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Conheça a distribuição Regata OS

Regata OS
Regata OS
 Esta semana tivemos uma live com o pessoal da distribuição Regata OS. Para quem não sabe do que do que se trata, Regata OS é uma distribuição Linux focada em iniciantes em computadores pessoais (fortemente focada em usuários de Windows e Mac OS X), criadores de jogos e gamers. Vale mencionar que o Regata OS tem a sua base a distribuição Open Suse Leap e faz uso de pacotes Rolling Release.


 Foi uma live muito boa e muito interessante. Eu mesmo acabei conhecendo bastante sobre o projeto e me impressionei com o avanço e empenho que a comunidade tem. Há recursos que quero aqui mencionar que o Josué comentou comigo depois no bastidores e quero compartilhar com vocês; mas caso ainda não assistiu a live, confira abaixo.


 Um desses recursos foi que o Josué adicionou o o aplicativo Blizzard Battle.net na loja para as pessoas instalarem de maneira mais fácil jogos como Overwatch, Diablo III e Heroes of the Storm. No caso, se seu hardware tiver suporte a Vulkan, o DXVK é habilitado; caso contrário será habilitado o OpenGL.

Regata OS Store
Regata OS Store
 Existem outras configurações automáticas também que parecem apps nativos. Isso também tira a necessidade de usar um aplicativo de terceiro como Lutris ou playonlinux. É como um Steam Play da vida, onde você só instala e joga, sem ter que lidar com configurações.


 É muito legal ver uma distribuição Linux nacional que inclusive tem forte aceitação na Europa. Este artigo é para fazer o convite a todos a baixar e testar a distribuição, contribuírem da forma que puder, seja um beta tester da distribuição no estilo bazar como descrito no livro A Catedral e o Bazar (está aí até uma dica de leitura) e se for desenvolvedor, contribua com patches. Espero poder ver essa distro ganhar mais adesão :)

Equipe Regata OS lança o seu pacote Premium


    O Regata OS é uma distribuição Linux brasileira baseada no OpenSuse que permite que você tenha acesso de forma mais fácil a o que realmente é importante. O Regata OS oferecendo tudo o que você precisa para aproveitar melhor desempenho com o seu desktop, seja fazendo tarefas simples do dia a dia como abrir apps e arquivos, bem como curtindo seus jogos favoritos ou criando conteúdo.
    Ao longo do tempo o Regata OS vem ganhando muito destaque (inclusive fora do país). Um dos pontos chaves é que a equipe do projeto concentra seus esforços em suas ferramentas e nas personalizações da distribuição ao invés de ter que trabalhar em todo o sistema operacional. Os membros já até mesmo participaram do canal em uma entrevista:


    Agora a equipe do Regata OS lança o plano Premium que lhe oferece suporte turbinado e acesso antecipado às novidades incluindo novas versões de aplicativos e recursos que serão adicionados no sistema operacional. Por apenas R$9,99 mensais (R$119,88 por ano) ou uma única parcela de R$99,99 por ano você possui:
  • Suporte via chat privado
  • Servidor privado no Discord
  • Suporte remoto online
  • Acesso às novidades
    Com o seu apoio, a equipe pode manter o Regata OS vivo, ir mais longe e te beneficiar (não somente com suporte; você também recebe prêmios muito legais :).
    Siga também o Regata OS nas redes sociais:

uutils: Um coreutils escrito na linguagem Rust

uutils: Um coreutils escrito na linguagem Rust

uutils: Um coreutils escrito na linguagem Rust


 Sylvestre Ledru, que é desenvolvedor do Debian, está trabalhando em uma reimplementação do pacote coretuils chamado uutils ou Rust coreutils. Esse pacote tem como intuído ter os mesmos comandos do pacote coreutils do GNU que já conhecemos porém escritos em uma linguagem mais moderna, a linguagem mais moderna é Rust para ser mais específico.

Rust Coreutils (in my home directory)
Rust Coreutils (no meu diretório home)

 Tudo começou quando Sylvester andava estudando a linguagem Rust e pensou como poderia replicar algo similar com a linguagem. Sylvester pensou em alguns projetos e chegou até a descartar as algumas das ideias por se tratar de projetos muito complexo (glibc seria algo complexo demais, o projeto LLVM/clang (escrito em C++) ou kernel Linux seriam muito mais complexos ainda) chegando a conclusão do coreutils.

