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A queda da GPL?

Top licenças Open Source no Github
Top licenças Open Source no Github
Ao longo de sua adoção no Linux a GPL ganhou força, respeito, destaque e até autoridade. As empresas não querem saber se o software é livre ou não, elas querem que o serviço delas sejam feitos. Se o software livre atende a seus serviços, Logo elas irão favorece-lo. Por conta desse caso de sucesso (Linux), as próprias empresas e projetos passaram a adotar a GPL acreditando ser correto, confiável e até passando a fazer contribuições com muita frequência para os projetos uma vez que eles se tornaram viáveis como no artigo "Para que serve a liberdade?"
"Para que serve a liberdade?"
 A GPL fazia sentido (e acredito que ainda poderia fazer sentido) como descrito no artigo "As incríveis vantagens proporcionadas pelo software livre e de código aberto", quando a GPL era a GPL.
"As incríveis vantagens proporcionadas pelo software livre e de código aberto"
 Há pessoas que nem sabem o porque estão a defendendo. Isso eu falo pessoas que são considerado gente grande e aclamada. Para começar, a maioria das pessoas tem a concepção errada do que é software livre e de código aberto. Elas veem software livre como software de graça. Muitos acabam sendo nesse aspecto agindo como sangue sugas querendo as coisas de mão beijada não retribuindo de alguma forma.

 O que está errado é o fato de que os amantes de Linux e da liberdade do software tratam Linux como GNU. Apesar de Linux fazer uso de ferramentas do GNU, os dois são projetos distintos (e é isso que muita gente ate hoje não mentalizou). Essa imagem de GNU/Linux precisa ser desvinculada das mentes das pessoas. Não existe GNU e Linux como uma coisa só. Linux não deve satisfação para o GNU e nem vice versa.

 Depois do meu vídeo GPL e o capitalismo e toda discussão no vídeo, resolvi escrever este artigo mostrando como anda a GPL depois da versão 3 e depois de toda a atitude (errada) tomada pela FSF:


 Acho incrível é que mesmo depois de mostrado tudo isso, há pessoas que continuaram e que continuarão batendo na mesma tecla. Mas com as atitudes (até radicais) da FSF, indivíduos, projetos e empresas passaram a temer a GPL. O que era para ser liberdade acabou passando ser uma ditadura.

 Como resultado disso, a GPL passou a entrar em declínio como pode ser visto no gráfico abaixo extraído do site Red Monkey onde a GPLv2 era predominante em 2010 e passou em 2017 a ser a licença MIT (tendo essências das licenças BSD com algumas modificações)

acompanhamento-de-adocao-das-licencas-open-source-entre-2010-e-2017
Acompanhamento de adoção das licenças open source entre 2010 e 2017
No site BlackDuck também mostra o gráfico top licenças Open Source, demonstra a mesma coisa tendo a MIT predominando, a GPLv2 em segundo lugar, a Apache em terceiro (nessa entra forte o Android) e depois a GPLv3:

Top-licencas-open-source
Top licenças open source
 A GPL fazia sentido na versão 2. Hoje ela perdeu a sua característica, essência e sentido com a vinda da GPLv3. O único e real motivo que a FSF criou a GPLv3 foi pelo medo de se tornar politicamente irrelevante. Ela queria que o destaque fosse ao GNU e não Linux (tornando o GNU o garoto Estrela). Tenham cuidado, pois vocês podem estar defendendo gnu e não a liberdade.

Confiram também como anda a adoção das licenças no proprio site Github (e qual melhor né)

Como anda a adoção da GPL no Github
Como anda a adoção da GPL no Github


É possível que um dia Linux saia da GPL?

A licença GPLv2 foi adotada no Linux a partir da versão 0.12 devido ser a licença que Linus já conhecia sendo a licença do seu compilador padrão. Essa é a mesma versão do kernel que surgiu a memória virtual no Linux (isso tudo porque o GCC era um porco devorador de RAM nas próprias palavras do Linus). Antes disso, Linux estava sob uma licença da convenção de Berna do século XVIII.

Muitos acham que o sucesso do Linux vem do uso da GPL, mas vale lembrar que há muito software ruim (inclusive do próprio GNU) que está sob GPL; um deles o próprio GNU Mach que já abordei no vídeo A verdade sobre o Hurd.

Um dos primeiros assuntos que decidi tratar no canal a respeito de licenças (e que ronda a cabeça de todos nós) é se há possibilidade de Linux um dia sair da GPL. Pois uma das características da licença GPL é que uma vez seu código está sob GPL, ele permanece sob a GPL e nunca mais sai.

Mas e por que eu iria querer trocar de licença? Como descrevi no artigo a queda da GPL, cada vez mais empresas e projetos estão deixando de adotar a GPL após todo problema que a FSF causou. Isso fez com que repensassem sobre o conceito licença e passaram a adotar licenças mais flexíveis como as de domínio publico, BSDs e em especial a MIT:

a-queda-da-gpl
Gráfico de adoção de licenças entre 2010 e 2017.

E se por um acaso lhe batesse um arrependimento e você deseja que não esteja mais sob tal licença? Não há como fazer nada? É impossível ainda assim alterar a licença? É o que debato no vídeo onde mostro se é possível e qual eu adotaria caso Linux saísse da GPL.

