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Ubuntu adotando sudo-rs

Ubuntu is adopting sudo-rs #Ubuntu #OpenSource #Linux #Sudo #Rust

Ubuntu adotando sudo-rs

 Em maio do ano passado eu postei sobre o run0, um substituto ao sudo no systemd. Mostrei que esse não é o único substituto do sudo. Em meio a isso, a Canonical anunciou que estará adotando ao sudo-rs, uma reimplementação do sudo baseado na linguagem Rust.

 Esse não é o primeiro programa Rust que a Canonical adota no ubuntu. Em Maio deste ano, publiquei uma live initutalada Ubuntu se livrando do GNU? debatendo que a Canonical está passando a adotar o uutils (ou Rust coreutils e que particularmente não é um programa que eu gostei) no lugar do GNU CoreUtils.

 Netse vídeo, Jon, VP Engineering and leading Ubuntu's development, responde alguns comentários sobre o sudo-rs.



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#ubuntu se livrando do #gnu?




 Em Fevereiro de 2023 eu postei o artigo uutils: Um coreutils escrito na linguagem Rust, um coreutils desenvolvido na linguagem Rust por um desenvolvedor do Debian. Minha analise pode ser conferida neste link que, na época eu não achei muito interessante porém, esse ano a Canonical resolveu substituir o Coreutils do GNU pelo uutils (ou também chamado de Rust Coreutils).




Acelerando o desenvolvimento do Kernel com virtme-ng

Speeding Up Kernel Development With virtme-ng

Acelerando o desenvolvimento do Kernel com virtme-ng

 Foi anunciado pela Linux Foundation que Andrea Righi que trabalhava para a Canonical e agora trabalha como engenheiro de software da NVIDIA (especializado em sistemas operacionais, virtualização e analise de desempenho) irá apresentar no dia 02 de Novembro o Webinar sobre o virtme-ng, uma ferramenta que rapidamente constrói e executa kernels dentro de um snapshot virtualizado em seu sistema live.

 Andrea demonstra que grande parte do processo de desenvolvimento do kernel é geralmente dedicado a instalá-lo, rebootar o sistema, testá-lo, debuga-lo, coletar resultados e repetir essa mesmo operação que é muito lento e desgastante.

 O virtme-ng fornece uma base para bootar o kernel recompilado ou qualquer outra imagem do kernel dentro de um ambiente copy-on-write virtualizado no sistema atual. O virtme-ng é escrito na maior parte em Python e faz uso de ferramentas como QEMU ou KVM, virtiofs, e overlayfs para esta finalidade.


 A ideia é simplificar o trabalho dos desenvolvedores do kernel criando um sendbox para teste que ofereça desempenho próximo do ambiente real sem a necessidade de um ambiente de teste. Nesse Webinar será demonstrado como utilizar o virtme-ng com exemplos práticos e cenários reais.


Clique aqui para se registrar do evento da linuxfoundation.org

GitHub do virtme-ng

Mais sobre o virtme-ng pode ser lido no LWN.net


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OpenZFS receberá suporte a expansão de RAID

RAID expansion comes to OpenZFS at last

OpenZFS receberá suporte a expansão de RAID


 Adicionar novos dispositivos a um sistema de arquivos Btrfs ou redimensiona-lo é algo muito simples devido a sua flexibilidade e eu ensino no meu curso de migração para Linux. O Btrfs ainda não implementa todos os recursos que o ZFS mas tratando de implementação dos mesmos recursos, o Btrfs está muito a frente do ZFS.

 Porém, e quanto ao ZFS? Esse é um recurso muito esperado no ZFS e que desde que surgiu (há uns 16 anos) que não havia sinais de um dia ter. Uma coisa que geralmente os admiradores do ZFS não contam (ao menos não no Brasil) é que o ele também possui suas limitações (algo que eu cheguei a abordar na minha série ZFS vs Btrfs).



 Porém, parece quem em breve o OpenZFS receberá suporte a expansão de RAID e a galera do FreeBSD comemorou com bastante entusiasmo.


