Definição de Software Livre


O significado mais comum para o software livre é programas cujo código fonte está livremente disponível para qualquer um utilizar para qualquer propósito, incluindo estudar, copiar, modificar, estender e disponibilizar.
O código fonte (também referido como simplesmente código) é a versão de software como ele é originalmente escrito (ex., digitado em um computador) por um humano em  texto simples (ex., caractere alfanumérico legível á humano) utilizando uma linguagem de programação (ex., C, C++ ou Java). O código fonte é convertido em programas executáveis (ex., compilados ou executáveis) através do uso de programas especializados chamados compiladores.
Livremente disponível significa que não há exigência para um pagamento monetário nem há outro obstáculo para que ninguém espere obter o código fonte (exceto a necessidade de um computador e uma conexão com a Internet). O código fornecido em CDROMs ou outra mídia com o programa executável e/ou é disponibilizado para download a partir da Internet.
Embora o código fonte deve estar livremente disponível em todos os casos, não exite exigência que os programas executáveis em si estejam livremente disponíveis. De fato, parte da liberdade do software livre é que qualquer um tem o direito de vender um programa executável liberado sob a licença de software livre à qualquer preço desejado. No entanto, tais programas estão também tipicamente disponíveis de graça (normalmente como um download livre na internet).
Esse sentido de software livre é basicamente o mesmo como a maioria do sentido  comum do termo software de código aberto. Ambos são muito diferentes do software proprietário (também comumente chamado de de software comercial), isso é, software que é controlado por uma empresa ou um individuo. O código fonte do software proprietário normalmente  não é tornado disponível publicamente, ou, se for, há geralmente graves restrições em seu uso. Há também geralmente maiores restrições no uso dos programas executáveis, exceto algumas vezes no caso de freeware.
Freeware é software proprietário que está disponível livre de encargos em forma executável. No entanto, em muitos casos ele é código fechado (closed source) (ex., o código fonte é mantido em segredo), e há com frequência restrições no uso da versão executável. Entre os melhores exemplos conhecidos de freeware estão o Acrobat Reader da Adobe, que é utilizado para leitura (mas não escrita ou alteração) de arquivos PDF (portable dInternet Explorer da Microsoft.
ocument format) e o  navegador web
Software Livre e Software de Domínio Público (Free Software and Public Domain Software)
Software livre é também diferente de software de domínio público. Domínio público refere-se à total ausência de proteção de direitos reservados (copyright). Software e outros trabalhos criativos entram no domínio público somente se o autor deliberadamente render o direito de copyright ou se o copyright tiver expirado devido a passagem de um período de tempo estipulado. Se algo estiver em domínio público, então qualquer um é permitido copiar ou utilizar de qualquer maneira que desejarem.
Um copyright é uma designação concedia por um governo que proporciona ao autor do trabalho criativo (ex., uma composição musical, pintura, trabalho literário, filme ou software) com o exclusivo, mas transferível, direito de copiar ou realizar aquele trabalho. Seu propósito é prover uma iniciativa financeira para a produção de tais trabalhos de modo a beneficiar a sociedade como um todo. Copyright não protege fatos, descobertas, ideias, sistemas ou métodos de operações, embora pode proteger o modo que eles são expressados.
Software livre, como o termo é normalmente utilizado, e software de domínio público se assemelham um ao outro em que ambos são normalmente livres em um senso monetário e com consideração para uso. Contudo, há uma diferença fundamental: o software livre retem seu copyright e é liberada sob uma licença, enquanto que não há para software de domínio público por que não há proprietário. O propósito da retenção do copyright e o uso da licença é, em contraste ao software proprietário, não restringir as liberdades dos usuários com consideração ao software, mas sim de maximizá-los.
Origem do Conceito de Software Livre
O termo free software é relativamente novo. No entanto, free software em si não é. Ele é tão velho quanto os computadores em si. Originalmente, virtualmente todo software era livremente disponível para copiar, utilizar, estudar, modificar, melhorar e doar. Software era quase universalmente considerado como sendo semelhante à matemática, ex., algo que qualquer um é permitido utilizar em qualquer montante, com quaisquer modificações desejadas e para qualquer propósito desejado que seja.
Avanços em matemática não podem ser copyrighted ou patenteadas, e elas se tornam imediatamente disponíveis para todos utilizarem  para o progresso da civilização. Assim, não há termo matemática livre.
A analogia é também frequentemente feita com receitas de cozinhar alimentos. Isso é, não há restrições legais em ninguém usar, estudar, copiar, modificar, melhorar ou publicar qualquer receita. A redação exata de uma receita como ela é escrita por seu autor é protegida sob lei de copyright, mas a informação em si (ex.: os nomes dos ingredientes,  suas quantidades e os vários passos em seus processamentos) não é.
De fato, isso parece tão obvio que a situação com consideração ao software assemelhou-se à matemática ou à receitas que a terminologia tal qual free softwarefreeware e open source software não existiu por muitos anos.
No entanto, a situação de repente tornou-se invertida no início da década de 1980. Naquele tempo uma nova geração de computadores com sistemas operacionais proprietários foi introduzido, e seus vendedores exigiam que os usuários assinassem declarações de não divulgação no intuito de obterem cópias dos sistemas operacionais. Ao passo que isso tinha sido anteriormente a norma para auxiliar colegas e amigos compartilharem ideias e software, tal cooperação de repente tornou-se proibida e tornou-se um crime. Naturalmente, profissionais de computadores tinham um tempo difícil ajustando à o que aparentava a eles ser uma revolução bizarra de eventos.
A aquisição de software pelas corporações continuaram à um passo rápido, e software livre estava começando a se tornar uma espécie em extinção. A perda da liberdade de estudar, melhorar e distribuir o código fonte tão bem quanto a exigência repentina  de grandes pagamentos para utilizar o software foi extremamente frustrante para pesquisadores e desenvolvedores, particularmente para aqueles que anos de trabalho abertamente feito se tornou o núcleo de muito do novo, software secreto de corporativo. E os vastos lucros sendo acumulados por algumas dessas corporações adicionou a frustração.
Isso guiou ao desenvolvimento do movimento do software livre (free software movement) por Richard Stallman. Em 1983 Stallman anunciou seu GNU (um acrônimo recursivo para GNU's Not Unix) projeto para a criação de um sistema operacional completamente livre e de alta qualidade que seria compatível com o UNIX. Cedo consequentemente, ele se demitiu de seu trabalho no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e estabeleceu a fundação do software livre sem fins lucrativos [Free Software Foundation (FSF)] para empregar programadores de software livre e prover um framework lícito para a comunidade de software livre.
 Em 1989 Stallman inventou o conceito de copyleft, que é visada especialmente para prevenir qualquer retorno financeiro do tipo de aquisição do software livre que tinha ocorrido muito cedo naquela década. Dois anos depois Stallman, junto a Eben Moglen, o pro bono general conselho para a FSF, concluiu o desenvolvimento de uma licença baseada nesse conceito, a GNU General Public License (GPL).
Até então, muito do sistema operacional GNU havia sido concluído, com a notável exceção de um kernel (o núcleo do sistema operacional). Em 1991, essa lacuna foi preenchia pelo Linux, um kernel que foi escrito independentemente do projeto GNU por Linus Torvalds, então estudante de ciências da computação na Finlândia, mas que fez uso das ferramentas de desenvolvimento e das bibliotecas de sistema do GNU.
 A GPL subsequentemente tornou-se de longe a licença mais amplamente utilizada para software livre. De fato, em 2004 havia mais de 17,000 programas em vários estágios de desenvolvimento que utilizam a GPL, e muitos dos softwares mais populares são liberados sob essa licença, incluindo o kernel Linux em si.

