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Lançado Fedora Linux 34 Beta

Lançado Fedora Linux 34 Beta

    No dia 23 de Março foi lançado o Fedora 34 Beta que tem previsão para ser lançada a sua versão oficial no final Abril.

    O Fedora 34 traz o BTRFS com compressão transparente habilitado por padrão gerando maior economia de armazenamento, aumenta a vida de memória flash por reduzir a escrita, melhora o desempenho de  leitura e escrita de arquivos maiores e pode trazer melhorias no futuro já que pretendem continuar utilizando o BTRFS em versões futuras (e assim espero).

Fedora 34 utilizando compressão transparente com o Zstd em sub-volume. Imagem fornecida pelo Renato do canal FastOS

    O PipeWire substitui o PulseAudio para fornecer baixa latência de áudio, possui uma infraestrutura para atender as necessidades tanto de desktios quanto de mixagen profissionais e atender as necessidade decontainers do flatpak.

    O Gnome 40 é o ambiente padrão que traz muitas melhorias de recursos se comparado ao GNOME shell. Já o Fedora KDE Plasma Desktop Spin passa a utilizar o Wayland por padrão (AÔ DELICIA) e traz também a primeira versão para a arquitetura aarch64. O Fedora 34 Também traz a primeira versão com a interface i3:

Fedora 34 Spin com i3

    E por ultimo traz habilitado por padrão systemd-oomd para os units do systemd. Todas as informações podem ser lidas no site Fedora Magazine e  no próprio site do Fedora.
Agradeço ao Renato do canal FastOS pela imagem do Fedora 34 com compressão transparente com o Zstd.

FuryBSD - O FreeBSD para Desktop

FuryBSD - O FreeBSD para Desktop
FuryBSD - O FreeBSD para Desktop
 Essa já não é a primeira versão de FreeBSD para Desktops. Já tivemos o PCBSD que hoje é o TrueOS, o GhostBSD, MidnightBSD, o Ubuntu BSD (que parece ter morrido na praia), o DesktopBSD (que também parece ter morrido na praia) e o NomadBSD. Infelizmente o TrueOS chegou ao seu fim, Joshua e Kris anunciaram tal decisão para poderem trabalhar em um novo projeto chamado TrueNAS Core.

 Uma das alternativas sugeridas pela equipe do TrueOS (hoje TrueNAS) para quem quiser continuar utilizando uma versão de FreeBSD para desktop é o FuryBSD. FuryBSD é uma nova distribuição FreeBSD para desktop tendo suas inspirações as versões desktop como o TrueOS e que foi apresentado a comunidade no evento Knoxville Tennesee no dia 28 de Outubro de 2019.


 Dentro do escopo desktop (reforçando, o escopo), eu acho que a equipe está fazendo um ótimo trabalho focando dentro da visão de um ususário. Boa documentação ensinando como instalar e ensinando como atualizar, live images, foruns, grupo no telegram, blog, um git bem trabalhado (quero contar isso também devido a estrutura), duas interfaces gráficas (XFCE e KDE), bons papeis de parede (parece besteira, mas é o tipo de coisa que usuário se importa), um mascote muito bem desenhado. É claro que ainda há muito trabalho a ser feito (como o handbook por exemplo), mas acredito que o projeto está andando no caminho certo. Aqui deixo um pequeno vídeo de apenas 20 segundos que encontrei na comunidade:

Lançado Alpine 3.11.0

Alpine 3.11.0
Alpine 3.11.0
Alpine Linux é uma distribuição segura, pequena e leve que faz uso da musl como biblioteca C no lugar da GlibC e do Busybox como terminal no lugar do Bash. Outras distribuições já passaram a adotar a musl como biblioteca C e há planos também por parte do Debian para a sua adoção (como já houve no passado). Há outras características do Alpine Linux que podem ser conferidos no vídeo da série Os vários sabores de Linux.


 Seis meses depois do lançamento da ulta versão 3.10, aqui vamos nós para mais um lançamento para finalizar o ano. Esse é o primeiro lançamento da versão 3.11 que traz o kernel Linux 5.4 (linux-lts), suporte a Raspberry Pi 4 (aarch64 and armv7),  suporte inicial aoGNOME e ao KDE; suporte for  Vulkan, a MinGW-w64 e a DXVK. Houveram também várias atualizações e mudanças (kernel vanilla foi removido; Python 2 foi descontinuado na distribuição. Automaticamente os pacotes Python 2 foram removidos. Pacotes agoram utilizam /var/mail ao invés de /var/spool/mail de acordo com a FHS (https://refspecs.linuxfoundation.org/FHS_3.0/fhs/ch05s11.html) e o clamav-libunrar não é mais uma dependência do clamav que precisa ser instalado manualmente).

Bate bola com os desenvolvedores do Atelier (pt02)

Faz a pipoca e vem conferir esse bate papo bem bacana com os mantenedores do projeto Atelier (parte final).





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É Linux ou GNU/Linux? O debate no Linux Journal


Pois é, se acham que esse é um tema debatido unicamente por mim, estão todos muito enganados. Mais ou menos uma semana atrás eu postei o artigo onde o português Pedro Côrte Real mostra o quanto realmente há de GNU no Linux (o que é menos que o próprio kernel Linux). O que tem que ser avaliado é que o percentual de código de um projeto em uma distribuição não é igual em outra. O segundo aspecto a ser avaliado é o percentual de código realmente útil que há lá e não somente o percentual presente.

Desta vez o assunto está rolando no site Linux Journal onde perguntam a profissionais envolvidos no Linux (e Unixes antes do Linux) sobre como chamam o nome e por que. agora confiram o resultado deste debate.

