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Comando fdisk do Busybox não consegue lidar com dispositivos de 8TB

Comando fdisk do Busybox não consegue lidar com dispositivos de 8TB
Comando fdisk do Busybox não consegue lidar com dispositivos de 8TB
 Em outubro de 2019 eu postei que a distribuição Puppy quirky passará a utilizar toybox, musl e clang. Com isso Barry Kauler , o criador do projeto, passou a contribuir com os projetos para que também possa beneficiar seu próprio projeto (é assim que tem que ser).

 Graças a isso, Barry e reportou a comunidade toybox para darem atenção ao seu comando fdisk pois descobriu o fdisk do Busybox não consegue lidar com dispositivos de 8TB.

 A descoberta aconteceu quando havia instalado o EasyOS em um desktop Lenovo que possui um HD do tamanho especificado e criando uma partição com sistema de arquivos ext4 de aproximadamente 6.3TB, uma fat32 de 1.3G, swap e outras pequenas ext4.

 No artigo que você pode ler na descrição, Barry explica porque particionou desta forma. Quando Barry bootou seu sistema, o comando fdisk retornou a seguinte mensagem de erro:
fdisk: Device has more than 2^32 sectors, can't use all of them
  Ao executar o comando "fdisk -l /dev/sda" é exibido informações irrelevantes e a solução foi utilizar o fidsk completo de forma estática no initrd até quue os desenvolvedores do busybox solucionem o problema (lembrando quue o fdisk completo, que vem do pacote util-linux, é do tamanho do busybox).

 Rob Landley retornou a Barry informando que o comando fdisk ainda está como pendente. Então, poderão concentrar-se nesta parte para que o fdisk do toybox não venha a ter o mesmo problema.
Mais sobre o Busybox

Open Embedded trabalhando para que systemd tenha suporte a musl

Open Embedded trabalhando para que systemd tenha suporte a musl
Open Embedded trabalhando para que systemd tenha suporte a musl
 Desde antes do lançamento do Debian 8 que eu venho debatendo sobre o systemd, principalmente por terem criado um monte boatos (vergonhosos e mentirosos) para poder criticar o novo init system. De lá para cá eu já fiz videos contando a sua história, debatendo bug encontrado, fiz live debatendo a palestra "A tragédia systemd" feita por um dos desenvolvedores do FreeBSD e fazendo até mesmo parte do meu curso (não deixe de conferí-lo hein ;)

 Há algum tempo atrás eu fiz um vídeo detalhando as criticas tenho a respeito do systemd.  Sim, eu tenho minhas criticas a respeito do systemd assim como tenho a respeito de qualquer outra ferramenta e que não tem nada a ver com os boatos que todos dizem a respeito do init system. Quer saber as minhas criticas? Confere o vídeo aí embaixo:



 Recentemente descobri que a Open Embedded trabalha em um patch para que o systemd passe a ter suporte a musl (clique aqui para conferir) que é algo muito interessante de se ver já que o systemd é também adotado em embarcados. Isso já é um passo e há muito trabalho a ser feito já que a glibc possui incompatibilidade com as várias outras bibliotecas além da musl (dietlibc, uClibc e newlib). Esse é o motivo da musl não ter sido adotada ainda como biblioteca padrão no Debian mesmo havendo planos para isso. Há muito trabalho ainda a ser feito por parte da Open Embedded e dos colaboradores no desenvolvimento da musl, mas o futuro desta biblioteca é muito promissor (principalmente por sua qualidade de código e resultado no tamanho final dos binários).

 Mas ainda espero que o systemd também venha a ter suporte ao LLVM/Clang e longa vida ao systemd.
Mais sobre o systemd
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Lançado Adélie Linux 1.0-BETA3

Adélie Linux
Lançado Adélie Linux 1.0-BETA3

 Anunciei em Setembro do ano passado o lançamento da versão BETA2 da distribuição Adélie Linux. Oito meses depois a equipe Adélie vem com muitas novidades.