Definição de Software Livre


O significado mais comum para o software livre é programas cujo código fonte está livremente disponível para qualquer um utilizar para qualquer propósito, incluindo estudar, copiar, modificar, estender e disponibilizar.
O código fonte (também referido como simplesmente código) é a versão de software como ele é originalmente escrito (ex., digitado em um computador) por um humano em  texto simples (ex., caractere alfanumérico legível á humano) utilizando uma linguagem de programação (ex., C, C++ ou Java). O código fonte é convertido em programas executáveis (ex., compilados ou executáveis) através do uso de programas especializados chamados compiladores.
Livremente disponível significa que não há exigência para um pagamento monetário nem há outro obstáculo para que ninguém espere obter o código fonte (exceto a necessidade de um computador e uma conexão com a Internet). O código fornecido em CDROMs ou outra mídia com o programa executável e/ou é disponibilizado para download a partir da Internet.
Embora o código fonte deve estar livremente disponível em todos os casos, não exite exigência que os programas executáveis em si estejam livremente disponíveis. De fato, parte da liberdade do software livre é que qualquer um tem o direito de vender um programa executável liberado sob a licença de software livre à qualquer preço desejado. No entanto, tais programas estão também tipicamente disponíveis de graça (normalmente como um download livre na internet).
Esse sentido de software livre é basicamente o mesmo como a maioria do sentido  comum do termo software de código aberto. Ambos são muito diferentes do software proprietário (também comumente chamado de de software comercial), isso é, software que é controlado por uma empresa ou um individuo. O código fonte do software proprietário normalmente  não é tornado disponível publicamente, ou, se for, há geralmente graves restrições em seu uso. Há também geralmente maiores restrições no uso dos programas executáveis, exceto algumas vezes no caso de freeware.
Freeware é software proprietário que está disponível livre de encargos em forma executável. No entanto, em muitos casos ele é código fechado (closed source) (ex., o código fonte é mantido em segredo), e há com frequência restrições no uso da versão executável. Entre os melhores exemplos conhecidos de freeware estão o Acrobat Reader da Adobe, que é utilizado para leitura (mas não escrita ou alteração) de arquivos PDF (portable dInternet Explorer da Microsoft.
ocument format) e o  navegador web
Software Livre e Software de Domínio Público (Free Software and Public Domain Software)
Software livre é também diferente de software de domínio público. Domínio público refere-se à total ausência de proteção de direitos reservados (copyright). Software e outros trabalhos criativos entram no domínio público somente se o autor deliberadamente render o direito de copyright ou se o copyright tiver expirado devido a passagem de um período de tempo estipulado. Se algo estiver em domínio público, então qualquer um é permitido copiar ou utilizar de qualquer maneira que desejarem.
Um copyright é uma designação concedia por um governo que proporciona ao autor do trabalho criativo (ex., uma composição musical, pintura, trabalho literário, filme ou software) com o exclusivo, mas transferível, direito de copiar ou realizar aquele trabalho. Seu propósito é prover uma iniciativa financeira para a produção de tais trabalhos de modo a beneficiar a sociedade como um todo. Copyright não protege fatos, descobertas, ideias, sistemas ou métodos de operações, embora pode proteger o modo que eles são expressados.
Software livre, como o termo é normalmente utilizado, e software de domínio público se assemelham um ao outro em que ambos são normalmente livres em um senso monetário e com consideração para uso. Contudo, há uma diferença fundamental: o software livre retem seu copyright e é liberada sob uma licença, enquanto que não há para software de domínio público por que não há proprietário. O propósito da retenção do copyright e o uso da licença é, em contraste ao software proprietário, não restringir as liberdades dos usuários com consideração ao software, mas sim de maximizá-los.
Origem do Conceito de Software Livre
O termo free software é relativamente novo. No entanto, free software em si não é. Ele é tão velho quanto os computadores em si. Originalmente, virtualmente todo software era livremente disponível para copiar, utilizar, estudar, modificar, melhorar e doar. Software era quase universalmente considerado como sendo semelhante à matemática, ex., algo que qualquer um é permitido utilizar em qualquer montante, com quaisquer modificações desejadas e para qualquer propósito desejado que seja.
Avanços em matemática não podem ser copyrighted ou patenteadas, e elas se tornam imediatamente disponíveis para todos utilizarem  para o progresso da civilização. Assim, não há termo matemática livre.
A analogia é também frequentemente feita com receitas de cozinhar alimentos. Isso é, não há restrições legais em ninguém usar, estudar, copiar, modificar, melhorar ou publicar qualquer receita. A redação exata de uma receita como ela é escrita por seu autor é protegida sob lei de copyright, mas a informação em si (ex.: os nomes dos ingredientes,  suas quantidades e os vários passos em seus processamentos) não é.
De fato, isso parece tão obvio que a situação com consideração ao software assemelhou-se à matemática ou à receitas que a terminologia tal qual free softwarefreeware e open source software não existiu por muitos anos.
No entanto, a situação de repente tornou-se invertida no início da década de 1980. Naquele tempo uma nova geração de computadores com sistemas operacionais proprietários foi introduzido, e seus vendedores exigiam que os usuários assinassem declarações de não divulgação no intuito de obterem cópias dos sistemas operacionais. Ao passo que isso tinha sido anteriormente a norma para auxiliar colegas e amigos compartilharem ideias e software, tal cooperação de repente tornou-se proibida e tornou-se um crime. Naturalmente, profissionais de computadores tinham um tempo difícil ajustando à o que aparentava a eles ser uma revolução bizarra de eventos.
A aquisição de software pelas corporações continuaram à um passo rápido, e software livre estava começando a se tornar uma espécie em extinção. A perda da liberdade de estudar, melhorar e distribuir o código fonte tão bem quanto a exigência repentina  de grandes pagamentos para utilizar o software foi extremamente frustrante para pesquisadores e desenvolvedores, particularmente para aqueles que anos de trabalho abertamente feito se tornou o núcleo de muito do novo, software secreto de corporativo. E os vastos lucros sendo acumulados por algumas dessas corporações adicionou a frustração.
Isso guiou ao desenvolvimento do movimento do software livre (free software movement) por Richard Stallman. Em 1983 Stallman anunciou seu GNU (um acrônimo recursivo para GNU's Not Unix) projeto para a criação de um sistema operacional completamente livre e de alta qualidade que seria compatível com o UNIX. Cedo consequentemente, ele se demitiu de seu trabalho no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e estabeleceu a fundação do software livre sem fins lucrativos [Free Software Foundation (FSF)] para empregar programadores de software livre e prover um framework lícito para a comunidade de software livre.
 Em 1989 Stallman inventou o conceito de copyleft, que é visada especialmente para prevenir qualquer retorno financeiro do tipo de aquisição do software livre que tinha ocorrido muito cedo naquela década. Dois anos depois Stallman, junto a Eben Moglen, o pro bono general conselho para a FSF, concluiu o desenvolvimento de uma licença baseada nesse conceito, a GNU General Public License (GPL).
Até então, muito do sistema operacional GNU havia sido concluído, com a notável exceção de um kernel (o núcleo do sistema operacional). Em 1991, essa lacuna foi preenchia pelo Linux, um kernel que foi escrito independentemente do projeto GNU por Linus Torvalds, então estudante de ciências da computação na Finlândia, mas que fez uso das ferramentas de desenvolvimento e das bibliotecas de sistema do GNU.
 A GPL subsequentemente tornou-se de longe a licença mais amplamente utilizada para software livre. De fato, em 2004 havia mais de 17,000 programas em vários estágios de desenvolvimento que utilizam a GPL, e muitos dos softwares mais populares são liberados sob essa licença, incluindo o kernel Linux em si.

Outras licenças de Software Livre
Há um número de outras licenças de software livre, e algumas delas refletem diferenças na filosofia do que é entendida por livre. Entre as mais populares estão as licenças BSDMIT e Artistic, que diferem da GPL em que elas não são licenças copyleft. Isso é, elas não exigem que o código fonte seja incluído com as redistribuições das versões modificadas que utilizam tais licenças. Defensores dessas licenças extremamente curtas e simples contendem que elas proporcionam ainda maior liberdade que a GPL por que elas garantem a liberdade do código fonte ser incorporado ao software proprietário (que normalmente mantem seu código fonte secreto).
Defensores do copyleft respondem ao apontar que não que há tal coisa como liberdade absoluta. Mesmo nas sociedades mais democráticas algumas regras minimas e obrigações são necessárias a fim de maximizar e preservar a liberdade para a sociedade como um todo. Do mesmo modo, algumas restrições mínimas são necessárias para o software livre, nominalmente a exigência da GPL é que o código fonte seja tornado livremente disponível com todas as restrições da modificações ou trabalhos derivados, a fim de manter tal software livre.
Defensores do Copyleft também apontam que embora o código liberado sob a GLP não pode ser incorporado diretamente à software proprietário que não torna seu código fonte completo disponível livremente, ainda é possível utilizá-lo efetivamente com código proprietário. Em particular, ele pode ser mantido em arquivos separados dos arquivos executáveis proprietário e ligado (linked) via link dinâmico, que permite dois corpos de código diferentes se comunicarem um com o outro somente conforme necessário.
Defensores da GPL também respondem à critica feita por alguns dos principais produtores de software proprietário que "a GPL é viral na natureza e destrói propriedade intelectual" ao apontar que (1) há muitos exemplos em que desenvolvedores e comercializantes de software tem sido capas de utilizar com sucesso software sob a licença GPL junto a software proprietário e que (2) um crescimento numeroso de empresas estão fazendo lucro substancial a partir de software licenciado GPL.