O debate já começa com Larry Cafiero, que é um escritor de longa data sobre Linux e FOSS e leva deveres públicos à Southern California Linux Expo:
"Esse tem sido o debate mais ridículo no reino FOSS."

Steven J. Vaughan Nichols, que vem cobrindo Unix bem antes do Linux não mediu palavras:
"Já Basta. RMS tentou e falhou em criar um sistema operacional: Hurd. A tentativa sem fim dele e da Fundação do Software Livre de engessar o nome GNU ao trabalho de Linus Torvalds e de outros desenvolvedores do kernel Linux é dissimulado e um insulto ao trabalho deles. RMS tem créditos pelo EMACS, GPL e GCC. Linux? Não."

Alan Zeichick que é analista na Camden Associates e que frequentemente fala, consulta e escreve sobre projetos open source para as empresas disse:
Para mim sempre, sempre, sempre foi Linux. Cem por cento. nunca GNU/Linux. Eu sigo as normas da industria."

Gaël Duval que foi o fundador das distribuições Mandrake/Mandriva e agora envolvido no desenvolvimento do eelo (um clone do Android focado em privacidade), diz o seguinte:
"Eu entendo as pessoas que defendem a ideia de chamar de GNU/Linux. Por outro lado, eu não vejo por que nesse caso não usaríamos "GNU/X11/KDE/Gnome/Whatever/Linux. Pessoalmente, estou confortável com ambos, Linux e GNU/Linux, mas eu utilizo simplesmente Linux, porque adicionar complexidade na comunicação e no marketing geralmente não é eficiente."

Richi Jennings que é analista independente de negócios e que redige uma coluna semanal para TechBeacon, expressou um sentimento similar. "Olha, é totalmente justo dar ao projeto GNU o seu devido. Por outro lado, se essa justiça precisa ser expressada em uma convenção de nomes, por que parar no GNU? Por que não também reconhecer o BSD, o XINU, o PBM, o OpenSSL, o Samba e incontáveis outros projetos FLOSS que precisam ser inclusos para formar uma distribuição funcional? O ponto aqui é que 'Linux' é o que a vasta maioria das pessoas chamam. Então é assim que deve ser chamado, porque é assim que a linguá funciona."

A guru de Linux Carla Schroder disse: "Eu nunca chamei GNU/Linux. GNU coreutils, tar, make, gcc, wget, bash e assim por diante ainda são ferramentas fundamentais para um monte de usuários de Linux. Certas pessoas não conseguem deixar qualquer discussão sobre Linux passar sem insistir que 'Linux' é somente o kernel. Distribuições Linux incluem a maioria de software non-GNU, e eu estou bem com 'Linux' como um termo umbrella para todos os trabalhos. É simples e amplamente reconhecido."

É interessante pois tudo o que disseram é o que venho mencionando no canal e no blog faz um bom tempo e que todos tem visto desde o vídeo "Linux, dando nome a criança". Na verdade bem antes disso, mas esse já é um bom ponto de referência. Quando chamamos somente de Linux, isso não torna GNU menos importante ou de menos valor; na verdade, abrange também a GNU pois quando dizemos Linux é mais amplo do que dizer GNU/Linux.

E também é interessante a forma como o artigo termina dando o seguinte conselho:
Se alguém lhe der alguma aflição, diga eles o que Schroder me disse: "Argumentar é divertido, mas sugiro que contribuir financeiramente ou de outras formas aos projetos GNU/Linux/FOSS é mais útil."

Aprendam essa ao invés de ficarem se preocupando demais com nome ou com filosofia.

Quanto de GNU realmente há no Linux?

Olha um assunto interessante. O ano passado eu havia feito o Vídeo chamado "Linux é somente um kernel. Será mesmo?" onde refuto tal ideia (sim, exatamente isso, eu refuto essa ideia) que é totalmente errada. Erra por que existe bem mais do kernel no Linux há uma longa data. Pelo visto muita gente não entendeu e isso me deu brecha para mais um vídeo explicando na prática; mas por hora, assista novamente o vídeo:


Neste mesmo vídeo debato o argumento (pobre) utilizado pela FSF no artigo (longo e cansativo que mais parece um monologo) Linux e o GNU para creditar o nome GNU no Linux. Na verdade a FSF tenta colocar o GNU com maior relevância do que o Linux utilizando por exemplo a distribuição gNewSense:
Se tentássemos medir a contribuição do Projeto GNU dessa forma, o que concluiríamos? Um distribuidor de CD-ROM percebeu que em sua “distribuição Linux”, software GNU era o maior contingente único, por volta de 28% de todo o código-fonte, e isso incluía alguns dos componentes essenciais sem os quais não poderia haver sistema. O Linux, por si só, representava por volta de 3%. (As proporções em 2008 eram similares: no repositório “main” do gNewSense, Linux era 1,5% e pacotes GNU eram 15%.) Assim, se você for escolher um nome para o sistema baseado em quem escreveu os programas no sistema, a escolha simples mais apropriada seria “GNU”.
Pedro Côrte-Real resolveu analisar o código de um lançamento do Ubuntu para satisfazer sua curiosidade e compreender o quanto de GNU há na verdade em uma distribuição Linux.

não sei qual a satisfação que eles tem com isso, perdem um tempo enorme e gastam muita energia com essas coisas ao invés de escrever bom código, confundem a cabeça das pessoas e não geram bons resultados. Mas bom, vamos agora a o que realmente interessa que descobri algum tempo.