 Adélie Linux é uma distribuição cujo foco é ter total compatibilidade POSIX® com uma ampla variedade de computadores e facilitar o uso sem sacrificar recursos.
Dentre esses recursos estão Algumas das características da distribuição Adélie são:
 Kernel Linux com o conjunto de patch conhecido como mc que tem como objetivo fornecer melhorias na confiabilidade, desempenho na interatividade e consumo de memória em todas as arquiteturas possíveis (o kernel-mc extrairá o máximo do hardware de forma mais eificiente); biblioteca musl de forma mais rigorosa, implementar ferramentas rigorosamente compatíveis onde elas faltam, e acompanhando o progresso e notando faltas ou recursos não em conformidade; Init System V-style com gerenciamento de serviços do OpenRC e do s6; o gerenciador de pacotes APK Tools da distirbuição Alpine Linux; suporte a ppc, ppc64, arm64, pmmx (i586) e x86_64; interfaces gráficas; aplicações de servidores como Popular Server Software Apache, Bugzilla, lighttpd, PHP 7, Python 3 (que indiquei recentemente o livro do professor Augusto Manzano), qmail, Quassel Core, Ruby, StrongSwan VPN e muitos outros recursos.
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 A versão 1.0-BETA3 foi lançada no dia 31 de Maço e foram 1683 commits entre a versão 1.0-BETA2 e 1.0-BETA3. Esta nova versão traz o GCC 8.3.0 (a distribuição inteira foi reconstruída sob essa versão); gcompat foi atualizado para ter mais suporte programas que dependem da glibc software.; a linguagem Go agora disponível via gcc-go; Ghostscript que permitem impressões utilizando CUPs e Gutenprint; Java, Sphinx e Subversion; LLVM e o Clang versão 8.0.0 (sua versão de LLVM possuem suporte a SPARC e WebAssembly targets) e na parte de redes recebeu suporte iw, netqmail, Netsurf, NFS, NMap, Postfix, RDesktop e WireGuard, NetworkManager e ModemManager.

 Na parte de desktop não ficou de fora e agora a distribuição possui suporte a MATE e as aplicações do KDE foram atualizadas para a versão 19.04.1 ( já os Frameworks para a versão 5.54.0). E como KDE é algo que nos remete a Qt, está disponível também o Qt 5 Speech que permite algumas aplicações entregarem a funcionalidade text-to-speech.

 Outras aplicações para desktop que valem mencionar foram o AbiWord, Evince, Gnumeric, o LibreOffice, aproximadamente  50 novas fonts, XScreenSaver e suporte a MTP (Media Transfer Protocol) para câmeras digitais.

 Há também melhorias no suporte a arquitetura e correções de bug, mas acredito que isso já nos dá uma boa visão geral de como está o progresso da distribuição.


Lançado LLVM 8.0.0

Linux e o LLVM
Linux e o LLVM
 Ontem (dia 20/03/2019) foi lançada a versão 8.0.0 do compilador LLVM. Nesta versão houve trabalho no trunco que houve na revisão da subversão r351319, speculative load hardening, compilação concorrente na ORC JIT API, uma opção do Clang para inicializar variáveis automaticamente, suporte melhorado a header pré-compilado, muitas correções de bug, otimizações e melhorias nos diagnósticos.

Skarnet começa Março com um monte de lançamentos

E vamos para mais lançamentos (parece que o canal virou point para lançamentos). Mas a Skarnet lançou skalibs-2.8.0.0, nsss-0.0.1.1, execline-2.5.1.0, utmps-0.0.2.1, mdevd-0.1.0.3, s6-portable-utils-2.2.1.3, s6-linux-utils-2.5.0.1, s6-dns-2.3.0.2, s6-2.8.0.0, s6-rc-0.5.0.0, s6-networking-2.3.0.4 e o s6-linux-init-0.4.0.1.
CURSO DE SHELL SCRIPT DO MATEUS MÜLLER
 Pois é, é coisa p'ra caramba lançada de uma vez só e tem informação p'ra caramba para eu poder relatar aqui. Então, para facilitar a minha vida, vou postar o report em inglês mesmo já que existe a facilidade de tradução pelo navegador que você pode usufruir, Boa leitura:

 skalibs-2.8.0.0

 This is a major version release of skalibs, so compatibility with previous versions is not guaranteed. Make sure to upgrade the rest of the skarnet.org stack at the same time to avoid build failures.
https://skarnet.org/software/skalibs/
git://git.skarnet.org/skalibs

