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Conheça o Pi-Hole e recupere o controle sobre sua rede



Conheça o Pi-Hole e recupere o controle sobre sua rede

O Raspberry Pi e outros pequenos computadores dominaram o mundo dos hobbystas 
em tecnologia, robótica e projetos caseiros. Pequenos, relativamente baratos, e com alta performance energética, os dispositivos conseguem rodar versões completas do Linux e interagir com diversos periféricos e hardware adicional, ou seja, essencialmente, não há limites nas interações e automatizações que o Raspberry Pi pode fazer. 

Muitos usuários comuns, que ainda não estão familiarizados com o Linux, já embarcaram no mundo do Raspberry Pi para criar centrais multimídia usando software como o Kodi, criar sistemas de segurança IoT, adicionar uma central de emuladores retro para jogar na TV, e muito mais, graças à abundância de tutoriais e recursos para ajudar no caminho.

A mais nova utilidade dos pequenos computadores é possibilitar o controle total em sua rede. Imagine todos os sites fraudulentos, anúncios inconvenientes, e tudo o que considerar indesejado, automaticamente bloqueado em todos os dispositivos de sua rede, sem latência perceptível e sem o gasto de CPU que uma extensão de navegador adicionaria. Ficou interessado? Então aprenda a configurar o Pi-Hole! 

Vale notar, antes de tudo, que o Pi-Hole funciona como uma versão “melhorada” e personalizável de um servidor de DNS, ou seja, pode bloquear diversos domínios e otimizar o trajeto da conexão, mas ele não é capaz de criptografar os dados em trânsito, então para quem precisa de uma camada extra de segurança ou privacidade, é preciso configurar uma VPN antes de investir em um Raspberry Pi. 

O que é DNS


Para entender o funcionamento do Pi-Hole que será instalado na distro Linux de seu Raspberry Pi, precisamos compreender o papel do DNS em nossa rede: 

Quando acessamos um site ou servidor, estamos nos conectando através de uma série de protocolos de rede até um endereço IP externo, por exemplo, “172.217.29.46”. Acontece que lembrar uma sequência de números para cada site seria pouco amigável para os usuários e confuso, assim, usamos um endereço como “www.google.com”. 

Dessa forma, nossos dispositivos precisam traduzir o endereço amigável em um endereço IP utilizável. O DNS é o serviço responsável por essa transição, mantendo uma lista atualizada de endereços e IPs de destino, fornecendo aos dispositivos sempre que necessário. Geralmente, nosso roteador usa o DNS da Google ou, mais frequentemente, o DNS da própria operadora. 


Pi-Hole DNS


Agora que entendemos como funciona o DNS, podemos entender o Pi-Hole. O software roda em segundo plano em qualquer sistema Linux, mas é otimizado para o baixo consumo de energia do Raspberry Pi. Uma vez instalado, o programa se torna o DNS para toda a sua rede, ou seja, seus computadores, celulares, consoles, TVs, e qualquer aparelho conectado, irão perguntar ao Pi-Hole quando tentarem se conectar a algum site.

Essa interceptação do DNS permite que o Pi-Hole bloqueie certos endereços, por exemplo, um servidor de coleta de dados para anúncios ou uma URL de um site de golpes. Como isso é feito a nível de DNS, os dados sequer chegam ao computador, assim, não é necessário bloquear elementos ou usar JavaScript para controlar a página, como uma extensão faria. 

Da mesma forma, por mediar toda a rede, qualquer dispositivo conectado estará protegido pelo controle, sem a necessidade de manualmente instalar uma solução em cada aparelho. Além disso, o Pi-Hole terá efeito em dispositivos onde normalmente não encontramos programas para bloquear anúncios ou phishing, como é o caso de consoles de videogame. 