O português Pedro Côrte Real resolveu realizar uma analise no Ubuntu para descobrir o quanto realmente de GNU existia no sistema, e o que ele descobriu foi o seguinte:
Bem diferente do que a FSF demonstra do gNewSense. Não.
O resultado foi que há menos GNU do que o próprio kernel e que há o mesmo tanto de KDE que GNU. De acordo com Pedro, não foi contado o Gnome já que a distribuição que estava utilizando não estava rodando o Gnome; mas esse numero subiria para no máximo 13% (o que não é um grande número sendo que seria somente 5% maior que o kernel).
A figure 2 demonstra a divisão da categoria GNU em seus componentes. Como você esperaria, glibc/gcc/binutils/gdb são os itens grandes. O que me impressiona nessa divisão é que aproximadamente todos esses pacotes contem alternativas populares em uso. Parece que você poderia montar uma distribuição totalmente funcional em qualquer software GNU e não causar muita pertubação ao usuário final. gdb é provavelmente a exceção notável e ainda é usado mesmo por aqueles que evitariam software GNU, como o FreeBSD.
Divisão de pacotes GNU no principal repositório do Ubuntu natty. Passe o cursor em cima da imagem para ler a tradução do texto original
A primeira coisa que alguém provavelmente dirá é que esses dados são de 2011; tudo bem, mas os da FSF são de 2008... Mas duas outras coisas que ficaram faltando serem consideradas pela FSF são:

  1. O quanto de outros projetos há no GNU (aí esse percentual cairia bastante. No próprio video "A verdade sobre o Hurd" mostro que há código do kernel Linux no kernel Hurd...)
  2. E o quanto de código realmente é útil (porque muitas vezes possuem código que ninguém quer ou precisa).
Então eu fico por aqui, até o próximo artigo.

Uma Breve Introdução Ao BSD, Part. I

O que é BSD?

BSD significa “Berkeley Software Distribution”. É o nome das distribuições de código fonte da Universidade da Califórnia, Berkeley, que originalmente eram extensões ao sistema operacional UNIX® da AT & T. Vários projetos de sistemas operacionais de código aberto são baseados em uma versão deste código fonte conhecido como 4.4BSD-Lite. Além disso, eles compõem uma série de pacotes de outros projetos de código aberto, incluindo, nomeadamente, o projeto GNU. O sistema operacional global compreende:
  • O kernel BSD, que lida com o processo de agendamento, gerenciamento de memória, multi-processamento simétrico (SMP), drivers de dispositivo, etc.
  • A biblioteca C, a API base para o sistema.
  • A biblioteca BSD C é baseada no código de Berkeley, e não no projeto GNU.
  • Utilitários como shells, utilitários de arquivos, compiladores e linkers.
    • Alguns dos utilitários são derivados do projeto GNU, outros não são.
  • O sistema X Window, que manipula a exibição gráfica.
    • O sistema X Window usado na maioria das versões do BSD é mantido pelo projeto X.Org.
       
       
      O FreeBSD permite ao usuário escolher entre uma variedade de ambientes desktop, como Gnome, KDE ou XFCE e gerenciadores de janelas leves, como Openbox, Fluxbox ou Awesome.
  • Muitos outros programas e utilitários

Como o BSD é desenvolvido e atualizado?

Os kernels BSD são desenvolvidos e atualizados seguindo o modelo de desenvolvimento Open Source. Cada projeto mantém uma source tree acessível ao público que contém todos os arquivos de origem para o projeto, incluindo documentação e outros arquivos acidentais. Os usuários podem obter uma cópia completa de qualquer versão.

Um grande número de desenvolvedores em todo o mundo contribuem para melhorias no BSD. Eles são divididos em três tipos:

  • Os contribuintes escrevem código ou documentação. Não são permitidos commitar (adicionar código) diretamente à source tree. Para que seu código seja incluído no sistema, ele deve ser revisado e verificado por um desenvolvedor registrado, conhecido como um committer.
  • Os commiter's são desenvolvedores com acesso de gravação à source tree. Para se tornar um commiter, um indivíduo deve mostrar habilidade na área em que irá atuar.
  • A equipe principal. O FreeBSD e o NetBSD possuem uma equipe central que gerencia o projeto. As principais equipes são desenvolvidas no decorrer dos projetos, e seu papel nem sempre está bem definido. Não é preciso ser um desenvolvedor para ser um membro da equipe principal, embora seja normal. As regras para a equipe principal variam de um projeto para o outro, mas, em geral, eles têm mais opinião no projeto do que os membros fora da equipe principal.

Comparando BSD e Linux


 O que mais eu deveria saber?

Uma vez que menos aplicativos estão disponíveis para o BSD do que o Linux, os desenvolvedores do BSD criaram um pacote de compatibilidade do Linux, que permite que os programas do Linux sejam executados no BSD. O pacote inclui ambas as modificações do kernel, para executar corretamente as chamadas do sistema Linux e arquivos de compatibilidade, como a biblioteca C. Não há diferença notável na velocidade de execução entre uma aplicação que esteja sendo executada em uma máquina Linux e uma aplicação Linux executada em uma máquina BSD da mesma velocidade.

Em algumas situações o FreeBSD pode apresentar desempenho superior ao Linux, mas não é uma regra. A licença BSD é bem mais atrativa que a GPL para empresas por permitir o uso do código-fonte como parte de softwares proprietários. Existem diversos motivos para usar o sistema BSD ou Linux. Cabe aos usuários avaliarem o melhor dentre eles.

O BSD e o MAC OS X

Uma das maiores empresas fabricantes de computadores, smartphones e afins utiliza o código do BSD com parte dos seus sistemas operacionais.