Rust coreutils installation
Instalação do Rust coreutils

Rust coreutils installation completed
Instalação do Rust coreutils, quando concluída, fica armazenado em um diretório oculto do seu home

 A intenção do uutils é ser um pacote Cross-platform (características da linguagem Rust que além de ser rápida e segura, é ótima para escrever código cross-platform: Disponível para Linux, Windows, MacOS, Android, FreeBSD, Fuchsia, etc. O que garante que scripts sejam facilmente transferidos entre plataformas) e não é necessariamente para competir contra o projeto do GNU, mas servir como uma alternativa. O Rust/coreutils está disponível para o Debian/Ubuntu desde Janeiro de 2021 e já é bom o suficiente para realizar seu boot do Debian com o GNOME, instalar os top 1000 pacotes e compilar o Firefox, o kernel Linux e o LLVM/Clang.

 Rust coreutils conta com mais ou menos 120 comandos sendo que 19 ainda estão como trabalho em progresso e seu progresso pode ser conferido clicando aqui. Os testes estão sendo realizados com o GNU test suite e estão progredindo bem tornando-o compatível com as ferramentas do GNU. Alguns comandos possuem desempenho melhor do que os do GNU (alguns chegam a ser 4.63 vezes mais rápido do que os comandos do GNU) e outros mais lentos.

Rust coreutils Status
Progresso do desenvolvimento do Rus coreutils

 Também foram adicionados novos recursos aos comandos como barra de progresso nos comandos cp e mv (algo que já vimos aqui com os comandos cpadv e mvadv no pacote avanced copy) e cut -w do FreeBSD separando campos por espaços (algo que vimos aqui que fizeram o mesmo no cut do toybox 0.8.6 para ter uma saída parecida com a da linguagem awk) além de estarem trabalhando na implementação de opções que faltam em vários binários. Ao final da instalação é gerado um único binário com todos os comandos assim como o busybox, o toybox, o 9base, o sbase e o ubase (todos que podem ser conferidos aqui no blog). Este binário recebe exatamente o nome de coretutils e fica abrigado dentro de um diretório oculto de seu home chamado ~/.cargo/bin. Os comandos podem ser executados da mesma forma que os demais binários com ./coreutils.


Rust coreutils cut command options
Opções do comando cut do Rust coreutils

Progress option on Rust coreutils cp command
Opção de progresso no comando cp do Rust coreutils que vimos no cpadv

I copied Rust coreutils from my home directory to /opt just to test the progress cp option
Copiei o Rust coreutils para o diretório /opt somente para testar o recursos de barra de progresso. Essa opção se comporta exatamente como a opção do cpadv além de também possuir o recurso de dedeuplicação e é o que me leva a elimiar o cpadv

 O Rust coreutils está sob licença MIT e conta com boas documentações. Espero em breve poder vê-lo sendo utilizado como substituto ao coreutils. Há também o coreutils escrito na linguagem V que conta com 109 comandos porém, apenas 41 estão prontos. Um único defeito que posso mencionar por enquanto é que, apesar de ser um único binário concentrando todos os seus comandos (assim como os demais projetos já mencionados), ele é muito grande; com apenas 87 comandos e sendo linkado dinamicamente, o Rust coretutils ocupa mais de 12MB enquanto que o toybox que é linkado estaticamente e possui 233 comandos, ocupa apenas 724KB. Podemos considerar que o toybox é mais de 17 vezes menor se levarmos em conta não somente o tamanho e sim todos os fatores (sua ligação e a quantidade de comandos).

Rust Coreutils X toybox
Rust Coreutils X toybox

 Mesmo assim, espero poder ver o Rust coreutils progredir. Sucesso ao projeto e para todos nós.


HarmonyOS - O sistema operacional que visa substituir o Android

HarmonyOS - O sistema operacional que visa substituir o Android
HarmonyOS - O sistema operacional que visa substituir o Android

 Martin Děcký, um dos autores do sistema operacional HelenOS e que trabalha para a Huawei em um sistema operacional que pretende ser o substituto completo do Android. Em Junho de 2021, Martin concedeu uma entrevista para o site Checo lupa.cz dando uma visão sobre o sistema operacional HongMeng OS e sua relação com o HarmonyOS.