Talvez se tornará mais fácil prover uma resposta melhor ao debate entre defensores de software livre sobre a provisão copyleft com o decorrer do tempo e a acumulação de evidências em relação aos dois tipos de licenças. Há também uma visão que, independentemente do âmbito para a qual cada uma dessas se aproximar prova ser a melhor, um outro aspecto importante da imagem global do software livre é a disponibilidade da variedade em tipos de licença, tão bem quanto a habilidade dos desenvolvedores de escrever novas licenças livres (e não livres) por si só. Uma visão relacionada de alguma forma é que quanto mais bem sucedida qualquer tipo de licença for em promover a liberdade para o software, maior seu uso se tornará; isso é, há um tipo de mecanismo de atuo-ajuste inerente na ecologia do software livre.
Software Livre Software de Código Aberto
Embora os termos software livre e software de código aberto sejam normalmente utilizados mais ou menos indistintamente, há algumas diferenças sutis. Elas se originam das diferenças em suas histórias, nas filosofias dos grupos promovendo-as e seus sentidos secundários.
Por exemplo, o termo código aberto é de origem muito mais recente. Ele foi cunhado em 1997 com a intenção de substituir o termo software livre a fim de evitar as conotações negativas que são as vezes associadas a palavra livre e desse modo torná-la mais atrativa as corporações. Essa conotações negativas incluem falta de qualidade, de robustez, de suporte e de compromisso a longo prazo.
Em geral, há uma tendência para defensores do termo software livre de enfatizar os aspectos ideológicos de software, incluindo os aspectos éticos e morais, e eles visualizam excelência técnica como subproduto desejável e inevitável de seus padrões éticos. Defensores do termo código aberto, em contraste, tendem a colocar mais enfase nas ventagens comerciais do software. Eles prezam a excelência técnica como o objetivo primário, e o compartilhamento do código fonte é visto como um meio de alcançar aquele objetivo. Eles preferem o termo código aberto (open source) como um meio de evitar ambas a conotações negativas e a ambiguidade da palavra inglesa livre (free) [ex. free price (free nesse caso refere-se  gratuito) versus freedom of use (liberdade de uso)].
No entanto, embora o uso do termo código aberto claramente evita o problema da ambiguidade da palavra livre, ela introduz uma outra ambiguidade. É a distinção entre programas que proveem o código fonte e dão aos usuários a liberdade de utilizá-lo para qualquer propósito desejado e programas que proveem o código fonte mas poem restrições em seu uso (ex. não permite que seja redistribuído). Software com tais restrições não é software livre como o termo é frequentemente muito utilizado.
Os termos software libertado (liberated software) e software de código aberto livre [free open source software (FOSS)] tem sido proposto como meios de superar os problemas com os termos software livre e software de código aberto. No entanto, embora ocasionalmente utilizado, eles possuem problemas próprios e assim aparenta improvável que eles se tornarão substituições.

Created January 31, 2005. Updated July 4, 2006.
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Se a newlib é tão boa para embarcados, por que não foi adotada pelo Android?

Conheça o Android 9 Pie
Android 9 Pie
 Escrevi ontem a noticia sobre um novo patch para a newlib que irá melhorar seu desempenho significativamente. A newlib foi adquirida pela Red Hat quando esta comprou a cygnus solution. Se buscarmos informações em vários sites, veremos como a newlib é bem mencionada por vários profissionais da área de embarcados.

 Daí, surge a questão:
 "Se newlib é a biblioteca mais indicada por muitos profissionais para embarcados, por que então criaram a Bionic para o Android?"
 A questão é um pouco mais complicada, e para isso temos que entender como a comunidade do Android é regida. A primeira coisa que temos que entender é que há uma política no Android de não haver aplicações sob GPL em seu user space e se houver, você não poderá utilizar o nome Android em seu sistema, vindo a ter que remover o nome Android de todo o sistema operacional que está fornecendo.

 Nesse caso, como quem rege o user space é a biblioteca C e a Bionic está sob clausula 2 da BSD (coisa que a Bionic herdou do freeBSD e do NetBSD uma vez que a Bionic é derivada de porções de bibliotecas dos dois sistemas), acho que fica claro o motivo se cruzarmos os fatos. A ideia por trás disso é evitar problemas futuros com o uso de GPL nas aplicações do Android; problemas que já ocorreram com outros projetos e empresas. Por conta desta politica, a maior parte de suas aplicações em user space estão sob licença Apache e algumas partes sob outras licenças como o próprio kernel que está sob GPL (lembrando, não há problema quanto ao kernel pois ele não atua no user space e sim no kernel space), seu terminal padrão que desde a versão 7 do sistema é o toybox está sob 0BSD e vale mencionar até o microkernel Fuschia roda no processo de boot do Android.

 Há um misto de tecnologias que são utilizadas no desenvolvimento do Android e expliquei neste vídeo aqui:


 E o que isso tudo tem a ver com a newlib? A newlib é uma biblioteca que possui um misto de licenças, sendo uma delas a GPL e com isso, acaba dificultando a adoção da newlib no Android. O que poderia ser feito nesse caso é utilizar as partes que não estejam sob GPL para a criação de algo novo ou até mesmo serem incorporadas a bionic.

 Honestamente eu espero verdade é que a bionic venha a ser substituída pela musl. Agora, se você trabalha em um projeto baseado no Android (uma distribuição baseada no Android) e não se importa quando ao uso do nome, aí tanto faz qual biblioteca e sob qual licença que vai rodar no user space, você só não poderá usar o nome Android. Podem haver outras implicações, mas essa é a maior.

A verdadeira face de Richard Stallman

A verdadeira face de Richard Stallman

    Em 2019 Stallman renunciou de seu cargo no MIT e na FSF após manifestar suas opiniões defendendo Jeffrey Epstein que respondia judicialmente por abuso e trafico sexual e pedofilia. Dias depois renunciou também de seu cargo no projeto GNU. Esse ano foi anunciado o seu retorno à FSF, o que ocasionou frustração em muitos  e até mesmo ao imediato corte de financiamento feito pela Red Hat.

    Suas opiniões sempre foram polêmicas (religião, política e questões sexuais). Em 2006 por exemplo Richard Stallman afirmou em seu site pessoal ser 'cético quanto à afirmação de que a pedofilia voluntária causa danos às crianças'. Em 2011 Stallman falou da morte de Steve Jobs em um tom como uma vitória "ficando livre de sua influencia maligna" (foi a partir daí que tomei antipatia dele). E mesmo com todas as suas declarações absurdas, seus assíduos seguidores o defendem como se fosse absoluto. Mas afinal de contas, quem é Richard quando se trata de tecnologia?

    Bom, então vamos ao assunto. Conhecemos Richard Stallman como o criador do GCC, do EMACS, da licença GPL, e de "todo" o projeto GNU que por sua vez fornece todas as ferramentas que utilizamos nas distribuições Linux; o que nada disso é realmente e totalmente verdade. A começar pelo GCC, o que Richard Stallman realmente desenvolveu foi uma extensão para o Amsterdam Compiler Kit (também conhecido como Free University Compiler Kit que é a toolchain que foi desenvolvido por Andrew S. Tanenbaum para o Minix). Stallman pediu autorização a Tanenbaum para utilizar o Amsterdam para a partir do Compiler Kit criar o GCC. Seu pedido foi negado e a partir daí outras pessoas o ajudaram a estender essa extensão a um compilador.

