tal pergunta, então peguei exatamente este título escrito na rede social e resolvi fazer uma analise sobre os BSDs para poder responder sobre o assunto, pois não somos xiitas ao ponto de não utilizar e/ou testar outros sistemas operacionais (mas talvez não seja um assunto que eu queira mais abordar. Quero focar mais em Linux desde que já expliquei sobre esse assunto anteriormente no artigo sobre as diferenças entre os dois sistemas que traduzi do distrowatch). Alias, uma das qualidades que Linux proporciona aos seus usuários é o amplo conhecimento (mais uma das liberdades que existem dentro do mundo Linux e que muitos exploram pouco): Outras arquiteturas, que dentro do próprio kernel é possível notar quantas arquiteturas são suportadas (e tem gente ainda achando que Linux só é para servidores ou que só exista x86...), outros filesystems (por que para técnico em Windows é assim, tudo para eles é partição: Partição FAT, partição NTFS... Conhecimento proporcional = 0; por que partições e filesystems são coisas totalmente diferentes), outros sistemas operacionais, outras licenças.

  • Arquiteturas dentro do kernel Linux:


  • Filesystem no kernel Linux:



Não vou narrar aqui a história do BSD, por que já a abordei inesperadamente no vídeo "Não viva de boatos"; aconselho a dar uma olhadinha logo abaixo:


 Mas uma coisa que vale a pena mencionar é que BSD é o nome dos sistemas derivados desta família, da licença e do próprio layout criado para o BSD.
  • Layout BSD no Porteus:


 Já que teve gente quem criticasse a imagem que aqui utilizei do Porteus Linux para mostrar o Layout BSD (que no Layout SystemV é diferente, utilizando /etc/init.d/serviço) fazendo a afirmação de que eu mencionei que o runlevels do BSDs vão de 0-6 (o que não afirmei em momento algum) então estou postando hoje (lembrando, este artigo foi publicado no dia 26/02/2015 e estou inserido este parágrafo no dia 03/03/2015 ) o manual do Arch Linux que eu já havia postado no vídeo "Não viva de boatos" logo acima, pois assim como o Slackware, essa é outra distribuição que utiliza esse layout para controlar seus serviços. Caso queiram, verifiquem na página 4 para entenderem a diferença entre os dois padrões.
 De opinião própria, o que cada um oferece de melhor seria que o Linux é muito interessante na parte de multi-processamento (invejável), desempenho (invejável também) e virtualização. Enquanto os BSDs são muito bons em Firewall (o firewall do Linux, no caso o Netfilter, também é muito bom, porém os BSDs possuem o firewall mais poderoso do mundo o Package Filter).
Assim como no mundo Linux, que possui quatro distribuições como principais (apesar que o Arch anda ganhando muita notoriedade): Slackware (forte no aprendizado de Linux bem na essência. Nesse aspecto o LFS também merece esse crédito), Debian (focado na segurança e estabilidade), Redhat (ótimo em soluções empresariais) e Gentoo (forte em otimização de desempenho); os BSDs também possuem quatro principais e cada uma delas voltada á um foco principal. Todas as demais (digamos assim) distribuições BSDs derivam dessas quatro:
  • FreeBSD É focada em robustez e eficiência tanto para ambientes servidores quanto para desktop para plataformas Intel e AMD (hoje portado para várias arquiteturas). Seu lema é "The power to serve" (O poder para servir"). Seu mascote é um demônio chamado Bestie. Esse é o BSD mais utilizado entre todos os outros. 
  • NetBSD Focada em rodar no maior número de plataformas possíveis tornando-o o OS mais portável do planeta; tanto que seu lema é “Of course it runs NetBSD” (É claro que roda NetBSD!). Roda em tudo essa bagaça.
  • OpenBSD é focado primariamente em segurança e nos tópicos relacionados (forte integração de segurança, criptografia a um nível TOP LEVEL. Esse é o sistema operacional mais seguro do mundo). Seu mascote é um peixe que mais parece... com... um baiacu.
  • DragonFlyBSD Com muitos conceitos inspirados do AmigaOS (que, alias, Mathhew Dillon é conhecido por criar o compilador C DICE no Amiga) e com recursos similares ao do Linux, é focado em proporcionar uma infraestrutura SMP compatível que seja fácil de entender, manter e de desenvolver. Esse foi o que mais utilizei, Então, vou basear a minha experiência nele. Gravei a imagem iso em um pendrive com um simples comando dd conforme descreve no meu manual Caixa de Ferramentas do Unix, criptografa tudo no momento da instalação (dispositivo, filesystem, home... até cansa na hora de bootar e ter que ficar digitando senha, mas garante ótima segurança), utiliza os filesystems UFS ou HAMMER (H.A.M.M.E.R foi desenvolvido pelo próprio Matt Dillon para suportar HDs de 4 teras  ou até storages acima de um exabyte e tem uma pancada de recursos), vem no caso como o FreeBSD (sem interface gráfica). Bom, gostei dele até demais. Uma coisa que Matt Dillon merece crédito foi o fato de ter descoberto bug no processador da AMD onde foi até convocado pela própria AMD para ajudar na correção de tal erro.
Cada um desses quatro surgiram de alguma forma como fork: o FreeBSD e o NetBSD como fork do 386BSD iniciado como patchkit em 1993; depois o OpenBSD como fork do NetBSD em 1995 devido intrigas internas entre os desenvolvedores; e depois o DragonFlyBSD como fork do FreeBSD em 2003 quando o desenvolvedor do FreeBSD, Matt Dillon  entrou em desacordo com ao comunidade do FreeBSD ao propôr melhorias na parte de clustering no kernel entre outras coisas. Alias, essa é uma coisa que não concordo quando foi dito em outro artigo que traduzi sobre a definição Unix-Like onde afirmaram que os BSDs são clones do UNIX.
Os BSDs estão sob a licença chamada... BSD em que reza mais ou menos o seguinte: "Do whatever the hell you want with the code, just give us credit for writing it" (Faça seja o que for que quiser fazer com o código, dê-nos apenas crédito por escrevê-lo). Caso queiram saber mais sobre a diferença entre as licenças, sugiro a leitura do artigo "Definição sobre software livre".
Todos os BSDs se preocupam com segurança (apesar que cada um tem um nível diferente do outro). Muitos desenvolvedores trabalham em mais de  um sistema




 Os BSDs possuem uma família de grande também (alguns descontinuados, outros forks e assim segue) que podem ser acompanhados no wikipedia.
 Moral da história, é que eu acho que os dois sistemas devem sempre andar em harmonia e não ficar com diferenças que geram intrigas (não gosto dessas brigas que não levam a nada). Acho que ambos os sistemas deveriam ser mais unidos; ambos cresceriam até mais rápido ao meu ver.

Sou analista (bilíngue) de microinformática, professor de inglês, tradutor e interprete.

 Sou também redator no blog Diolinux e um dos tradutores da distribuição Funtoo. Já fiz parte da distribuição IPFire por um tempo também, uma distribuição que gosto muito na parte de administrar o servidor por uma interface web.
 Possuo um manual chamado Caixa de Ferramentas do UNIX traduzido por mim e revisado por mais amigos que abrange tanto Linux (dentre algumas distribuições) quanto Solaris, BSDs, Mac OS X e em alguns momentos o Windows (devido a integração cliente servidor).
 Recentemente estou trabalhando em um manual de migração para Linux.

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