Daemons, daemons e mais daemons init


No vídeo "O que é daemon init?" eu mencionei que existem várias daemons init diferentes. porém mencionei no vídeo somente as (digamos) principais como a BSD, System V, a launchd da Apple, a OpenRC do Gentoo, a Upstart do Ubuntu e a Systemd.
O vídeo pode ser conferido logo abaixo:


Vale começar pela daemon init do NetBSD que, como mencionei no vídeo, o NetBSD migrou da init BSD para uma versão da System V que em sua diferença, não trabalha com runlevels e não possui ferramenta de gerenciamento de serviços (dentre outras coisas).

O Solaris possui o SMF (Service Management Facility = Facilidade de Gerenciamento de Serviço) que também é baseada na SysVinit). Eu não sei hoje, talvez essa não seja mais a init do Solaris, mas ela é fortemente utilizada no IllumOS e no OpenIndiana.

Depinit é uma init alternativa que incorpora as ideias da sysVinit, simpleinit, daemontools e do make que visa cuidar de processo paralelo, dependencias, roll-back, pipelines, melhorias no signaling e desmontar filesystems no desligamento. Falando em desmontar no desligamento, no dia 20 de agosto foi adicionado ao Systemd a ferramenta para montar filesystems . Voltando ao Depinit, está sob licença GPLv2 e ainda está em fase experimental sendo disponível para Linux e FreeBSD. Sua ultima versão foi lançada em maio de 2014 (a versão 0.1.4).

InitNG tem como objetivo iniciar os processos em paralelo para reduzir o tempo de boot. Algo que foi inspirado no Mac OS X Tiger. Nele tudo é chamado em uma única ferramenta para gerenciar ciclo de vida ao invés de chamar múltiplos scripts que duplicam comportamentos similares (algo que o Systemd faz parecido e acho que isso faz até mais sentido). Li a algum tempo atras que a daemon InitNG tornou o Linux mais rápido (notaram como até mesmo a daemon init ou as outras daemons influenciam no desempenho do sistema operacional e não somente um filesystem?

Runit é uma init Unix de esquema Cross-platform com supervisão de serviço operando em três estágios obtidos em /etc/runit. Ela está disponível para Linux, FreeBSD, Mac OS X e Solaris e pode ser facilmente adaptada para outros Unixes. Os direitos autorais são reservados ao desenvolvedor da daemon.

eINIT é uma alternativa a implementação do /sbin/init para Linux e FreeBSD, mas parece que anda em decadência. apesar disso, é uma boa init para dispositivos embarcados e é bem modular. possui runlevels nomeados modes que é descrito em um arquivo XML a parece-se um pouco com a runlevel do Gentoo.

Pardus é a daemon init da distribuição Turka chamada Pardus. É uma versão paga do Linux pelo que me lembro de ter visto anos atrás. É difícil conseguir informações nesse site desde que não possui versão inglesa (parece que os caras não querem mais nenhum outro país por lá rsrs. Essa seria uma boa distribuição para entrar para os "50 lugares onde Linux está rodando e você nem faz ideia), mas essa init trabalha com um subsistema init chamada Mudur que é escrito em python e um sistema de gerenciamento de configuração chamado Çomar.

minit é uma daemon (ainda em versão beta) feita na Alemanha por Felix von Leitner que visa ser pequena. Cada serviço possui seu próprio diretório dentro de /etc/minit contendo dependências e dentre outros recursos.

jinit, também desenvolvida na Alemanha, trabalha utilizando seu próprio filesystem baseado em esquema de serviço e é escrita em C++. Ainda não é muito bem testada.

Existe também por exemplo a Twsinit que é desenvolvido em Assembler, é bem pequena (exige somente coisa de 8k de memória) e ser uma substituição das atuais; a do Fedora chamada FCNewInit a Serel que foca em acelerar o boot.

Bom, acho que está bom o tamanho da lista. Vale mencionar (mais uma vez, assim como mencionado no vídeo "O caso Systemd" que do Systemd surgiu o fork UselessD.



busybox remove suporte ao Systemd:



Fico por aqui, espero ter agregado  mais conhecimento,forte abraço e falow.

Sou analista (bilíngue) de microinformática, professor de inglês, tradutor e interprete.

 Sou também redator no blog Diolinux e um dos tradutores da distribuição Funtoo. Já fiz parte da distribuição IPFire por um tempo também, uma distribuição que gosto muito na parte de administrar o servidor por uma interface web.
 Possuo um manual chamado Caixa de Ferramentas do UNIX traduzido por mim e revisado por mais amigos que abrange tanto Linux (dentre algumas distribuições) quanto Solaris, BSDs, Mac OS X e em alguns momentos o Windows (devido a integração cliente servidor).
 Recentemente estou trabalhando em um manual de migração para Linux.

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