    O que me questiono é: Será que Stallman teria dado créditos ao Minix? Duvido. Basta observar o micro-kernel do projeto GNU, o HURD. Seu nome na verdade é GNU Mach e não HURD. HURD é o nome do conjunto de daemons desse kernel. Este micro-kernel não foi desenvolvido pelo projeto GNU e sim pela universidade de Carnegie Mellon e se trata do mesmo kernel utilizado pela Apple no MacOS, o Mach kernel (pois é... brigam tanto pelo reconhecimento do nome GNU mas quando se trata de dar reconhecimento ao Mach, divulgam o nome do conjunto de daemons...)

    Por que o nome de Guy Steele e Dave Moon não são citados quando se fala de EMCAS já que esses (entre outras pessoas) são os verdadeiros autores? Porque Eben MoglenBrett Smith não são citados quando se fala de GPL? Eben Moglen é o co-autor da GPL e Brett Smith quem fazia a sua execução na FSF (alias, esses são as mentes brilhantes da GPL. Já as quatro liberdades é um termo antigo criado pelo presidente Franklin Delano Roosevelt em 1941 e há até um memorial em seu nome com essas liberdades). Alguém se lembra que Roland McGrath é autor da Glibc? E Brian Fox? Alguém sabe o que ele fez?

Link para esta imagem está disponível clicando aqui

    Já no GCC aconteceu a mesma coisa. No final da década de 90 a administração do desenvolvimento do GCC era frustante e por consequência a FSF já tinha se tornado quase esquecida. Isso levou a Cygnus Solutions (ou Cygnus Support) a criar o EGCS; um fork do GCC que se tornou um sucesso e até substituir a versão oficial do GCC. A Cygnus Solutions criou também a newlib e o binutil; Trata-se do mesmo compilador que menciono da série "Os vários sabores de Linux" que foi usado para compilar o Gentoo devido a bugs no GCC (o EGCS melhorou o desempenho do Gentoo em 10% em todo o sistema) . Depois a Cygnus foi adquirida pela Red Hat e... aqui entra o ponto de ação do projeto GNU. A FSF negociou com a Cygnus para que o nome do EGCS fosse substituído pelo GCC no próximo (a versão 2.95). Pois é, o que você conhece hoje como GCC na verdade é o EGCS. O GCC só é um coleção de compiladores poderosos graças aos esforço de muitos como os BSDs, o Solaris, o Linux, a Intel, o Google e muitos outros.

    A Glibc não fica longe da mesma situação. O mantenedor da glibc Ulrich Drepper, depois de descrever todas as características da nova versão, soltou a seguinte nota: 
E agora para algumas coisas não tão boas.

Stallman recentemente tentou o que eu chamaria de um controle hostil do desenvolvimento da glibc. Ele tentou conspirar pelas minhas costas e persuadiu outros principais desenvolvedores a assumir o controle e assim no final ele está no controle e pode ditar o que for que lhe agrade. Essa tentativa falhou mas ele continuou a persuadir as pessoas em todos os lugares e isso ficou realmente feio. No final eu concordei com a criação de um comitê chamado "steering committee" (SC). O SC é diferente do SC em projetos como o gcc em que ele não toma decisões. Nessa frente nada mudou. A unica diferença é que Stallman agora não possui direito de reclamar mais. desde que o SC que ele queria reconheceu status. Espero que agora ele vá ficar calado para sempre.

 A moral disso é que as pessoas vão perceber quão louco por controle e maníaco o Stallman é. Não confiem dele. Assim que algo não estiver na linha com suas visões ele vai te apunhalar pela costas. *NUNCA* coloque voluntariamente um projeto que você trabalha sob a guarda do GNU desde que isso significa nas opiniões do Stallman que ele tem o direito de tomar decisões pelo projeto.

A situação da glibc é ainda mais assustadora se compreender a história por traz dela. Quando eu comecei a portar a glibc 1.09 para Linux (que eventualmente se tornou a glibc 2.0) Stallman me ameaçou e tentou me forçar a contribuir para o trabalho do Hurd. O trabalho no Linux seria contraproducente para o curso do software livre. Então veio o que seria chamado de abraçar e estender se realizado pelo Mal do Noroeste, e sua reivindicação por tudo que leva ao sucesso do Linux.
    O resto pode ser conferido clicando aqui. Esse foi um dos motivos de não haver a migração do Linux para GPLv3 (e graças a Deus por isso) quando Linus decidiu manter o kernel linux somente como GPLv2 e o Debian ter migrado para a EGLIBC do Debian 5 até o 8.


1998

    Falando do final dos anos 90, 1998 foi o ano onde muitas coisas aconteceram. Estávamos a caminho do kernel 2.2; Linux já possuía suporte a arquiteturas alpha, sparc,mips, m68k e arm e a adoção do Linux havia aumentado 212% depois que a Netscape incentivou desenvolvedores a tal adoção devido ao Java e depois que disponibilizou o código fonte do seu navegador (que veio a se tornar o Firefox). Tudo ia muito bem ATÉ QUE..... Richard Stallman tenta proclamar Linux como propriedade da FSF (essa é a ideia por trás do termo GNU/Linux camuflado de pedir créditos).

    Richard Stallman já havia declarado no passado que o Hurd iria substituir o Linux; porém ao invés de focar em engenharia de software, ele ficou focado demais em idealismos, filosofias e politica e com isso o projeto GNU fracassou em produzir um sistema operacional funcional e utilizável (e te enganaram se te disseram que o kernel a unica coisa que o GNU precisa para ser um sistema operacional completo). Então Richard Stallman resolveu mudar sua estratégia (focar nos novos desenvolvedores de Linux).

    Os novos desenvolvedores não conheciam nada da história do Linux; eles não tinham tempo para perder com história (e faziam até bem) e estavam preocupados na verdade em aprender metodologia de desenvolvimento e conhecimento técnico; e foi aí que Stallman viu a sua oportunidade. Já que os novos desenvolvedores não conheciam a história do Linux, ele os contaria a história da FSF e passaria a reivindicar créditos pelo Linux.
É como o espanhol George Santayana afirmou: "Aqueles que não conseguem se lembrar passado estão condenados a repeti-la."
    O que Richard Stallman ignorou completamente foi todo o trabalho feito não somente por Linus (engana-se se acha que as únicas coisas que Linus Torvalds desenvolveu foram o kernel Linux e o Git), mas também de todas as contribuições feitas pela comunidade Minix (que foi a partir da comunidade Minix que constituiu-se a primeira comunidade Linux), pelos desenvolvedores de Berkley, do projeto Athena do MIT (que Stallman fez uso durante muito tempo para compartilhar o projeto GNU na internet), do manual POSIX da Sun Microsystem que foi utilizado para estudar e desenvolver o Linux e de muitos outros (essa lista entraria em um loop quase infinito).

    Rob Landley (criador do toybox) até tentou explicar marketing para Stallman nesse mesmo ano dizendo que o termo GNU/Linux gerava confusão na cabeça das pessoas pois haviam distribuições como Debian Linux, Red Hat Linux, Suse Linux e etc... mas não havia uma distribuição GNU Linux. O que Rob Landley incentivou foi a criação de uma distribuição Linux do projeto GNU porem, ao invés disso, passaram a promover com mais veemência o termo "GNU/Linux" (algo que Rob landley pede desculpa a todos por considerar isso um transtorno).

    Ano conturbado. Não?...