Bugfixes

  1. The avltreeb_* family of macros have been removed. (They were only usable with GNU C, not pure C99.) A new macro has been added to declare a tree and its storage at the same time.
  2. The mkdir_unique() function has been removed. It was duplicating the functionality of the libc's mkdtemp().
  3. New functions: env_dump(), autosurf(), autosurf_name(), and the mk?temp() family of functions that work on the same model as mkstemp() and mkdtemp().
  4. New header: skalibs/posixishard.h to gather workarounds for various OSes' failures to respect POSIX. It's meant to be included *after* system headers, whereas skalibs/nonposix.h, which activates OSes' extensions and idiosyncrasies, is meant to be included *before* system headers.
  5. The ancilautoclose and nbwaitall sysdeps have been removed. (ancilautoclose was always false; nbwaitall was not useful.)

nsss-0.0.1.1

Bugfixes

Compatibility with skalibs-2.8.0.0.
https://skarnet.org/software/nsss/
git://git.skarnet.org/nsss

execline-2.5.1.0

Compatibility with skalibs-2.8.0.0.
New command: envfile.
https://skarnet.org/software/execline/
git://git.skarnet.org/execline

utmps-0.0.2.1

Compatibility with skalibs-2.8.0.0.
https://skarnet.org/software/utmps/
git://git.skarnet.org/utmps

mdevd-0.1.0.3

Compatibility with skalibs-2.8.0.0.
https://skarnet.org/software/mdevd/
git://git.skarnet.org/mdevd

s6-portable-utils-2.2.1.3

Compatibility with skalibs-2.8.0.0.
https://skarnet.org/software/s6-portable-utils/
git://git.skarnet.org/s6-portable-utils

s6-linux-utils-2.5.0.1

Compatibility with skalibs-2.8.0.0.
Build fixes with clang.
https://skarnet.org/software/s6-linux-utils/
git://git.skarnet.org/s6-linux-utils

s6-dns-2.3.0.2

Compatibility with skalibs-2.8.0.0.
https://skarnet.org/software/s6-dns/
git://git.skarnet.org/s6-dns

s6-2.8.0.0

This is a major version release of s6. It is recommended to first stop all your s6 services, then upgrade, then immediately restart your supervision tree, then start your services again. Failure to do so *will* cause issues if you're relying on s6-ftrigrd notifications (which is the case, for instance, with services managed by s6-rc).

Bugfixes

  1. Compatibility with skalibs-2.8.0.0.
  2. s6-log now uses a default line limit of 8kB, instead of having unlimited lines by default.
  3. s6-log can now notify readiness.
  4. In the accessrules library: checking uid+gid credentials now checks the "uid/self" key if the client and server have the same euid, and the "gid/self" key if the client and server have the same egid.
  5. This means, for instance, that it's now possible to define s6-ipcserver-access rules that only apply then the client runs with the same credentials as the server.

https://skarnet.org/software/s6/
git://git.skarnet.org/s6

s6-rc-0.5.0.0

  This is a major version release of s6-rc, but the compiled database format does not change. It is not necessary to recompile your source databases. However, it is necessary to stop all services before upgrading s6 (else the down notifications will not be received and the s6-rc -d change command will hang.) I recommend to switch to single-user mode, then upgrade s6, then restart the
supervision tree (or reboot), then restart the s6-rc services, in order to avoid all problems.

Bugfixes

  1. Compatibility with skalibs-2.8.0.0 and s6-2.8.0.0.
  2. s6-rc-compile does not support the -u or -g options anymore. The user who can run s6-rc on a livedir is now *always* the user who owns the supervision tree that this livedir uses.

https://skarnet.org/software/s6-rc/
git://git.skarnet.org/s6-rc

s6-networking-2.3.0.4

Bugfixes

Compatibility with skalibs-2.8.0.0.
https://skarnet.org/software/s6-networking/
git://git.skarnet.org/s6-networking

s6-linux-init-0.4.0.1

Compatibility with skalibs-2.8.0.0.
A major version release of s6-linux-init is in preparation, but requires more work. It will come at some point this month; I didn't want it to delay all the other releases, so 0.4.0.1 is only here to bridge the gap.