Martin Děcký, um dos autores do sistema operacional HelenOS e do HongMeng OS.
Martin Děcký, um dos autores do sistema operacional HelenOS e do HongMeng OS.

 HongMeng OS é um sistema operacional com seu próprio microkernel que não tem nada a ver com Linux ou base de código de  qualquer outro sistema e que teve seu inicio de desenvolvimento em 2017. Ele tem várias iterações internas e uma terceira transcrição está sendo trabalhada. Martin começou a trabalhar na certificação de segurança deste sistema e alguns de seus colegas começaram a trabalhar em um hipervisor.
Para mim e para a maioria dos meus colegas, o HelenOS foi um projeto que nos moldou em termos de conhecimento e de orientação geral de nossas carreiras. É uma parte fundamental da minha vida profissional. É por isso que lamento que o HelenOS esteja atualmente em uma fase lenta e estou dedicando muito mais tempo e energia a outros sistemas de microkernel.
 Por volta de 2018, o nome do sistema foi alterado para HarmonyOS para melhor adoção no mercado ocidental e a empresa anunciou publicamente que o objetivo era que o HongMeng OS / HarmonyOS era substituir o Android nos smartphones da empresa e ao mesmo tempo ser utilizado em seus navegadores, roteadores, BTS e muito mais. estranhamente depois a empresa decidiu comunicar o sistema sob o nome HarmonyOS e que não tem nada a ver com o HongMeng OS original. HarmonyOS 1.0 é um sistema construído sob o núcleo LiteOS em tempo real enquanto a versão 2.0 do HarmonyOS 2.0 é basicamente Linux mais parte de código aberto do Android mais add-ons internos da empresa.

LiteOS
LiteOS

 O HongMeng OS ainda está evoluindo e há um plano de que ele será o substituto definitivo para o Android.
"Um sistema operacional multiservidor de microkernel é composto de pequenos componentes isolados, cada um executando em um espaço de endereço separado e assim por diante. Esta é uma arquitetura adequada para verificação formal, certificação ou execução em   situações de segurança  e  missão crítica . A sobrecarga associada à comunicação de componentes isolados anda de mãos dadas com isso. Existem cenários, como um smartphone, em que os componentes são um pouco mais monolíticos. Arquitetura flexível significa ter um mecanismo que pode modificar um sistema de componentes e sua arquitetura de modo que durante a implantação seja possível   juntar componentes do espaço do usuário e movê-los de lá para o kernel e assim por diante."
"Há algum tempo, tem havido um esforço para pelo menos unificar os garfos internos do kernel Linux no projeto HULK, o Huawei Unified Linux Kernel, para que tenhamos uma base de código Linux unificada."
 Então, já que a galera está gostando de especular muito sobre o Fuschia, aqui está mais um sistema operacional que irá concorrer com  o Android.

Dica de leitura: Submundo Hacker

Submundo Hacker

Submundo Hacker

 Uma brincadeira entre geeks explode uma guerra até então travada nos bastidores. Quando um grupo de jovens, orientado por um misterioso hacker, invade a empresa de um doleiro apenas para conseguir uma simples senha, não suspeitava em que estava se metendo. Eles entregaram informações bancárias sobre atividades criminosas a uma poderosa organização chamada Base, especializada em atacar pessoas que não são alcançadas pela justiça e que fazem parte do Systema: a grande hidra que opera nas sombras brasileiras há décadas.

 Em meio a uma ampla investigação que pode levar ao extermínio das duas organizações, a Polícia Federal consegue prender os hackers, tirando-os do anonimato e colocando-os na mira de políticos, traficantes e um ex-agente da STASI. O Systema, acuado, não tem escrúpulos e se movimenta na direção daquilo que é mais valioso para os jovens: suas famílias. A Base também é exposta e desperta, furiosa.