Conclusão

    Eu sei que os seguidores fieis e assíduos do Stallman vão vir aqui me atacar de todas as formas, mas interessante saber que internamente eles mesmos criticam e atacam o Stallman; eles só não gostam que pessoas de fora do circulo deles façam mesmo.



https://landley.net/notes-2010.html#19-07-2010

Defendendo novos usuários de Fedora

os-quatro-f-do-fedora
Os quatro Fs do Fedora
Hoje falo em defesa dos novos usuários de Fedora que com boa vontade querem aprender a usar a distribuição; pois no final de semana passada aconteceu algo que achei ridículo por parte de um grupo que se denomina os bons de Fedora Linux. O que me irrita é a hipocrisia por parte do grupo em que a única cordialidade que vi por lá é ao receber novos membros do grupo com um "seja bem vindo fulano". Depois disso criticam novos usuários e ainda os apelidando de geração Nutella (acho esse termo um tão quanto pobre) quando perguntam como instalar Virtual box ou Java ou outros programas que eles acabaram criando uma listinha negra que envolvem:
  • Virtualbox
  • Warsaw
  • MySQL
  • Java
  • Flash
São tão espertos que nem sabem que a licença padrão do Virtual Box está sob licença GPL (quer dizer, estão lutando contra si mesmo) e envolve outras parte sob licença como a CDDL (que deriva da MPL e que por sua vez deriva da GPL), Java é parte GPL e parte Java Community process, MySQL é parte GPL e parte comercial. Deveriam estudar mais ao invés ficarem formulando uma listinha negra onde definem quais programas são uma heresia e quem os usam são hereges.  E mesmo software pago, ou simplesmente proprietário ou não aberto, é feito para ser utilizado e não adorado.


Depois dessa palhaçada toda, muitas pessoas saíram de lá e criaram um novo grupo Fedora Brasil, só que sem frescura. Quero ver se esse leva a sério os ideais reais do Fedora (se não a gente dá porrada neles também kkkkk).

Para que serve a liberdade?

A liberdade é boa, mas, até aonde ela vai? Ou, ate aonde ela deve ir? Para que serve a liberdade?

Para que serve a liberdade?

Já escrevi alguns artigos sobre a minha ideia do software livre como A ameaça eminente do software proprietário, A ameaça que os formatos proprietários podem causar e As incriveis vantagens que o proporcionas pelo software livre e de código aberto. Vou continuar essa abordagem devido ao meu ultimo artigo.

 Um mês atrás eu vi uma critica que fizeram a respeito do artigo que o Dionatan escreveu sobre quais distros que podem morrer. O comentário foi o seguinte:
Foi simplesmente o comentário mais idiota que já li.Por que maldita empresa?
 Recebi também uma critica do mesmo estilo no meu artigo O dia em que o pinguim adquire asas e cauda de um dragão de ferro. A critica dizia que o LLVM não era livre pelo simples fato de haver empresas por trás de seu desenvolvimento.
Como se houvesse mal em empresas estarem envolvidas no projeto.
 Como se não bastasse, vi uma certa vez uma critica também ao LibreOffice quando foi postado a divulgação do II encontro LibreOffice. Uma pessoa comentou: "Se o software é livre a palestra tem que ser de graça. Estou fora."

 Não me entendam mal, gosto das quatro liberdades da GPL, acho muito interessante o que ela tem a oferecer, mas percebo que não conseguimos distinguir as coisas quando as vemos. Confundimos software livre com cerveja de graça; nem mesmo a GPL proíbe a comercialização de software livre.
 Linus mesmo afirma isso no artigo Sobre o futuro do Linux sem ele:
“Não é que você torna algo open-source por que é de alguma forma moralmente a coisa certa a se fazer,” ele diz. “É por que ele lhe permite fazer um trabalho melhor. E acredito que pessoas que acham que open-source é anti-capitalismo sejam inerentes e francamente estúpidas.”
 Não estamos sabendo para que serve a liberdade, o que fazer com ela. Isso acaba me lembrando certa historia que li sobre alguns bandidos que fugiram de uma prisão. Tendo obtido exito na fuga, logo eles estavam finalmente desfrutando da tão sonhada liberdade. Um dentre os fugitivos, não sabia o que fazer com a liberdade que ele tanto sonhara ter. Se não tomarmos cuidado, vamos acabar da mesma forma.

 Recentemente, postei um vídeo tambem sobre o paradigma Open Source:

 A ideia do UNIX ser livre tinha mais a ver com a questão de ideologia da época (a geração paz e amor, liberdade das autoridades). O código aberto do UNIX, mesmo que sem interesse comercial, acabou o tornando atraente devido a sua robustez (e foi o que aconteceu com o Linux).

 O problema que vejo, é que essa definição de liberdade entre nós, é muito mal elaborada. Ela precisa de um molde, de uma definição melhor, buscarmos o por que. Estamos desnorteados; muitos de nós nos tornamos cegos guiando cegos. Se não fosse verdade, não estaríamos tão divididos em nossas opiniões e ego, achando que uma distribuição é melhor do que a outra ao invés de nos unirmos e contribuirmos para assim obtermos um sistema (o Linux) cada vez melhor com o que cada uma delas tem de melhor a oferecer.
 Precisamos de uma definição coerente do que é liberdade, o que ela significa e o que fazer com ela.

 Um software não é bom somente pelo fato de ser livre/aberto. Não significa que ele é melhor do que o proprietário se ele não oferece solução pouco favorável ou possui uma comunidade pouco ativa, uma comunidade pouco envolvida no avanço e progresso do projeto, recebe pouca atenção.

 Viver somente de filosofia não é la grande coisa. Se caso quiser viver desta forma, não é problema, isso não é uma critica a quem quiser viver assim; o que estou mencionando aqui é que recursos financeiros se fazem necessários em qualquer área que ocupamos na vida para manter um projeto ativo.
 Pode ser que, você que está lendo agora, não precise; não há regra que não tenha exceção, Mas veja o caso do openmailbox que no site mesmo descreve o quanto eles precisam para manter o site funcionando:
Eles precisam de 12.707 Euros para manter o site no ar; sendo 120 Euros para o domínio, 144 Euros para o certificado Ssl e 13.720 para infra estrutura. 
 O wikipedia faz a mesma coisa, assim como vários outros projetos free/open source. Querem um exemplo para entender melhor o que digo? O Blender, que quase foi descontinuado e conseguiram arrecadar €100.000 para que o Blender não fosse descontinuado. Já pensou um software desse ser descontinuado sendo que ele é utilizando desde estúdios de TV a NASA?


 Essa é a beleza que eu vejo software livre e de código aberto; a contribuição que ele faz para a humanidade. Ele segue bem um padrão de uma universidade; um universidade forma pesquisadores e suas pesquisas tem que ser docente.

 Quando Ted T'so afirmou na Linuxcon: "Eu não faço por dinheiro, faço por que gosto do que faço."
outro desenvolvedor do kernel afirmou: "eu faço por dinheiro. Não me entendam mal, eu faço por que gosto, mas as contas vem. Eu preciso levar as crianças para a escola, pagar seu material didático; elas precisam vestir, se alimentar."
O alemão Christoph Hellwig, que é responsável pela parte de acesso ao HD/SSD do kernel, também respondeu: "eu também faço por dinheiro. Pela mesma razão e também por que gosto."
 Percebo que muitos que amam e defendem o movimento de software livre e de código aberto não tem uma boa definição do que é tal coisa.