Lançado LLVM 7.0.1

Lançado  LLVM 7.0.1
Lançado  LLVM 7.0.1
 Mais um lançamento antes do final do ano do compilador LLVM/Clang, este que está cada vez mais tomando cada vez mais a atenção e até substituindo o GCC (lá ven choro...) como já vem sendo feito em distribuições como OpenMandriva, Debian e Ubuntu, o Fedora que está em planejamento (automaticamente, herdado pelo Red Hat Enterprise Linux), o Alpine Linux e o próprio kernel Linux.

Mais detalhes, podem conferir o vídeo que fiz esse ano sobre o assunto:


Como sempre, essa nova versão trás correções de bugs da versão anterior, mas mantendo sua compatibilidade em sua API e sua ABI. Mas uma observação feita é que essa nova versão não trás correção para a incompatibilidade de com a ABI do GCC 8.2 quando passa-se llvm::ConstantExpr::getGetElementPtr como descrito na mensagem de lançamento da versão anterior:
https://bugs.llvm.org/show_bug.cgi?id=39427

 Talvez é algo que tenhamos que esperar uma nova versão ou a versão 7.0.2. De qualquer jeito, ficamos com mais um lançamento disponível para download e que podemos conferir no link abaixo:
http://releases.llvm.org/download.html#7.0.1
 Vale lembrar que distribuições Debian e Ubuntu podem já fazer uso bastando adicionar ao seu source.list:
https://apt.llvm.org/

O que falta para a que a musl substitua a GilbC no Linux

Logo da biblioteca C musl
Logo da biblioteca C musl
musl é uma biblioteca C que aos poucos irá substituir no Linux a padrão GlibC. E isso já vem acontecendo como através da distribuição Alpine Linux, Void Linux (apesar de possui as suas versões GlibC, seu foco maior é a musl), no Aboriginal linux, no toybox e é sempre comentado na conferencia Container Con. Como descrito no seu site oficial:
musl é uma nova biblioteca padrão para dar poder à uma nova geração de dispositivos baseados em Linux. musl é leve, rápida, simples, livre e se esforça para ser correta no senso de padrões de conformidade e de segurança.

A musl segue o padrão POSIX 2008 base a risca e é possível ver durante o processo de compilação que é adotado fortemente o padrão ISO C99 na biblioteca e um número de interfaces não padronizadas para ter compatibilidade com funcionalidades entre Linux, BSD e a glibc:


musl está sob a licença permissiva MIT e possui suporte as arquiteturas x86 (32/64), ARM (32/64), MIPS (32/64), PowerPC (32/64), S390X, SuperH, Microblaze, OpenRISC.

Veja o vídeo da série Muito além do GNU para saber melhor sobre a Musl



Mas o que falta então para que musl se torna padrão nas distribuições Linux? 

Assim como no LLVM/Clang (e é o que a comunidade LLVM mais reclama), é que faltam algumas extensões GNU extremamente importantes presentes somente no GCC e na GlibC e que não são documentadas pela comunidade GNU. Se vocês quiserem saber algo sobre essas extensões, é necessário entrar em contato com a comunidade GNU e perguntá-los sobre elas (e para eles responderem... aí já é outras história). Isso acaba dificultando que alavanquem e acaba amarrando projetos a ficarem dependendo das ferramentas que o GNU tem a oferecer (chega a ser estranho falar de liberdade...)

Faltam também um monte de localizações, dados, um monte de bloat do GNU (que acontece a mesma coisa), Name Service Switch, (NSS), serviços de rede, biblioteca (libnsl em específico) e 80+ CVEs. Quando esses recursos forem adicionados a musl, podem ter certeza, adeus glibc.

Apesar do que ainda falta para a sua melhor adoção (que estão trabalhando fortemente para ter por completo e que há longa data já é boa o suficiente para colocar em um ambiente de produção), a musl já apresenta suas viabilidades em comparação a glibc. Basta comparar o resultado final das duas:

Comparação de tamanho final de um binário entre musl e glibc.
Comparação de tamanho final de um binário entre musl e glibc.
Site oficial da musl-libc

Como conheci o Alpine Linux

Alpine Linux
Alpine Linux

Certo, essa semana demos inicio novamente à serie Os Vários Sabores de Linux. Essa é a segunda temporada desta serie que todo mundo vive me pedindo para que volte e eu escolhi a distribuição Alpine Linux para dar a abertura:

OK. E por que vou contar como conheci essa distribuição? SIMPLES! Porque ela é importante. Essa é a base para me ter dado inicio a MUITO ALÉM DO GNU. Daí agora a indagação deve ser: "Como assim?"

