É possível que um dia Linux saia da GPL?

A licença GPLv2 foi adotada no Linux a partir da versão 0.12 devido ser a licença que Linus já conhecia sendo a licença do seu compilador padrão. Essa é a mesma versão do kernel que surgiu a memória virtual no Linux (isso tudo porque o GCC era um porco devorador de RAM nas próprias palavras do Linus). Antes disso, Linux estava sob uma licença da convenção de Berna do século XVIII.

Muitos acham que o sucesso do Linux vem do uso da GPL, mas vale lembrar que há muito software ruim (inclusive do próprio GNU) que está sob GPL; um deles o próprio GNU Mach que já abordei no vídeo A verdade sobre o Hurd.

Um dos primeiros assuntos que decidi tratar no canal a respeito de licenças (e que ronda a cabeça de todos nós) é se há possibilidade de Linux um dia sair da GPL. Pois uma das características da licença GPL é que uma vez seu código está sob GPL, ele permanece sob a GPL e nunca mais sai.

Mas e por que eu iria querer trocar de licença? Como descrevi no artigo a queda da GPL, cada vez mais empresas e projetos estão deixando de adotar a GPL após todo problema que a FSF causou. Isso fez com que repensassem sobre o conceito licença e passaram a adotar licenças mais flexíveis como as de domínio publico, BSDs e em especial a MIT:

a-queda-da-gpl
Gráfico de adoção de licenças entre 2010 e 2017.

E se por um acaso lhe batesse um arrependimento e você deseja que não esteja mais sob tal licença? Não há como fazer nada? É impossível ainda assim alterar a licença? É o que debato no vídeo onde mostro se é possível e qual eu adotaria caso Linux saísse da GPL.

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