O Mac OS®  X, sistema operacional padrão dos computadores Macintosh®, da Apple utiliza o núcleo open source Darwin que é baseado no BSD e no Mach em conjunto com diversos softwares proprietários desenvolvidos pela Apple, como é o caso da interface gráfica do sistema que foi completamente desenvolvida pela Apple após a aquisição da NeXT, empresa criada por Steve Jobs após ser demitido do cargo de CEO da Apple.

O BSD e o Windows

Códigos do BSD são usados pela Microsoft na implementação do protocolo TCP/IP e em diversas ferramentas de rede desde a época do Windows NT 3.1 e do Windows 2000.

Alguns exemplos de softwares do Windows que usam códigos do BSD são: ftp, finger, rcp, rsh e nslookup. Todos eles são aplicativos de rede.

Conclusões finais

Para este primeiro artigo relações técnicas sobre o processo de desenvolvimento, comparação entre Linux e BSD e algumas curiosidades como, quais empresas o utilizam, serve de alicerce para os temas que iremos tratar na próxima semana, onde iremos falar mais sobre quais são as distribuições BSD, quais seus nichos e por que utilizá-las.

Como conheci o Alpine Linux

Alpine Linux
Alpine Linux

Certo, essa semana demos inicio novamente à serie Os Vários Sabores de Linux. Essa é a segunda temporada desta serie que todo mundo vive me pedindo para que volte e eu escolhi a distribuição Alpine Linux para dar a abertura:

OK. E por que vou contar como conheci essa distribuição? SIMPLES! Porque ela é importante. Essa é a base para me ter dado inicio a MUITO ALÉM DO GNU. Daí agora a indagação deve ser: "Como assim?"

Bora debater então. Antes de contar como conheci o Alpine, é preciso dar um passo atras, coisa de dois anos. Mais ou menos em 2010 ou 2011 eu li uma noticia de que já era possível compilar o Linux com o Clang. Isso me chamou a atenção porque podíamos usar outro compilador além do GCC. Fora que a primeira biblioteca que eu conheci que não fosse a tão divulgada GlibC foi a uClibc. Daí em 2012 eu estava pesquisando no Google sobre um carro da Renalt chamado Alpine. Esse da foto abaixo:

Renalt Alpine
Renalt Alpine

E como o Google vinculou a pesquisa a o que pesquiso bastante (Linux), logo o Google me devolveu como resposta Alpine Linux. Daí pensei:
"Uma distribuição com o nome de Alpine? Bora ver o que ela tem a oferecer"
Viram como nem sempre é sinal de que estão te espionando?

Descobri que era uma distribuição que utilizava a Musl como biblioteca C padrão ao invés da GlibC e o busybox ao invés do Bash. Primeiramente procurei saber o que a Musl tinha oferecer (e me apaixonei) e segundo é que se ligarmos os fatos, uma distribuição com kernel Linux, com uma biblioteca C que não é do GNU, um terminal que não é do GNU (apesar que o Busybox é um agrupamento de coisas que já existem, mas o toybox não) e ainda podermos compilar tudo com um compilador que não seja o GCC me levou a fazer as seguintes perguntas:
"Quer dizer que Linux não possui vinculo obrigatório com o GNU? Quer dizer que Linux se estende a muito além do que GNU tem a oferecer? Ou seja, Linux não está limitado a GNU?"
E a resposta é: EXATO PARA TODAS AS PERGUNTAS!

Eu já era analista há quatro anos e não sabia disso. Eu a deveria saber até antes disso uma vez que já havia feito curso de LPI três anos antes desta descoberta e há anos usava KDE. Mas OK.

Você deve estar se perguntando:
"Mas então por que quando digitamos uname com as opções -a ou -o aparece escrito GNU/Linux?"

uname, uname -a e uname -o
uname, uname -a e uname -o

SIMPLES! Isso acontece porque o comando uname que você utiliza foi desenvolvido pela comunidade GNU fazendo parte do pacote coreutils. Essa foi uma forma de promover a fraca ideia da obrigatoriedade do nome GNU/Linux. Falando de core-utils, ainda vai ter um vídeo no canal debatendo e destrinchando um pouco melhor o assunto.

core-utils
man uname

Mas retomando o raciocínio, se baixarmos o toybox (seja código fonte ou binário), e digitarmos ./toybox aparecerá uma lista de comandos. Apesar de comandos que você provavelmente já conheça, todos estes comandos foram escritos do zero, inclusive o comando uname ;)

Comandos do toybox
Comandos do toybox

Digitando ./toybox uname -a ou ./toybox uname -o, repare que aparecerá somente o nome Linux e não GNU/Linux.

./toybox uname, ./toybox uname -a, ./toybox uname -o
./toybox uname, ./toybox uname -a, ./toybox uname -o

Viram como o nome "GNU/Linux" não é algo obrigatório no sistema operacional? Falando em nome, sabiam que o nome Linux é propriedade intelectual de Linus Torvalds? 


Ele detém os direitos autorais sobre o nome Linux. É aí que eu acho a comunidade GNU incrível, defendem tanto que tudo deve ser livre e que tudo o que é proprietário é abominável mas brigam muito pelo direito do nome do seu sistema operacional livre aparecer em destaque em um nome proprietário... Alias, a comunidade GNU pediu autorização a Linus para chamá-lo de GNU/Linux? já que eles defendem o que é moralmente correto a ser feito, pedir autorização para tal uso é o que DEVE moralmente correto ser feito. Sabiam inclusive até que Linus poderia meter um processo nessa galera que quer forçar a todos a chamar de GNU/Linux pelo uso do nome Linux sem sua expressa autorização?