Bora debater então. Antes de contar como conheci o Alpine, é preciso dar um passo atras, coisa de dois anos. Mais ou menos em 2010 ou 2011 eu li uma noticia de que já era possível compilar o Linux com o Clang. Isso me chamou a atenção porque podíamos usar outro compilador além do GCC. Fora que a primeira biblioteca que eu conheci que não fosse a tão divulgada GlibC foi a uClibc. Daí em 2012 eu estava pesquisando no Google sobre um carro da Renalt chamado Alpine. Esse da foto abaixo:

Renalt Alpine
Renalt Alpine

E como o Google vinculou a pesquisa a o que pesquiso bastante (Linux), logo o Google me devolveu como resposta Alpine Linux. Daí pensei:
"Uma distribuição com o nome de Alpine? Bora ver o que ela tem a oferecer"
Viram como nem sempre é sinal de que estão te espionando?

Descobri que era uma distribuição que utilizava a Musl como biblioteca C padrão ao invés da GlibC e o busybox ao invés do Bash. Primeiramente procurei saber o que a Musl tinha oferecer (e me apaixonei) e segundo é que se ligarmos os fatos, uma distribuição com kernel Linux, com uma biblioteca C que não é do GNU, um terminal que não é do GNU (apesar que o Busybox é um agrupamento de coisas que já existem, mas o toybox não) e ainda podermos compilar tudo com um compilador que não seja o GCC me levou a fazer as seguintes perguntas:
"Quer dizer que Linux não possui vinculo obrigatório com o GNU? Quer dizer que Linux se estende a muito além do que GNU tem a oferecer? Ou seja, Linux não está limitado a GNU?"
E a resposta é: EXATO PARA TODAS AS PERGUNTAS!

Eu já era analista há quatro anos e não sabia disso. Eu a deveria saber até antes disso uma vez que já havia feito curso de LPI três anos antes desta descoberta e há anos usava KDE. Mas OK.

Você deve estar se perguntando:
"Mas então por que quando digitamos uname com as opções -a ou -o aparece escrito GNU/Linux?"

uname, uname -a e uname -o
uname, uname -a e uname -o

SIMPLES! Isso acontece porque o comando uname que você utiliza foi desenvolvido pela comunidade GNU fazendo parte do pacote coreutils. Essa foi uma forma de promover a fraca ideia da obrigatoriedade do nome GNU/Linux. Falando de core-utils, ainda vai ter um vídeo no canal debatendo e destrinchando um pouco melhor o assunto.

core-utils
man uname

Mas retomando o raciocínio, se baixarmos o toybox (seja código fonte ou binário), e digitarmos ./toybox aparecerá uma lista de comandos. Apesar de comandos que você provavelmente já conheça, todos estes comandos foram escritos do zero, inclusive o comando uname ;)

Comandos do toybox
Comandos do toybox

Digitando ./toybox uname -a ou ./toybox uname -o, repare que aparecerá somente o nome Linux e não GNU/Linux.

./toybox uname, ./toybox uname -a, ./toybox uname -o
./toybox uname, ./toybox uname -a, ./toybox uname -o

Viram como o nome "GNU/Linux" não é algo obrigatório no sistema operacional? Falando em nome, sabiam que o nome Linux é propriedade intelectual de Linus Torvalds? 


Ele detém os direitos autorais sobre o nome Linux. É aí que eu acho a comunidade GNU incrível, defendem tanto que tudo deve ser livre e que tudo o que é proprietário é abominável mas brigam muito pelo direito do nome do seu sistema operacional livre aparecer em destaque em um nome proprietário... Alias, a comunidade GNU pediu autorização a Linus para chamá-lo de GNU/Linux? já que eles defendem o que é moralmente correto a ser feito, pedir autorização para tal uso é o que DEVE moralmente correto ser feito. Sabiam inclusive até que Linus poderia meter um processo nessa galera que quer forçar a todos a chamar de GNU/Linux pelo uso do nome Linux sem sua expressa autorização?