Outras licenças de Software Livre
Há um número de outras licenças de software livre, e algumas delas refletem diferenças na filosofia do que é entendida por livre. Entre as mais populares estão as licenças BSDMIT e Artistic, que diferem da GPL em que elas não são licenças copyleft. Isso é, elas não exigem que o código fonte seja incluído com as redistribuições das versões modificadas que utilizam tais licenças. Defensores dessas licenças extremamente curtas e simples contendem que elas proporcionam ainda maior liberdade que a GPL por que elas garantem a liberdade do código fonte ser incorporado ao software proprietário (que normalmente mantem seu código fonte secreto).
Defensores do copyleft respondem ao apontar que não que há tal coisa como liberdade absoluta. Mesmo nas sociedades mais democráticas algumas regras minimas e obrigações são necessárias a fim de maximizar e preservar a liberdade para a sociedade como um todo. Do mesmo modo, algumas restrições mínimas são necessárias para o software livre, nominalmente a exigência da GPL é que o código fonte seja tornado livremente disponível com todas as restrições da modificações ou trabalhos derivados, a fim de manter tal software livre.
Defensores do Copyleft também apontam que embora o código liberado sob a GLP não pode ser incorporado diretamente à software proprietário que não torna seu código fonte completo disponível livremente, ainda é possível utilizá-lo efetivamente com código proprietário. Em particular, ele pode ser mantido em arquivos separados dos arquivos executáveis proprietário e ligado (linked) via link dinâmico, que permite dois corpos de código diferentes se comunicarem um com o outro somente conforme necessário.
Defensores da GPL também respondem à critica feita por alguns dos principais produtores de software proprietário que "a GPL é viral na natureza e destrói propriedade intelectual" ao apontar que (1) há muitos exemplos em que desenvolvedores e comercializantes de software tem sido capas de utilizar com sucesso software sob a licença GPL junto a software proprietário e que (2) um crescimento numeroso de empresas estão fazendo lucro substancial a partir de software licenciado GPL.