Marcas de serviços são uma variante de marcas registradas conceitualmente similares a subarrendamento. Por exemplo, Linus Torvalds possui a marca registrada do "Linux" (porque outra pessoa o registrou como o criador do produto, processou a comunidade para que saíssem disso, provado seu caso, acabou possuindo uma marca registrada), e empresas como Red Hat Linux e VA Linux ter que possuir declarações assinadas do Linus concedendo-os permissão para incorporar sua marca registrada em suas proprias marcas registradas. Ninguém mais pode chamar suas versões de Linux "Red Hat", mas a Red Hat não poderia utilizar o termo "Linux" sem a permissão de Linus. Linus só tem se incomodado em reforçar sua marca registrada uma vez até agora, para impedir a venda de um grupo de domínio de nomes "Linux" por um ocupante. Seu e-mail no assunto é bastante informativo sobre lei de marca registrada em geral.
Passe o cursor para ler a tradução do artigo vindo do site Montley Fool

Fica então a matéria para meditação, aprofundem-se em conhecer melhor o sistema operacional que utilizam e azar de quem vier fazer dar chilique defendendo a GNU.

Instalação de driver de vídeo no linux é realmente difícil BAGARAMBA? :( :(


Com aplicações como yast, synaptic, central de programas do Ubutnu, Apper do KDE, lojas como do Linux Mint, Manjaro, Deepin Linux se torna dificil afirmar que Linux é dificil (ate mesmo na epoca do Kurumin ja era dificil que tinha a sua perfumaria).

O que devemos pesar na balança é o que torna um sistema operacional fácil ou difícil. Facilidade não está limitada a instalação de programas com next, next, install e finish; é uma serie de fatores:

  1. O tempo que se leva para instalar distros user friendly
  2. Pouca necessidade (na verdade quase nenhuma) de instalar drivers
  3. Programas tais quais office, gravador de CD/DVD, codecs que ja vem por padrão.
  4. Poucas ocasiões que ocorrem problemas no sistema operacional onde precisa da intervenção de um técnico.

Pois é, tudo o que há muita necessidade no Windows quase não há no Linux e se há, não é grande problema solucionar.

Mas já que estamos tratando da facilidade da instalação de programas e drivers confiram se realmente é tão difícil assim como pintam o Linux. Instalação de drivers, de programas, atualização do sistema operacional e acesso a mídias no Linux não é um bicho de sete cabeças.:

Lançado o Debian 9.0: Codenome "Stretch"


Foram vinte e seis meses de desenvolvimento da versão estável do Debian 9 (codenome Stretch) e a equipe Debian anunciou seu lançamento oficial no dia 17 de Junho. Eu pretendo fazer uso para poder conferir as novidades presentes nesta nova versão.

Vale ressaltar que a versão anterior ainda continuará tendo suporte até mais ou menos 2020. Então, quem quiser manter a versão anterior, não se preocupe, ela não está obsoleta (e sim,mais estável ainda e vale a pena continuar utilizando-a).

Dentre as novidades do Debian Stretch estão o uso do MariaDB 10.1 como padrão que acontecerá na atualização ao invés do MySQL, o Firefox e o Thunderbird ao invés do Iceweasel e o Icedove, maior segurança contra ataques maliciosos em mais 90% dos pacotes (graças ao projeto Reproducible builds), melhorias no suporte a UEFI, kernel 4.9, KDE Plasma 5.8 (que já sabem que eu vou utilizar hehehe), Chromium 59.0.3071.86 (que pretendo utilizar o próprio Chrome), systemd232 (que pretendo abordar sobre o assunto), LibreOffice 5.2, Golang 1.7, Perl 55.24 e mais meio mundo de pacotes (um total de 51.000).

dez arquiteturas são suportadas nesta versão sendo elas: EM64T, x86-32/64(amd64), IA-32 (i386), PowerPC de 64 bits little-endian da Motorola/IBM (ppc64el. PowerPC de 32 bits foi removido nesta eversão), IBM S/390 de 64 bits (s390x), armel e armhf, arm64 (AArch64), mips (big-endian) e mipsel (little-endian). Há uma nova arquitetura mips64el para hardware de 64 bits little-endian.

Quer saber mais? Confiram os links na descrição:
Noticia do lançado o Debian 9 "Stretch"Site oficialBaixe o Debian

Resumo do Tux 06/05/2017

Semana agitada galera; muita coisa aconteceu e foi até bom.

Terça: eu publiquei o artigo com o vídeo do do abaixo assinado para tornar o KDE o ambiente padrão do Ubuntu e teve também mais um vídeo da série Muito além do GNU onde encorajo a todos a desbravar o util Linux e não ficar acreditando que todos os comandos do terminal pertencem ao GNU (é um erro muito grande isso)




Sexta teve o artigo da comunidade Emmi convidando a todos a participar do projeto e a entrevista com o escritor e professor universitário Orlando da editora novatec:

Resumo do Tux 04/02/2017

Beleza camabda? Ontem eu ia postar o vídeo sobre a Campus Party, mas cheguei quase meia noite em casa. Então o vídeo vai ficar para quinta feira. Beleza?

Domingo teve o artigo do canal Oficina no Tux onde contam como nasceu o Ububntu. Segunda teve o vídeo sobre o tema no KDE.