 Até com certa razão porém, não vá com muita sede ao pote pois o recurso ainda tem suas limitações. Por enquanto parece que o recurso só funcionará no FreeBSD. Vamos aguardar para ver quando estará disponível para Linux.

 Eu promovo o Btrfs pois acho mais viável para o Linux. Apesar de ser possível utilizar o ZFS no Linux (o próprio FreeBSD passou a utilizar o ZFS on Linux como seu ZFS padrão), tanto é que Canonical passou a integrá-lo ao Ubuntu em 2016 e o habilitou no root em 2019, o problema do ZFS para o Linux está atrelado a incompatibilidade entre as duas licenças (a GPLv2 é incompatível com a CDDL). Lembrem que isso foi um problema muito grande no Debian quando Jörg Schilling mirgou o cdrtools de GPL para CDDL levando o debian a criar um fork.
 Outro problema que percebo e que geralmente as pessoas não admitem é que os bugs que levam muito tempo para serem corrigidos. Dois deles eu já postei aqui sendo o primeiro foi reportado pelo engenheiro que trabalhava exatamente no ZFS e que levou coisa de dois anos para ser corrigido e o outro está no seu recurso de deduplicação e que não há previsão para ser corrigido.

 De todos os recursos presentes no Btrfs (que não são poucos), dificilmente alguma coisa é instável (seu status pode ser acompanhado aqui). O que é um marco pois eles contam com uma equipe consideravelmente pequena e é mais novo que o ZFS.

Btrfs Status
Status do Btrfs

Além do mais, o recurso que todos tanto gostam no ZFS e esperam um dia ver no Btrfs, que é a criptografia transparente, está sendo trabalhando por um engenheiro do Facebook (leia sobre isso clicando aqui).

Novos recursos do Btrfs

Novos recursos do Btrfs
Novos recursos do Btrfs

    Btrfs é o sistema de arquivos que ao longo de muito tempo eu venho promovendo tanto no meu canal e no meu blog pois traz recursos muito assemelhante ao ZFS e ao ReiserFS porém, implementados de forma diferente. O Btrfs é fortemente utilizado por empresas como Facebook, Suse, Oracle e até mesmo exigido pela LPI.
    Nos últimos meses, novos recursos foram implementados e aqui eu vou debater sobre eles.


 SOLUCIONANDO PROBLEMA ENTRE  VFS/BTRFS/NFS

    
NeilBrown da Suse enviou no dia 12 de Agosto o patch corrige problemas que ocorrem entre o Nfsd e o Btrfs. A questão é que o Btrfs não fornece números de inode único através de outros sistemas de arquivos, mas sim através de subvolumes e utiliza números de dispositivo sintético para subvolumes diferentes para garantir singularidade entre dispositivo e inode.

    O problema é que o Nfsd não consegue trabalhar com números de dispositivo variante podendo causar problema no subvolume. Este patch permite que Btrfs ou qualquer outro sistema de arquivos forneça um número de 64 bits tornando o resultado mais único entre subvolumes e sistemas de arquivos (talvez a partir disso poderemos ter a solução para problema do VFS :)


IDMAPPED MOUNTS


    Em maio eu havia postando que Christian Brauner da Canonical estava portando o idmapped mounts para o Btrfs (essa informação pode ser lida clicando aqui). Já no dia 31 de julho Christian retornou com o novo patch que traz o total de 71 novidades no idmapped mounts que estão divididos dentro de BTRFS_IOC_{SNAP,SUBVOL}_CREATE_V2, BTRFS_IOC_SNAP_DESTROY_V2, BTRFS_IOC_SUBVOL_SETFLAGS e BTRFS_IOC_INO_LOOKUP_USER.


NOVA AJUDA NA OPÇÃO DEFRAG


    Qu Wenruo da Suse que enviou o patch introduz a opção desfragmentar um intervalo (defrag_one_range()) que reverifica status de extents e paginas para garantir melhor consistência. Ainda não houve resposta para esse patch, mas vamos aguardar. 