Como instalar o Pi-Hole no Raspberry Pi


As instruções de instalação servem para qualquer distro Linux, e são fáceis para quem já usou o sistema. Para instalar o Pi-Hole, abra uma janela do Terminal e insira os comandos:
  1. sudo apt-get update
  2. sudo apt-get upgrade
  3. sudo curl -sSL https://install.pi-hole.net | sudo bash
  Pronto, o Pi-Hole em sua versão mais recente estará instalado e rodando em segundo plano. Se tudo deu certo, os dispositivos de sua rede já usarão o DNS falso assim que forem reiniciados, mas caso não tenha efeito, basta verificar o IP local de seu Raspberry Pi e usar como valor DNS nas configurações de redes de todos os dispositivos. 

O Pi-Hole possui uma série de configurações opcionais, como listas de domínios para permitir ou bloquear, opções para controlar JavaScript, entre outras. Abrir o arquivo “/etc/dnsmasq.d/01-pihole.conf” com um editor de texto permite alterar muitas das configurações do seu Pi-Hole.

Agora, sua rede já está pronta para bloquear domínios indesejados usando o Raspberry Pi, e o melhor, o Pi-Hole não é pesado e permite que outros recursos do Linux sejam usados simultaneamente. Assim, seu emulador na televisão ou central de mídia podem continuar em execução. Gostou? Então confira o emulador ReDream para Raspberry Pi e jogue os clássicos do Dreamcast. 




Emulador redream agora disponível para Raspberry Pi 4

Emulador redream agora disponível para Raspberry Pi 4
Emulador redream agora disponível para Raspberry Pi 4
Redream é um trabalho em progresso do emulador do Dreamcast (que como todos sabem, é o console que se tornou a minha paixão) que permite jogar seus jogos favoritos do console em alta definição tanto no Windows, Mac OS X e Linux.

 Essa minha paixão voltou a todo vapor quando passei a estudar sobre o processador J-Core (especificamente o J2 - j4 trata-se do mesmo processador do Dreamcast que está sendo produzindo novamente e que será utilizado em vários ambientes).

 Agora o Redream está disponível também para o Raspberry Pi 4. O que é uma maravilha já que o Raspberry Pi é fortemente vendido em videogames retrô. Confiram o resultado do desempenho do Redream do Raspberry Pi 4:

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Uma Arquitetura para Web of Things (WoT)



Por: Dominique Guinard e Vlad Trifa

Este artigo foi originalmente publicado por IoT Technica Curiosa magazine.

A Internet das Coisas - IoT resumidamente - veio para ficar e com isso mudar o mundo para melhor. Está visão colossal retrata um mundo onde pessoas, construções e até mesmo objetos estão conectados a uma mesma rede. Neste mundo, garrafas de refrigerante, luzes do seu apartamento, carros e todo o resto fornecerão serviços e trocarão dados uns com os outros.

Você deve ter percebido que a IoT está mais pra uma Intranet das Coisas: para interagir com dez dispostivos diferentes do seu telefone, você precisa instalar dez aplicativos diferentes. O problema é que não existe uma única forma para se comunicar entre todos e cada objeto. Há literalmente centenas! A pior parte é que a maioria desses protocolos e padrões IoT não são compatíveis entre si e, por esse motivo, esta tecnologia ainda não cumpriu suas promessas (ainda!).

IoT versus WoT.
Conectando todas as coisas a Internet e dar-lhes a cada uma endereços de IP é apenas o primeiro passo para a realização da Internet das coisas. Os dispositivos podem facilmente trocar dados uns com os outros, mas eles não entenderão necessariamente o que esses dados significam.  Isso é o que os protocolos da Web como o HTTP trouxeram para a Internet: uma maneira universal de descrever imagens, texto e outros elementos de mídia para que as máquinas pudessem se "entender". A Web of Things-ou WoT - é simplesmente a próxima etapa desta evolução: usando e adaptando protocolos da Web para conectar qualquer coisa no mundo físico e dar-lhe presença na World Wide Web.

Assim como a arquitetura em camadas OSI organiza muitos protocolos e padrões da Internet, a arquitetura WoT é uma tentativa de estruturar a galáxia de protocolos e ferramentas da Web em uma estrutura útil para conectar qualquer dispositivo ou objeto à Web. A pilha de arquitetura WoT não é composta de camadas em sentido estrito, mas sim de níveis que adicionam funcionalidades extras, conforme mostrado na Figura 1 abaixo. Cada camada ajuda a integrar as coisas na Web de forma ainda mais precisa, tornando esses dispositivos mais acessíveis para aplicações e pessoas.