Terça teve uma dica do mestre Flávio sobre como pesquisar arquivos pelo terminal


e mais um capítulo da série Muito além do Gnu onde debatemos a primeira parte de Vi Vs Emacs:



Quarta a Endless lança o desafio Endless Live e flatpak onde darão um Endless Mini para o vencedor.
Quinta feira teve a segunda parte da série Vi vs Emacs:



E finallizamos com a Endless na Campus Party 2017 (que me receberam super bem por lá :).

retrospectiva Linux 2016



Já fizemos retrospectiva 2016 no Diolinux; mas por que não mais um aqui? hehehehe
Então, aqui vou eu com as noticias que mais me chamaram atenção neste ano que termina. Lembrando, essas são noticias que eu achei interessante. Se eu deixar de citar alguma que você achou interessante, deixe aqui na descrição :)

Lançado Ubuntu 16.04 lts (e foi recebido com grande festa sendo destaque ate no IBM Linuxone. Uma coisa boa que apareceu no Ubuntu, foi o suporte ao zfs).
Link para saber mais sobre o LinuxOne
Proximo ao lançamento oficial do Ubuntu 16.04 lts, teve o lançamento do UbuntuBSD. O Fávio fez um review sobre o sistema assim que lançaram:


Debian anuncia matar o Iceweseal, remover o suporte a arquitetura i386 e porta uma boa versão do zfs. Esse ano, eu e o ayr muller debatemos fortemente sobre o assunto zsf. (Colocar link do debate aberto). Quando mencionado matar o Iceweasel, significa agora ser usado literalmente o Firefox:


Microsoft incorpora shell do ubuntu ao Windows e lança versão de Debian para roteadores (alias, a Microssft foi uma das patrocinadoras da debconf 2016 que aconteceu na cidade do cabo).

Linus no ted. Não tem o que  falar né. O vídeo é grande pra caramba e criei até mesmo uma playlist para o cara, porque ele merece:


Microsoft coloca Core OS na china (valeu Microsoft. Em pouco tempo, ja fez mais do que muitos defensores do software livre).


Endless e Endless OS chegam com força ao Brasil. Eu fui recebido e sempre sou recebido muito bem por essa galera e que ainda me deram a honra de serem entrevistados no meu canal. A playlist pode ser conferida abaixo:
Playlist da semana especial Endless

Linux completa 25 anos com muito debate sobre a sua real data de aniversário. Bom, para mim, considero a partir da data de seu lançamento e não do seu anuncio (uma criança por exemplo não comemora aniversário a partir da data que sua mãe engravidou).

O caso do Playstation3, o juiz liberou a instalação de Linux no console e lasque-se quem não gostar.

Depois de protestos, a Lenovo adiciona a compatibilidade com Linux aos laptops Yoga 900 e 900S é isso aê galera, mostrando que tem força (ISSO QUE É NECESSÁRIO TAMBÉM PARA HAVER MELHOR ADOÇÃO DO LINUX).

Quando eu acho que ja fechei o ano, vejo essa noticia. Microsoft se uni a Linux Foundation. Na verdade ela já estava lá como uma das financiadoras (se não me engano, prata). Ela só se tornou platinum.
Sabe o que estou prevendo acontecer? A Microsoft matar o windows e passar a desenvolver uma distribuição Linux cujo o nome vai ser nada mais nada menos que... windows! :)
Ela já ia fazer isso mesmo na época do Long Horn. Agora seria um tiro mais certeiro.


Outros dois lançamentos de versão do kernel que achei interessante. O primeiro é 4.9 com o codenome Roaring Lionus (Leão Bramidor em português) com muitas correções na parte de CPUs da Intel e da AMD, na parte de GPUs; notebooks da Dell, HP e Lenovo;  o numero de maquinas com processadores ARM que possuem suporte na mainline do kernel continuam a crescer como o Raspberry Pi Zero, o BeagleBoard-x15 rev B1 e os Nexus 5 da LG's. Melhorias na parte de performance e confiabilidade do protocolo de rede e no parte de file systems como no Btrfs, XFS, F2FS e Ext4.
O segundo é o primeiro candidato a lançamento do kernel 4.10 anunciado por Linus como presente de natal para nós (e que não é tão grande quando o 4.9). Metade dos patches são atualizações de drivers para vários dispositivos e o resto é apenas barulhos costumeiros com documentações, atualizações da ferramenta perf e melhorias de arquiteturas. Claro que gamers ficarão felizes em saber que haverá melhor suporte para as placas de vídeo AMD Radeon.

E finalizamos o ano dando feliz 47º aniversário para Linus Torvalds. Feliz ano novo para todo mundo, sucesso no ano vindouro, mais estudo sobre Linux, um abraço e falow.

Agradeço ao inscrito Alex Rodolfo por ter revisado o texto para mim =)

Os vários sabores de Linux?



 Beleza cambada?

 Eu acabei de postar um vídeo explicando a minha ideia por trás de "Os Vários Sabores de Linux" e também para dar uma notícia. Acho que devia essa satisfação a vocês desde que recentemente tenho recebido fortemente o pedido de retorno da série.

A visão sobre os vários sabores de Linux é mais ampla do que somente distribuições e quero compartilhar o meu raciocínio com vocês (que inclusive, foi uma das coisas que me chamou muito atenção quando cheguei no mundo Linux. Essa gama de escolhas que eu podia fazer). Imagine as interfaces gráfica. Você tem KDE, Gnome, Mate, XFCE, Unity, Cinnamon, LXDE, LXQT, RazorQT, Enlightenment, Openbox, Black Box. Isso são os vários sabores de Linux.

 Então, espero que gostem do vídeo e da notícia que estou trazendo:


Whatsapp com criptografia?


 Ontem a noite eu recebi uma notificação do Whatsapp que era necessário receber uma atualização (fazia um bom tempo que não recebia atualizações do Whatasapp, mas beleza, eu supero isso). Por fim, cheguei em casa e coloquei a jabiraca para atualizar. Resultado?

