Tratando um pouco sobre a init OpenRC

Bom, cheguei a mencionar sobre o OpenRC no meu artigo "E o Systemd me deixando fulo da vida" em que para mim, muita coisa no Systemd, foi simplesmente reinventar a roda. Por que não comentar sobre o OpenRC?

OpenRC

Tratando um pouco sobre a init OpenRC

 É inevitável que utilizemos o systemd? Bom, em partes pode ser que seja. As principais distribuições estão adotando-a. Fica a critério em alguns casos das nossas decisões sobre o que vamos utilizar. Mas existem outras inits no mundo Linux (o que considero como a beleza do linux, sempre há alternativas da mesma solução a oferecer. Isso é "os vários sabores de Linux").

 A daemon init OpenRC foi desenvolvida em 2001 por Daniel Robins (criador do Gentoo Linux) e mantida por outros membros como Azarh (Martin Schlemmer), com a migração da nova init system com a assistência de Woodchip (Donnie Davies) que convertei todos os scripts ebuild init scripts para funcionar com o novo sistema. Roy Marples se tornou 

  Roy Marples, que se tornou desenvolvedor do Gentoo em 2004 e mantinha os scripts modulares de rede para o pacote baselayout do Gentoo. Em 2007, Roy anunciou a baselayout-2 contendo scripts init reescritos condificados em C e permitindo init scripts POSIX sh ao inves de utilizar o bash (que as implementou em meados do mesmo ano em versões alpha e pre release ao Portage do Gentoo como componente opcional).

 Uma das alternativas para o Debian de substituir o atual SystVinit era exatamente o OpenRC (antes mesmo de pensar em Upstart ou Systemd). O que levou a comunidade Debian a não utilizar o OpenRC (e com uma certa razão) foi como afirmaram no e-mail:
O OpenRC é mais conservador e com menos mudanças revolucionarias do que o Systemd e o Upstart...

Se vamos concentrar esforços de substituir init systems e mudar nossos scriptis startup, um requerimento minimo para mim é que ao menos enderecemos os pontos fracos do mecanismo sysvinit, nomeadamente:
* Ausência de integração com os eventos de kernel-level para para  comandar startup corretamente.
* Sem mecanismo para monitoramento de processo e reiniciar além da inittab.
* Confiança pesada em shell scripting ao inves de syntax declarative.
* Um fork e exit com arquivo modelo PID para daemon startup.
 Isso aconteceu com o OpenRC devido a saída de Roy do projeto Gentoo no final de 2007, quando a baselayout-2 ainda estava em pre stage (o que foi mascardo). Roy continuou mantendo a baselayout-2 como um projeto independente (que foi permitido pelo concelho do Gentoo sob a clausula 2 da licença BSD) . Em meados de 2010, Roy resolveu não mais mantes o OpenRC, como dito por ele mesmo eu seu site, se aposentou devido a rasões politicas. Nesse ponto, ele transferiu o desenvolvimento para a comunidade Gentoo.

 Daniel Robins continua a desenvolvê-lo como um projeto independente, mantendo a versão fork do OpenRC para o Funtoo Linux, que inclui um sistema de configuração de rede Funtoo-specific.

 Para saber mais sobre o OpenRC, visite o link http://www.funtoo.org/Package:OpenRC

Sou analista (bilíngue) de microinformática, professor de inglês, tradutor e interprete.

 Sou também redator no blog Diolinux e um dos tradutores da distribuição Funtoo. Já fiz parte da distribuição IPFire por um tempo também, uma distribuição que gosto muito na parte de administrar o servidor por uma interface web.
 Possuo um manual chamado Caixa de Ferramentas do UNIX traduzido por mim e revisado por mais amigos que abrange tanto Linux (dentre algumas distribuições) quanto Solaris, BSDs, Mac OS X e em alguns momentos o Windows (devido a integração cliente servidor).
 Recentemente estou trabalhando em um manual de migração para Linux.

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