Figura 1. A arquitetura WoT e suas quatro camadas de aplicativos em cima da camada de rede.
Para ilustrar o que essas camadas trazem para a tabela IoT, deixe-nos apresentar WoT Pi, um dispositivo baseado em framboesa Pi que funciona em na plataforma EVERYTHING em Londres. O WoT Pi está conectado com um monte de sensores (por exemplo, temperatura, umidade) e atuadores (por exemplo, uma tela LCD, LEDs) com os quais você pode interagir através da Internet. Uma câmera conectada à Internet permite que você veja a configuração ao vivo. Confira aqui:


Camada 1: Acesso

Esta camada é responsável por transformar qualquer coisa em uma Web-Thing que pode ser interagida com o uso de solicitações de HTTP, assim como qualquer outro recurso na Web. Em outras palavras, uma Web Thing é uma API REST que permite interagir com algo no mundo real, como abrir uma porta ou ler um sensor de temperatura localizado mundo a fora.

Para ilustrar isso, os sensores de nosso Pi podem ser acessados através de uma simples solicitação HTTP na seguinte:


Vá em frente e tente isso no seu navegador. Você obterá uma representação HTML com links para os sensores. Clique em "temperatura" e você terá a temperatura. O que você está fazendo aqui é navegar pela API RESTful do nosso Pi, assim como você faria se navegasse em uma página da Web. IoT-Things podem ser mapeadas em recursos REST facilmente, como mostra a Figura 2, abaixo:

Figura 2. Recursos REST do nosso Raspberry Pi conectado.
HTML é ótimo para humanos, mas nem sempre para máquinas que preferem a notação JSON. Nosso Pi fornece ambos. Execute o seguinte comando no seu terminal usando o cURL, uma ferramenta para se comunicar com as APIs HTTP:

curl -X GET -H "Accept: application/json" "http://devices.webofthings.io/pi/sensors/humidity/"

Você verá o nível de umidade em nosso escritório de Londres em JSON em seu terminal. Este é o primeiro passo ideal para construir seu primeiro aplicativo que expande a Web para o mundo real!

Isso tudo é muito bom, mas muitos cenários do IoT são em tempo real e / ou conduzidos por eventos. Em vez de sua aplicação pedir continuamente dados ao nosso Pi, você quer que ela notifique você quando algo acontece no mundo real; por exemplo, quando a umidade atinge um certo limiar ou um ruído é detectado em sua casa no meio da noite. É aí que outro protocolo da Web pode ajudar: WebSocket. O código Javascript abaixo é suficiente para que uma página da Web obtenha automaticamente as atualizações de temperatura do WoT Pi. Cole-o no console do seu navegador da Web e você verá o nosso Pi enviando a temperatura em tempo real para o seu navegador.

var socket = new WebSocket('ws://devices.webofthings.io/pi/sensors/temperature/'); socket.onmessage = function (event) { //Called when a message is received var result = JSON.parse(event.data); console.log(result); };

Camada 2: Encontrar


Tornar as coisas acessíveis através de uma API HTTP e WebSocket é excelente, mas isso não significa que os aplicativos realmente podem "entender" o que o dispositivo é, quais dados ou serviços ele oferece, e assim por diante.

É aí que a segunda camada, Encontrar, torna-se interessante. Esta camada garante que o seu dispositivo não só possa ser facilmente usado por outros clientes HTTP, mas também possa ser encontrado e automaticamente utilizado por outros aplicativos WoT. A abordagem aqui é reutilizar os padrões semânticos da Web para descrever as coisas e seus serviços.  Isso permite pesquisar dispostivos através de mecanismos de pesquisa e outros índices da Web, bem como a geração automática de interfaces ou ferramentas de usuário para interagir com os dispositivos. Neste nível, tecnologias como o JSON-LD estão em uso: um idioma para anotar semânticamente o JSON.  Isto também é onde padrões como o Web Things Model e o trabalho do grupo W3C WoT ajudam: eles definem um conjunto abstrato de recursos REST que os dispositivos devem oferecer.