Marcas de serviços são uma variante de marcas registradas conceitualmente similares a subarrendamento. Por exemplo, Linus Torvalds possui a marca registrada do "Linux" (porque outra pessoa o registrou como o criador do produto, processou a comunidade para que saíssem disso, provado seu caso, acabou possuindo uma marca registrada), e empresas como Red Hat Linux e VA Linux ter que possuir declarações assinadas do Linus concedendo-os permissão para incorporar sua marca registrada em suas proprias marcas registradas. Ninguém mais pode chamar suas versões de Linux "Red Hat", mas a Red Hat não poderia utilizar o termo "Linux" sem a permissão de Linus. Linus só tem se incomodado em reforçar sua marca registrada uma vez até agora, para impedir a venda de um grupo de domínio de nomes "Linux" por um ocupante. Seu e-mail no assunto é bastante informativo sobre lei de marca registrada em geral.
Passe o cursor para ler a tradução do artigo vindo do site Montley Fool

Fica então a matéria para meditação, aprofundem-se em conhecer melhor o sistema operacional que utilizam e azar de quem vier fazer dar chilique defendendo a GNU.

Lançado a versão 5.0.1 do compilador LLVM




Esse artigo é somente um aviso rápido. Foi lançado a 17 horas atras o a versão 5.0.1 do compilador LLVM 5.0.1.

O projeto LLVM é uma coleção de tecnologias de copilador de toolchains modulares que foi iniciado na universidade de Illinois como um projeto de pesquisa. O LLVM está sob uma licença open source no estilo BSD e possui muitas características melhores do que o tradicional GCC. Existe o projeto que visa o construir o Linux totalmente com o LLVM/Clang (e assim espero eu que aconteça)

Esse novo lançamento contem correções de bugs mantendo também compatibilidade com a API e a ABI da versão anterior (5.0.0). A versão anterior já trazia suporte a C++17, co-rotinas, otimizações melhoradas, novos warnings no compilador.
Todas as melhorias podem ser conferidas clicando aqui.
Lembrando que o compilador disponibiliza as versão para distribuições Debian e Ubuntu onde pode-se adicionar ao source.list:
https://apt.llvm.org/

Kernel 4.12, um dos maiores lançamentos da hisória


Tudo bem, esse kernel foi lançado no dia 2 de Julho. Estou atrasado, mas não quis deixar de comentar uma vez que é dito por Linus como sendo historicamente um dos maiores lançamentos. Com 12.000 commits, somente 4.9 mil foram significativamente maiores e porque Greg Kroah-Hartman declarou essa versão um LTS (mas notei que ainda não entrou na lista ).

Esse kernel recebeu um numero absurdo de patches. Em torno de 50% dos seus patches são trabalhos feitos para ter melhor suporte em placas de vídeo da série Vega da AMD que estarão a venda ainda esse ano (e lá vem os comentários como: "Á, é por isso que você está postando essa noticia"... Galera que quiser me poupar disso, eu agradeço. Eu gosto de processadores da Intel também, lembrem-se disso). Ter suporte a hardware que ainda nem está disponível no mercado é emocionante, mas ainda mais é o trabalhando sendo feito no suporte a USB-C nativamente (portas USB-C são um sonho dos designer de utrabooks e que deu muito trabalho em seu desenvolvimento no kernel pelo tamanho poder desse novo padrão).

Esse kernel recebeu também um novo scheduler BFQ I/O scheduler (The Budget Fair Queuing), que é um novo I/O scheduler que permite que as aplicações de se tornem mais responsivas. Ao reduzir a latência em servidores, ele também ajuda a reduzir jittering e jumps quando realizar streaming de áudio ou vídeo, e aumenta a velocidade de entrega das páginas web. O novo BFQ vai tornar a vida mais agradável para o usuário final (é, mesmo com todo poder que Linux nos proporciona, o sistema operacional ainda nem atingiu todo o seu potencial ainda. Imagina quando utilizar o LLVM/Clang e a Musl como padrão). O novo Kyber I/O scheduler, por outro lado aumenta a velcidade de acesso a dispositivos de bloco.

O suporte a arquitetura ARM de 64 bits continua crescendo como para as AmazeTV da HWacom e Orange Pi PC 2.

Chips Power9 também receberam boa atenção e agora podem endereçar 512TB de espaço de endereço virtual (que deve ser interessante para gamers).

Mais informações, confiram aqui.

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