    Ainda falando de desfragmentação (que é uma super vantagem sobre o ZFS), há ainda um recurso para a opção defrag e autodefrag que Josef Basick anunciou em Julho de 2020 que aguardo bastante. Josef até informou que o autodefrag é muito util com arquivos pequenos como é o caso dos 9.000 arquivos sqllite que o Firefox utiliza, mas não tão util para arquivos gigantescos como é o caso de imagens de máquinas virtuais pois leva-se muito tempo para desfragmentar.

    Uma solução que é indicada há muito tempo é copiar a imagem da máquina virtual para uma nova utilizando recurso de de-duplicação (quer saber como solucionar esse problema. Confira o meu minicurso de atributos no Linux clicando aqui).

    Já a solução sugerida por Josef seria poder passar um parâmetro no defrag/autodefrag onde os usuários poderiam definir por arquivo ou diretório permitindo manter o controle de onde exatamente ocorrerá a atividade extra de escrita.

add an autodefrag property
Esse  é o submit do Josef mencionando que pretende adicionar o recurso ao autodefrag para trabalhar corretamente.

    
Há recursos que existem no ZFS que eu ainda espero ver no Btrfs (um deles seria o mesmo que existe no Bcachefs e que já até tratei em uma live. Esse recurso permite utilizar o ssd como cache em conjunto com o HD para acelerar o processo (acho um erro cometido pelo autor do Bcachefs desenvolver todo um sistema de arquivos somente para implementar um único recurso). Outro seria a capacidade de armazenamento do ZFS (256 quatrilhões de zebibytes enquanto que o Btrfs é de 16 EiB). 
Agora é tudo questão de aguardar para ver o que o futuro nos espera e aguardar mais novos recursos no Btrfs.

 Agradeço ao Anderson Rincon pela revisão


Projeto GNOME afirma NÃO ser um projeto GNU

Let's also clarify that here. GNOME is NOT a GNU project.
Projeto GNOME afirma NÃO ser um projeto GNU

    Apesar da minha paixão pelo KDE, o Gnome (assim como o Debian) é a interface Gráfica mais utilizada no Linux; porém não de forma pura, mas unindo seus derivados como do PopOS, do EndlessOS, o antigo Unity do Ubuntu, a versão do Deepin Linux e muito mais. Eu gostava da antiga versão do Gnome que utilizávamos em versão como o Fedora 6, Fedora 9 e assim por diante. Quando o Debian migrou para o Gnome 3 eu acabei perdendo interesse devido o Gnome ter mudado radicalmente. Ainda assim há coisas que eu gosto no Gnome como abraçar tecnologias de forma mais rápida como o Wayland, flatpak, capabilities e o systemd.

    Porém algo que me chamou atenção (e até me surpreendeu) foi que no dia 14 de abril o projeto Gnome postou eu seu Twitter a seguinte frase:
Vamos também esclarecer isso aqui. GNOME NÃO é um projeto GNU.

Let's also clarify that here. GNOME is NOT a GNU project.
Vamos também esclarecer isso aqui. GNOME NÃO é um projeto GNU.

    Eu confesso que fiquei surpreso pois sempre acreditei que fosse baseado no argumento de que o Gnome é construído sobre o GTK (como se o fato de utilizar uma ferramenta tornasse um projeto propriedade do outro...). Mas até aí tudo bem, a questão é que entre apoiadores e criticos, foi uma discussão gigantesca que rendeu assunto. Bom, treta é o que não faltou (já que os defensores ferrenhos da "liberdade" acham que qualquer um que não apoia as suas "ideologias" são radicais e subversivos e não adianta argumentar, eles sempre vão querer arrumar defeitos para argumentos. Velho argumento: Acuse os adversários do que você faz e chame-os do que você é).

    Um comentário interessante foi do Gerente de Engenharia da Red Hat Alberto Ruiz e que também já trabalhou em empresas como Canonical, Codethink, Sun Microsystems que, quando mencionado que o Gnome está listado no projeto GNU e que deveriam pedir para removê-los da lista, Alberto afirmou que já haviam pedido por muitas vezes e que o projeto GNU se recura a remover. (essa eu devo ao Renato do canal FastOS até pela paciência dele de filtrar tanto as coisas).