Camada 3: Compartilhe

A Internet das coisas só florescerá se os dispositivos tiverem uma maneira de compartilhar dados com segurança entre os serviços. Esta é a responsabilidade da camada Compartilhar, que especifica como os dados gerados pelos dispositivos podem ser compartilhados de maneira eficiente e segura na Web. Nesse nível, outro lote de protocolos da Web ajuda. Primeiro, há TLS, o protocolo que torna as transações na Web seguras. Então, técnicas como mecanismos de autenticação da Web, como OAuth, podem ser integradas às APIs de nossos dispositivos.

Camada 4: Composição

Finalmente, uma vez que as coisas estão na Web (camada 1), onde elas podem ser encontradas por seres humanos e máquinas (camada 2), e seus recursos podem ser compartilhados de forma segura com os outros (camada 3), é hora de olhar para como construir grandes- escalas de aplicações significativas para a Web of Things. Em outras palavras, precisamos entender a integração de dados e serviços de Dispositivos heterogêneas em um imenso ecossistema de ferramentas da Web, como software analítico e plataformas de mashup. Ferramentas da Web no intervalo de camada de composição dos toolkit's da Web - por exemplo, SDKs de JavaScript que oferecem abstrações de nível superior - para painéis com widgets programáveis e, finalmente, para ferramentas de mashup físico, como Node-RED, conforme mostrado abaixo. Inspirados pelos serviços participativos da Web 2.0 e em particular os mashups da Web, os mashups físicos oferecem uma visão unificada da Web clássica e da Web das Coisas e capacitam as pessoas a criar aplicativos usando dados e serviços da Web Things sem exigir habilidades de programação.

Figura 3. Um mashup físico com Node-RED. Quando um intruso é detectado através do sensor PIR, uma imagem é tirada e enviada para o Twitter.

Conclusão

A Web of Things é um protocolo de aplicativo de alto nível projetado para maximizar a interoperabilidade no IoT. Esperamos que esta breve introdução lhe tenha dado um gosto do seu potencial. As tecnologias da Web são amplamente populares e oferecem toda a flexibilidade e recursos necessários para a maioria das futuras aplicações IoT, incluindo descobertas, segurança e mensagens em tempo real.

Enquanto nós só explanamos sobre as idéias do WoT, esperamos que isso tenha despertado o seu interesse em tornar a IoT Things mais acessível, graças à Web. A arquitetura da Web de coisas está completamente descrita em nosso livro: "Construindo a Web das Coisas". O livro também é embalado com exemplos de código no Raspberry Pi usando a linguagem Node.js. O código é OpenSource e está disponível gratuitamente em: https://github.com/webofthings/wotbook.

Novatec lança o primeiro livro que ensina Linux especificamente para Makers

Linux especificamente para Makers

A potencialidade do Linux aplicado ao mundo Maker!
Este livro apresenta para os Makers os princípios básicos necessários para aprender mais e explorar melhor os seus projetos com o Linux. Ensinando desde a instalação do sistema operacional, preparar projetos, usar os comandos do Linux e programar e escrever scripts que controlem um hardware do mundo real.
Alguns makers se sentem intimidados em usar o Raspberry Pi ou placas semelhantes porque acham que o Linux é enigmático e difícil demais. A boa notícia é que o sistema operacional Linux, na verdade, é somente outra ferramenta no cinto de ferramentas do maker! Assim como todas as ferramentas, esse sistema não será mais tão desafiador depois que você aprender a usá-lo de modo eficaz.
Faz sentido que os makers desenvolvam uma preferência pelo uso do Linux para ajudar na criação de projetos que sejam executados em computadores de placa única, do mesmo modo que usamos uma chave de fenda ou um martelo em carpintaria. Com efeito, o Linux é tão eficaz que você talvez o prefira em vez de outros sistemas operacionais e opte por usá-lo em seu cotidiano.
Este é o primeiro livro a explicar o Linux especificamente para os makers.
Entre carregar o sistema operacional, resolver problemas e preparar projetos, você aprenderá a:

·         instalar o Raspbian e outras distribuições populares de Linux;

·         programar e escrever scripts que controlem um hardware do mundo real;

·         usar os comandos do Linux (e também conhecerá seus sistemas e processos);

·         controlar os pinos da GPIO em seu Raspberry Pi;

·         configurar um applet IFTTT e outros serviços de nuvem;

·         executar um Raspberry Pi virtual no Windows, no Mac ou no Linux.

Desfrute a liberdade e as infinitas possibilidades oferecidas pelo Linux!
Sobre o autor
Aaron Newcomb é maker desde que tinha idade suficiente para segurar uma chave de fenda e utiliza o Linux desde 1997. Trabalhou no mercado de TI para empresas como New Relic, NetApp, Oracle, Sun Microsystems e Hewlett Packard. É coapresentador de vários programas sobre tecnologia para a TWiT LLC, incluindo FLOSS Weekly, All About Android, This Week in Google e The New Screen Savers. Em 2012, fundou a organização sem fins lucrativos Benicia Makerspace, na qual, atualmente, exerce a função de presidente e diretor executivo quando não está ocupado no trabalho.

Detalhes:
Título: Linux para Makers
ISBN: 978-85-7522-673-5
Páginas: 248
Preço: R$ 73,00

HelenOS rodando no gfx raspberrypi e no DOSBox

HelenOS rodando no  gfx raspberrypi e no  DOSBox
HelenOS rodando no  gfx raspberrypi e no  DOSBox
 O sistema operacional micro-kernel HelenOS anda apresentando mais evoluções ao longo de sua existência. Trata-se de um sistema operacional focado em meio acadêmico mas que acredito que outras organizações e instituições poderiam dar-lhe atenção para uso profissional (já que até o Minix , que também era para o mesmo propósito, recebeu €2.5 milhões para portá-lo para ARM).

 Desta vez estamos vendo o HelenOS tendo suporte a Raspberry Pi e ao DOSBox. Parece estranho alguém querer rodar alguma aplicação no DOSBox, mas como Jiri Svoboda descreve em seu blog:
"Isso pode soar estranho, mas o DOSBox é um emulador de máquina completo (CPU + periféricos) e *além* de um emulador DOS. "
"Mas por que alguém iria querer rodar o HelenOS no DOSBox eu escuto você perguntando. Bom, além de ser muito legal, DOSBox consegue emular alguns hardwares que o Qemu não, tais quais algumas placas de vídeo e de áudio antigas, MIDI e etc."
 Está aí um motivo interessante e que é valido como carta na manga até mesmo para nós (ou até mesmo como material de estudo. Por que não?). Já outro usuário postou um vídeo exibindo o HelenOS rodando em um Raspberry Pi e o vídeo pode ser conferido logo abaixo:



 Martin Decky também postou um commit para utilizar char32_t ao invés de wchat_t para representar strings UTF-32. De acordo com Martin, o novo tipo char32_t é obviamente uma opção muito mais adequada. Compatibilidades com o padrão C é mantido e muita revisão já está sendo feito pela comunidade.

 Quer saber mais sobre o HelenOS? Além de vários artigos aqui no blog, há um vídeo especial no meu canal esclarecendo como o sistema operacional é.


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Resumo do Tux 12 de Dezembro de 2015

 Galera, devido as minhas condições de saúde é que eu não consegui fazer o vídeo, porém não quis faltar a responsabilidade com vocês e deixar de trazer o Resumo do Tux desta semana. Então, eu trago por aqui mesmo.

Resumo do Tux 12 de Dezembro de 2015

 Bom, a questão da saúde, é que eu sofro de enxaqueca desde 2012. Trabalhei em uma empresa que a sala parecia mais um garimpo (sala sem acesso a luz do Sol e a iluminação era extremamente baixa). Daí da para imaginar o resultado; como há pouca iluminação, as pupilas dilatam e recebem toda a iluminação dos monitores. Trabalhei por quase três anos assim. Por fim, meu chefe (que só era focado em marketing) não gostava, mas eu abria a janela assim mesmo.