Talvez se tornará mais fácil prover uma resposta melhor ao debate entre defensores de software livre sobre a provisão copyleft com o decorrer do tempo e a acumulação de evidências em relação aos dois tipos de licenças. Há também uma visão que, independentemente do âmbito para a qual cada uma dessas se aproximar prova ser a melhor, um outro aspecto importante da imagem global do software livre é a disponibilidade da variedade em tipos de licença, tão bem quanto a habilidade dos desenvolvedores de escrever novas licenças livres (e não livres) por si só. Uma visão relacionada de alguma forma é que quanto mais bem sucedida qualquer tipo de licença for em promover a liberdade para o software, maior seu uso se tornará; isso é, há um tipo de mecanismo de atuo-ajuste inerente na ecologia do software livre.
Software Livre Software de Código Aberto
Embora os termos software livre e software de código aberto sejam normalmente utilizados mais ou menos indistintamente, há algumas diferenças sutis. Elas se originam das diferenças em suas histórias, nas filosofias dos grupos promovendo-as e seus sentidos secundários.
Por exemplo, o termo código aberto é de origem muito mais recente. Ele foi cunhado em 1997 com a intenção de substituir o termo software livre a fim de evitar as conotações negativas que são as vezes associadas a palavra livre e desse modo torná-la mais atrativa as corporações. Essa conotações negativas incluem falta de qualidade, de robustez, de suporte e de compromisso a longo prazo.
Em geral, há uma tendência para defensores do termo software livre de enfatizar os aspectos ideológicos de software, incluindo os aspectos éticos e morais, e eles visualizam excelência técnica como subproduto desejável e inevitável de seus padrões éticos. Defensores do termo código aberto, em contraste, tendem a colocar mais enfase nas ventagens comerciais do software. Eles prezam a excelência técnica como o objetivo primário, e o compartilhamento do código fonte é visto como um meio de alcançar aquele objetivo. Eles preferem o termo código aberto (open source) como um meio de evitar ambas a conotações negativas e a ambiguidade da palavra inglesa livre (free) [ex. free price (free nesse caso refere-se  gratuito) versus freedom of use (liberdade de uso)].
No entanto, embora o uso do termo código aberto claramente evita o problema da ambiguidade da palavra livre, ela introduz uma outra ambiguidade. É a distinção entre programas que proveem o código fonte e dão aos usuários a liberdade de utilizá-lo para qualquer propósito desejado e programas que proveem o código fonte mas poem restrições em seu uso (ex. não permite que seja redistribuído). Software com tais restrições não é software livre como o termo é frequentemente muito utilizado.
Os termos software libertado (liberated software) e software de código aberto livre [free open source software (FOSS)] tem sido proposto como meios de superar os problemas com os termos software livre e software de código aberto. No entanto, embora ocasionalmente utilizado, eles possuem problemas próprios e assim aparenta improvável que eles se tornarão substituições.

Created January 31, 2005. Updated July 4, 2006.
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Sou analista (bilíngue) de microinformática, professor de inglês, tradutor e interprete.

 Sou também redator no blog Diolinux e um dos tradutores da distribuição Funtoo. Já fiz parte da distribuição IPFire por um tempo também, uma distribuição que gosto muito na parte de administrar o servidor por uma interface web.
 Possuo um manual chamado Caixa de Ferramentas do UNIX traduzido por mim e revisado por mais amigos que abrange tanto Linux (dentre algumas distribuições) quanto Solaris, BSDs, Mac OS X e em alguns momentos o Windows (devido a integração cliente servidor).
 Recentemente estou trabalhando em um manual de migração para Linux.

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