Morre Aboriginal Linux :(

Turtle Board testada com o FPGA
Turtle Board testada com o FPGA antes do primeiro cilicio do J2 ser lançado
Ok, esse título foi somente para chamar a atenção mesmo, mas que o Aboriginal Linux morreu, isso sim aconteceu. apesar que isso não é uma noticia nova. O Aboriginal Linux chegou ao seu fim em no dia 30 de Abril deste ano. Isso aconteceu para dar inicio ao projeto mkroot feito pelo próprio Rob Landley (criador do Toybox, do propŕio Aboriginal Linux e contribuidor no desenvolvimento do processador J-core). Então, a distribuição em si mesmo não morreu; ela só está se metamorfoseando em algo melhor.

O Aboriginal Linux foi a primeira distribuição a rodar com a biblioteca UclibC ao invés da GlibC e o Busybox ao invés do Bash. O motivo original do Aboriginal Linux foi que Knoppix era única distribuição que realmente dava atenção aos desktops por volta de 2002 (entenderam o porque da minha não adoção ao Linux em 2001?) e os 700 megabytes do Live CD do Knopix incluíam os mesmo 100 Megabytes dos pacotes do Linux From Scratch que proporcionavam quase a mesma experienciaria que o tomsrbt (que rodava em apenas 1.7 Megabytes; ou seja, um disquete).

tomsrbt
Imagem da distribuição tomsrbt
Mais uma coisa foi a prova de conceito de que Linux não era obrigado a ser chamado de GNU/Linux ou LiGNUx ou sei lá que bobeira mais.

Com o mkroot, você pode Compilar um root filesystem e o kernel Linux baseados no toybox que podem ser bootados sob o qemu.

A diferença entre o Aboriginal Linux e o projeto mkroot é a da substituição da UcLibC pela biblioteca Musl e do Busybox pelo Toybox sobre o kernel Linux. Ambas (tanto biblioteca quanto terminal) estão sob licenças diferentes que não sejam GPL. A Musl está sob a licença MIT (me lembro de ser o meu primeiro contato de uso real desta licença) e o toybox que está sob a clausula 0 da licença BSD (0BSD). Mais um motivo está em torno do melhor código de ambos os projetos adotados. Parece que pretendem  adotar o compilador tcc no futuro também. O Toybox já é utilizado por padrão no Android ao invés do Busybox como pode ser visto no vídeo abaixo. Espero que também venha a fazer parte do boot do Linux substituindo do Linux e também seja adotada por padrão na distribuição alpine Linux:


A principio o mkroot fazia (ou ainda faz) uso em partes do Busybox por uma questão de dependências que ainda podem não ter sido  supridas no Toybox, mas que trabalham nisso ao longo do tempo. Me lembro de ter visto links simbólicos dentro do mkroot quando baixei para testar e gerando um root filesystem.

Hoje o mkroot recebeu atualização para o kernel 4.14 kernel, está disponpivel para muitas arquiteturas como arm64 powerpc64 funcionando, já testado tudo com o gcc 7.2, estão atualmente testando com a futura versão da musl-libc, thalheim no freenode utilizou o script mcm-buildall.sh de Rob e postou os resultados dos binários compilados em:
http://b.zv.io/mcm/bin/
Se conseguirem construir o kernel para o processador SH2, não precisarão de emulação para a placa turtle/numato.

Sou analista (bilíngue) de microinformática, professor de inglês, tradutor e interprete.

 Sou também redator no blog Diolinux e um dos tradutores da distribuição Funtoo. Já fiz parte da distribuição IPFire por um tempo também, uma distribuição que gosto muito na parte de administrar o servidor por uma interface web.
 Possuo um manual chamado Caixa de Ferramentas do UNIX traduzido por mim e revisado por mais amigos que abrange tanto Linux (dentre algumas distribuições) quanto Solaris, BSDs, Mac OS X e em alguns momentos o Windows (devido a integração cliente servidor).
 Recentemente estou trabalhando em um manual de migração para Linux.

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