 Foi isso o que me afetou e eu cheguei a ter uma inflamação na retina esquerda (e cheguei a ter que fazer tratamento por oito meses). Não preciso de óculos; a questão é que de vez em quando acabo tendo essa enxaquecas que não tem hora para acontecer e os médicos afirmam não ter tratamento.

 Bom, vamos ao que interessa. Essa semana eu postei mais um artigo que eu trouxe de volta a vida. É um artigo que na época eu li em um site e achei interessante traduzir e publicar por se tratar de comandos para se obter informações sobre o sistema.

 Já no canal, postei dois vídeos da série "Propagandas com Linux". O primeiro é mais um do LinuxONE:


 E o segundo (já que o LinuxONE é da IBM), por que não trazer um vídeo da antigo da IBM mesmo? Esse vídeo é muito da hora


 Agora, tratando das noticias que eu achei interessante (lembrem de deixar as que vocês gostaram nos comentários), teve o lançamento do game Nethack, que é um game single player de exploração de masmorra (tudo feito no terminal... É... não é lá grande coisa para quem gosta de jogar, mas por que não experimentar?)


Falando de lançamento, também teve o lançamento da distribuição Chapeau, que á uma distribuição para alto-desempenho baseada no Fedora Workstation e utiliza a interface GNOME. É uma distribuição que pretende ser ÚTIL PARA usuários avançados e fácil para usuários leigos. dá um liga nela:



Então, quem quiser testar a distro, o link está aqui http://chapeaulinux.org/

Lançamento do LibreOffice 4.4.7 e do VoipMonitor.



 De lançamentos a algo a ser descontinuado, a Mozilla anunciou que parará o desenvolvimento e venda de smartphones com o FirefoxOS. Isso é uma coisa que me deixou um pouco triste; estava confiante no FirefoxOS e esperava que vingasse. Seria mais uma alternativa (gosto de ter alternativas em tudo na vida, não dependendo apenas de um único que forneça tudo); achava muito inteligente a ideia de aplicativos feitos em HTML5, CSS e java Script. Ao menos espero que a Marketplace continue existindo dentro do Firefox.



 A Linux Foundation e Microsoft criam parceria para oferece a primeira certificação para Linux no Azure (antes que alguém diga algo; não, eu não critico a ideia. Vamos ver o que o futuro espera antes de sair opinando).


Eu falei do lançamento do Raspberry Pi por US$5, agora teve o lançamento do Pine64 (pinha em português), mais uma versão desses que recebem nomes de frutas ou coisas do tipo. Já teve o Orange Pi, Banana Pi, me lembro de ler algo sobre Fruit Salad Pi e agora um chamado Pinha. O que eu gostei nesse foi a suas configurações:

Pine

  •  Processador A5 QuadCore de 64 bits com clock de 1.2Ghz
  •  Memória DDR3 acima de 2GB (as memórias não são SoC)
  •  Duas portas USB 2.0 (esse poderiam ter tentado ao menos uma de 3.0, mas não sei o grau da complicação)
  •  Bluetooth óptico 4.0 e wireless 802.11BGN
  •  Sltot de expansão MicroSD
  •  RJ para rede Gigabit Ethernet
  •  Saída HDMI 4K
  •  E slots de expansão I/O 2x

 E por ultimo, quero mencionar sobre o primeiro projeto Open Source da Fujitsu: um gerenciador de catálogo de serviços abertos. Ele traz todos os seus serviços oferecidos na nuvem.

 Bom, e é isso galera. Vou ficando mais uma vez por aqui, espero que tenham gostado do resumo do Tux mesmo que pelo blog; aguardem um vídeo especial de natal. Um abraço e falou.