    Outro comentário que gostaria de mencionar foi esse aqui questionando se a história sobre o termo gnu/Linux precisa ser reescrita.


    A questão é que a história ela nunca foi realmente escrita, ela foi unicamente contada por apenas um lado (pelo GNU para se promover).
    Por conta de dizer a verdade e da minha série intitulada Muito além do GNU, até hoje há muitos afirmando que "eu odeio GNU"... Eu vou voltar a repetir o que eu já disse. O nome da série é MUITO ALÉM DO GNU e não eu odeio GNU; o que eu mostro é como o mundo open source é muito mais amplo do que o projeto GNU tem a oferecer (e muitas vezes melhor). O problema dos que afirmam isso é que eles só enxergam o que eles querem, se tornaram escravos disso (fato estranho para os que defendem a "liberdade"). Agora, se me acham radical por conta de Muito além do GNU, então fiquem com o comentário abaixo e divirtam-se (ou chorem, que é o que sabem fazer de melhor).


    Estou percebendo que em breve vamos ver o mesmo cenário se repetir com GTK, o Gimp, o wget, o patch, o ncurses e muitos outros já que o projeto GNU gosta de brincar de senhor feudal no mundo do software ("liberdade"...).

Btrfs receberá suporte a idmapped mounts

Btrfs receberá suporte a idmapped mounts
Btrfs receberá suporte a idmapped mounts

    Em novembro de 2020, Christian Brauner  da Canonical enviou a segunda versão do patch do idmapped mounts. Esse patch permite que diferentes pontos de montagem coloquem o mesmo arquivo ou diretório com diferentes proprietários.

    O idmapped mounts soluciona o problema relacionado ao DAC (Discretionary Access Control. Traduzido para português como controle de acesso discricionário, o conceito de permissões de usuários e grupos nos arquivos e diretórios) que já dura anos e que surgiu com as tecnologias de virtualização e container por haver múltiplos gerenciamentos de domínios em execução em uma só máquina.

Exemplo do que acontece fora e dentro do namespace
Exemplo do que acontece fora e dentro do namespace

    O systemd passou a fazer uso do recurso idmapped mounts em seu gerenciamento de container e está no processo de expandir seu uso. O userspace já anda se comunicando com o suporte do idmapped mounts, o ext4 passou a ter suporte a versão mencionada no inicio deste artigo, há também um trabalho de port para o XFS e para FAT e o idmapped mounts se tornou uma das novidades do kernel 5.12. Exemplo de uso do ipmapped mount fornecido pelo Christian:
u1001@f2-vm:/$ sudo ./mount-idmapped --map-mount b:1000:1001:1 /home/ubuntu/ /mnt
u1001@f2-vm:/$ ls -al /home/ubuntu/
total 28
drwxr-xr-x 2 ubuntu ubuntu 4096 Oct 28 22:07 .
drwxr-xr-x 4 root   root   4096 Oct 28 04:00 ..
-rw------- 1 ubuntu ubuntu 3154 Oct 28 22:12 .bash_history
-rw-r--r-- 1 ubuntu ubuntu  220 Feb 25  2020 .bash_logout
-rw-r--r-- 1 ubuntu ubuntu 3771 Feb 25  2020 .bashrc
-rw-r--r-- 1 ubuntu ubuntu  807 Feb 25  2020 .profile
-rw-r--r-- 1 ubuntu ubuntu    0 Oct 16 16:11 .sudo_as_admin_successful
-rw------- 1 ubuntu ubuntu 1144 Oct 28 00:43 .viminfo
    Christian propôs portar o idmapped muonts para o Btrfs está começando a trabalhar em seus pacthes (já que é muito questionado sobre o assunto). Além dos patches para Btrfs, Christian informou que serão necessários alguns pequenos ajustes no VFS para se adequar as necessidades idmapped mounts e já adicionou algumas ferramentas ao xfstests e cobrirá também o btrfs. O suporte ao idmapped mounts aparecerá no btrfs por volta do kernel 5.14 já que não estão com pressa.