 Concluída a atualização, abri o Whatsapp fiquei com cara de decepção ao ver o que a atualização oferecia. E o resultado foi a mensagem logo abaixo dos chats:

Criptografia no Whatsapp...
 Bom, tudo bem, não havia razão para isso; afinal, esse é um recurso que o Whatsapp ainda não possuía. Mas isso me aconteceu talvez por já estar tão acostumado a ver este recurso dentro do Telegram que para mim não foi nada de impressionante. Fora que o mesmo recurso no Telegram é bem mais interessante.

É desta forma que são criados os chats secretos (criptografados) no Telegram.
É desta forma que são criados os chats secretos (criptografados) no Telegram.

 Existem muitos outros recursos no Telegram que (assim acredito eu) foram copiados pela equipe do Whatsapp. Um dos primeiros que eu havia notado foi o poder utilizar o chat via browser

 Quando comecei a utilizar este recurso no Telegram, eu achei isso muito rico e muito interessante. Você simplesmente loga após fornecer o e-mail (ou número de telefone) e tudo fica sincronizado (todas as mensagens que você recebe através do aplicativo aparecerão no navegador e vice versa). Com o tempo esse recurso apareceu para Whatsapp mas... Eu detestei. Se o smartphone perde conexão, o navegador também perde; daí eu tinha  sempre que ficar cuidando para que o meu smartphone ficasse sempre conectado (horrível ter que ficar dando atenção ao smartphone só para isso).

Sem necessidade de passar seu número de telefone

 Outro ponto relacionado a segurança (que inclusive aparece nesta mesma imagem) é o fato de não ser necessário passar o número de telefone para outras pessoas. Elas podem te encontrar pelo nome de usuário (exemplo o meu: @Tocadotux). Uma mão na roda isso.

Sticker mais animados

 Mais um que que notei que o Whatsapp copiou foi os stickers (mas os do Telegram mais uma vez estão bem melhores ;)
 Quando clico no thumbup por exemplo, aparece o tux, o beasty do FreeBSD, o logo o Debian e muitos outros.

Multimedia

Na parte de multimédia e que pode ser útil para muitos (ou não) é o seu player flutuante. Você pode assistir um vídeo em tela cheia como de costume, mas é possível também reduzir o tamanho do vídeo e continuar fazendo outras coisas como bater papo (é possível até mesmo escolher aonde o vídeo vai ser posicionado na sua tela ;) Reparem o vídeo abaixo:





 

 Ainda dentro de multimédia; quando recebemos mensagem de voz podemos ouvi-las todas sequencialmente bastando dar o play em uma só das mensagens (não precisamos esperar uma mensagem acabar para depois ouvir a outra). Legal disso é que podemos ouvir as mensagens de voz e ir ir para outro chat.

 Bom, por fim, não estou escrevendo este artigo para mostrar que o Telegram é superior ao Whatsapp, mas como que um projeto de código aberto contribui muito para o avanço até mesmo dos proprietários. O fato do código fonte do Telegram estar disponível livremente facilita para que recursos sejam até mesmo copiados para o Whatsapp ou a quaisquer outros aplicativos da mesma linha (ou de outras linhas). Se não, seria necessário maior investimento financeiro e muito tempo em pesquisas para descobrir como escrever tais recursos (e por essa razão eu acho interessante as empresas contribuírem para os projetos open source. Se são beneficiadas com o open source, por que não contribuir?).

 Isso acontece também no Windows até em épocas remotas. Há muitos recursos do Linux que a Microsoft copiou para o Windows:
  • O botão de ejetar com segurança (sempre menciono isso)
  • Multi-tarefa e multi-usuário
  • Instalar programas sem precisar reiniciar (apesar que ainda existem ocasiões que o Windows é obrigado a reiniciar para concluir a instalação)
  • Acesso a rede
  • A GUI do Windows 10 é uma cópia do KDE Plasma (o Windows 8 me lembrou o Gnome ou o Unity)
 Tenho um artigo chamando "As incríveis vantagens proporcionadas pelo software livre e de código aberto" e pensei em escrever esse até mesmo como uma emenda para mostrar mais uma vantagem que o software livre e de código aberto proporciona a indivíduos e empresas.


 Há muitos outros recursos no Telegram que não descrevi aqui como editar mensagens enviadas (sim, podemos editar as mensagens enviadas e esquecer o esquema de enviar uma mensagem com *), excluir mensagens enviadas (e não notificar para o destinatário), tema escuro e muitos outros; mas acho que esses estão de bom tamanho. Bora instalar o Telegram e viver mais feliz.

recompilação do kernel 2.6.33.3

 Bom, para terminar o assunto que aviva começado no artigo "Flagrantes da vida real no mundo linux", então estou postando aqui mais um artigo que trago de volta a vida. É o artigo da recompilação do kernel 2.6.33.

recompilação do kernel 2.6.33.3

 Coloquei as imagens anexadas mostrando o kernel no diretório /boot.

Note o kernel 2.6.26-2-686 e o kernel 2.6.33.3

 O Debian Leny vinha com o kernel 2.6.26-2-686 por padrão e eu passei a utilizar o kernel 2.6.33.3. A intenção aqui foi simplesmente desmistificar o que havia sido dito e tirar esse mito.

kernel 2.6.33.3 sendo utilizado, ao invés do tradicional 2.6.26

Como recompilar o kernel Linux

 As informações aqui são para o kernel 2.4 e 2.6, mas podem também ser bem aproveitadas da versão 3.x e 4.x do kernel.