 Quando Linus disponibilizou o Linux para download, ele afirmou que não queria ganhar dinheiro, mesmo recebendo e-mails de pessoas perguntando se ele queria que elas o doassem uma contribuição de uns 30 dólares para ajudar (apesar que ele mesmo afirmou que dinheiro seria útil. Ele pagava o computador com o dinheiro que recebia da escola e tinha que financiar o resto). Por questões acadêmicas Ele estava mais interessado que as pessoas pudessem ver o código, fazer modificações e melhorias para satisfação própria e em troca, ele poderia ver também o que as pessoas estavam fazendo, ter sempre acesso aos fontes, as melhorias, aprimoramentos e ele próprio usufruir de tudo isso.

 Para Linus, não deixando dinheiro entrar, afastaria as pessoas gananciosas. O Linux, em sua primeiras versões, não estava sob a GPL. Linus detinha todos os direitos autorais do Linux (a não ser que ele vendesse esses direitos) de acordo com convenção de Berna no século de XIX.

 A regra que Linus criara pelos direitos autorais concedidos a ele, rezava o seguinte:
 Você poderia utilizar o sistema operacional gratuitamente, contanto que não o vendesse e, se fizesse quaisquer modificações ou aprimoramentos, precisaria disponibilizar o código fonte (em oposição a binários, que são inacessíveis). Se não concordasse concordasse com essa regra, não teria direito de copiar o código fonte ou de fazer qualquer coisa com ele.
 Passado algum tempo, foi perguntado a Linus em um evento de UNIX (era comum pessoas irem munidas de disquetes com o Linux para vendê-lo) se elas poderiam comercializá-lo devido terem gastos como o disquetes e horas de trabalho para ter um sistema em funcionamento pronto para uso. Foi aí que Linus começou a repensar postura sobre a qual Linux não era para ser vendido, e na versão 0.12 do kernel, foi adotada a licença GPL.

 Perguntado por andrew Tunenbau a Linus (naquele debate sobre linux vs minix) se Linus queria que o Linux fosse comercializado, Linus simplesmente respondeu que sim. Andrew não respondeu mais nada depois disso. É tão vantajoso o Linux ser comercializado ou mantido por empresas com recursos financeiros que Linus mesmo afirmou que é assim que ele enche o tanque de gasolina de seu carro.

 Em um evento da Comissão Europeia de 2010, foi apresentado por Jesús García-García & Ma Isabel Alonso de Magdaleno do departamento de administração de negócios da universidade de Oviedo, um documente onde apresentam quanto seria necessário para o desenvolvimento do Linux. Pasmem, seria necessário um valor estimado de:
  • EUR 1,025,553,430
  • 985.74 desenvolvedores envolvidos
  • Estimadamente 167.59 meses (14 anos)

 Isso do kernel 2.6.11 ao 2.6.30 (imaginem hoje). Um documento assim foi apresentado também pela Linux Foundation, que o Dionatan me mostrou em um debate que tivemos enquanto eu escrevia esse artigo (coincidência ou não, tivemos a mesma ideia simultaneamente). Linux representa um eco sistema de 21 bilhões de dólares em 2007, de 25 bilhões de dólares em 2008 e sei la o quanto hoje. Nos últimos anos o desenvolvimento do Linux vem crescendo mais ainda.

 O mesmo caso aconteceu com o Debian em que calcularam quanto seria necessário para o seu desenvolvimento. Chegaram a barganha de 1.9 bilhões de dólares. Isso em sua versão 2.2, por que já na versão 7, ele menciona o seguinte 
Em minha análise, o custo projetado na produção do Debian Wheezy em Fevereireo de 2012 é de US$19,070,177,727 (AU$17.7B, EUR€14.4B, GBP£12.11B), fazendo o código fonte upstream de cada pacote valer um média de US$1,112,547.56 (AU$837K) para produzi-lo. Impressionantemente, Isso tudo é livre (de custo).
 Então, para as empresas se torna mais viável e mais interessante para as empresas contribuírem com o desenvolvimento do software livre e de código aberto, mantendo as suas contribuições no mesmo modelo, e poderem criar um negócio em torno dele (do que em muitos casos terem que desenvolver soluções proprietárias). O software será mantido sempre aberto, mas o modelo de negócio criado em cima do software livre e de código aberto pertence a empresa. com é o caso da Red Hat que é um modelo de negócio em torno de software livre e de código aberto (sim, algumas ferramentas dentro do Red Hat Enterprise Linux são proprietárias, mas utilizar software proprietário em conjunto com o livre se torna um modelo de negócio em torno do software livre). Hollywood é outro exemplo; utilizam fortemente Linux para produzir seus filmes (o software é livre, os filmes não). Da mesma forma a Valve, que contribui hoje com o desenvolvimento do Linux, está trabalhando no do SteamOS, disponibiliza o Steam gratuitamente (mesmo que não forma livre), e fatura com a venda de jogos (acredito que era isso que a Sega deveria ter feito, ao invés de ter utilizado o WindowsCE no DreamCast. Hoje ela estaria mais ou menos no estilo da Valve).

 Imagina se o Linux não fosse utilizado hoje em soluções comerciais, como as coisas seriam bem mais caras. Imagina se Santos Dumont não tivesse patenteado o avião como patrimônio da humanidade, como seria bem mais caro voar hoje.

 Minha definição de software livre: Somente de saber que uma solução proprietária (seja software, filmes, musicas, livros ou qualquer outro serviço ou produto) foi desenvolvido em software livre, eu já estou satisfeito; pois o software livre atingiu seu objetivo: Ele mostrou ser eficiente ao ponto de sua adoção, mostrou progresso, ganhou notoriedade, destaque e contribuições de empresas que precisam dele.
 Só o fato de ele ser estável e seguro é um fator muito bom que podemos usufruir bastante sem mesmo a necessidade de ficar tendo o código fonte (por que muitos que revogam que seja livre, nem mesmo sabem ler código fonte ao ponto de descobrir falhas, vulnerabilidades ou códigos espiões de empresas para vir a contribuir), mas gosto também de poder extrair o máximo dele de acordo com as minhas necessidades, como é o caso de compilar um programa de acordo com o que quero.


 Lembrem-se de que é preciso recursos financeiros para manter projetos; projetos possuem despesas mesmo eles sendo livres. É por essa razão que quase todos os projetos (de que posso me recordar) tem a sua sessão de doações. Caso uma empresa venha a fazer doações rotineiramente para o andamento de um projeto, ele não deixa de ser livre. Não é somente indivíduos que podem contribuir financeiramente; empresas também podem fazer isso e não é algo imoral ou ilegal.

 Tenho o manual, blog, canal no Youtube, documentação do Funtoo como também já participei da distribuição ipfire (que por falta de recursos financeiros, tive que parar). Meu canal e blog mesmo são monetizados e possuo conta do Patreon e KickStarter por essa razão. Até aproveito para pedir que se possível, desbloqueiem os adblocks para os nossos canais e blogs; recebemos pelos anúncios contidos neles e os adblock bloqueiam nossas receitas. Somente de você fazer isso, você já contribui com os nossos projetos. Se eu conseguir captar recursos financeiros para manter as minhas despesas, posso me dedicar melhor a eles sem ter a necessidade de sair para trabalhar formalmente e me dedicar a eles somente no tempo vago.
 Tenho outros projetos para a comunidade, mas isso fica para um futuro.

 Então, caso veja um projeto sendo financiado por alguma empresa, não o tenha como abominável. Não há nada de errado quanto a isso. Vamos trabalhar melhor e nossa definição sobre o que é software livre e de código aberto, vamos trabalhar no por que queremos e gostamos da liberdade.