Sobre o Laudelino de Oliveira Lima


 Laudelino Amaral de Oliveira Lima, carioca do subúrbio, da roça e das praias. Foi moleque nas artes das pipas, peões, futebol e bola de gude. Na casa da avó, descobriu a roça, os rios, frutas, sapos e caranguejeiras. Com os pais em Cabo Frio, descobriu com os primos, o mar, as pescarias, o surf e as namoradas. Foi lá que no verão de 87, com o pé sujo, cabelo oxigenado e a pele queimada, que seu pai falou sobre sua matrícula e o difícil desafio no curso de informática.

 Fez todos os seus estágios na área e entrou na faculdade em 1990, assim como no Exército. Quase morreu, mas se tornou um oficial cavalariano. Voltou para os computadores. Passou por algumas universidades e conheceu o submundo Linux. Ainda trabalha com T.I., estuda filosofia e acompanha de perto a política do nosso país. É integrante do podcast literário Ghostwriter, colunista da revista Terça Livre, colaborador do Brasil Paralelo, do Instituto Brasil Conservador, do Instituto Civitas, da IVIN Filmes e da Casa da FEB. É historiador amador, barista e agora, escritor com o seu primeiro livro. Outros estão a caminho.


Encontrada vulnerabilidade na deduplicação do Btrfs e do ZFS

Encontrada vulnerabilidade na deduplicação do Btrfs e do ZFS

Encontrada vulnerabilidade na deduplicação do Btrfs e do ZFS

 Deduplicação é uma técnica muito interessante para evitar redundância e duplicação de dados e assim melhor aproveitar os dados e metadados do sistema de arquivos. Este recurso é utilizado em sistemas de arquivos como o ZFS, o Btrfs e o Hammer do DragonflyBSD. Porém, esta semana foi descoberta uma vulnerabilidade muito grave neste recurso.
 
 Membros da universidade de Vrije  (Vrije Universiteit Amsterdam) encontraram uma falha de segurança no recurso de deduplicação dos sistemas de arquivos ZFS e Btrfs. O erro foi encontrado pelo grupo de pesquisadores Andrei Bacs, Saidgani Musaev, Kaveh Razavi, Cristiano Giuffrida, Herbert Bos que pretende apresentar na conferência FAST'22 (20th USENIX Conference on File and Storage Technologies) e tornar seu conhecimento publico  no dia 23 de Fevereiro deste ano.

 Essa vulnerabilidade ocorre especificamente no inline deduplication que permite o invasor utilizar uma classe de ataque chamada DUPEFS e obter arquivos sensíveis do sistema (e até arquivos secretos dos usuários) mesmo remotamente (tanto em LAN quanto em servidores na internet). Em seu paper, os pesquisadores apresentam como cada sistema de arquivos trabalha com inline deduplication para assim melhor entender como explorar a vulnerabilidade.

inline deduplication no ZFS e no Btrfs
Como cada sistema de arquivos trabalha com inline deduplication.

 Este paper possui 15 páginas muito bem detalhado apresentando todo o cenário do ataque e todos os seus resultados tanto no Linux (utilizando ambos os sistemas de arquivos) quanto no FreeBSD. Eu incentivo a todos acompanhar sua apresentação no evento já que se trata de uma vulnerabilidade grave e que os desenvolvedores irão precisar concentrar esforços na solução do problema.

 Isso significa que estamos em risco? Em partes pode ser que sim como pode ser que não. Primeiro que, apesar da vulnerabilidade ser grave, não são todos que conseguem explorá-la; segundo que no paper os pesquisadores apresentam algumas formas de defesa (em Deduplication Defenses) como medidas paliativas como forçar a criptografia e ofuscação imposta por um gateway intermediário na rede até que soluções sejam apresentadas.

 E terceiro é que há um ponto a se considerar aqui tratando-se de Btrfs (já estou ouvindo o chilique de que sou fanboy de Btrfs). Em minha série ZFS VS Btrfs mencionei que ambos os sistemas de arquivos oferecem recursos iguais PORÉM, implementados de formas diferentes e com técnicas diferentes; deduplicação não é uma exceção a essa regra. No vídeo primeiro video da série que você pode conferir abaixo, eu explico a diferença na implementação de recursos entre os dois sistemas de arquivos. Confiram a diferença entre a deduplicação de ZFS e do Btrfs:


 Ou seja, essa vulnerabilidade não afeta o Btrfs como mencionado no paper apresentado pelos pesquisadores, pois inline deduplication já não é utilizado no Btrfs há um bom tempo. Inline deduplication para o Btrfs foi desenvolvido pela Fujitsu como pode ser lido clicando aqui e já não é mais mantido (ele foi simplesmente abandonado pois a Fujitsu não tem mais planos para ele), os patches eram incompletos e este recurso é muito complexo para ser implementado no kernel Linux.