 Primeiro, devemos configurar o kernel; para isso, existe quatro aplicativos que podem ser escolhidos. São eles:
$make config (esse é o configurador padrão do Linux, porém bem demorado devido ser totalmente em modo texto e procedural).
 Os próximos utilizam bibliotecas que geram uma interface amigável, facilitando a instalação.
$make menuconfig (utiliza a biblioteca NCurses)
$make gconfig (utiliza a biblioteca GTK)
$make xconfig (utiliza a biblioteca QT, a mesma da interface KDE).
 Um bom artigo para configurar o kernel está na em:
 Depois de configurado o kernel, você deve fazer o seguinte. Criar a imagem do kernel compactada com os seguintes comandos
 $make clean (para descartar os modulos que não serão compilados).
 $make dep (para gerar a arquitetura do kernel, no meu caso I686, já não é mais necessário fazer isso).
 $make bzImage ou $make zImage (a diferença é o bz é para o bzip2 e o z para gzip).

 compilar os módulos:
  $make modules 
 E instalá-los
 #make modules_install (lembrando que deve ser root para isso).
 Depois disso, digite
 #make install [também devendo ser administrador para essa operação) para que o sistema crie o system.map, o kernel com o nome de vmlinuz-x.y.z (sendo que x.y.z se refere a versão do kernel) e o config do kernel].
 Feito isso, dentro de /boot, digite
 #mkinitramfs -o initrd.img-x.y.z -v x.y.z para criar a imagem de disco ram (initrd) para o kernel. Ou a opção update-initramfs -c -k 2.6.33.3 -v que fará o mesmo.
 Um informação muito interessante que obtive foi que o comando "mkintrd" está defasado, sendo substituído pelo "mkinitramfs", por isso utilizado nessa postagem além de vir por padrão no Debian.
 Um observação que deve ser feita é que, se notarem, eu repeti o x.y.z. Funciona da seguinte maneira: quando vou gerar o initrd, além de indicar para qual kernel, tenho que indicar aonde ele vai buscar os módulos dentro de /lib/modules/. Por exemplo, como recompilei o 2.6.33 com os seus módulos dentro de "/lib/modulos/2.6.33", então tenho que gerar  o initrd.img-2.6.36 que irá buscar os módulos 2.6.33 (está gravado dentro do initrd que ele irá buscar automaticamente dentro de /lib/modules). Caso não passe esse parâmetro,por não ter sido indicado aonde buscar os módulos, você receberá uma mensagem como:
 "FATAL ERROR"  "MODULES NOT FOUNT"
  Por isso deve passar o segundo parâmetro igual. Esse segundo parâmetro é só uma indicativa de qual módulos utilizar.
 Para terminar, se você estiver utilizando o grub como carregador de boot padrão, utilize o comando
#update-grub que o sistema irá se encarregar de atualizar a lista de kernel dentro de /boot/grub/menu.lst (já no ubuntu 10.04 a história muda um pouco).
 Caso queiram me ajudar a escrever melhor este artigo sobre recompilação de kernel, fico feliz se puder receber essa contribuição, por que a intenção é realmente escrever o artigo que vai ajudar a todos com qualquer problema que apareça, até mesmo os novatos.
 O próximo artigo que pretendo escrever sobre o mesmo assunto é sobre o drive de DVD que estou tendo um pequeno problema.

 Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License.

Curiosidade sobre o ReactOS

Algo natural em mim é quando alguém comenta em meus vídeos ou artigos e que faz brotar alguma ideia para compartilhar conhecimento. Com isso, resolvi compartilhar algumas pequenas curiosidades sobre o ReactOS com vocês.



Curiosidade sobre o ReactOS


 Estranho eu estar postando mais um artigo sobre o ReactOS, talvez seja o que está pensando. Não estou tentando ficar promovendo o ReactOS, mas como teve o comentário no vídeo 


Então resolvi postar esta curiosidade sobre como o sistema operacional é construído. E por que razão você iria querer saber isso? por duas razões:
  • Simples curiosidade mesmo
  • Desmistificar um assunto no comentário
No comentário foi mencionado:
Parabéns! Excelente... Agradeço a você por explicar muito bem sobre o RectOS Pois muitas pessoas tem falta de conhecimento edigamos assim um "racismo" quando se fala do ReactOS. Estou usando ele na vm faz 1 ano e mesmo em AlPHA ele esta com um excelente desempenho e boa compatibilidade e muito seguro, já testei vários tipos de vírus e ele parece uma rocha intacto! ReactOS Rumo Ao Infinito E Alem!
 O que quero desmistificar, é que já vi gente realmente criticando o ReactOS, e gente que utiliza o Wine. Vai entender? Mal sabem que o ReactOS é feito no Wine.

 Compra Certa

 Tenho que concordar com o comentário que foi feito, que mesmo em AlPHA ele esta com um exelente desempenho e boa compatibilidade e muito seguro, ja testei varios tipos de virus e ele parece uma rocha intacto!

Já a curiosidade (para que quiser saber sobre isso), é que o ReactOS, além de ser um sistema operacional livre e de código aberto (como já mencionei, o Wine com um kernel clone do WindowsNT escrito do zero) é construído com tecnologias livres como o QT (mesma biblioteca que é utilizada para construir o KDE), CMake  que sitei no meu artigo "O dia em que o pinguim adiquire asas e cauda de um dragão de ferro" (que é extremamente poderoso, mais do que o GNUMake), Doxygen e o GCC, está sob licenças livres como GPL e BSD (digo tudo isso por que baixei o código fonte.

Então, caso alguém queira criticar (só pelo fato de ser um Windows), confiram as imagens abaixo:

cmake

GCC

licenca-bsd

qt

qt

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