A polêmica história do código de conduta do Linux

Essa semana eu tratei sobre o código de conduta do kernel Linux onde exponho a minha opinião sobre o assunto. No vídeo proponho também o que poderia ser solução (bem difícil de implementar) para o futuro (talvez longínquo) mostrando casos já existentes no próprio kernel Linux e que poderiam evitar tal problema recorrente:


Porém, gostaria de debater mais dois comentários; um que li quando o CoC estava em alta e esqueci de debater e outro que recebi e achei interessante.

-O primeiro o pessoal anda falando de criar um fork do Linux para solucionar esse problema... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... É sério isso?

Ok, forks do Linux já existem como o do Facebook para utilizado para manter o foco do desenvolvimento do Btrfs e toda a melhoria alí vão para a mainline do kernel vanilla; o de Matthew Garrett que já foi desenvolvedor do kernel Linux e, após sair do desenvolvimento, decidiu criar um fork para manter um patch que adiciona suporte em nível de segurança estilo BSD; o da FortiNet chamado FortiOS e muitos outros. Além de já existirem forks, do que adiantaria criar fork (ou forks) do linux se o código dos mesmos desenvolvedores estarão lá? Eles irão requerer seu código até mesmo do(s) fork(s) por se tratar exatamente do mesmo código (e logo, propriedade deles)... Iriam cair no mesmo paradigma dos BSDs que mencionei...

O segundo trata-se de uma pergunta; se a GPL não foi adotada pensando no modelo de desenvolvimento bazar. A verdade é que a GPL não implica em nada em modelo de desenvolvimento nenhum; ou seja, não tendo nada a ver com o modelo de desenvolvimento Bazar do livro "A Catedral e o Bazar" de Eric S. Raymond".  Os próprios modelos catedral e bazar são coisas muito além do GNU. Você pode adotar qualquer outra licença e seguir o modelo de desenvolvimento que você preferir. Provas disso são que:
  1. O modelo bazar já era adotado no Linux quando Linux ainda estava sob a licença da convenção de berna do século XIX (que foi a primeira licença adotada no Linux).  
  2. O próprio micro kernel GNU Mach do GNU está sob GPL e a comunidade GNU segue o modelo catedral (e não o modelo bazar ;)
Por hora é só pessoal, um abraço e FALOWSSSS...

É o fim dos BSDs?

Assunto importante a se debater onde pesquisadores acreditam que os BSDs estão chegando ao seu fim. Honestamente acho que seria algum muito ruim (até mesmo para a economia se isso acontecesse). Essa semana resolvi debater sobre os BSDs (que como mencionei, só iria tratar do assunto se achasse necessário, e no exato momento é) cruzando argumentos para isso. Os BSDs constituem um ecossistema muito importante e valioso para as comunidades (inclusive a comunidade Linux. Juntos os dois são muito fortes) e empresas.


Há os que dizem que estou em uma "cruzada anti-gnu/gpl". O que eu fiz aqui foi apresentar argumentos técnicos baseados em fatos, não fico com paixão. O bem da verdade é que a GPL está morrendo; teria sido muito sensato se tivessem deixado a GPL somente na versão 2 e com a sua decadência, as licenças open mais adotadas hoje são a MIT, as de domínio publico, BSDS e Apache e todas gerando o mesmo ecossistema anterior.

Uma Breve Introdução ao BSD, Part. II


Olá, hoje iremos dar continuidade a nosso artigo sobre BSD. Vamos falar um pouco sobre as variáveis como distribuições e alguns setores que podemos encontra-las

Como já foi dito no artigo anterior Uma Breve Introdução ao BSD, Part. I, o BSD é o nome das distribuições de código fonte da Universidade da Califórnia, Berkeley, que originalmente eram extensões ao sistema operacional UNIX® da AT & T. Logo o que veremos hoje são algumas das mais populares, começando pelo mais comun o FreeBSD

FreeBSD

O Projeto FreeBSD teve sua gênese no início de 1993, parcialmente como uma conseqüência do Unofficial 386BSDPatchkit pelos últimos 3 coordenadores do patchkit: Nate Williams, Rod Grimes e Jordan Hubbard.

O objetivo original era produzir um snapshot intermediário do 386BSD, a fim de corrigir uma série de problemas que o patchkit simplesmente não era capaz de resolver. O título inicial do projeto foi 386BSD 0.5 ou 386BSD Interino em referência a esse fato.

O 386BSD era o sistema operacional de Bill Jolitz, que vinha sofrendo bastante por quase um ano de abandono.  À medida que o patchkit inchava cada vez mais a cada dia que passava, Nate, Rod e Jordan decidiram ajudar Bill fornecendo esse snapshot provisório para "limpeza". Esses planos foram frustrados  quando Bill Jolitz de repente decidiu retirar sua sanção do projeto sem qualquer indicação clara sobre o que seria feito em vez disso.

O trio manteve o objetivo em mente e mesmo sem o apoio de Bill, eles adotaram o nome "FreeBSD" cunhado por David Greenman.

Os objetivos iniciais foram definidos depois de consultar os usuários atuais do sistema. Uma vez que ficou claro que o projeto estava no caminho para talvez até se tornar uma realidade, Jordan contatou a Walnut Creek CDROM com o objetivo de melhorar os canais de distribuição do FreeBSD para aqueles muitos infelizes sem fácil acesso à Internet.

A Walnut Creek CDROM não só apoiou a idéia de distribuir o FreeBSD em CD, mas também chegou a fornecer ao projeto uma máquina para trabalhar com uma rápida conexão à Internet. Sem o apoio quase sem precedentes da W.C CDROM ao que era, na época, um projeto completamente desconhecido, é improvável que o FreeBSD tenha chegado tão longe e tão rápido aonde chegou.

A primeira distribuição em CD-ROM (e em toda a rede) foi o FreeBSD 1.0, lançado em dezembro de 1993.

Este foi baseado na fita 4.3BSD-Lite ("Net / 2") da U.C. Berkeley, com muitos componentes também fornecidos pelo 386BSD e pela Free Software Foundation. Por volta desta época, algumas ações inesperadas surgiram, a Novell e U.C. Berkeley estabeleceram sua longa ação judicial sobre o status legal da fita Berkeley Net / 2.

O FreeBSD pode ser encontrado como partes de softwares dos grandes players do mercado como o Orbis OS, sistema operacional do PS4 que deriva dessa distribuição. Possuí também versão personalizada pela Microsfot para a plataforma Azure.

OpenBSD

O OpenBSD nasceu em outubro de 1995. De maneiras importantes, no entanto, sua história remonta-se muito mais cedo do que isso. As raízes do OpenBSD residem na Berkeley Software Distribution, ou BSD. O BSD surgiu na Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1978 quando Bill Joy, que era um estudante de pós-graduação na época, começou a desenvolver a plataforma como uma versão aprimorada do Unix. O próprio Unix estava em desenvolvimento no Bell Labs da AT & T desde 1969.

No início, o projeto BSD de Joy estava longe de um clone autônomo do Unix. A plataforma assumiu uma maior importância no início dos anos 80, no entanto, a AT & T decidiu comercializar o Unix. Desanimada por essa decisão, a comunidade de hackers começou a trabalhar para implementar uma versão do BSD que seria totalmente livre do código Unix e capaz de alimentar um sistema completo por conta própria.

Esse esforço foi concluído em 1991, quando os desenvolvedores do BSD lançaram o sistema operacional "Net / 2". O Net / 2 BSD não foi projetado para ser usado em computadores pessoais, mas variações do SO para máquinas baseadas em Intel-386 logo apareceram.