Indicando o ID do usuário ao ponto de montagem durante o uso do idmapped mounts
Indicando o ID do usuário ao ponto de montagem durante o uso do idmapped mounts


Minha opinião sobre o Unity


Eu sou um péssimo usuário de Ubuntu. A primeira versão que utilizei foi o 4.10 que na época utilizava o Gnome e eu simplesmente odiava as cores do ambiente gráfico trabalhadas pela Canonical. Então, antes de fazer qualquer comentário sobre este artigo dizendo que sou defensor de Ubuntu, tenha em mente tudo isso. Mas sei que muitos inscritos no meu canal e que leem meu blog usam Ubuntu, sei que o Ubuntu não é bugado como muitos afirmam como eu mesmo fiz durante muitos anoa (inclusive são os mesmos que afirmam que Android não é Linux, não sabem que muitas distribuições incorporam patches de correções desenvolvidos pela Canonical, não sabem que muitas distribuições estão hospedadas e possuem repositórios em servidores Ubuntu e nem que o Ubuntu domina a nuvem. Boa base de estudo que tem...) e azar, é Linux também.

O Ubuntu merece respeito por ter também trazido aumentado o número de usuários e continuar trazendo ainda mais assim como fez o Kurumin, como fez o Mandriva (e faz hoje no Open Mandriva) e como faz o OpenSuse. Isso é importante.

Vários projetos da Canonical são sacrificados ao longo de sua existência, mas falando do fim do Unity (tudo bem, estou um pouco atrasado, mas quis dar minha opinião assim mesmo) que foi noticia até mesmo na BBC, com isso a Canonical também desistiu do Mir vindo a migrar para o Wayland (acho da hora esse nome).

Minha primeira exposição ao Unity que consigo me recordar foi em 2011 e me lembro de ter odiado e não voltei a vê-lo mais por um bom tempo. Na versão 14.04 do Ubuntu que me mostraram o Unity novamente, eu ate aceitei melhor, já funcionava melhor e ate me adaptei rápido porque parecia com o Gnome 3 (claro que se parecem, o Unity é um fork do Gnome 3. Foi ate uma curva de aprendizado rápido).

Com o fim do Unity, não faltou quem criticasse mas também gerou um fork do garoto (acho o máximo isso no mundo FOSS e defendo isso). Mas essa não é a unica mudança anunciada para o 18.04. Antes disso anunciaram também o fim da arquitetura de 32 bits nesta versão para desocupar sua server farm.

Bom, expondo meu ponto de vista, acho que vai ser interessante o retorno ao Gnome:
  1. Irão poupar tempo e muitos esforços no desenvolvimento focando somente nos recursos que quiserem adicionar na modificação do Gnome.
  2. Economizar recursos financeiros para serem investidos em outras partes do projeto.
  3. E a curva de aprendizado dos seus usuários não será tão difícil já que são dois ambiente parecidos. Melhor do Unity para o Gnome do que foi do Gnome para o... Gnome...

Pois é, o que chamamos hoje de Mate era exatamente o Gnome; o Mate é um fork da versão dois do Gnome. Isso pode ser conferido no meu antigo blog que na época mostrei quando foi lançado o Debian 6. Agora... do Debian 6 para o 7... Foi uma mudança radical de um ambiente gráfico para o mesmo (Incrível! não? De um ambiente gráfico... para o mesmo)
viva a liberdade da criação de forks
Então, é isso; vamos agora aguardar e ver o que acontece. Talvez seja uma mudança boa (ou talvez não); só basta esperar, acompanhar e ver o que acontece. Eu vejo essa volta para o Gnome mais como um corte de gastos (o que não é ruim) se associarmos isso ao fim da arquitetura de 32 bits no Ubuntu (que está acontecendo também no Open Suse e no Debian), o fim do Mir, o fim Ubuntu Phone e o fim do upstart em favor do systemd. Melhor contribuir com outros projetos já existentes usufruindo do que eles tem a oferecer e eles usufruírem de suas contribuições do que reinventar a roda. Isso tudo converge a um padrão.