Conheçam Omega2


Galera, seguinte. Eu resolvi postar esse vídeo porque vi uma galera comentando sobre essa placa em um grupo de Arduino no Facebook. Eu ja tinha a ideia de postar o vídeo, mas somente semana que vem; daí o pessoal comentando acabou me incentivando a postar mais cedo e aqui estamos. Ele combinação do poder do Arduino com as flexibilidades do Raspberry Pi. Bom, achei maneira a ideia, o preço, ideias começam a surgir quando se trata de implantação e espero que possa ser bem aceito aqui no Brasil (e que nosso governo não nos cobrem muito caro desde que ele custa apenas $5).

 Bom, é isso, espero que gostem dele também :-)
 Confiram o vídeo:


Linus Torvalds disponibiliza o "Razoavelmente Grande" kernel Linux 4.6

Linus nomeou o kernel 4.6 "Charred Weasel" em homenagem ao pobre animal que recentemente pereceu depois roer os fios elétricos de um acelerador de partículas.
Linux kernel 4.6 “Charred Weasel” has a number of interesting changes.
Imagem sob licença Creative Commons Zero

Linus Torvalds disponibiliza o "Razoavelmente Grande" kernel Linux 4.6


Linus Torvalds disponibilizou no dia 15 a versão estável do kernel Linux 4.6. Esse release veio dois meses depois da versão anterior, a versão 4.5, depois de sete candidatos a lançamento.
“O kernel 4.6 em um todo foi um lançamento razoavelmente grande - mais commits do que já tivemos em algum tempo,” Torvalds escreveu nas notas de lançamento na mailing list LKML. “Mas isso tudo pareceu muito calmo fora isso.”
 O kernel Linux 4.6 “Charred Weasel” vem com suas razoáveis mudanças. Muitos usuários final notarão as melhoras no desempenho no controle de temperatura de seus laptops, por exemplo, porque essa versão fecha um bug bastante sério que causava thermal throttling em alguns modelos de laptops da Lenovo. Suport para laptops Dell, incluindo sua linha gaming machines Alienware também foram melhoradas.
Máquinas embarcadas também foram alavancadas com o suporte deo 13 novos SocS baseados em ARM. Esse SoCs inscluem ARM da Allwinner, LG, Qualcomm, e Broadcom dentre outros fabricantes. Dispositivos que verão uma melhoras de suporte para suas placas incluem diversos roteadores WiFi, o smartphone Nexus 7 e o nano-computador Raspberry Pi.
Continuando no tópico de Linux para ARM, suport para a arquitetúra ARM de 64-bit ARM está prosseguindo bem. reforço no desempenho e novo recurso tomaram rumo no atual kernel, que também agora possui suporte, dentre outras coisas, o half-precision floating point format para números binários.
Uma outra arquitetura a caminho de possuir suporte pelo kernel é a linha dos novos processadores Power9. Esse hardware é tipicamente construído em servidores high-end e, embora o Power8 e versões anteriores possui suporte total pelo kernel, o Power9 permanece em muito mais progresso. No entanto, a IBM tem projetado o Linux como o sistema operacional padrão para sua linha de de computadores baseados em Power (mesmo acima do seu AIX), a qual significa que, com o input da IBM, é como se o Power9 possuirá suporte muito em breve.
A maioria das alterações dessa versão aconteceram bem cedo durantes o ciclo de desenvolvimento, com coisas em baixas depois que, solicitar Torvalds a observação que a unica grande mudança o ultimo candidato a lançamento foi a correção de um problema na interface long-standing da InfiniBand. A Infiniband está utilizando computação de alto-desempenho, então, a não ser que você esteja administrando um supercomputador, é improvável que para vocÊ surtirá algum efeito.
Apesar disso, No entanto, a ultima semana desse ciclo de desenvolvimento foi bastante hético de acordo com Torvalds, com a uma enorme qquantidade de patches, muitos dos quais foram correções de drivers, incluindo Radeon, GPU AMD, e drivers de rede.
 Como o LHC roda sua própria variante do Linux em cluster que analiza os dados de experimentos, esse é um tributo ao apt.
Outas mudanças do kernel incluem:
Para mais informações, leia o anuncio oficial do lançamento ou visite o Phoronix, onde eles possuem mais em as mudanças mais significantes que tomaram seu rumo do 4.6.