Atormentados por problemas legais que envolvem o uso indevido do código escrito pela AT & T Unix, no entanto, eles não realizaram sua promessa completa - o que, aliás, é uma grande parte da razão pela qual o Linux pôde crescer na fonte open source mais popular do Unix OS, mesmo que essa tenha sido a última coisa na mente de Linus Torvalds quando ele começou a escrever o kernel do Linux em 1991.

Embora as questões legais não tenham sido totalmente resolvidas até o início de 1994, os entusiastas do BSD lançaram outras versões baseadas em Intel-386 do sistema operacional, que começaram na primavera de 1993. Um deles, o NetBSD, fez seu nome, enfatizando a compatibilidade com o software relacionado à Internet em rápido crescimento. Outro, FreeBSD, sobrevive hoje como provavelmente o sistema operacional baseado em BSD mais popular.

Nem todos adoraram o NetBSD, no entanto. Em 1995, Theo de Raadt, um dos principais desenvolvedores do NetBSD, deixou o projeto para fundar sua própria distribuição, o OpenBSD.
Ele e seus seguidores se separaram tomando uma abordagem purista para o licenciamento. Eles rejeitaram a GNU GPL, a licença de software que governava o Linux e muitos outros importantes projetos de software livre, por considerarem muito restritiva.

Eles preferiram, em vez disso, os termos de licenciamento do sistema operacional BSD original, o que permitiu aos desenvolvedores fazer essencialmente o que queriam com o código-fonte, incluindo negar a outros desenvolvedores o direito de fazer o mesmo optando por não liberar o código-fonte de seu trabalho.

O resultado era um sistema operacional baseado em BSD que era quase totalmente licenciado sob termos extremamente permissivos. Os desenvolvedores do OpenBSD até reescreveram os componentes licenciados pela GPL da plataforma para que todos os softwares em sua distribuição fossem compatíveis com licenças estilo BSD.

Isso não era porque eles não amavam o código aberto. Os desenvolvedores do OpenBSD também se comprometeram a publicar todo o código fonte on-line, uma prática que era rara na época. Eles simplesmente acharam o licenciamento BSD melhor do que a GPL.

A equipe do OpenBSD também levou a documentação muito a sério. Numa época em que os programadores de software livre estavam provando serem muito melhores em escrever código do que completar a tarefa mais chata, escrever documentação para acompanhar o desenvolvimento, e isso importava.

Vinte anos depois, o OpenBSD sobrevive como uma das alternativas mais populares para o sistema operacional alternativo favorito do mundo, o Linux. Exatamente quantas pessoas o utilizam permanece um mistério, já que o projeto não publica estatísticas de uso. Mas um relatório de 2005, que provavelmente foi a última vez que alguém estudou essa questão, sugeriu que cerca de um terço de todos os usuários de plataformas baseadas em BSD usavam o OpenBSD.

As inovações as quais o OpenBSD contribui podem ser conferidas aqui:

https://www.openbsd.org/innovations.html

NetBSD

A primeira versão do NetBSD (0,8) data de 1993 e vem do sistema operacional 4.3BSD Lite, uma versão do Unix desenvolvida na Universidade da Califórnia, Berkeley (BSD = Berkeley Software Distribution) e do sistema 386BSD, a primeira distribuição BSD para a CPU Intel-386. Nos anos seguintes, as modificações da versão 4.4BSD Lite (a última versão do grupo Berkeley) foram integradas no sistema. O ramo BSD do Unix teve uma grande importância e influência na história dos sistemas operacionais semelhantes a Unix, com os quais contribuiu com muitas ferramentas, idéias e melhorias que agora são padrão: o editor vi, o shell C, o controle de trabalho, o Berkeley sistema de arquivos rápido, sinais confiáveis, suporte para memória virtual e TCP / IP, apenas para citar alguns. Esta tradição de pesquisa e desenvolvimento sobrevive hoje nos sistemas BSD e, em particular, no NetBSD.

Além das ferramentas padrão de produtividade do Unix, editores, formatadores, compiladores C / C ++ e depuradores e assim por diante que estão incluídos no sistema base, há uma enorme coleção de pacotes (atualmente mais de 18.000) que podem ser instalados tanto da fonte quanto do formulário pré-compilado. Todos os pacotes que você espera encontrar em um sistema bem configurado estão disponíveis para o NetBSD gratuitamente. A estrutura que torna isso possível, o pkgsrc, também inclui uma série de aplicações comerciais. Além disso, o NetBSD fornece emulação binária para vários outros sistemas operacionais * nix, permitindo que você execute aplicativos não nativos. A emulação de Linux é provavelmente o exemplo mais relevante. Você pode executar as versões do Linux de:
  • Matlab
  • Adobe Flash player plugin
  • Acrobat Reader
  •  Muitos outros programas

Muitas empresas lançaram produtos baseados no NetBSD, como computadores de rede, servidores, roteadores, unidades incorporadas e outros dispositivos para uso industrial e financeiro, mas preferem não anunciar o fato para manter o que eles percebem como uma vantagem comercial. Nós respeitamos essa posição e pretendemos incluir apenas os fornecedores que desejam tornar público o NetBSD.

Softwares baseados no NetBSD:


  • Apple's Darwin
  • arcapos point-of-sale systems and infokiosk terminals
  • Castle Technology Ltd: USB software and Network stack
  • CentreCOM WR54-ID
  • Champaign-Urbana Community Wireless Network
  • FSMLabs' RTCore/BSD
  • fdgw
  • Ghost for Unix (g4u)
  • NetBSD/i386 firewall project
  • NetBSD Live! CD
  • Precedence Technologies NetManager and ThinIT
  • The OSKit
  • QNX
  • SEIL routing software based on NetBSD
  • wifiBSD
  • Wasabi Storage Builder64

  •  Hardwares projetados em torno do NetBSD:


    • Avocent SwitchView
    • BCM91250A - BCM1250 Evaluation Board
    • Brocade Rhapsody Switch
    • CATS - ATX 233-MHz StrongARM motherboard
    • DYNARC
    • endgadget - Palm-sized NEC UNIVERGE WNX Server
    • EZF-1500E - development kit for embedded finger print systems
    • Force10 Networks
    • Liberouter
    • Ricoh Printer
    • SEIL series - lightweight routers for 128K/T1/DSL/ATM connection
    • SEIL/X series - High-Performance routers for Gigabit Era connection
    • SGI ViewRanger
    • SiNic "router on a card"
    • Speecys - "Humanoid Robotics Technology"
    • mmEye "multifunction multimedia server" (webcam)
    • Panasonic BL-C10
    • Panasonic KX-TGP550

    • Há também uma curiosidade a respeito da Apple. É que o NetBSD é usado em uma grande parte dos comandos e ferramentas do espaço de usuário em seu projeto Darwin, Darwin é o núcleo baseado em UNIX usado pelo Mac OS X. A fonte do NetBSD tende a prestar atenção às questões de portabilidade e correção, e é praticamente todo licenciado em BSD, o que evita problemas comerciais com a GNU General Public License. Pelo menos um dos desenvolvedores da Apple tem acesso à árvore de origem do NetBSD e alimentou algumas mudanças úteis.

      Existem outras distribuições que iremos tratar de forma isolada ao longo do tempo aqui no Blog. Uma delas é o TrueOS(este com foco para Desktop's e SysAdmins) e DragonFlyBSD, há também outra distribuição baseada em FreeBSD para os entusiastas de plantão que é a GhostBSD.

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