Novo patch para correção de vulnerabilidade do LibreOffice disponível


 Beleza cambada? Essa notícia foi me passada por um inscrito que preferiu não identificar. Ele me enviou ontem a noite pelo Facebook e resolvi compartilhar com vocês.

 Foi descoberta uma vulnerabilidade no LibreOffice 5.1.4 que, de acordo com a Canonical, permite ataque que quebra toda a suite office ou até mesmo a probabilidade da execução de código arbitrário. A falha descoberta ao perceberem que a suite office não trata corretamente os arquivos RTF.

 O patch para a correção está disponível para o Ubuntu nas suas versões 16.04, 15.10, 12.04, para o Debian e para o Arch. Ontem a noite mesmo eu atualizei a minha versão. Outra observação é que ontem a noite mesmo percebi que há uma atualização para o LibreOffice para Windows também. Então, bora atualizar a bagaça.

Uma solução para quem utiliza Ubuntu 16.04



 Recentemente foi lançado a mais nova versão LTS do Ubuntu; e com isso, muita gente está adotando e testando a nova versão do sistema.

 Alguns dias atrás um amigo me procurou por estar com um problema no Ubuntu 16.04. Ele ainda utiliza dual boot, mas quer deixar de utilizar Windows de vez. Porém, para que ele possa utilizar somente o Linux, ele ainda precisa resolver o problema do vídeo. Quando ele reproduzia os vídeos em tela cheia, ficava dando uns lags. Não é falta de uma boa configuração de hardware, pois essa é a configuração do seu notebook:
  • Dell com um processador core i5 de 1.8ghz
  • 8GB RAM
  • Placa de vídeo Nvidia GT 730M de 2GB
  • Dispositivo de armazenamento SSD.
 Com esse hardware, o Windows voa, mas no Ubuntu da lag ao assistir vídeos. A principio, sugeri que poderia ser que o Ubuntu estava utilizando um driver genérico, porém ele já havia instalado o driver proprietário e mesmo assim, permanecia dando lags nos vídeos do Youtube em tela cheia ou quando ia assistir algum filme no Netflix.

 Eu pedi para que ele verificasse se o módulo estava carregado utilizando o comanado "lsmod" (de repente, mesmo depois de instalado, o módulo poderia não estar carregado). Ele realizou o teste, copiou a saída do comando e me enviou. Eu por fim, filtrei a informação e aparentemente estava rodando, notando essas linhas:
nvidia_uvm 696320 0
nvidia_modeset 745472 3
nvidia 10076160 69 nvidia_modeset,nvidia_uvm
 Por fim, eu lhe perguntei: "Curiosidade. Já rodou outras distros neste notebook?"
 Ele me respondeu que já havia instalado o Linux Mint e o Debian. No Linux Mint ele não se recordava se isso acontecia, mas no Debian ele não chegou a instalar o driver de vídeo. Por fim ele me disse que iria testar outro HD que ele tem o Lubuntu instalado colocando ma mesma máquina.

Essa imagem foi fornecida pelo leitor Rodrigo Araújo
 Quando ele retornou, ele me informou que que com o Lubuntu funcionava normal. Concluí que o problema estava no MIR, o daemon servidor gráfico padrão do Ubuntu enquanto que no Lubuntu é utilizado o X.

 Expliquei sobre os servidores gráficos para ele e depois de um ou dois minutos retornou:
"Acredita que desativei a opção do driver (testado e proprietário) e ativei o X.org Xserver - Nouveau display driver de xserver-xorg-video-nouveua (open soucer) , e funcionou normal?"

Essa imagem também foi fornecida pelo leitor Rodrigo Araújo
 Por fim, agora ele está utilizando bem o Ubuntu. Juntos descobrimos como solucionar esse problema :-)

 Além de modelo, é bom técnico e está iniciando seu blog. Assim que estiver pronto Vou deixar o link do seu blog para que ele possa explicar melhor como realizou essa tarefa e quais os resultados disso.

Obs.: Não estou afirmando que o MIR é ruim (como muitos defensores fazem colocando defeito no Ubuntu e em tudo o que a Canonical faz). Simplesmente estamos compartilhando como solucionar um problema no ubuntu 16.04.

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