Lançado kernel Linux 5.14

Lançado kernel Linux 5.14
Lançado kernel Linux 5.14

Então, eu percebo que vocês ainda devem estar ocupados com todas as galas e bailes chiques e todos os outros eventos do 30º aniversário, mas em algum ponto vocês devem estar cansados ​​do brilho constante, dos fogos de artifício e do champanhe. Aquele vestido de baile ou fraque também não é a coisa mais confortável. As celebrações continuarão por mais algumas semanas, mas todos vocês podem precisar somente de uma pausa delas.

E quando isso acontecer, eu tenho exatamente a coisa que vocês precisam - um novo lançamento do kernel para testar e aproveitar. Porque o 5.14 está aí, apenas esperando você chutar os pneus e se lembrar do que se tratam todas as festividades.

Claro, os pobres e incansáveis ​​mantenedores do kernel não terão tempo para as festividades, porque para eles, isso significa apenas que a janela de mesclagem começará amanhã. Afinal, temos outros 30 anos pela frente. Mas, para o resto de vocês, dê um tempo, construa um kernel, teste-o e então você pode voltar para a festa aparentemente interminável da qual tenho certeza que acabou de sair.

Linus

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    Um dos novos recursos que eu vejo muitos sites noticiando como o maior destaque neste lançamento é o memfd_secret. Não encontrei a memfd_secret nas notas de lançamento do Linus porém, encontrei no chagelog do lançamento que pode ser conferido clicando aqui. De acordo com a man page, fmemfd_secret () é uma system call (mais uma para as muitas da familia de system calls do Linux) que teve sua aparição no kernel 3.17 e foi adicionado na glibc 2.27 (já que glibc diz mais respeito a Linux do que a GNU. Agradeçam a Linux por ainda existir glibc) e que tem como objetivo principal permitir que um processo no user space crie uma espaço na memória que é inacessível à qualquer outra pessoa; inclusive o kernel. Essa memória pode ser usada para armazenar chaves criptográficas ou quaisquer outros dados que não devam ser expostos a terceiros.

    Uma coisa que eu senti falta foi que o Lucas Tanure da Advanced Micro Devices, Inc enviou patches para adicionar suporte a ultima plataforma da AMD (controladora SPI AMDI0062) mas não apareceu neste lançamento. Tudo bem, vamos esperar ver se aparece no próximo lançamento.

    Esse é o maior destaque do kernel que eu quis mencionar pois o changelog possui 646.361 linhas contando com mais ou menos 5.000 vezes que são mencionadas correções e umas 800 melhorias sendo algumas delas para Risc-V. e para Raspberry Pi.

    

Criando seus Próprios Jogos com TIC-80 e Lua! - Parte 1

Criando seus Próprios Jogos com TIC-80 e Lua!
Criando seus Próprios Jogos com TIC-80 e Lua!
 Beleza cambada? Olha que dica bem doida do Gustavo do canal Glider Space para quem está interessado em aprender desenvolver jogos. E eu como gosto de jogos antigos, vi que a ferramenta Tic-80 tem bem essa pegada.

 O TIC-80 é ferramenta chamada fantasy computer que é utilizada para a criação de minúsculos jogos (daí o nome tiny computer), jogar e compartilhá-los. trata-se de uma ferramenta built-in que contem códigos já prontos, sprites, mapas, editores de som e linha de comando.

 Então, o Gustavo está trabalhando em uma série de aulas sobre desenvolvimento de jogos com a Tic-80 e a linguagem Lua que pode além de servir de base para estudo e assim você evoluir o seus conhecimentos como também até seguir o desenvolvimento em jogos nesse estilo (assim como o Next Station).


 Então, se liga na série  do canal Glider Space que está sendo bem da hora. Até a próxima vídeo aula.
Obtenha o joystick do Super Nintendo e jogue direto no seu computador ou no Raspberry Pi.
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