 Qu Wenruo que foi um dos autores do inline deduplication para o Btrfs informou aos pesquisadores o:
 "Como um dos autores originais, eu e o meu empregador não temos mais interesse em continuar dedupe. Além do mais, a implementação original possui um limite, um extent tem que ser escrito no disco antes que possa ser utilizado pelo write-time dedupe."
 Para deduplicação o Btrfs utiliza a técnica out of band deduplication (como mencionei no meu vídeo), o módulo ioctl e ferramentas em userspace como BEES.

 Moral da história

 O que os pesquisadores utilizaram na verdade foi uma versão muito antiga do btrfs (talvez de 4 anos atrás) e deveriam ter testando ao menos uma versão que possui out of band deduplication (de preferencia versões mais recentes do kernel Linux).

 Vou reforçar que já estou ouvindo me chamarem de fanboy de Btrfs (SARCASMO ON: Não são eles que são fanboys de ZFS ou do Ext4, sou eu que sou fanboy de Btrfs... Eu não apresentei nenhum argumento técnico, foi só coisa de fanboy mesmo... Sempre assim...)

 E por ultimo vamos ver se os sites (como o que postou o artigo Examinando o Btrfs, o sistema de arquivos do Linux perpetuamente semi-acabado) chegarão a publicar sobre essa falha no ZFS (honestamente eu duvido) pois esse já não é a primeira que eu posto. Alias, vamos ver quanto tempo vai levar para isso ser corrigido no ZFS. Basta lembrar do caso do alto consumo de CPU no ZFS por exemplo que levou anos para ser corrigido. Este caso pode ser lindo clicando aqui.

Suse também deixa o mercado russo

Suse também deixa o mercado russo

Suse também deixa o mercado russo

 No dia 09 de Março a Red Hat e a IBM anunciaram que estavam saindo do mercado russo e bielorrusso devido a guerra contra a Ucrânia. Todo o apoio foi prestado aos seus empregados em ambos os países e na Ucrânia.
 A Suse também anunciou a sua saída de ambos os países seguindo o êxodo das grandes empresas porém, a Suse tomou essa decisão e atitude dois dias antes da Red Hat.

"Como a maioria das pessoas, continuo observando os acontecimentos chocantes na Ucrânia e a crescente crise de refugiados com um profundo sentimento de desespero. É perturbador testemunhar a invasão ilegal de um estado soberano e o sofrimento de cidadãos, incluindo tantas crianças e membros vulneráveis ​​da sociedade diante de nossos olhos. É ainda mais surreal que essa destruição e interrupção desnecessárias na vida de tantos esteja ocorrendo no século 21. Embora entristecido pelos noticiários, também estou cheio de desejo de avançar com as ações que podemos tomar como empresa.
A SUSE continua comprometida em apoiar os esforços humanitários para ajudar refugiados e vítimas de guerra a reconstruir suas vidas. É um momento desesperadamente desafiador para nossos funcionários que têm familiares na Ucrânia, então estamos fazendo tudo o que podemos para apoiá-los. Todos os funcionários e suas famílias têm acesso ao SUSEAssist, nosso programa de apoio ao funcionário.
Juntamente com esses esforços, estamos observando todas as sanções econômicas. De acordo com essas sanções, estamos avaliando todas as nossas relações comerciais na Rússia e suspendemos todas as vendas diretas na Rússia. Também estamos preparados para cumprir sanções adicionais que possam ser implementadas.
A bravura e a resiliência do povo ucraniano, compreensivelmente, cativaram o mundo. Não há dúvida de que o SUSE se solidariza com o povo da Ucrânia e apoia os esforços globais para o fim das hostilidades."
 A saída de empresas como a Red Hat e Suse apresentam um efeito dominó na queda económica da russia uma vez que grandes serviços como SAP e Oracle (que também já deixaram o mercado russo) são fortemente comercializados através de tais distribuições.

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